quarta-feira, janeiro 31, 2007

Ontem meu post sumiu, mas às vezes acho que é melhor assim. Uma mensagem subliminar. Depois de começar a semana meio chateada e "resmunguenta", não deveria haver mesmo espaço para continuação. De qualquer forma, a terça foi ótima. Yoga cedinho, cabine de Pro Dia Nascer Feliz, noite no Drosophyla das mais animadas com Mammys, Uiara, Rô, Márcio (um amigo do Rô) e os casais Marco e Ju e Daniels e Rosele. Muito riso e muita foto para eu postar aqui nos próximos dias. O Dró é um lugar que eu não enjôo nunca. Ainda mais porque Lili é das melhores anfitriãs que existe. Agora espero o tempo correr para ver a dupla do barulho de novo enquanto ouço gravações antigas dos Stones.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Resposta ao e-mail que enviei hoje

"Estudar o caminho de Buda é estudar a si mesmo...
Estudar a si mesmo é esquecer-se de si mesmo...
Esquecer-se de si mesmo é ser iluminado por tudo o que existe e...
Nenhum rastro de luz permanecerá..."

Mestre Dogen


Quase-telegrama

Não quero falar pela milésima vez da minha insatisfação profissional. Prefiro me concentrar na visita da minha família que vem alegrando meus dias. Mesmo que nós três fiquemos pouco tempo juntas... O desfile do Ronaldo Fraga foi lindo e surpreendente, mas estou sem inspiração para comentá-lo. Vi também O Último Rei da Escócia. Forrest Whitaker vai levar o Oscar.

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Parabéns à cidade que eu escolhi para morar

São Paulo, São Paulo - Premeditando o Breque

É sempre lindo andar na cidade de São Paulo
O clima engana, a vida é grana em São Paulo
A japonesa loura, a nordestina moura de São Paulo
Gatinhas punks, um jeito yankee de São Paulo

Na grande cidade me realizar
Morando num BNH.
Na periferia a fábrica escurece o dia.

Não vá se incomodar com a fauna urbana de São Paulo
Pardais, baratas, ratos na Rota de São Paulo
E pra você criança muita diversão e poluição
Tomar um banho no Tietê ou ver TV.

Na grande cidade me realizar
Morando num BNH
Na periferia a fábrica escurece o dia.

Chora Menino, Freguesia do Ó, Carandiru, Mandaqui, ali
Vila Sônia, Vila Ema, Vila Alpina, Vila Carrão, Morumbi
Pari,Butantã, Utinga, Embu e Imirim, Brás, Brás, Belém
Bom Retiro, Barra Funda, Ermelino Matarazzo
Mooca, Penha, Lapa, Sé, Jabaquara, Pirituba, Tucuruvi, Tatuapé

Pra quebrar a rotina num fim de semana em São Paulo
Lavar um carro comendo um churro é bom pra burro
Um ponto de partida pra subir na vida em São Paulo
Terraço Itália, Jaraguá, Viaduto do Chá.

Na grande cidade me realizar morando num BNH
Na periferia a fábrica escurece o dia
Na periferia a fábrica escurece o dia

terça-feira, janeiro 23, 2007

De repente 30?

Desde que eu era criança sentia a proximidade do meu aniversáio a partir de janeiro. Não que eu sopre mais uma vela no mês que vem ou em março. Pode parecer que abril esteja longe. Para mim, ele está despedaçado. Estou pensando nos 30 desde os 28. Tomei certas providências como achar uma boa dermatologista, mas as marcas de expressão estão desenhadas abaixo dos olhos, entre as sobrancelhas. Não há creme caro (e põe caro) que detenha o tempo...

Ao mesmo tempo, minha mente faz listas absurdas e constantes. Tudo aquilo que tive e o que não tenho ainda. Lembro-me que antes eu saía para dançar quase semanalmente; fazia spinning diariamente, tinha uma meia dúzia de pessoas que eu podia chamar em cima da hora para um programa qualquer. Agora eu leio livro com mais freqüência, cuido da minha casa, do meu jardim e não faço nenhum tipo prestação (fora pagar aluguel).

