segunda-feira, junho 27, 2011

Para quem como eu adora uma lista

35 Dicas para Sair da Rotina - do sensacional blog Muito Legal

Várias pessoas acabam vivendo suas vidas no piloto automático e acabam presas na rotina. Depois de algum tempo, o indivíduo sente-se desmotivado, parado, sem inspiração, sem boas idéias e por aí vai.

A única coisa boa disso tudo é que você sempre pode fazer algo para mudar sua situação...

1. Vá correr.
2. Acabe com um projeto que não está dando certo.
3. Tome uma cerveja com um amigo das antigas.
4. Vá para o trabalho uma hora mais cedo.
5. Assista um filme muito bom.
6. Assista um filme ridículo.
7. Demita-se.
8. Construa algo com suas próprias mãos.
9. Fale com uma pessoa de 8 anos.
10. Fale com uma pessoa de 80 anos.
11. Saia da cidade. Vá longe o suficiente para que você possa ver só um amontoado de luzes.
12. Tente Yoga.
13. Vá ver um show.
14. Dance.
15. Ligue para a pessoa mais inteligente que você conhece. Convide-a para almoçar.
16. Assista Discovery Channel.
17. Veja o mundo através das lentes de uma câmera. Video câmera também é câmera. Não importa.
18. Escreva em um novo moleskine.
19. Escreva uma carta. Com uma caneta.
20. Viva um dia sem email... e celular.
21. Viva uma SEMANA sem internet.
22. Visite um museu, aliás você já foi em um?
23. Vá para um playground e BRINQUE!
24. Acenda um incenso e comece a meditar.
25. Tome um café com um artista.
26. Construa um forte.
27. Se você nunca usou uma gravata para trabalhar, use um dia. Se você usa todo dia, vá um dia sem (não conte social fridays).
28. Compre meias coloridas e diferentes.
29. Pule no trampolim mais alto que tiverna piscina.
30. Envie um email para seu blogger favorito.
31. Assista um vídeo do TED.
32. Assista alguém fazendo algo que você nunca imaginou ser possível.
33. Vá em uma loga de brinquedos infantis e compre muito LEGO. Construa uma estátua como decoração para sua casa.
34. Beba cerveja ao redor de uma fogueira.
35. Vá ao andar mais alto de algum prédio, fique na beirada e fique olhando para baixo.

sexta-feira, junho 24, 2011

Why don't you walk away?

Talvez seja meu regente Marte, macho-alfa, que faça com que às vezes role um completo desinteresse mais típico do universo masculino. Talvez seja eu mesma não querendo perder tempo com processos de conquista e/ou joguinhos. Não digo que é para a bolha que eu vou, porém eu gosto do som do ir embora de certos rapazes. E mais ainda do Alex Kapranos cantando. #beijonãomeliga


Walk Away - Franz Ferdinand

I swapped my innocence for pride
Crushed the end within my stride
Said I'm strong, now I know that I'm a leaver
I love the sound of you walking away, you walking away
Mascara bleeds a blackened tear, oh

And I am cold, yes I'm cold
But not as cold as you are
I love the sound of you walking away, you walking away
I love the sound of you walking away
Walking away, hey hey

Why don't you walk away?
Why don't you walk away?
Why don't you walk away?

No buildings will fall down
Won't you walk away?
No quake will split the ground
Won't you walk away?
The sun won't swallow the sky
Won't you walk away?
Statues will not cry
Won't you walk away?

Why don't you walk away?
Why don't you walk away?
Why don't you walk away?

I cannot turn to see those eyes
As apologies may rise
I must be strong and stay an unbeliever
And love the sound of you walking away, you walking away
Mascara bleeds into my eye

And I'm not cold, I am old
At least as old as you are

La la la la la la la la

And as you walk away
Oh, as you walk away
Oh, as you walk away

My headstone crumbles down
As you walk away
The Hollywood wind's a howl
As you walk away
The Kremlin's falling
As you walk away
Radio 4 is static
As you walk away

Oh, as you walk away
Oh, as you walk away
Oh, as you walk away

The stab of stiletto on a silent night
Stalin smiles, Hitler laughs
Churchill claps
Mao Tse-Tung on the back

quinta-feira, junho 23, 2011

Homenagem à altura

O Instituto Moreira Salles acaba de lançar uma nova edição dos seus Cadernos de Literatura Brasileira. O número 26 da série, iniciada em 1996, é dedicado a Rubem Braga, o maior criador da moderna crônica brasileira. Em meio às homenagens prestadas pelo IMS ao cronista, o blog do ims convidou os escritores Vanessa Barbara, Antonio Prata, Chico Mattoso e Cecília Giannetti para criar um texto à maneira de Rubem Braga.

