quinta-feira, dezembro 28, 2006

Para o Antônio, uma das minhas favoritas dos Beatles

Strawberry Fields Forever

Let me take you down
´Cause I´m going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever

Living is easy with eyes closed
Misunderstanding all you see
It´s getting hard to be someone
But it all works out
It doesn't matter much to me

Let me take you down
´Cause I´m going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever

No one I think is in my tree
I mean it must be high or low
That I you can't you know tune in
But it's all right
That is I think it's not too bad

Let me take you down
´Cause I´m going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever

Always, no, sometimes, think it's me
But you know I know when it's a dream
I think, er, no I mean, er, yes
But it's all so wrong
That is I think I disagree

Let me take you down
´Cause I´m going to
Strawberry Fields
Nothing is real
And nothing to get hung about
Strawberry Fields forever
Strawberry Fields forever
Strawberry Fields forever


Quando eu nasci, cabia numa caixa de sapatos. Pelo menos era o que a mamãe dizia. O fato não pode ser contestado, já que minha estatura rende associações desde a pejorativa tampinha até simpática mignon. Uma das pessoas mais altas com as quais convivi desde criança foi o Antônio Carlos. Pediatra (atendeu milhares de crianças sem cobrar consulta porque além da ética médica tinha um coração enorme), amigo dos meus pais desde os tempos em que nem eram casados, ele também era pai das minhas duas amigas mais queridas da infância e adolescência: Cláudia e Clarice.

Antônio geralmente me carregava para dar um beijo no rosto quando eu, com a euforia de filha única (até os 5 anos de idade), chegava com a mochila nas costas para passar o final de semana com as meninas. Houve uma fase que eu despertava no meio da madrugada querendo meus pais. Como se argumento algum me convencesse de que era tarde e que em instante eu os veria, ele me levava de volta para casa.

Ele era aquele homem grande, sempre vestido de branco que examinava minhas amígdalas atormentadas por dores freqüentes. Desde que eu tive uma convulsão, com menos de dois anos de vida, minha mãe só confiava no parecer do Antônio. Eu também. Como fui uma criança quase terrível, um pouco pirracenta e que odiava xarope (odeio até hoje), só havia uma pessoa capaz de me convencer em momentos mais agudos. Lembro-me de uma vez que entrei na minha casinha da Mônica ardendo em febre. Não havia quem me tirasse de lá. Antônio - não sei como - entrou naquele minúsculo esconderijo. Pacientemente, me convenceu a tomar o remédio.

Como um dos poucos espectadores das peças teatrais que eu, Cláudia e Clarice montávamos na casa dele ou na minha (com o figurino de nossas mães), ele assistia a encenação até o final e pagava o ingresso que nós cobrávamos. Antônio e mamãe nos aplaudiam enquanto os outros adultos falavam sobre política na cozinha. Era ele quem desligava a luz do quarto, depois que as três caíam exaustas de tanto brincar na cama. Claudinha tinha mania de pedir um copo d'água assim que via a sombra do pai na porta. Antônio trazia água e beijava cada uma de nós na testa.

Ele foi mais Beatles que Rolling Stones. Mais livros do que panfleto. Mais jogo de xadrez do que de palavras. Mesmo não sendo o engraçadinho da turma de meus pais, tinha um humor irônico que eu adorava. Quando sentava à mesa perguntava o menu para Mariúche. Quando ela dizia "salada" e punha a travessa no descanso, ele respondia: "tomate não é salada". Eu e as meninas sempre ríamos. Até hoje quando faltava variedade no cardápio, eu repito as palavras dele.

Certa vez, uma amiga da mamãe ganhou uma gincana graças ao Antônio. Ele dominava o léxico como poucos. Era uma espécie de Guimarães Rosa entre os amigos. Eu, curiosa, pescava suas expressões e reproduzia. Dia desses usei o termo lupensinato numa conversa com colegas da redação e me lembrei dele na hora. Alguns dicionários não trazem o seu significado inclusive.

Recordações que envolvem o Antônio são sempre felizes. Ele foi como um pai. Sem a bronca, claro. Aliás, ele tinha uma boa tática para repreender as travessuras das filhas: no lugar de comparar uma com a outra ("Você precisa ficar comportada como sua irmã"), ele comparava comigo. Evidentemente, se fosse o caso.

A última vez que eu vi Antônio foi na Rua Carangola. Eu estava a caminho da academia. Escrevi um post na ocasião. Ele me abraçou ternamente e disse que sempre ligava a televisão para me ver, que sentia muito orgulho de mim. Fiquei super engasgada, muito feliz porque aquele homem que continuava muito alto aos meus olhos era exigente e bem crítico. Não por acaso, Antônio era do signo de Áries. Como eu.

Há um mês mamãe me avisou que ele estava mal. Fora diagnosticado com um câncer e estava em fase terminal. Mais de uma vez ela pediu que fôssemos visitá-lo. Adiamos nas minhas poucas idas a BH. Talvez porque seria ver o Antônio que conhecíamos deitado numa cama, fraquinho. Não poderia ser o mesmo que me carregava no colo!

Eu já escrevi mais de uma vez nesse espaço que tenho dificuldade de aceitar a morte. Sou apegada demais às pessoas, sobretudo àquelas que considero fundamentais como pouquíssimos familiares e amigos como o Antônio (mais relevantes na minha história de vida do que a maioria dos meus parentes).

Hoje quando soube da notícia, só consegui pensar em "Strawberry Fields Forever" como forma de homenageá-lo à distância. Para um lugar assim que o Antônio deve ir. Claro que uma hora ele vai questionar se não é possível que haja uma manga ou mamão, mas isso é outra história.

sábado, dezembro 23, 2006

Cinco dias

Metade do período que o Banco Real dá no cheque especial e dois dias a menos que a Samara teria para fazer uma vítima. É o que corresponde ao meu descanso em Belo Horizonte. Tenho certeza de que ao final do meu plantão de Reveillon, terei desistido por completo da vida em redação. Após as férias, em abril, vou tomar outro rumo na carreira. Como uma pessoa que sabe o que é chutar o balde, isso não me assusta. Cheguei quinta à noite com o Tétinho desidratado e tenso com a viagem. Ele agora toma floral e tenta conquistar a amizade da Chica, a gata mais anti-social da Terra. Fui à festa do Osso com o Alê. Ontem, almocei com a turma do Agenda e terminei a noite no Ora Bolhas com Marianinha e Manu. Hoje é dia de princesa. No momento, estou com a cabeça coberta pela tintura "castanho chic". Daqui a pouco tenho hora no Jefferson, que dará um jeito na cabeleira e à tarde unha e depilação. Talvez eu vá na festa da Grafitte, porém confesso que queria dar um pulo na Obra, onde não pisei durante todo o ano de 2006. Estou com ódio da Livraria Cultura que não entregou um livro - pago em dinheiro - no prazo e ficarei de mãos abanando amanhã. Também estou puta com o Consulado dos Estados Unidos que negou o visto da minha irmã. De modo que meu espírito cristão foi abalado. Um pivete de uns 14 anos encheu meu saco na rua quando fui à farmácia. Ele tanto atormenou que eu o assustei com um "porra, moleque! Me deixa em paz!". Falei tão alto que um carinha veio perguntar se eu estava tendo algum problema e se ele podia me ajudar. "Não preciso de ajuda de ninguém". E saí apressada. Não, não tomei meu remedinho de manhã, caso ainda haja dúvida. Eu ia escrever um post diferente, porém, minha mãe está tendo um revival da minha infância e me mandou arrumar o quarto.

terça-feira, dezembro 19, 2006

Notícia Triste

Joseph Barbera, criador de alguns dos desenhos animados mais populares do mundo, como "Tom e Jerry", "Os Flintstones" e "Os Jetsons", morreu na segunda-feira aos 95 anos, informaram amigos e familiares.
Barbera, que junto a William Hanna formou a companhia Hanna-Barbera, cujo nome foi sinônimo de desenho animado durante o Século XX, morreu em sua casa, em Los Angeles, disse seu agente.

"Joe Barbera realmente foi um animador e uma lenda da televisão", disse Barry Meyer, presidente e chefe executivo da Warner Bros, sobre o criador de "Johnny Quest", "Scooby Doo", "Zé Colméia", "Os Smurfs" e "Pica-Pau".

"Da idade da pedra à era espacial, os desenhos que ele criou com o finado sócio William Hanna não eram apenas superestrelas, mas também faziam parte da cultura americana".

"Apesar da ausência entre parentes e amigos, Joe viverá para sempre nos seus personagens", disse Meyer.

A morte de Barbera ocorre cinco anos após o falecimento de Hanna, em 2001, quando tinha 90 anos.

Os dois começaram sua parceria em 1937, na Metro-Goldwyn-Mayer, onde criaram a dupla Tom e Jerry.

Em 1957, fundaram a companhia Hanna-Barbera, sob o impulso do advento da televisão.

Entre os títulos mais famosos produzidos pela companhia figuram: "Os Flintstones", "Zé Colméia" e "Dom Pixote", criados no início de 1960. Em seguida vieram outros sucessos como "Johnny Quest" e "Scooby Doo".

"Scooby Doo", transmitido por 17 anos consecutivos, é o desenho animado de maior exibição contínua na TV.

A direção de Hanna e os desenhos de Barbera os fizeram ganhar sete Oscar por curtas-metragens que incluíam esses personagens.

A Hanna-Barbera produziu cerca de 3.000 desenhos animados de curta duração durante os mais de 60 anos da companhia.

Nascido em 24 março de 1911, em Nova York, Barbera começou a trabalhar como bancário e passou muitas dificuldades financeiras, mas encontrou sua verdadeira vocação no desenho, após publicar algumas tiras na revista Collier''s. Estudou Arte antes de ir trabalhar nos estúdios de desenhos animados Van Beuren, em Nova York.

Sander Schwartz, presidente da Warner Bros Animation, lembrou que "Bill (Hanna) criou um modelo de produção para a TV e Joe (Barbera) o tornou divertido, com seus desenhos originais e personagens memoráveis, que ficarão para sempre".

Hanna e Barbera receberam uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1976.

Barbera deixa a esposa Sheila e os filhos Jayne, Neal e Lynn.


sábado, dezembro 16, 2006

Mais um daqueles vapts vupts em BH. Talvez o mais breve de todos até minha tão esperada folga de natal. Mesmo com a chuva intermitente, mamãe foi comprar os últimos presentes e nos levou a tiracolo. "Agora não precisa de mais nada", disse assinalando sua listinha. Respondi o clássico "hum hum" sem mais delongas. Afinal, a conheço tão bem a ponto de saber que no último momento ela há de tirar um embrulho da cartola para um convidado inesperado. Achei essa crônica a cara dela que agora deixa as luzinhas de natal ligadas a noite inteira na contagem regressiva.