Não sei se é tão melhor assim. Às vezes quero fechar o livro e me balançar ao som "I Don’t Feel Like Dancing", do Scissor Sisters, falar bobagens com minhas amigas e comprar uma bolsa maravilhosa sem pensar que tem três dígitos. Antes talvez faltasse o que eu venho construindo. Eu me sentia frustrada por querer ler mais, por fazer parte da turma que não deveria morar mais com os pais e, principalmente, pela falta de coragem de mudar.

Eu continuo dando minhas cabeçadas, é fato. Tomo porres adolescentes, cruzo os braços para determinadas "regras do jogo", quando deveria tentar ser maleável ou "política". Eu continuo achando que tenho pique para mil trabalhos e aceito sem avaliar os benefícios que eu terei. Ao final, arrependo-me do comprometimento e recebo menos do que deveria e mereceria pelo esforço.

Eu queria brigar menos com meu namorado, me mudar de São Paulo. Entretanto, não estou com vontade de voltar a Belo Horizonte. Quero outros horizontes. Demorei tanto para me sentir insatisfeita na TV e muito pouco para perceber até onde eu chegaria no jornal...

É hora de traçar outros planos e fazer as malas. Eu não gosto mais de jornalismo. Eu não gosto mais da última banda hype que surgiu na última semana. Estou felicíssima ouvindo uma coletânea de três CDs com os melhores anos dos Rolling Stones em Londres. Adquiri as bolachinhas na Nuvem Nova, uma loja sensacional no Itaim. Amo loja de discos.

Amo descobrir coisas, gostos e cheiros. De modo que gostaria de ficar menos enfurnada num ambiente sério e blasé. Preciso explorar mais livros. Achar "Orgulho e Preconceito" num sebo, conversar com outras pessoas que não sejam da minha área. Adoro papos com motoristas de táxi, floristas e estrangeiros que falem de vinhos, política e viagens. Como um amigo do Luiz que conheci em seu aniverásio ontem.

Não quero para mim a vida triste e lamuriosa que contemplo do meu cercadinho. O salário do vizinho pode ter um zero a mais, contudo, sua grama é só grama. Quero um jardim de tulipas e marcas no rosto que sejam de tanto rir, de chorar, de viver.

Eu quero parar o carro e descer na próxima esquina. Os dias passam mais rápido agora e se minhas experiências não se renovam, ok, elas são o bastante para o momento.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Filmes vistos na semana que passou

O Violino: poético


Mais Estranho que a Ficção: menos do que eu esperava


O Amor Não Tira Férias: sem sal

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Um pouco de música poesia nesse dia cinza...

In the backseat - Arcade Fire

I like the peace
In the backseat,
I don’t have to drive,
I don’t have to speak,
I can watch the country side,
And i can fall asleep.

My family tree’s
Loosing all it’s leaves,
Crashing towards the driver’s seat,
The lightning bolt made enough heat
To melt the street beneath your feet.

Alice died
In the night,
I’ve been learning to drive.
My whole life,
I’ve been learning.

I like the peace
In the backseat,
I don’t have to drive,
I don’t have to speak,
I can watch the country side

Alice died
In the night,
I’ve been learning to drive.
My whole life,
I’ve been learning.

eu levo o seu coração comigo

e. e. cummings

eu levo o seu coração comigo (eu o levo no
meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar
que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
por mim somente é o que você faria, minha querida)

tenho medo

que a minha sina (pois você é a minha sina, minha doçura) eu não quero
nenhum mundo (pois bonita você é meu mundo, minha verdade)
e é você que é o que quer que seja o que a lua signifique
e você é qualquer coisa que um sol vai sempre cantar

aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(aqui é a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
e isso é a maravilha que está mantendo as estrelas distantes

eu levo o seu coração ( eu o levo no meu coração)

quarta-feira, janeiro 17, 2007

"Eu tava bebendo no inferno". Todas as vezes que eu fui ao Exquisito me arrependi no dia seguinte daquela dose de tequila. No momento em que o copinho reluzente apareceu na mesa, tudo se apagou. Dei PT. Como diria meu amigo Alex, é a despedida dos 20. Espero que a transição para a vida adulta me torne mais light. Hoje foi dia de zoação no jornal. Até de Jeremias fui chamada.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Com certeza Babel é o melhor filme do Alejandro González Iñárritu. Minha aposta para o Globo de Ouro hoje.