Abaixo, segue a colaboração de Antonio Prata, para quem “a ternura está quase sempre presente nas crônicas do Rubem Braga” e “árvores frutíferas também são bem comuns”. Sobre o texto que escreveu, diz ele: “Não sei se consegui ser terno, mas aos menos me garanti com as goiabeiras, jaqueiras, uma mangueira e um abacateiro”.

O taxista de cabelo branco
Dos taxistas aqui da esquina, só sei o nome do Adão. Na primeira vez que peguei seu táxi, ele apontou para fora da janela, disse “olha só, as goiabeiras da Henrique Schaumann tão carregadas” e, quando reparei nas goiabas que brotavam no canteiro central da avenida, já éramos amigos de infância. Adão conhece todas as árvores frutíferas espalhadas pela cidade e, sempre que me leva a algum lugar, faz um relatório detalhado de seu esparso pomar: conta que as jacas do parque da Luz tão quase caindo em cima dos carros, que a mangueira da avenida Pacaembu tá atraindo um bando de maritacas, que houve um bafafá na zona leste porque a prefeitura ameaçou cortar um abacateiro, lá na rua Padre Adelino.
Muito diferente do Adão é o taxista de cabelo branco. Seu nome não sei e admito que, até a última quinta, não estava interessado em saber. Havia, entre mim e o taxista de cabelo branco, um certo desconforto. Veja, não sou homem de alimentar inimizades e costumo preferir o acordo ao conflito, mas em algumas ocasiões não há consenso possível: antes da última Copa do Mundo eu reclamei do Dunga, o sujeito resolveu apoiar o obtuso treinador e, irritado, fez um longo discurso defendendo a supremacia da prudência, da ordem e da disciplina sobre a ousadia, a criatividade e a beleza – como eu poderia ficar calado?
Estou longe de ser um aventureiro. Sou caseiro e covarde como um cocker-spaniel. Talvez por isso mesmo, por procurar no mundo o que não trago em mim, é que prefira o gol de bicicleta, o “Soneto da fidelidade” e um solo de chaleira de Hermeto Pascoal à seleção alemã, aos enxadristas russos, à ponte Rio-Niterói. O taxista de cabelo branco, contudo, não pensa como eu. Quando tentei convencê-lo de que o futebol não tinha nenhum sentido senão pela beleza, ele riu, e, como todos os arautos da mediocridade, mencionou 82 com desprezo. Eu afirmei que preferia a derrota de 82 à vitória de 94, e foi aí que a conversa melou de vez; ele bufou, ligou o rádio e aquele ruído instalou-se entre nós, definitivamente.
Não, não definitivamente. Na última quinta, eu e o taxista de cabelo branco estávamos na Vinte e Três de Maio, a caminho de Congonhas, imersos em nossa silenciosa discórdia, quando tocou meu celular. Durante os últimos meses, eu e minha mulher vínhamos procurando uma lugar para morar. Depois de um sem-número de tristes visitas a quintais azulejados, pesadelos de cerejeira & esquadrias de alumínio, finalmente encontramos uma linda casa com jardim, uma mesa à sombra duma jabuticabeira, onde vislumbramos cafés da manhã que entrariam pela tarde, almoços que entrariam pela noite e os filhos, claro, que em breve entrarão em nossas vidas. Fizemos uma proposta um pouco abaixo do que o proprietário estava pedindo, ele ficou de pensar, sumiu e, quando já estávamos quase desistindo de receber uma resposta, eis que meu celular começa a tremer e gritar, exibindo o nome do homem na telinha, pequeno oráculo de cristal líquido. Atendi, nervoso. Ele disse que topava, fechamos negócio.
Quando desliguei, já estávamos no aeroporto, o carro encostando no meio-fio, com o pisca-alerta ligado. “Comprei uma casa!”, eu disse, exultante, ao motorista. “Vou pegar dinheiro do banco, vou pagar juros por muitos e muitos anos, mas terei uma casa!”. O taxista de cabelo branco me sorriu, genuinamente feliz. “Não tem problema pagar pro banco. Importante é que a casa é sua. É um grande passo na vida.”
Sorri de volta, entendendo e compartilhando a alegria de meu ex-antípoda: endividar-se para garantir um teto e um jardim era o meio caminho entre nós dois, um ato contendo a mesma medida de ousadia e prudência. Apertamos as mãos e fui para o Rio de Janeiro, contente com meu futuro e acreditando na concórdia universal.
* Antonio Prata nasceu em 1977, em São Paulo. É colaborador do jornal Folha de S.Paulo. Publicou livros de contos e crônicas como Meio intelectual, meio de esquerda, As pernas da tia Corália, Adulterado.