Mamãe Noel - Martha Medeiros

Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

(Dezembro de 1998)

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Depois tem gente que diz que eu sou pessimista...

Depois de ouvir numa reunião que o orçamento da empresa em 2007 será mais enxuto do que foi neste ano (donde se conclui: nada de reajuste no salário), por uma terrível ironia do destino leio a manchete do dia em todos os jornais. Não é que os parlamentares promoveram um aumento de 91% para eles mesmos? Aí me lembro da vergonhosa tarja preta que colocaram no dia da morte do Pinochet, como se alguém, com o mínimo de consciência, pudesse sentir a dor da perda de uma criatura como ele. Ligo para a Telefônica (que fez o favor de colocar o código de barras da conta do mês anterior no atual e com isso me fez pagar dois valores idênticos) e sou informada que o valor pago ainda não foi computado. O melhor: o ressarcimento ocorre em 10 dias úteis. Enquanto isso, a linha segue bloqueada mesmo paga. Afinal, eles precisam deixar meu dinheiro rendendo o suficiente em seus fundos de investimento até a devolução numa agência lotada e infernal como todas do Banco do Brasil. Tento comprar a passagem de ônibus para BH na internet e qual a surpresa? As tarifas foram reajustadas acima da inflação, pois alguém mais esperto que eu pode burlar a lei, a ética e o bom senso simplesmente para lucrar com o caos nos aeroportos. Situação, aliás, que me fará ter um dia a menos em BH, já que não posso me dar ao luxo de chegar a hora que quiser no trabalho porque fiquei mofando em Confins. Fico pensando se ter filhos é algo que um dia eu deva cogitar. De que vale ser do bem num mundo que só quer te explorar e lesar de alguma maneira?

quarta-feira, dezembro 13, 2006

"A grande vantagem de ir pro trabalho em pé num micro-ônibus lotado é que o seu dia tende a melhorar".

Roubado de Uma Dama Não Comenta

terça-feira, dezembro 12, 2006

"A vida até parece uma festa. Em certas horas isso é o que nos resta"

Houve alguma relutância da turma da redação em comparecer à festa de confraternização do Grupo Estado na Via Funchal. O que eu entendo porque um dia já fui meio blasé desse jeito. Eu achava que reunir pessoas tão diferentes em torno de música e decoração um tanto quanto duvidosos era algo desnecessário ao meu folclore pessoal. Puro preconceito.

Mas a festa em questão era a fantasia. Seria demais eu pensar num traje ou tema com a minha vida nesse ritmo frenético de trabalho, freela e falta de tempo para tudo. Usei um figurino mais patricinha para forjar uma caracterização.

Por sorte, o pessoal da minha editoria - incluindo "chefinho", como eu e o Bezzi chamamos o Felipe, nosso editor - foi em peso. Quer saber? Foi uma noite mais do que agradável. Rimos bastante, dançamos MC Leozinho e ainda observamos à paisana micos alheios e alguns bafões.

Como a cerveja fosse de marca razoável e gelada, excedi um pouco. Tomei muita água para compensar. No entanto, acordei com uma leve dor de barriga combinada com a ressaca.

Hoje foi aquela tiração de sarro. Pelo andar da carruagem, aqui não rola o tradicional amigo oculto (que os paulistas chamam de secreto). O que é uma pena, pois é sempre bom ter um pretexto para se divertir.

Apagão

Por conta da ignorância da Eletropaulo a luz de casa, mesmo paga, foi cortada. Impressionante como os serviços no Brasil são um lixo. Eles cobram uma taxa de religa imediata de 29 reais, que eu e o Rodrigo não pagaremos, e outra de 5 reais para 24 horas. Como não tenho tempo e saco para acionar o Procon, passarei por um dia de ceguinha, trombando em tudo. Pelo menos tem a academia relativamente perto para tomar aquele banho quente...Decidi não me estressar por conta da minha labirintite. Um serenus a mais na minha cota diária e, como diria Scarlet O' Hara, amanhã eu penso nisso.

Pipoca

Vi dois filmes muito legais: O Ilusionista, com o fofo do Edward Norton (apesar daquele cavanhaque péssimo) e Um Beijo a Mais, que estréia no ano que vem. Esse filme tem uma trilha sensacional escolhida pelo Zach Braff, protagonista da história. Caiu como uma luva por que trata de pré-trintões como eu que estão naquela de "casa ou compra uma bicicleta".

Hora de ir embora porque amanhã o batidão começa cedo e não tem hora para acabar...

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Parece piada, mas não é. Olha o email que o Caio encaminhou para mim desse sujeito! Cada vez mais me convenço de que a humanidade perdeu completamente a noção!

Casamento - Procura-se
Procuro mulher que possua CIDADANIA EUROPEIA, na faixa dos 30 ou dos 40, e que esteja disposta a casar a morar na Inglaterra (viagem prevista para no máximo junho de 2007) Tenho 39 anos, sou Profissional de Informática com 15 anos de experiência na área de sistemas e não possuo cidadania européia mas desejo muito trabalhar em minha área profissional e alçar vôos mais altos profissionalmante. Estou disposto a ajudar financeiramente naquilo que estiver ao meu alcance Essa mensagem não possui qualquer ligação com agências ou serviços de empregos, modelos, encontros, intercâmbios, viagens, etc. Trata-se apenas de uma iniciativa pessoal e individual da minha parte, e portanto espero MUITO BOM SENSO nas respostas enviadas. Sou um cara MUITO PRUDENTE, DISCRETO e sei guardar SIGILO. Não se faz necessário o envio de fotos com demonstração de sensualidade (sou heterosexual porém não é isso que irá me impressionar a princípio ...). Desde já obrigado Email para: info_ctrl_alt_del@yahoo.com.br

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Cartinha que me persegue no tarot. Toda vez que eu jogo, lá está ele...

terça-feira, dezembro 05, 2006

Passiflora incarnata + crataegus oxyacantha + salix alba L. na cabeça

Não tive tempo para a revisão básica de final de ano. Há dias sinto fortes dores de cabeça, torcicolo e uma irritação que não passa. Hoje apelei para um kit fitoterápico na esperança de me sentir um pouco melhor. Fiz plantão no último fim de semana (estive no meio daquele milhão de pessoas na 25 de março). Tenho pensado cada vez mais se existe vida decente para quem escolheu jornalismo como profissão. Nem é por ficar muito mais de sete horas por conta do trabalho ou por ganhar mal. Tem tanta coisa errada que não vai mudar...

Vi três filmes em DVD: A Prova, Transamérica e Stoned. Infelizmente, há dias não piso num cinema. Paguei o triplo da locação por não conseguir tempo para devolvê-los. Paguei multa por distração num curso que esqueci de trancar...Tem dias, como hoje, que não tenho forças para ficar esperando duas conduções embaixo de chuva. Abri exceção sem querer. Nada a ver com avareza (se há um pecado capital que eu almejava era esse viu?!?), mas porque sei que ganhar é três vezes mais difícil que gastar.

Enfim, a vida segue com muita ralação e poucas surpresas.

terça-feira, novembro 28, 2006

Não sei se é só comigo, mas sinto que todo momento feliz é sucedido por uma certa melancolia. No final de semana, mamãe e Alê vieram me visitar. Foi tão bom ficar perto deles e durou tão pouco. Quando saíram de carro pela avenida Pompéia, me bateu um vazio grande. A vida que eu escolhi tem suas vantagens evidentes, porém o êxito na carreira diz muito pouco quando o contato com minha família e meus amigos é tão restrito. Será mesmo que não se pode ter tudo?

Ao menos, vi um filme bem legal.

sexta-feira, novembro 24, 2006







Aos mestres, com carinho


"A morte de um homem de mais de 80 anos não é nada, não deve nem ser lamentada. O show continua". Foi o que o anjo interpretado por Virgínia Madsen disse em A Última Noite, de Robert Altman. O filme em tom de despedida serviu como metáfora para o diretor que nas palavras de Jorge Furtado, numa entrevista que fiz essa semana, criou um gênero no cinema. Produções com vários personagens, tramas intrincadas e diálogos ágeis levaram primeiro a assinatura dele. Eu fico triste mesmo assim. Acho que a raça humana fica cada vez mais pobre quando perde a sabedoria de mestres como ele. Outra passagem triste da semana foi de Phillipe Noiret. Mais do que um ator com 150 títulos na carreira, um criador de personas inesquecíveis como o projecionista de Cinema Paradiso e o Pablo Neruda de O Carteiro e o Poeta. Ironicamente, em Pai e Filhos, seu último longa o adeus permeava a trama, mesmo que de maneira bem sutil. Fico impressionada e, ao mesmo tempo comovida, sobre como pessoas inspiradoras e singulares conseguem sair de cena, sem drama e com muita delicadeza. Se eu conseguir durar muito tempo, espero encarar minha partida com a mesma serenidade.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Para descontrair...



Para constar...

Hoje eu não sou ninguém
Porque ontem trabalhei 17 horas corridas
Porque tenho dormido mal e cada vez menos
Porque quando caio nos braços de Morfeu, ganho um pesadelo ou qualquer tipo de neurose onírica para destruir meu descanso

Hoje não sou ninguém
Porque ontem mais uma vez não respondi meus emails
Porque não saio com meus amigos há semanas
Porque não consigo ser regular na academia, na aula de inglês e em qualquer compromisso que me traga bem-estar e conhecimento

Hoje não sou ninguém
Porque meu corpo doí, meus pensamentos estão descoordenados. Se me perguntam qual a cor do cavalo branco de Napoleão, custo associar o nome ao sobrenome Bonaparte
Porque não tenho tido paciência alguma com as pessoas de um modo gera
Porque quando tocam o despertador e o telefone, tenho vontade de silenciá-los para sempre

Hoje não sou ninguém
Porque não tive tempo de buscar meu gatinho, de passar no Drosophyla ou de ir ao banco, compromissos que esperam desde segunda-feira
Porque apesar de estar tentando cuidar da minha saúde na teoria, a prática é um fiasco
Porque milhões de pendências com trabalho, dinheiro e amigos continuam no mesmo plano
Porque não paro de resmungar
Porque não sei ao certo o que quero da minha vida
Porque eu queria sumir do mapa
Quem sabe assim eu voltaria alguém?

segunda-feira, novembro 20, 2006

Voltando a ser morena...