Fim de semana sacal com plantão, quatro DVDs alugados, dois vistos. Amanhã mudamos de lugar na redação e eu tô achando péssimo ficar longe da minha turma.

sábado, janeiro 13, 2007

Cratera

Em 2007 eu ganho um lugar no "Clube dos 13" do JT. Não é que quase todos os meus plantões são marcados por tragédias de pequenas e grandes proporções? Dessa vez é o buraco aberto após o desabamento em canteiro de obras da Estação Pinheiros. Por sorte, não tive que ir ao local (pelo menos até o momento). Enfim, como até fatalidade vira piada para jornalistas, eu e o Dinho (uma figura raríssima que se intitula o embaixador do Limão) pensamos em possibilidades de aproveitar o estrago:

- Transformar a cratera em Piscinão de Pinheiros. Como paulista adora competir com carioca, seria mais fundo que o de Ramos.
- Manter a cratera intacta e cobrar entrada para uma aventura radical: rapel urbano.
- Colocar cimento e transformar em pista de skate.
- Aproveitar a fama do bairro também conhecido como "Mineiros" e construir uma réplica da Lagoa da Pampulha.

Tá, eu sei que as piadinhas são de péssimo gosto.

Além de A Casa dos Budas Ditosos, vi Toda Nudez Será Castigada, com a Armazém. Embora não ame Nelson (como diria a turminha do teatro, super íntima do dramaturgo) de paixão, adorei a adaptação da sempre competente cia. do Paulo Moraes. O filme da semana é sem dúvida Scoop, do Woody Allen que eu amo de paixão (Hugh Jackman está uma coisa que eu vou te falar!). Vejo mil vezes sem cansar todas as comédias dele, mesmo com os colegas dizendo que são um tom menor de sua obra.



O troféu da semana vai para Luana Piovani. Não é que saiu na Mônica Bérgamo um trecho do blog da fofa que agradeceu ao Caetano à música que ele compôs especialmente para ela? Que a criatura se acha, não é segredo. Mas Caê, que também não é lá a fina flor da humildade disse que não, que nunca teve com ela uma experiência inspiradora suficiente (ou seja sexo) para compor uma música. E a cara dela - junto com aquelas mascarazinhas esdrúxulas que ela tatuou - foi ao chão.

terça-feira, janeiro 09, 2007

Quem disse que janeiro é parado?

Eu mesma estou mordendo a língua. Já fui a duas cabines - A Scanner Darkly e Uma Noite no Museu - vi alguns bons DVDs (o hilariante Nacho Libre), comecei a ler Vargas Llosa e vou ao teatro hoje. O último final de semana teve um dos eventos do ano, que é o aniversário de Mamãe. Mais uma vez lotado. Luiz e Telma estiveram em BH. Foi um programa atrás do outro. Almoço com a turma, jantar no Fraga...Tudo tão bom que nem deu vontade de voltar. Ah, no domingo fez um ano que me mudei para São Paulo. Ontem David Bowie fez 60 anos e a pentelha da Cicarelli virou notícia tirando o Youtube do ar no Brasil. Dia 14 meu livro já pode ser lido. Quem quiser saber mais é só acessar: www.mojobooks.com.br. No mais, muito trabalho e pouco dinheiro no bolso. Básico. Quando o contrário acontecer eu nem darei notícia no blog.

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O atual menino dos olhos...

Numa proporção infinitamente menos ostensiva do que a masculina, acredito que todas as mulheres (desconfio que até algumas lésbicas) possuem uma listinha de homens adoráveis que vem "encartados" com a trilha "Let's Spend the Night Together"... Como naquele episódio do Friends em que a Rachel e o Ross elegem um top 5 de artistas com os quais poderiam dormir sem que isso fosse considerado uma traição. Como homem, claro, ele chega a plastificar suas escolhidas. De tempos em tempos, sempre aparece um nome novo na minha seleção que possui clássicos eternos como Johnny Deep. Quando assisti ao fraquinho Tudo Acontece em Elizabetown , fiquei babando pelo Orlando Bloom. Ano passado foi a vez de Aaron Eckhart de Obrigado por Fumar, um dos poucos loirinhos (prefiro os morenos) para quem eu daria bola (eu sei que parece piada). 2007 mal começou e já tenho o eleito: Zach Braff. Sei que ele não tem traços perfeitos, parece meio desajeitado, porém é justamente isso que me atrai nele. Nunca assisti a Scrubs e achei A Hora de Voltar simpático. Em Um Beijo a Mais, no entanto (estréia em São Paulo sexta), ele está no ponto. O melhor é que ele nasceu no dia 06 de abril (de 1975). Arianos são difíceis, eu sei, mas eu gosto né?