quarta-feira, junho 15, 2011

You're The One That I Want

Eu vou juntando fragmentos seus. Desde aquele dia que te vi dançando de um jeito desengonçado e achei bonitinho. Depois, veio a cerveja que você tomou com seu amigo. Clássica e sem frescura num copo lagoinha. Também não pediu batata-frita para acompanhar.

No caleidoscópio particular que estou fazendo com seus pedacinhos, já entraram seu sorriso fácil, seu nome e algumas músicas que te fazem repetir o refrão. "I wanna rock with you all night..."

Se você me notar, se você vier falar comigo, se você se interessar por mim, prometo te dar um dos meus melhores beijos: daqueles longos de tirar o fôlego que venho guardando. Pode ser que sejam de despedida até, pois ainda não consegui decifrar se você é exceção ou regra.

quarta-feira, junho 08, 2011

Leveza

Estava indo trabalhar e, no meio do caminho, decidi fazer uma tatuagem. Precisava marcar na pele um lembrete. Precisava que fosse do lado esquerdo, o lado do coração. Como sou destra, que servisse para eu olhar e copiar.

Me veio a palavra leveza.

E nem é necessário que eu explique demais o porquê.

No estúdio, enquanto aguardava o desenho, entrou uma moça. Ela nunca fizera uma tattoo, porém iria prestar uma homenagem à melhor amiga que havia morrido.

Não me contive e interrompi sua escolha pelo desenho de uma borboleta. Contei sobre a Mariana, que partiu no ano passado, e relembrei que ali minha amiga fez sua primeira tatuagem. E eu estava lá segurando sua mão, em caso de pânico das agulhas. E as estrelas em seu ombro nem doeram. Eu mesma fiz um desenho de supetão, substituído pela minha flor de lótus.

Essa a saudade sequenciada que eu sinto virou a quarta da série. Está no pulso que ainda pulsa.

E, como também na música, corpo ainda é pouco.

domingo, junho 05, 2011

Para pensar

"Quando você aprende a sorrir pro seu medo, a estar com seu medo, você se torna um autêntico amigo de você mesmo, e então ganha confiança para viver”, Pema Chödrön, monja budista.

sábado, junho 04, 2011

I'll be there for you

E quando a ficha cai, a gente cai também. Mas hoje não foi totalmente assim. Acordei péssima, como escrevi nas redes sociais e no post anterior. Redigi coisas quem nem tive vontade de publicar. Liguei no automático: desmarquei o salão de beleza, fiz almoço, fui ao supermercado.

Só que na volta, a Gil estava em nossa casa com brigadeiro, pipoca, guaraná e uma capa amarela de princesa para que eu vestisse. Pablito trouxe girassóis e a Sil, Lindt (meu chocolate favorito). Os três não combinaram nada entre si. Eles apareceram, nos ouviram e nos abraçaram. Como amigos de verdade fazem.

Eu resolvi fazer esse mini-diário porque não me interessa registrar aqui apenas a perda, o sofrimento e a tentativa de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Quero eternizar no plano virtual, tão efêmero, como a atitude dos três fez a diferença neste quatro de junho, nesta tarde que poderia ter sido mais que vazia.

Estou emocionada.

Postado por Ludmila Azevedo

No Facebook e no Twitter.