Depois de muito tempo ostentando a cabeleira vermelha, resolvi voltar ao meu visual de outrora. Ou quase, uma vez que passei pelo processo de descoloração e a cor que predomina em minhas mechas é mais escura que a natural. Sinto-me bem melhor. Não agüentava mais o look falsa ruiva tão banalizado. Foi tudo feito no meu bate-volta para BH. Sexta, por bondade dos deuses, deu tudo absolutamente certo. Pela manhã, ia perder a lotação e o motorista me esperou. Saí tarde do jornal, com a convicção de que não iria conseguir viajar. Ganhei uma carona providencial e havia dois lugares no ônibus. Fiquei com o penúltimo, sendo que o último foi disputado na fila. Assisti a Bubble, fui ao mercado central e só não descansei como devia porque a "cachorrada" ficou latinho embaixo da minha janela porque saiu da segundona. Noite em claro, ainda que eu volte de leito. Sim, eu morro de medo de viajar de ônibus e carro. Devo trabalhar até de madrugada, iniciando árdua e produtivamente minha semana. Faltam 115 dias para minhas tão sonhadas férias. Antes que eu me esqueça, não sou de me gabar pelas minhas matérias. No entanto, minha capa do Variedades de hoje ficou muito legal...Não está na íntegra, então, é bom comprar o jornal.



Blacks da hora
Um passeio pelos antigos bailes da periferia de SP

LUDMILA AZEVEDO ludmila.azevedo@grupoestado.com.br

Entre as décadas de 70 e 80, os bailes black eram a curtição do pedaço na periferia paulistana. Mais do que colocar a turma para dançar, tinham a função de criar tendências musicais ou comportamentais. DJ Hum, freqüentador assíduo das festas, e mais tarde integrante da equipe alta rotação, lembra com saudade desses tempos, como na introdução de Senhor Tempo Bom, composição feita em parceria com Thaíde, uma das homenagens mais carinhosas e dançantes a artistas como Tim Maia, Tony Tornado, Gerson King Combo, Lady Zu, Toni Bizarro, bem como às equipes Chic Show, Zimbabwe e Black Mad e, claro, os jovens que passavam horas na frente do espelho para desfilar nas pistas o modelito psicodélico e a vasta cabeleira.

“Os bailes eram compostos por 90% de afro-brasileiros e descendentes. Dificilmente via-se um branco ali, a não ser que fosse da periferia. Você precisa considerar que estávamos em plena ditadura: meia-noite a televisão já estava fora do ar. Era bom porque a diversão estava fora de casa. Essas festas chegaram a reunir de 10 a 17 mil pessoas, público maior do que muitas bandas internacionais famosas atingem hoje em São Paulo. Eram exibidos filmes sonoros, pois não havia o videoclipe. Tinha também concurso de beleza, sem falar nas coreografias”.

Os passinhos ritmados eram um capítulo à parte. “A gente passava a semana inteira ensaiando porque sabia que quem dançasse melhor pegava todas as meninas”, diz. No entanto, DJ Hum faz questão de ressaltar que a diversão das matinês e domingueiras era bastante tranqüila e até ingênua. “Não se vê isso mais. Para se ter uma noção, eles vendiam pipoca na porta das discotecas. Lá dentro eram só drinques. Não havia frescura. O que os freqüentadores queriam era ficar em meio àquelas luzes, música e vibração. Era um lance magnífico”.

A seleção musical dos discotecários era pontuada por diferentes climas. “As músicas nacionais traziam balanço e samba-rock, que nasceu aqui. Já as internacionais iam de funk, groove, soul até ritmos negros de outras culturas, como a caribenha. Ficávamos atualizados com os lançamentos. O curioso é que os de fora pareciam alcançar maior escala. Artistas brasileiros soltavam discos no mercado com intervalos maiores. A indústria fonográfica não investia muito, porém como os bailes também circularam pelo ABC, o interior e outros estados como Rio de Janeiro e Minas Gerais, ajudaram a valorizar quem não alcançou devido reconhecimento”, opina.

As questões que afligiam sobretudo a juventude nos anos de chumbo eram tratadas nos bailes. “Tínhamos uma afinidade com o discurso de Martin Luther King e os ideais de liberdade. Na periferia convivíamos como os punks. Éramos de tribos diferentes, mas todos bem politizados”, explica. DJ Hum conta que mesmo que não existisse rusga, cada grupo de jovens dos anos 80 habitava universos distintos, não necessariamente impenetráveis. “Alguns gostavam de pop rock, new wave, heavy metal sem que houvesse um intercâmbio. A primeira vez que isso aconteceu foi em 1986, quando o Nasi, do Ira! convidou DJs, músicos e cantores da periferia para uma festa a My Baby, no espaço Mambembe, que estava organizando junto com o Skowa. Achamos estranho, mas resolvemos ver no que ia dar. Basta dizer que a noite marcou a origem da minha dupla com o Thaíde”.

Na década de 90 as equipes, uma espécie de kit completo dos bailes black foram se diluindo. “Não sou contra a tecnologia, ao contrário, só que as ferramentas de divulgação e acesso a música na internet ajudaram a enfraquecer os bailes na periferia. O som migrou para a região nobre e virou cult”.DJ Hum não é contra o acesso irrestrito do conteúdo da black music e pondera que nem só de nostalgia vive a época. “O hip hop é uma forma de manter essa cultura viva”, conclui. “Mudaram as músicas, mudaram as roupas, mas a juventude afro continua muito louca”.

quarta-feira, novembro 15, 2006

Não escrevo porque é feriado e estou de folga. Aliás, essa palavra quase não existe para quem é jornalista. Ela acontece em escalas e nem sempre alguém lá de cima (da diretoria e não do céu, óbvio), se lembra disso. Enfim, ao menos o final da semana passada e início dessa semana foram ótimos. Com o Alê e a Uiara em São Paulo, a apresentação do New Order na segunda, um momento Ferris Bueller com os amigos depois do show (saimos sem pagar a conta por conta do péssimo atendimento) e a marguerita do El Kabong ontem à noite. Dia 20 tem mais um feriado, municipal, é verdade. Mas ouço Chet Baker cantar em meus ouvidos o refrão: “but not for me”...

sexta-feira, novembro 10, 2006

E hoje ultrapassando a marca das 14 horas trabalhadas!!! Diz aí Tim Maia: "uh, uh, uh que beleza"...

terça-feira, novembro 07, 2006

A semana começou bem, mas devo ter noites ainda mais reduzidas de sono. Enquanto eu tiver disposição, tudo bem. Vi dois filmes em DVD: A Lula e a Baleia, que minha irmã e minha mãe adoraram. Eu gostei, embora esperasse mais. É o problema das super recomendações...



Adorei mesmo foi Orgulho & Preconceito, com o final oficial, claro. O alternativo é meio bobo. Quero ler o livro. Aliás, todos da Jane Austen. Quem tiver, pode me emprestar, pois sou do tipo que devolve.



O que é aquele Mr. Darcy (super meu tipo diga-se de passagem )dizendo para Lizzie que a ama ardentemente? Que homem no mundo diz isso para alguém? Arrependo-me de não ter visto no cinema!

domingo, novembro 05, 2006

Não tem ninguém que desteste o horário de verão mais do que eu. Não perco a oportunidade de reiterar isso. Quem olhar meus posts nos últimos 5 anos (neste blog e no antigo verão). Ao menos a hora perdida foi num plantão. Fim de semana extremamente sem graça foi esse meu. Só trabalhei e li. Fiquei ouvindo Léo Jaime no MP3 para tentar melhorar o astral.

A Fórmula do Amor

Eu tenho gesto exato, sei como devo andar
Aprendi nos filmes pra um dia usar
Um certo ar cruel de quem sabe oque quer
Tenho tudo planejado pra te impressionar
Luz de fim de tarde meu rosto encontra a luz
Não posso compreender não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão
Mantenho o passo alguém me vê nada acontece
Não sei porque se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei

Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro ohohoh a fórmula a fórmula do amor

Eu tenho a pose exata pra me fotografar
Aprendi nos livros pra um dia usar
Um certo ar cruel de quem sabe oque quer
Tenho tudo ensaiado pra te conquistar
Eu tenho um bom papo e sei até dançar
Não posso compreender não faz nenhum efeito
A minha aparição será que errei na mão
As coisas são mais fáceis na televisão
Eu jogo charme alguém me vê nada acontece
Não sei porque se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei

Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro ohohoh a fórmula a fórmula do amor

Mantenho o charme alguém me vê nada acontece
Não sei porque se eu não perdi nenhum detalhe
Onde foi que eu errei

Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor
Ainda encontro a fórmula do amor

sábado, novembro 04, 2006

Jornalismo "sério"

Antes mesmo de me formar em jornalismo, fui obrigada a conviver com as teorias conspiratórias contra a editoria de cultura. Na época da faculdade, na maioria das vezes, cumpria a lição sem questionar demais. Meu único objetivo era quitar logo o consórcio do diploma para me ver livre do discurso vazio e preconceituoso dos meus "mestres" que tinham muita bagagem num só veículo. Sim, eu tinha aula de Rádio Itatiaia, TV Alterosa e Jornal Estado de Minas. Os professores, que por esses veículos passavam ou ainda se mantinham, defendiam com unhas e dentes que o mártir da profissão era aquele que enfrentava sol, chuva, frio e fome em busca de um furo. A futura profissão não poderia nunca ter um pingo de requinte. Do contrário era desperdício de tempo, dinheiro e massa encefálica. Trocando em miúdos: só se poderia fazer uma reportagem digna de nota na favela, na delegacia ou numa sala de imprensa tensa, com o intuito de desafiar uma autoridade política. Depois do expediente, um boteco copo sujo para teorizar e, principalmente reclamar da vida (coisa que TODO jornalista de QUALQUER EDITORIA ama fazer).

Aboli boa parte dos clichês do jornalismo desde que eu era uma caloura, aos 17 anos de idade. Nunca fumei, não acho graça em máquina de escrever (vendi a que meu pai me deu sem nunca ter usado) e os 25 copinhos de café por dia me acompanharam por alguns meses no meu último emprego. Apenas porque foi ficando insuportável a cada dia e eu precisava de uma dose de ânimo (atualmente, eu prefiro chá verde). De modo que a predileção por fazer reportagens de música, cinema, literatura, teatro, artes plásticas, dança e moda nunca se abalou por eu ser acusada de não querer fazer "o verdadeiro jornalismo", "o jornalismo sério", "a escola de jornalismo" e tantos outros sinônimos para editorias de cidades/ polícia e política/ economia.