terça-feira, janeiro 02, 2007

2007 só começa para mim no dia 05 de abril

Muita gente não acredita que eu não gosto de Réveillon. Como é possível não se render ao figurino branco total, não fazer contagem regressiva em voz alta, não cumprir rituais estranhos e não abraçar os populares nas primeiras horas do ano novo? Não, eu não gosto de nada disso. Desde criança. A primeira lição que o Réveillon me deu na vida foi a frase "cada um por si".

Se Natal era aquele esquema parentada e troca de presentes, o dia 31 de dezembro representava a euforia dos que queriam ficar longe, muito longe de "papai, mamãe, titia". De preferência fazendo algo nada família. Até aí, eu respeito e concordo. Nada mais chato do que obrigação, embora eu pelo menos passe Natal com pessoas que amo. Não necessariamente do mesmo sangue. Mas se a gente pensar bem Réveillon é uma obrigação travestida de carnaval.

Na virada você tem que estar no lugar mais badalado e acredita que a meia-noite é decisiva para o resto dos seus 365 dias. Vira obrigação tomar porre e cantar "ai ai ai, está chegando a hora". Dá-lhe ai: Ai de quem não beijar, de quem não pular, de quem não se engasgar com uvas verdes nas doze badaladas. A madrugada se abre com um sambão no pé e todos os palhaços do salão querendo virar seus melhores amigos, com seus abraços molhados (para quem passa no Brasil cada dia mais quente) e hipócritas. Afinal, é ano novo e você tem a obrigação de socializar-se, de abrir. Sorria, amanhã vai ser outro dia.

Dia 01 de janeiro tudo está fechado. Parece que o mundo acabou em espumante de quinta e você com o estoque de sonrisal e engov. Porém, para quê o desânimo? Dia 06 temos os Santos Reis. Comer romã para atrair dinheiro. Trabalho? Ah, não o carnaval é mês que vem. Depois se pensa nisso.

Mas antes que minha imagem de ranzinza se forme por completo, se eu for listar minhas viradas incríveis coloco a do Rio de Janeiro com a Marianinha no topo da minha lista. Na saída de Belo Horizonte pegamos uma chuva horrível. No entanto, quando avistamos o Cristo Redentor de braços abertos sob a Guanabara, o tempo virou. Foi excelente porque foi espontâneo. Jantamos, fomos para a praia, pulamos ondas e dançamos até o sol raiar.

Outro Réveillon ótimo eu passei com meus avós. Vimos a corrida de São Silvestre (na época era a noite), comemos uma pizza e dormimos antes da queima de fogos. Foi bom não ter que colocar uma roupa cuja cor não me agrada. Melhor ainda ter mais um momento ao lado dos dois para lembrar.

Nesse meu último passei em casa com o Alexandre, que viajou mais de 600 quilômetros para ficar comigo. Uma semana antes da virada, nem sabíamos se tal possibilidade iria rolar. Sem aquela ansiedade ou insanidade a nossa volta, o Réveillon poderia parecer um dia como outro qualquer e até perder sua "mágica" diante do nosso jantar prosaico. Foi especial porque foi com o meu bonitinho. Sinceramente, eu prefiro assim.

2006 foi um ano bacana para mim. Tem sido, já que ele só termina no meu aniversário. Aprendi muito, mesmo e principalmente distante da minha cidade, da minha família, do meu amor e dos meus amigos. Conquistei o que não teria conquistado se estivesse naquela inércia profissional, à espera de um milagre (desses que vem com muita mandinga).

Eu não sei se vou continuar aonde estou em 2007. O único compromisso sagrado até o momento será em março: férias. Enfim, depois de sete anos. 30 dias úteis para viajar, namorar, dormir, ler e saborear a vida sem hora marcada...