Às vezes não existe dia após o outro. Ainda mais quando penso que além da minha dor há a dor das pessoas que mais amo nessa vida, que são minha mãe e minha irmã. Por mim, nesse momento, 2011 é mais um ano que pode ir embora sem que eu sinta a menor falta.

sexta-feira, junho 03, 2011

A princesa da capa amarela

Quando não havia minha irmã ou meu primo Zezinho e eu reinava na casa dos meus avós, fui coroada a princesa da capa amarela. Era a cortina velha do banheiro que seria jogada fora. No entanto, foi transformada pelo meu tio Marco num manto real. Houve até desfile no corredor, que agora está vazio. Não há o latido da Kid, o cheiro da comida da vovó vindo da cozinha e nem a minha algazarra.

Nesse momento, eu só consigo me ver como a princesa da capa amarela, cujos desejos da infância sempre eram realizadas num passe de mágica. Tudo era infinitamente mais fácil e não havia essa dor, esse mal estar...esse calabouço.

Vou escrever a história do "Menino do Dedo Verde" para não me esquecer, embora houvesse o tempo em que obrigava meu tio contá-la à exaustão até que eu dormisse. Isso foi trabalho de Hércules, porque minha pilha é duracel desde que nasci.

Passarei o dia 27 de novembro, o natal e meu aniversário sem ele daqui por diante. Sem meu tio e padrinho, que fez a minha primeira obturação e, depois, meu encheu de balas e caramelos. A lembrança do lanche das lojas Americanas do centro, dos milhares de brinquedos (normalmente concedidos em dose dupla, uma vez que o título dele também o era) vão se amarelando, como a capa de princesa que eu devia ter guardado.

Foram tantos cartões, bilhetes, caixas, cadernos feitos à mão, exclusivamente, com cuidado e afeto...Ainda assim, hão de ser insuficientes para suprir minhas saudades. Porque eu tenho a certeza de que a saudade não morre, como morreu o vovô Azevedo, a vovó Celinha, o tio Fábio. Trocaria meu reinado, minha capa amarela e todos os meus súditos da coleção completa da Moranguinho para que meu tio Marco não partisse, especialmente como neste 02 de junho.

A fantasia se esvaiu, a alteza é de araque. Diante da minha impotência e mergulhada na tristeza, que não é só minha, fecho os olhos e penso como seria o meu jardim, que é o jardim do Menino do Dedo Verde. Eu quero que meu tio Marco esteja lá, com flores brancas e uma paz infinita. Ele merece.

quarta-feira, junho 01, 2011

E quando eu estava quase dormindo...

O telefone toca.
Do outro lado, um assunto pouco relevante para o momento.
Quase meia-noite.
Meu sono leve, escasso e tão desejado se foi.
Peguei de volta o livro que havia deixado na cabeceira.
E o livro, tão interessante, se foi.
Pensei que depois de emendar um sobre saudades com outro sobre separação/perda, eu devia buscar algo mais divertido ou fantástico.
Fiquei revirando na cama, pedindo que um mínimo bocejo viesse me confortar.
Nada, apenas a fritação habitual.
Vontade que as correntes do tempo parem de se arrastar à sua maneira. Ao menos uma vez, os minutos poderiam correr conforme minha vontade.
Uma hora após me revirar como louca, a ponto de sentir calor, me dou por vencida.
E venho até aqui.
Escrevo-apago-reescrevo.
Há poucos carros na rua.
Junho começou.
Hoje tem eclipse.
Serão 3 no mês 6.
Li na Susan Miller.
Mês bom para finanças e empreendimentos que os arianos fizerem.
Porém, existem riscos de desentendimentos com pessoas próximas.
Whatever works.
Fico menos ansiosa quando os astros anunciam como será meu amanhã, ainda que isso tudo seja como a meteorologia.
De repente, a chuva cai.
E eu quase sempre estou debaixo de uma marquise porque não dei ouvidos à minha mãe.
Todavia, nem todo conselho que segui até o momento foi sábio.
Como avaliar se vale acatar a voz da experiência ou arriscar?
Penso em ouvir música calma, preparar um leite quente com mel.
Lembro-me do pilates que não posso, de novo, perder daqui a pouco.
Um telefonema e a conexão com Morpheu caiu.
Respiro, suspiro, inspiro.
Quase duas da manhã.
Eu devia acordar sem olheiras, sem cansaço.