Não tenho "ídolos" entre colegas. Posso no máximo admirar gente como Zuenir Ventura ou Marília Gabriela. Nunca quis ser um deles. Nem por um dia. Não quero ganhar prêmio de reportagem. Não quero trabalhar em "Olimpos" da Comunicação. Se a proposta vier, eu penso com carinho. Como outra qualquer.

Voltando à balela, imaginei que ainda a escutaria por muito tempo depois de me formar. Elas sempre saem certeiras da boca de quem está no mesmo lugar há décadas. Dos focas que passam por uma espécie de lobotomia e acreditam piamente que cobrir buraco na rua dignifica o profissional. Não é uma mentira completa. Engolir sapo, em qualquer que seja a pauta é fundamental para se preparar melhor da próxima vez. Eu já passei por milhares saias justas com entrevistado. Fiquei horas num morro dominado pelo tráfico de drogas. Também perguntei coisas que o entrevistado não queria ouvir e que, pressionado, não teve saída. Tudo isso fazendo o que sempre gostei de fazer: cultura, comportamento e moda.

Para ter bagagem, malícia, jogo de cintura e conteúdo eu não preciso, nem nunca precisei de uma pauta de três linhas que olha para mim e diz: "se vira". Me viro sem pauta alguma porque quero ir além dela. Se eu faço o jornalismo que eu queria fazer? Não. Isso é utópico. Não tenho mais idade para editar fanzine e não posso me dar ao luxo de viver de luz. O anunciante paga meu salário. O governo já pagou meu salário. Minhas idéias menos convencionais pagam alguns supérfluos por meio de frilas, que tem a faca do editor no processo final. Tudo precisa ser embalado para o gosto do leitor, ouvinte e telespectador: um debate político, uma rua que ganhou tratamento de esgoto e o show do Elton John no Brasil.

Quando alguém acha que meus plantões com pautas que nem sempre têm a ver comigo vão engrossar meu caldo, eu concordo para evitar polêmica. Nessas horas eu lembro das aulas de química e física do Colégio Piedade. Aquilo era importante, mas eu não conseguia me concentrar o tempo todo porque não usaria na prática e nem no meu futuro as fórmulas e as leis. Eu ia invariavelmente para a última página do caderno e escrevia nos momentos em que poderia conversar, dormir ou enrolar. Tenho certeza de que eu não estava deixando de aprender.

quinta-feira, novembro 02, 2006

O Fim das Coisas?

A TPM termina quando chega o nada agradável período menstrual. O salário sempre acaba quando são pagas todas as depesas (e olhe lá). Os dias de chuva sempre acabam com a chegada de novembro e o feriado de finados. O pote de sorvete sempre acaba quando a preguiça de sair para comprar outro debaixo de um sol escaldante começa.O bom humor de um ser humano normal nunca dura até o fim do plantão de feriado e de final de semana. O maldito horário de verão acaba com a sensação correta de dia e noite (seis da manhã está escuro e sete da noite está ensolarado). Um livro para se devorar, um filme emocionate, um vinho divino, uma aula de ioga, uma massagem relaxante... sempre chegam ao final. Minha falta de inspiração também há de ter seus dias contados. Falta pouco (eu espero!).

Vídeo do dia com a música que cai como luva para o momento

quarta-feira, novembro 01, 2006

Ainda em crise...

Duas coisas que eu odeio:
- Trabalhar em dia de chuva
- O horário de verão que começa domingo

Uma coisa que eu adoro:
- Brincar com o Téti todas as manhãs

terça-feira, outubro 31, 2006

E hoje é dia das Bruxas

Olha a previsão da Bárbara Abramo para o meu signo: Final de mês detona pensamentos profundos em você, como por exemplo, a necessidade de transformar padrões de pensamento, e de conduta. Mudar de conduta diante de desafios pessoais será prova de sabedoria, e de que aprendeu algo da vida. Não insista em formar pares inúteis.

Sumi por uma série de motivos: viajei para BH especialmente para os 40 anos do Fraga, que me deu a passagem aérea de presente, estou sem inspiração para escrever (e não só no blog), tenho trabalhado muito e para conciliar a vida profissional com a saudável e a pessoal só mesmo dando um tempo da exposição bloguística. Lembrei do Angeli quando, em crise, publica duas coisas que ele odeia e uma que ele adora. Hoje eu estou assim.

Odeio: calor senegalês e minha TPM. Adoro: comer Häagen Dazs sem dor na consciência.

Últimos filmes vistos: Barry Lyndon (o único genial. Por motivos óbvios), Hora de Voltar/Garden State (legalzinho), Flyboys (dispensável), A Última Noite (interessante) e Caché (um quebra-cabeça).

Não fui ao Tim Festival porque não quis. Ficar com minha família é sempre mais importante do que ver a edição mixa que teve em São Paulo. Como não houve investimento para o Rio, entreguei-me à lei do menor esforço.

terça-feira, outubro 24, 2006

O universo paralelo da indústria das celebridades. Uma amiga do Estadão mandou. Tirei o nome da assessoria por motivo de vergonha alheia

Casamento de Fabiana Garcia reúne celebridades em São Paulo

São Paulo, 24 de outubro de 2006 – Depois de atuar nos palcos e animar as tardes do Programa H, Fabiana Garcia, ex-assistente de Luciano Huck e capa da Revista Playboy de julho de 1999, será a protagonista da noite em seu casamento com o empresário Fábio Bedani. A cerimônia acontecerá amanhã, 25 de outubro, na Igreja Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo, às 21h.

O casamento está sendo organizado por Marcia Possik, da Marriages.

A recepção será no Buffet Torres - Salão Jurupis, e contará com a presença de 200 convidados. Entre as celebridades, estão o ator Eri Johnson, melhor amigo da noiva, a atriz Suzana Alves (Tiazinha), Marcelo Falcão (vocalista do grupo O Rappa), integrantes dos grupos Jota Quest e Sepultura, entre outros. A filha Gabriela, de cinco anos, fruto do casamento com Márcio Túlio, tecladista do grupo Jota Quest, será a dama de honra da cerimônia.

A festa será animada pelo DJ Theo Werneck.

Tudo indica que Marcelo Falcão, vocalista do grupo O Rappa, irá à festa com seu novo “affair”, para a surpresa de todos.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Para inspirar a segunda...

Sem lazer, sem
salário, sem horário


Jô Azevedo (*)

De 22 jornalistas, nove trabalham de 41 a 50 horas semanais e oito até 60 horas. Apenas cinco, um quarto da amostra, têm jornada de até 40 horas na semana. A média de horas trabalhadas diariamente chega quase a 10 horas, muito superior à carga fixada por legislação (cinco horas) com permissão de mais duas extras.

Esta é uma das constatações do psicólogo e advogado Roberto Heloani, professor da Fundação Getúlio Vargas, da Universidade Estadual de Campinas e da Unimarcos (São Paulo), na sua tese de pós-doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da USP intitulada Mudanças no mundo do trabalho e impactos na qualidade de vida do jornalista.

Há muitas outras "descobertas" feitas por Heloani nesse estudo – situações vividas diariamente pelos profissionais que se amoldam individualmente ao que não é considerado comum por um profissional especializado em relações do trabalho, como o pesquisador. "O mais preocupante na análise das entrevistas é um claro indicador de que as práticas organizacionais trouxeram, como efeito colateral danoso, não apenas a corrosão de certos valores básicos mas, principalmente, a cisão da idéia de qualidade de vida e excelência no trabalho", explica Heloani.

Ele entrevistou 44 jornalistas de vários meios de comunicação, aplicando testes de estresse e saúde do trabalho, e fazendo análise em profundidade em metade da amostragem. Concluiu que os jornalistas não têm vida afetiva ou familiar saudável, por conta do envolvimento demasiado com o trabalho. Estão expostos a níveis de estresse acima do suportável, por causa das condições precárias das redações. Tampouco recebem salários condizentes a essas situações. Pelo contrário: a política das empresas tem se caracterizado pelas demissões sistemáticas e pelo achatamento salarial, mais fatores de estresse. O profissionais de imprensa ainda se sujeitam a circunstâncias de assédio moral e não percebem que sua situação está relacionada às alterações no mundo do trabalho provocadas pela reestruturação produtiva mundial, principalmente da década de 1990.

No início de outubro, Roberto Heloani lançou um livro sobre esse assunto e participará de debate na ECA-USP, no dia 5 de novembro, sobre a vida dos jornalistas. Eis sua entrevista ao Observatório:

Por que resolveu estudar a vida dos jornalistas?

Roberto Heloani – Primeiro, pelo meu envolvimento com profissionais dessa área – minha irmã é mestre em Comunicação e Semiótica e tenho muitos amigos entre o pessoal do Departamento de Jornalismo da USP. Também já prestei consultoria em relações do trabalho para empresas de mídia, em outras épocas. Depois, pelo fato de o jornalista ser formador de opinião. Está vivenciando uma situação que não é só sua, mas será que percebe isso? Chamava a atenção esse fato: ele vai formar a opinião dos outros, precisa ser qualificado e ter condições para exercer esse papel.

Houve muitas alterações no trabalho dessa área?

R.H. – Aconteceram inúmeras mudanças no mundo do trabalho nas duas últimas décadas, e os jornalistas se tornaram profissionais multifuncionais e polivalentes. Agora lhes é exigido que sejam repórteres, redatores, fotógrafos, cinegrafistas, tudo ao mesmo tempo. Têm de ter uma série de habilidades, inclusive com arsenal de informática considerável, ser criativos, sedutores, saberem de tudo um pouco. As exigências aumentaram, mas ganham muito menos do que há dez anos. É uma categoria profissional frágil, que busca soluções individuais, não se vê como coletivo, por uma série de circunstâncias, entre elas essa aura que a profissão ainda tem.

O glamour que sempre cercou a profissão não esconde a pressão que ela sofre?

R.H. – Sem dúvida. É uma categoria muito pressionada, que teve condições de trabalho muito pioradas. Hoje, por conta da informatização, o jornalista tem de estar plugado com tudo e com todos, pois se não fizer isso perderá espaço para o colega. Acentuou-se a competição entre eles. Têm de ter muitos relacionamentos, mesmo que não gostem de suas fontes, pois elas são imprescindíveis ao seu trabalho. Têm de processar essas informações constante e rapidamente, numa rede de trocas intrincada e veloz. Por outro lado, as empresas dispõem de um número menor de pessoas, trabalhando o dobro e produzindo o triplo.

Mas, por que você não pesquisou médicos e enfermeiros, por exemplo, que também vivem sob pressão?

R.H. – A profissão de jornalista é quase emblemática – não quero afirmar que seja mesmo, pois precisaria de análises mais sofisticadas ainda – das categorias que entraram de cabeça na lógica perversa da reestruturação produtiva mundial. Por sua organização frágil e sua constituição histórica no país, o jornalista acabou sendo presa fácil das "novas" relações de trabalho propostas pelas políticas neoliberais da economia: flexibilização das regras de proteção ao trabalhador, a não intervenção do Estado na mediação da relação empregados e empresa, entre outras.

Qual é o perfil desse profissional hoje?

R.H. – É jovem, entre 25 e 30 anos, por duas razões principais, do ponto de vista das empresas: facilidade de lidar com novas tecnologias e sua vulnerabilidade. Quer ascender nas empresas e se submete à intensificação laboral, muito mais que os profissionais mais velhos. A vida pessoal é quase nula, por conta das jornadas médias muito altas de trabalho. Muitos deles não conseguem sequer enxergar como horas trabalhadas as viagens a serviço em que levam laptops para redigir as matérias! As condições de trabalho são precárias. Temos uma entrevista em que o repórter além de buscar a matéria, tinha de gravar a imagem, dirigir seu próprio carro e ainda voltar à redação, para editar o material gravado para o noticiário! Tudo sob a pressão do fechamento da edição. Mas todos eles se mostraram apaixonados pelo que fazem, acredito que por um mecanismo de "amor-ódio" à atividade. É a forma que encontram para lidar com essa situação no plano psicológico.

E por que não se insurgem contra essas situações?

R.H. – Por conta justamente de buscarem saídas individuais. Prosseguem enfraquecendo a sua associação de classe, já bastante vulnerável, num círculo vicioso muito expressivo. Tampouco há profissionais mais politizados, como antes, e esta é uma questão de formação nas escolas e de influência ideológica dos tempos históricos. É uma tendência de outras categorias também, mas os jornalistas constituem uma categoria culta, qualificada e detentora de nível de informação acima da média. Como pessoas com tanta informação não conseguem defender-se? Este é o mote da pesquisa.

(*) Jornalista

terça-feira, outubro 17, 2006

Foi mais ou menos assim. Ontem eu recebi um email vazio da Marianinha falando desse evento cósmico. Hoje ele enfim chegou. Brinquei com a turma da editoria que devíamos ir para a Praça Vip (uma área de convivência do Grupo Estado) na hora do fechamento para fazermos a corrente. Eu ia pedir apenas um real, já que o desejo é multiplicado por um milhão. Virou uma zoeira sem fim. Mas por razões óbvias, a notícia não se propagou só por mim. Quando eu e Bezzi estávamos a caminho da lanchonete tivemos uma visão bizarra: a turma que trabalha no RH unida, com os braços para o alto, mentalizando os pedidos. Voltamos para a redação correndo e, imediatamente, um monte de gente foi espionar os colegas. Foi muito engraçado. Queria ter uma foto disso. O Bezzi comentou que nunca atraímos a atenção de tanta gente ao mesmo tempo.

Um evento de disparo cósmico acontecerá no dia 17 de outubro de 2006.
Este é o começo do disparo cósmico, um dos muitos que deverão ocorrer
até 2013. Os raios pulsantes de um raio de luz, ultravioleta (UV) de
uma dimensão mais alta no universo cruzará a Rota da Terra e
estaremos sob estes raios por 17 horas nosso tempo, neste dia.
Esta emissão de raios de luz ressoam no chacra do coração. É de
radiação fluorescente em natura, AZUL/ MAGENTA em cor. Apesar de
ressonar nesta freqüência, ela está acima do espectro de cores do
nosso universo, no qual, nós da terra, articulamos. Porém, pela
natureza de nossas almas ou grupos de almas, operando nas bandas de
freqüência do universo, terão efeito sobre nós.
O efeito será a ampliação de nossos pensamentos e emoções na
intensidade de um milhão de vezes. Sim, um milhão de vezes e mais.
Cada pensamento, cada emoção, todas as intenções, cada desejo,
não importa se bom ou ruim, doente, positivo, negativo, será ampliado
mais de um milhão de vezes na sua intenção.
O que isto quer dizer?
Já que a manifestação da matéria é causada pelos pensamentos, I.e., no
que focarmos este raio acelerará estes pensamentos e os solidificará
numa proporção acelerada fazendo-os se manifestarem um milhão de vezes
mais rápido que normalmente aconteceria.
Para os que não compreenderam, nossos pensamentos criam nossa
realidade a partir do que focamos em pensamentos e desejos.
Este raio de luz poderá também ser um perigoso instrumento, pois se
tiver focado em pensamentos negativos que são negativos ao seu gosto,
eles se manifestarão na sua realidade quase que imediatamente. Porém
ele poderá ser um precioso presente para você se usá-lo positivamente.
A missão-1017 requer aproximadamente um milhão de pessoas focando
positivamente, no bem, de bons pensamentos para si próprio e para a
Humanidade neste dia. Poderemos estar próximos de um milagre pela
união do bem.
Pedimos pensamentos positivos focados na cura, bem estar, delicadeza,
gratidão.
Este raio UV estará a todo efeito por 17 horas no dia 17 de outubro de 2006.
Não importa em que lugar do planeta você esteja. De aproximadamente
10: 17a.m. do dia 17 de outubro às 1:17 a.m. do dia 18 de outubro.
Tendo o Pico às 17:10 do dia 17. Não é preciso estar em estado
meditativo durante todo o período, porém seria o mais benéfico. O
importante é fazê-lo principalmente ás 17:10 deste dia. Procure um
lugar tranqüilo para elevar seu pensamento.
O melhor seria em lugares fora da cidade, na terra, próximo a uma
Grande árvore ou próximo ao oceano.
Este evento do disparo do raio UV é chamado de portal "818".
Envie este e-mail a pessoas de bom coração, pessoas que amam a vida e
amam viver para que se juntem a nós neste dia e hora elevando nossos
pensamentos ao bem da Humanidade. Precisamos reunir 1 milhão de
pessoas para mudar a separação e a fragmentação da Humanidade para uma
unificação e unidade. Esta é a nossa oportunidade de reavermos o que
por direito nos pertence: PAZ, PROSPERIDADE para toda a TERRA e
HUMANIDADE.
Este é um presente do universo, uma resposta aos seus pedidos e
orações. O que você fizer com isto e se escolher participar é uma
opção somente sua.


A vida - com as várias cabines - continua. Assisti ao excelente O Ano em que meus Pais Saíram de Férias, do Cao Hamburguer. No circuito "off", ou seja, estréias da semana tem o fraquinho Um Cara Quase Perfeito, com o Ben Affleck. Longe daqui, chorei com Elsa & Fred, em BH. Depois de juntar alguns "caquinhos" para colar, a longo prazo, tudo que se pretende ser eterno enquanto dura.

A novidade é o início do projeto Verão 2007. Não me desanimei diante da humilhante avaliação física, seguida da frase "pior que nunca ter feito exercício na vida é ter parado" dita pela segunda vez, mas por um especialista diferente (odeio repetições do gênero, que soam como verdades inabaláveis). Serão três meses para eu voltar ao meu manequim, que nunca arrasou quarteirão, mas que já me deixou satisfeita diante do espelho em dias de "good hair day".

sábado, outubro 14, 2006



A tempestade passou, mas o céu para mim ainda está nublado. Estou confusa, insegura. Parece que o feriado durou um mês. Vi um filme mais ou menos. Amanhã volto para São Paulo.

sexta-feira, outubro 13, 2006



Ainda que houvesse um ótimo filme, um jantar regado a vinho, não deu para o dia nascer feliz. Dormi pouco. Tomei um calmante fitoterápico. Sei que não derramei todas as lágrimas, mas já se foram milhares. Perdi a fome e sinto frio na minha cidade de temperatura amena. Tornei o dia cinza com minha presença. Ouço músicas tristes e escrevo para exorcizar. Para não ficar sozinha no meu canto,com meus pensamentos soando como notas dissonantes. Meu coração está apertado. Minha cabeça dói. Queria que fosse só uma crise e dessa vez não é assim que nos parece. Estranho e irônico consenso. A vida segue. Por hora, no compasso de Sour Times, do Portishead.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Foi uma verdadeira odisséia até chegar em casa ontem, mas deu certo no final das contas. Melhor foi rever amigos numa noite agradável na Pizza Sur. Apesar da manhã triste, o sol aqui é visível, o céu é mais bonito e minha janela dá para uma grande árvore. Impossível não preferir Belo Horizonte a São Paulo por causa de vários aspectos. Outros melhores, inerentes a metrópole cinza, ainda fazem com que eu deva permanecer por lá durante mais tempo.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Vida cinéfila: Vi e recomendo O Cheiro do Ralo e Pequena Miss Sunshine. O primeiro será exibido na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o segundo estréia no dia 20 de outubro, exatamente quando o evento começa. Amanhã assistirei a Volver, do Almodovar, um dos meus cineastas favoritos. Quase dormi em Sonhos de Peixe, exibido no sábado. Achei besteira minha aliviar as idéias pegando filmes bobos como Armações do Amor e Louco por Elas (sim, estou começando a declinar de comédias românticas. Nenhuma me fez suspirar desde Simplesmente Amor). Dormi na metade de Homem Urso apenas porque estava destruída pelo cansaço. Hoje eu termino porque o documentário parece realmente muito interessante. Isso depois de ir a pré-estreia de Fica Comigo Essa Noite.

Vida boêmia:Saí sábado com a turma do jornal. Não só do JT como do Estadão e do Guia, seus respectivos e respectivas. Segurei minha velinha básica. Já estou ficando boa nisso. No domingo almocei com a Mari e o Marcelo. Foi bem divertido, embora eu quisesse ter dormido mais. De fato, eu preciso dormir mais. Pelo menos umas sete horas para ficar com uma aparência digna. Outro dia, um maquiador falou que eu estava com olheiras terríveis. Sim, eu me importo com opinião de profissionais da beleza. Gostaria muito de ter ido ao casamento da Giovana e do Rodrigo. Foi em Vitória e eu não tinha como ir. Pelo menos vou passar um feriadão merecido em casa e encontrar os amigos.

Vida Corajosa:Habitualmente, meus posts de segunda são meio mal humorados. Esse não. Minha semana terá dois dias úteis na teoria (sei que na prática não funciona muito), irei para BH amanhã, como já disse acima, e recebi um email do meu tio Fábio. Na verdade, um convite para ver a cadeira que ele criou no Salão do Inventor. Quem acompanha o meu blog já leu e comentou um texto que escrevi sobre quando ele amputou a perna há algum tempo. Pois bem, na época ele entrou numa depressão da pesada e foi morar em nossa casa. Cedi meu quarto a ele e passei uns meses com minha irmã, na cama da minha mãe. Ela dormiu na cama da minha irmã. Foi um misto de sensações e experiências. Talvez a mais bizarra foi contratar um travesti como empregada. Partindo da minha família, algo extremamente normal. Enfim, ele saiu da depressão, foi morar com meu primo e seguiu em frente. Como ninguém da minha família é chegado em muletas espirituais, mesmo que tenhamos muita fé, não propagou nenhuma mensagem edificante por aí. Utilizou seu maior talento. Sentou à prancheta e desenhou aquela que lhe daria mobilidade e, por fim, ajudaria tantos outros. Se eu passasse por uma experiência assim, eu provavelmente escreveria um livro, sei lá. O que importa é que sinto muito, mas muito orgulho mesmo do meu tio Fábio. Ele é um homem de poucas palavras, tem um temperamento difícil (como todos os Azevedo) e um super coração (como quase todos os Azevedo). Tem, acima de tudo, qualidades de muitos invejam ou pelo menos deveriam: inteligência e perseverança. Dá-lhe Jubão!

quinta-feira, outubro 05, 2006

Escapismo

Quando estudei musicais na pós em cinema, adorei contextualizar o mito da caverna de Platão com os filmes escapistas. Sou super escapista. Quando a rotina se estabelece em um ou mais setores da minha vida, corro atrás de situações possíveis só na minha imaginação, como estar na platéia dessa apresentação dos Rolling Stones, em 1964. Eu daria uma macaca de auditório das mais insanas.

Ando com a TPM tão à flor da pele que essa semana sonhei que estava na Fantástica Fábrica de Chocolate. Perdi a hora e fui para o salão fazer a unha. Nada de correr para o Jornal ou arrumar a casa como uma psicopata. Estou começando a me cansar de ser tão CDF! A Mostra de Cinema, a Bienal de Arte, o Tim Festival e o trabalho extra (não entregue no prazo) vão me enlouquecer porque quero dar conta de tudo.

Saudades dos tempos que eu planejava viagens, com trilha sonora descontrol para o Rio, ao lado da minha querida amiga Marianinha. Hoje ouvi uma coletânea do Chico que ela gravou para mim há muito, muito tempo. No quesito identificação, até selecionei um trecho.

Até o Fim

Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
Ainda garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim
Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim
Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim
Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim ?
Eu já nem lembro pra onde mesmo que eu vou
Mas vou até o fim

Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou

terça-feira, outubro 03, 2006

Estou trabalhando mais do que eu consigo porque preciso de atividades paralelas para a sobrevivência. Hoje fiquei particularmente cansada, perdi a hora e cheguei mal humorada no trabalho. Minha tosse dura mais de 10 dias, a TPM está gritando. Precisei de um chocolate power para me acalmar. Saldo de filmes: Sr. & Sra. Smith (fraquinho) e Madagascar (não vi no cinema e adorei, principalmente o Rei Julien) em DVD. Assisti a cabine de O Bicho vai Pegar, da série "mais sobre o mesmo". Mas, enfim, como amo animação, não me canso...Só me canso das pessoas de carne e osso mesmo.

domingo, outubro 01, 2006

Sei lá, mil coisas

Setembro se foi. Ontem joguei o tarot para ver se meu momento atual tende à mesmice ou à virada. Fiquei de plantão por mais de 10 horas, com uma tosse intermitente. Hoje, the same shit: engoli o almoço para chegar à redação em tempo hábil (o trânsito lento quase me enlouqueceu). Fiz matéria sobre os bares que venderam cerveja, a sujeira dos candidatos na boca de urna e o movimento dos estabelecimentos comerciais. Uma delícia! A vida não é só escrever sobre o selo Alfagura, não é mesmo?

Justifiquei minha ausência eleitoral no meio da tarde. Fiquei feliz em não ser obrigada a escolher em qual "menos canalha" eu votaria. Recebi trocentos e-mails pentelhos dos meus amigos petistas, com adendos do Chico Buarque, como se ele fosse a voz da razão. A classe artística/intelectual desse país não tem poder sobre minha escolha. Tão pouco a elite babaca que adora vomitar o neoliberalismo do PSDB no meu ouvido. Eu queria que o Gabeira fosse presidente e que o Aécio não fosse reeleito. Como tantas outras coisas nessa minha vida, vale o refrão do Faith no More: "you want it all, but you can't have it".

Peguei alguns DVDs para não me lembrar que minha semana, iniciada no dia 25 de setembro, só termina no dia 06 de outubro. Chorei muito vendo um filminho bobo com a Cameron Diaz e a Toni Collete. Guardadas as devidas proporções, senti muita saudade da minha irmã. Há momentos de cumplicidade das duas tão lindos que só quem não é filho único pode entender.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Post extraordinário de quem devia trabalhar para não se ferrar tanto na sexta-feira e fica fuçando o You Tube



Mais uma da série, "estou na profissão errada". Meu dedo anular é bem grandinho! Era para eu ganhar mais dinheiro (tudo é mais rentável que jornalismo) ou pelo menos viajar por vários países

Comprimento do anular indica capacidade esportiva em mulheres

Londres, 28 set (EFE).- As mulheres que têm um dedo anular maior que o indicador costumam ser melhores atletas, segundo um estudo dirigido por Tim Spector, do Hospital St. Thomas, de Londres.

A maioria das mulheres tem um anular menor ou pelo menos do mesmo comprimento que o indicador, por isso um anular mais longo é uma exceção.

Spector analisou com raios X as mãos de 607 gêmeas do sexo feminino de idades compreendidas entre 25 e 79 anos e, após comparar o comprimento dos dedos, chegou a essa surpreendente conclusão.

As mulheres com anulares maiores se destacam na maioria dos esportes, sobretudo nos quais é preciso correr, como acontece no futebol, segundo o estudo, publicado no "British Journal of Sports Medicine".

Segundo os especialistas, essa correlação se deve ao nível de testosterona a que o feto se vê exposto no útero. Quanto maior for este nível, mais características masculinas a mulher desenvolverá, como força física, fertilidade e capacidade para a matemática.

O maior nível de testosterona também aumenta a probabilidade de morrer antes de um ataque cardíaco, explica Spector.

O comprimento relativo dos dedos da mão já foi associado em outros estudos a diferentes traços da personalidade, como sexualidade, inteligência, agressividade ou habilidade musical.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Estou doente, mas isso não vai me livrar do plantão. Saudades dos tempos de escola, da canja da mamãe e das sessões da tarde. Pelo menos ganhei um presentão da Objetiva: os primeiros exemplares da Coleção Alfaguara. Já tem um breve texto do Alto Falante e a matéria sai no jornal de domingo. Vi mais dois filmes entre ontem e hoje. Não gostei nada de As Torres Gêmeas e achei Dália Negra bem feito, mas concordo com Alex (crítico de cinema do Guia do Estadão): filme noir feito hoje sempre fica meio fake.



segunda-feira, setembro 25, 2006

Era para eu ter viajado, mas não rolou. BH pode esperar. Mais uma vez. De modo que sábado enfiei o pé na jaca no chá de lingerie da Giovana e de ontem para hoje vi três filmes nada levinhos. Começo a sentir sintomas de amidgalite e o pânico de trabalhar nas eleições.





sexta-feira, setembro 22, 2006

Existem coisas bobas e, ao mesmo tempo, muito essenciais na vida. Tomar um cosmopolitan e esquecer calorias de um pão de queijo recheado com lombo é um exemplo. Viver seguindo regras o tempo inteiro, na minha opinião, é a coisa mais triste e besta que existe. Eu já tenho que lidar com muitas limitações como não poder matar um dia de trabalho para ver sessão da tarde, não gastar o dinheiro do aluguel numa viagem no final de semana ou em alguns DVDs e assim por diante.

Abandonei a dieta. Para sempre. Mas não que eu vá me entupir de frituras ou doces. Simplesmente, não comerei maçã quando quiser saborear uma coxinha de catupiry. Já quando o pacote de negresco for resultado da minha constante ansiedade, prefiro tentar ler um livro, ver um filme ou desenhar, como sugeriu uma médica ótima com quem me consultei há anos (dessas que não aceitam nenhum plano de saúde).

Faço questão apenas de voltar a praticar uma atividade física, pois tenho prazer em me exercitar. Rasguei os pedidos de exame de colesterol os quais deveria entregar na consulta deste mês. Não estou interessada em abandonar o queijo amarelo. Talvez meu objetivo de vida seja ser uma velhinha como aquelas do interior que comem seu torresminho, ignorando as prescrições dos doutores. Se eu morrer disso, pelo menos morro saciada.

Eu brindo às coisas bobas essenciais com uma imensa tulipa de chope nas mãos. O passeio pela Savassi, que ainda hei de fazer nas próximas semanas; a nova cor do meu cabelo; as conversas divertidas com os amigos; ao despertador que não acionarei no sábado; ao meu gatinho depois de um banho que irá tirar dele aquele aspecto de fã de reggae...

Há muita bobeira por aí. Futilidades que não acrescentam nada, querendo desviar atenções. Cicarelli e Kate Moss transando com seus namorados em ambientes públicos. Ronaldinho reatando namoro. Britney Spears preocupada com os quilos a mais dias, após o nascimento do filho. Discussões superficiais, imbecis e supostamente polêmicas que alimentam a tristeza de muitos jornalistas como eu. Imagina passar quatro anos estudando para pedir a uma numeróloga para fazer a combinação do nome da filha do Tom Cruise? Ou ficar de hora em hora tentando saber quem esteve no casamento da Luciana Gimenez? Eu já tive que me dedicar a ingratas tarefas do tipo. E de péssimo humor, diga-se.

Por esta razão, defendo a legítima bobagem fundamental. Para desobstruir o que não presta do meu cotidiano. Nada mais é do que viver desencanado, curtindo pequenos prazeres. Prazeres proibidos inclusive. Eu não preciso e nem quero provar nada para ninguém. Ainda bem.

E uma dica é ver a partir do dia 06 de outubro, Do Luto à Luta, do Evaldo Mocarzel. Não há uma lição de moral babaca, nem políticamente correta. Percebi apenas que nós, tidos como "normais", complicamos muuuito mesmo a nossa frágil vidinha nessa encarnação.

terça-feira, setembro 19, 2006

Eu já escrevi uma crítica sobre o fantástico show do Franz Ferdinand no JT e mencionei 10 razções para se gostar da banda no Alto Falante. Mas cometi a injustiça de não citar o Art Brut. Eu adorei o show e o disco. Vai minha faixa favorita.



Move to L.A - Eddie Argos

There’s not much glam about the English weather, nothing left keeping us together
Sunshine on a rainy day, makes me, wanna move away, think I’ve got it sorted, gonna get myself deported.
I’m considering a move to LA (he’s considering a move to LA)
Hang around with Axl Rose, buy myself some brand new clothes.
Everything’s gonna be just fine, I hear the murder rate, it’s in decline
I’ll do me some relaxing, maybe grab a piece of action.
I’m considering a move to LA (he’s considering a move to LA)
When I get off that plane, the first thing I’m going to do is strip naked to the waist
And ride my Harley Davidson up and down sunset strip.
Hmm, I might even get a tattoo.
My problems are never gonna find me, I’m not sending one letter or even a postcard back
I’m drinking Hennessey with Morrissey, on a beach, out of reach, somewhere very far away
I’m considering a move to LA (he’s considering a move to LA)


Semana começa MUITO BEM com a presença do Alê em São Paulo.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Motomix no telhado...

Estou na redação até agora. Almocei às 20h. Fiquei a tarde toda por conta das coletivas do Motomix Art Music, com entrevistas de Franz Ferdinand, Peter Hook, Art Brut, entre outros. Cheguei à redação e conversei com Layo (Layo e Bushwacca). Enfim, gastei meu inglês que não é uma maravilha...Quando voltei da refeição que me devolveu a cor natural, a notícia do cancelamento. Pode ser que role no Via Funchal. Espero que sim.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Relações de trabalho.
De Rosana Hermann.

O primeiro problema do trabalho é o salário. Salário você sabe, é a compensação em dinheiro que você recebe pelos serviços prestados no final do mês. Deveria ser tratado como o reto, cada um cuidando do seu. Mas os funcionários devem se sentir mais como os cachorros e por isso, um fica metendo o focinho no do outro. Já ganhei muito, pouco, nada e sempre fui a mesma pessoa. No momento estacionei no pouco e de vez em quando tenho saudades do muito. Mas nunca me incomodei com o salário de ninguém. Salário não mede quanto a pessoa vale como ser humano. É só um valor de mercado em um determinado local e momento. E ponto. Ficar revoltado com o quanto o outro ganha é perda de tempo e um caminho seguro para a insanidade.

O segundo problema do trabalho é o mundo que extrapola o trabalho em si, ou seja, todas as relações com os outros, superiores, inferiores e parceiros. Demora para aprender que muitas vezes não é nada pessoal, embora pareça. Pode ser que alguém tente puxar seu tapete, derrubar seu castelinho de cartas, molhar o seu pãozinho quente. Mas não é porque você é você, é porque é você que está ali ocupando aquele lugar. Ou porque você, além de ser você, tornou-se uma pedra no caminho de algum ambicioso que precisa atropelar você no caminho para sua escalada a lugar nenhum.

E tem o terceiro problema, o mais sério, o que extrapola o mundo material, que vai além do dinheiro e da ambição pelo poder. É o mundo dos afetos e dos sentimentos. As pessoas querem ser importantes. Querem ser amadas. Disputam não só um cargo mais alto na hierarquia do organograma, elas querem um lugar dentro do coração do chefe, do líder. Querem que suas idéias prevaleçam. Ela, não, nós porque certamente você também quer ou já quis isso, assim como eu. E é aí, nesta disputa subliminar que a coisa degringola. Porque nos jogos oficiais, as regras são claras e nesses joguinhos interpessoais as regras não apenas são obscuras como flutuantes.

Diante das panelinhas que se formam, das traições, dos conluios, todos nós ficamos ao mesmo tempo frágeis e paranóicos. Levamos as desconfianças para a mesa, os medos para casa e dormimos com os planos de contra-ataque.

E, pra ajudar, ainda tem as festinhas, os encontros, as viagens e... ah! Toda a comunicação paralela do mundo online. Funcionários e ex-funcionários em comunidades do Orkut, as perigosas conversas paralelas no msn que ficam nos históricos que esquecemos de apagar ou desabilitar.

Que bom seria se tudo fosse às claras. Se o ser humano gostasse da luz. Se aceitasse dizer e ouvir a verdade. Se pudesse revelar suas intenções. Que bom seria se ninguém tivesse vergonha de sentir o que sente e desejar o que deseja. Se houvesse espaço para que assumíssemos tudo sem sermos massacrados. Que bom seria se assim fosse. Se fosse. Que bom. Seria.

quarta-feira, setembro 13, 2006

De que servem os diários, em forma de cadernos de capa dura ou virtuais, senão para fazer um desabafo? Eles são também a possibilidade de olhar para trás: constatar que os dias tristes passaram ou que os mais felizes não cabem na atual realidade. Pois no ano passado, me abstive de contar o que foi o "13 de setembro". Em 2004, fui bastante detalhista. Eu trabalhava, sem deixar de me divertir, e esperava com ansiedade para ver o Lecuona do Grupo Corpo. Nos arquivos encontrei Eugénio de Andrade, poeta português e escolhi versos diferentes dessa vez.

Ainda sabemos cantar,
só a nossa voz é que mudou:
somos agora mais lentos,
mais amargos,
e um novo gesto é igual ao que passou.

Um verso já não é a maravilha,
um corpo já não é a plenitude.


No dia 13 de setembro de 2006, acordei tarde porque não dormi direito à noite. Consegui, pela primeira vez, cortar as unhas do meu gatinho. Vim para o trabalho, sem trilha sonora, porque não peguei nenhum CD e a pilha do MP3 Player acabou na perua que interliga o metrô Vila Madalena ao Barra Funda. Como não tivesse um livro salvador nas mãos, fui obrigada a ouvir a entrevista do Ovelha numa rádio popular, escolhida a dedo pelo motorista barrigudo. Corri para colocar minhas matérias na página, tive uma reunião desmarcada e decidi, em vão, concentrar-me na resolução de algumas pendências. Tentei aproveitar o fato de estar em frente à tela do computador, já que não tenho um. Pouco adiantou. Minha mente cansada briga comigo diariamente. Não extraio nada de útil dela há um bom tempo. Uma hora a inspiração tem que aparecer. Eu queria, sinceramente, tomar os remedinhos que outrora me deixaram tão disposta, levantar cedo e fazer ginástica. Não depende muito do meu querer, evidentemente. É mais uma vez o tal "poder". Ganhar dinheiro honestamente podia ser tão mais fácil!

terça-feira, setembro 12, 2006

O calor chegou. Com ele, minhas noites revirando na cama, a incômoda sensação de estar sempre transpirando e de não ter nada no armário que fique realmente bom. Quanto mais os anos passam, mais eu fico irritada com a primavera (sou alérgica ao pólen das flores) e com o verão (minha alergia psicológica à estação dura tanto, que virou física). Eu vou morrer reclamando das altas temperaturas, da exposição prolongada aos dias claros e do péssimo gosto que boa parte das pessoas têm ao se vestir durante esses vários meses. Sorvete e cerveja eu tomo mesmo no frio. Não preciso de mais de 20ºC para absolutamente nada em minha existência...

Mas pelo menos existem o ar-condicionado e o cinema, para se fugir do sol (não considero praia e clube como alternativas. Nesses ambientes só enxergo pessoas lambuzadas de óleo, que ficam tostando que nem frango de televisão de cachorro). Com um punhado de protetor na pele, óculos escuros e várias garrafinhas d'água pretendo esconder-me nas salas escuras. Já vi três filmes bem bacanas, que estréiam em setembro. Xeque-Mate e Dois é Bom, Três é Demais entram em cartaz sexta-feira e O Diabo Veste Prada, no dia 22. São as melhores duas horas dos meus dias úteis. Portanto, estou disposta a encarar cineclubes, sessões triplas por amor à arte e a mim mesma.



sábado, setembro 09, 2006

Dia de sol combina com plantão. Pelo menos para mim, que não gosto de dias quentes. Saudades das tardes de 10ºC!!!

Acabei indo ao Campari Rock e já coloquei minha opinião no Alto Falante. Por razões óbvias, preferi o Gang of Four. Aliás, acho que o Cardigans nem precisava participar do festival. Engraçado é ver a reação dos "fãs", inconformados com a minha opinião sobre os suecos...Eu estava desacostumada com essa turminha desde meus tempos de TV, pois quem lê crítica de cinema - algo que tenho feito com mais freqüência - é menos passional e mais adulto.

Hoje é dia de ver Mundo Livre S/A no Sesc Pompéia. Adoro shows na choperia. Como ganhei o EP, já estou com as músicas na ponta da língua. Minha favorita é Carnaval Inesquecível na Cidade Alta.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Why do you come here?
And why, why do you hang around?
I'm so sorry.
I'm so sorry.
Why do you come here
When you know it makes things hard for me? - The Smiths


Antes que o provável leitor do blog questione os refrões da música que mais escuto hoje, um aviso: não há nada suficientemente maravilhoso me inspirando a escrever. Todas aquelas palavras mágicas parecem estar aprisionadas até que as circunstâncias melhorem e os prazos não me atormentem. Profissionalmente, estou constatando que sou uma espécie em extinção. Explico: vou passar boa parte daquela que consideram "juventude" no jornalismo (até uns 35 anos) ganhando pouco e ralando muito. Quando eu obtiver a tal experiência, malícia, competência ou o que quer que seja posso ser recompensada com um ganho material substancial, o qual terá uma ínfima duração, já que devo ser considerada um encosto, um gasto excessivo se der a sorte de estar trabalhando em alguma empresa. As demissões que venho presenciando de conhecidos e amigos com mais bagagem são lamentáveis por várias razões. A maior delas é a substituição por moleques que tem muito pique e um conteúdo "extenso" pinçado no google. Quero deixar de ser jornalista antes de ser a última a "apagar a luz e fechar a porta". Preciso urgentemente encontrar minhas habilidades ocultas.

Ontem também fez um ano da morte do meu pai, o avô do Alê faleceu e eu fiquei sabendo com atraso, uma vez que a mensagem via celular simplesmente não apareceu. Não fui ao show do James Cullum, não fui ao lançamento do livro da Juju, nem à Noite da Troquinha. Cheguei tarde e faminta em casa, de saco cheio da dieta e morrendo de frio. Hoje, provavelmente, não vou ao Gang of Four e Cardigans. Também não pedi cortesias para o teatro. Acho que não conseguirei pegar nenhuma sessão de cinema e, por causa da minha cota absurda de estresse, esqueci o celular em casa. Situação comum para quem todo dia deixa algo para trás. Eu queria deixar muita coisa para trás, na verdade. Coisas que não fossem carteira, escova de dente e chaves, como costumo fazer. Lendo o novo do Jabor cheguei à conclusão de que sua teoria que defende a máxima "toda crise é boa", é apenas teoria.

segunda-feira, setembro 04, 2006

"Eu adoro falar sobre nada. É a única coisa que entendo" - Oscar Wilde

A frase que encerra o genial Café da Manhã em Plutão bem que poderia ser um banner padrão dos blogs. Por mais interessantes ou diferenciados que tentam ser, eles acabam sendo um tratado sobre o nada ou são simplesmente um de seus reflexos imediatos.

Basta digitar uma palavra no google para se achar todas as relações e significados que, depois de lidos, são esquecidos mais rápido que o tempo da busca. Não que o nada não seja importante. Ele é fundamental quando temos a ilusão de que tudo está às nossas mãos. E quer saber, ainda sinto falta do Seinfield, a melhor série sobre o nada.

Mas voltando ao filme, achei um dos melhores do Neil Jordan. Eu já havia adorado a linguagem dele em Traídos pelo Desejo. Cillian Murphy está impecável como o travesti que deixa a Irlanda para procurar a mãe em Londres.



Revi a emocionante Por Elise, do Espanca! que está em cartaz no Sesc Pompéia. O grupo apresenta, até o dia 17/09, Amores Surdos e vale a pena assistir. São atores e criadores de mão cheia. Foi um fim de semana bem agradável para compensar a semana que começa fria e cinza. Vou trabalhar no feriado.

quinta-feira, agosto 31, 2006



E se voltássemos a ser crianças? O questionamento que tanto me acompanha ultimamente é um dos espetáculos mais incríveis a que tive oportunidade de assistir na vida. Pina Bausch é genial, inovadora e coloca em cena todos os prováveis e improváveis elementos artísticos de forma lírica. Quem estiver em São Paulo até domingo tem ir de qualquer jeito!

terça-feira, agosto 29, 2006

Transmissão de Pensamento ou Por isso que adoro o You Tube!!!







Passei parte do meu dia lembrando de desenhos como Manda-Chuva, Superamigos, He-Man e de como era ótimo ouvir histórias ao invés de ser obrigada a criá-las num determinado formato, prazo e principalmente objetivo: ganhar dinheiro. No entanto o pior mesmo é lidar com a pequenez das pessoas, os egos descontrolados e o clássico "cada um por si". As mensagens edificantes dos cartoons da minha infância podem ser em parte culpadas por eu não saber lidar com certas "maldades". Quer saber? Não vou processar Hanna-Barbera, mesmo porque estou desenvolvendo na marra imunidade à baixeza.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Notícia que realmente importa

A União Astronômica Internacional excluiu hoje Plutão como um planeta de pleno direito do Sistema Solar, após longas e intensas controvérsias sobre esta resolução.

Com a decisão votada hoje no plenário da XXVI Assembléia Geral da entidade, realizada em Praga, se reduz o número de planetas no Sistema Solar de nove para oito. Os mais de 2.500 analistas de 75 países reunidos na capital tcheca reconhecem desta forma que se cometeu um erro quando se outorgou a Plutão a categoria de planeta, em 1930, ano de sua descoberta.

A definição adotada hoje preenche um vazio que existia neste campo científico desde os tempos do astrônomo polonês Copérnico (1473-1543).

A nova definição estabelece três grupos de planetas, o primeiro com os oito planetas "clássicos" - Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Netuno, Saturno e Urano -, depois um segundo, que são os asteróides, e um terceiro grupo, com Plutão e o novo objeto UB313, descoberto no ano passado.

Plutão, descoberto há 76 anos pelo cientista americano Clyde Tombaugh (1906-1997), é objeto de polêmica há décadas, principalmente devido a seu tamanho, que foi reduzido ano após ano e que foi estabelecido agora em 2.300 quilômetros de diâmetro.

Assim, Plutão é muito menor que a Terra (12.750 quilômetros) e até mesmo menor que a Lua (3.480 quilômetros) e o UB313 (3.000 quilômetros), que no entanto está muito mais longe do Sol.

Outro argumento contra Plutão é a forma pouco ortodoxa de sua órbita, cuja inclinação não é paralela à da Terra e a dos outros sete planetas do Sistema Solar.


Plutão não sendo mais planeta, como eu vou desejar habitar o lugar mais distante? E na astrologia, quem é regido por Plutão, como fica? Qual o sentido de batizar um filme como Café da Manhã em Plutão?

quarta-feira, agosto 23, 2006

Vou dar basta desse momento "Minha Vida Sem Mim" em breve. Se ao menos eu pudesse hibernar, talvez acordasse quando o jogo virasse a meu favor. Mas eu não posso dormir, não posso fazer o tempo retroceder ou avançar. Resta-me aquilo que eu menos sei fazer: ter paciência. Minha alegria existe nos momentos em que brinco com meu lindo gatinho. Téti, que saiu no JT essa semana aparece com os amiguinhos Dylan e Bono, os filhinhos fofos e peludos do Marco e da Ju.

domingo, agosto 20, 2006

Áries - 20 agosto 2006 por Oscar Quiroga

A alegria de viver foi soterrada sob o impacto da loucura do mundo, mas está aguardando pelo momento de retornar, vitoriosa, ao palco central, onde se processa esse algo misterioso que você chama destino, sem saber o que isso significa.


Se minha vida nos últimos tempos pudesse ganhar uma definição que dispensasse adjetivos, seria Montanha Russa. Definitivamente. Impressionante como meus dias são sucessões de altos e baixos. Às vezes tem aquela mesmice, o trajeto em linha reta, sobretudo quando eu mais espero que algo mude completamente. Na quarta me emocionei com o Grupo Corpo no Teatro Alfa, mas foi uma alegria solitária porque ninguém pode me acompanhar. Eu que sempre vou ao cinema sozinha e até arrisco-me a sentar sem acompanhante num café para um lanche, não tinha vivido essa experiência. Sem ter com quem comentar as coreografias, o orgulho de ver aquele balé e a minha relação de total admiração pela Companhia, fui surpreendida na saída por um abraço caloroso do Rodrigo Pederneiras. Cheguei em casa leve e feliz. Tive sonhos tão contrários ao cotidiano banal, dominado por uma maratona de trabalho insana e a responsabilidade de pagar contas. A manhã de quinta chegou com uma notícia infeliz: mais um ser adorável se foi antes da hora. Sofrimento de vários lados e sentimento de total impotência. A vida ganhou cores à noitinha, com a chegada da minha amiga querida, Marianinha, para uma breve temporada nessa cidade de temperaturas instáveis. Não consegui ficar livre do trabalho em tempo hábil, como reza a lei de Murphy. Sexta fomos ver o filme mais esdrúxulo de 2006: O Sabor da Melancia. Sabe-se lá por que produções assim ganham Urso de Prata em Berlim. Uma mistura grotesca de musical, nonsense, comédia e pornografia. A frente fria chegou, meu edredon não secou. Sábado e domingo de plantão. Uma passada na Galeria do Rock e, enquanto olhava vitrines com a certeza de que não levaria nada daquilo nos próximos meses, eu torcia para que nada mais me chateasse. Atrasei-me terrivelmente na estréia de O Avarento, com Paulo Autran. O texto divertido fez com que, por alguns instantes, eu esquecesse da falta de grana, da falta de consideração e da falta que fazem as pessoas que eu mais amo. Por sorte, minha companheira inseparável estava comigo. Do contrário eu iria surtar. Sem chuveiro quente, hoje foi o dia do primeiro banho do meu lindo gatinho, Téti. Eu e Marianinha aproveitamos a hospitalidade do Luiz para que ela voltasse limpinha para BH e eu chegasse menos avacalhada na redação do jornal. No tarot, eu diria que estou entre três cartas: A Lua, representando a melancolia, O Enforcado, simbolizando o sacrifício voluntário e A Roda da Fortuna, que ao contrário do que o nome sugere, não é mega sena acumulada. Algo ótimo acontece e logo outro fato péssimo reduz suas esperanças a pó.

E depois de uma passada pelo Blônicas, achei um texto que diz um pouco sobre isso.

Desabafo de uma escritora que sofre
De Tati Bernardi.

Não aguento mais esse papo-furado aqui no Blônicas me pedindo para ser mais leve, mais feliz, mais simples, mais breve, mais prática.
Você suportaria ser demitido pelo seu chefe sem entender os motivos? Você suportaria levar um fora do seu amor sem ouvir pelo menos uma tentativa de explicação, ainda que cheia de eufemismos (poucos tem coragem de dizer a verdade: eu não te amo mais)? O fato é: você suporta ser passivo o tempo todo e não indagar essa vida nunca?
Se o seu paquerinha, ao invés de te levar jantar em um lugar bacana, te falar coisas interessantes e perceber a incrível mulher que você é, apenas te levasse pra casa dele e te comesse, você não ficaria decepcionada?
Se a sua paquerinha, ao invés de se arrumar bem bonita pra você, te tratar como o melhor macho do planeta e te contar que além de malhar 3 horas por dia ela também lê 3 livros por mês, apenas te pedisse pra cuidar dela e pagar a conta, você não ficaria decepcionado?
Sem nossas perfumarias somos apenas humanos banais e quase selvagens. Sim, homem quer comer a mocinha. Sim, mulher quer se sentir protegida e segura (e mulher gosta bastante de dinheiro também). Taí a simplicidade que vocês tanto me pedem… Gostaram dela? Aposto que não.
Ninguém verdadeiramente interessante se limita em ser primata ou ser comum. Tentem ir além de uma bunda e vocês podem descobrir uma super companheira de vida. Tentem ir além dos lugares que todos vão e vocês podem descobrir o seu lugar nesse mundo. Tentem ir além do homem perfeito e vocês vão se divertir muito.
Tentem ver que por trás do sorriso do Coringa (aquele que por dentro era todo corroído por ácidos) existe uma dor, existe uma tristeza, existe algo incomodando o tempo todo.
Não dá pra rir o tempo todo, e eu não to numa fase engraçada, dá licença?
Sim, eu posso ser feliz, eu posso ser leve, eu posso ser engraçada, eu posso ser breve, eu posso ser simples. Mas aí eu ia ser modelo-manequim-atriz e não escritora! Porra!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Por isso que eu tenho medo de novela. Será que influenciado pela trama de Glória Perez, ele decidiu conquistar a América?

segunda-feira, agosto 14, 2006

Como estou há mais de um mês esperando por um adaptador de DVD, filme mesmo só no cinema. Mas fiz meu esquema bate-volta para BH no fim de semana, que como sempre é antisocial, já que é impossível ver os amigos. Para piorar, o Alê ficou doente. Então, só deu blockbuster. No entanto, foi divertido.