terça-feira, outubro 31, 2006

E hoje é dia das Bruxas

Olha a previsão da Bárbara Abramo para o meu signo: Final de mês detona pensamentos profundos em você, como por exemplo, a necessidade de transformar padrões de pensamento, e de conduta. Mudar de conduta diante de desafios pessoais será prova de sabedoria, e de que aprendeu algo da vida. Não insista em formar pares inúteis.

Sumi por uma série de motivos: viajei para BH especialmente para os 40 anos do Fraga, que me deu a passagem aérea de presente, estou sem inspiração para escrever (e não só no blog), tenho trabalhado muito e para conciliar a vida profissional com a saudável e a pessoal só mesmo dando um tempo da exposição bloguística. Lembrei do Angeli quando, em crise, publica duas coisas que ele odeia e uma que ele adora. Hoje eu estou assim.

Odeio: calor senegalês e minha TPM. Adoro: comer Häagen Dazs sem dor na consciência.

Últimos filmes vistos: Barry Lyndon (o único genial. Por motivos óbvios), Hora de Voltar/Garden State (legalzinho), Flyboys (dispensável), A Última Noite (interessante) e Caché (um quebra-cabeça).

Não fui ao Tim Festival porque não quis. Ficar com minha família é sempre mais importante do que ver a edição mixa que teve em São Paulo. Como não houve investimento para o Rio, entreguei-me à lei do menor esforço.

terça-feira, outubro 24, 2006

O universo paralelo da indústria das celebridades. Uma amiga do Estadão mandou. Tirei o nome da assessoria por motivo de vergonha alheia

Casamento de Fabiana Garcia reúne celebridades em São Paulo

São Paulo, 24 de outubro de 2006 – Depois de atuar nos palcos e animar as tardes do Programa H, Fabiana Garcia, ex-assistente de Luciano Huck e capa da Revista Playboy de julho de 1999, será a protagonista da noite em seu casamento com o empresário Fábio Bedani. A cerimônia acontecerá amanhã, 25 de outubro, na Igreja Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo, às 21h.

O casamento está sendo organizado por Marcia Possik, da Marriages.

A recepção será no Buffet Torres - Salão Jurupis, e contará com a presença de 200 convidados. Entre as celebridades, estão o ator Eri Johnson, melhor amigo da noiva, a atriz Suzana Alves (Tiazinha), Marcelo Falcão (vocalista do grupo O Rappa), integrantes dos grupos Jota Quest e Sepultura, entre outros. A filha Gabriela, de cinco anos, fruto do casamento com Márcio Túlio, tecladista do grupo Jota Quest, será a dama de honra da cerimônia.

A festa será animada pelo DJ Theo Werneck.

Tudo indica que Marcelo Falcão, vocalista do grupo O Rappa, irá à festa com seu novo “affair”, para a surpresa de todos.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Para inspirar a segunda...

Sem lazer, sem
salário, sem horário


Jô Azevedo (*)

De 22 jornalistas, nove trabalham de 41 a 50 horas semanais e oito até 60 horas. Apenas cinco, um quarto da amostra, têm jornada de até 40 horas na semana. A média de horas trabalhadas diariamente chega quase a 10 horas, muito superior à carga fixada por legislação (cinco horas) com permissão de mais duas extras.

Esta é uma das constatações do psicólogo e advogado Roberto Heloani, professor da Fundação Getúlio Vargas, da Universidade Estadual de Campinas e da Unimarcos (São Paulo), na sua tese de pós-doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da USP intitulada Mudanças no mundo do trabalho e impactos na qualidade de vida do jornalista.

Há muitas outras "descobertas" feitas por Heloani nesse estudo – situações vividas diariamente pelos profissionais que se amoldam individualmente ao que não é considerado comum por um profissional especializado em relações do trabalho, como o pesquisador. "O mais preocupante na análise das entrevistas é um claro indicador de que as práticas organizacionais trouxeram, como efeito colateral danoso, não apenas a corrosão de certos valores básicos mas, principalmente, a cisão da idéia de qualidade de vida e excelência no trabalho", explica Heloani.

Ele entrevistou 44 jornalistas de vários meios de comunicação, aplicando testes de estresse e saúde do trabalho, e fazendo análise em profundidade em metade da amostragem. Concluiu que os jornalistas não têm vida afetiva ou familiar saudável, por conta do envolvimento demasiado com o trabalho. Estão expostos a níveis de estresse acima do suportável, por causa das condições precárias das redações. Tampouco recebem salários condizentes a essas situações. Pelo contrário: a política das empresas tem se caracterizado pelas demissões sistemáticas e pelo achatamento salarial, mais fatores de estresse. O profissionais de imprensa ainda se sujeitam a circunstâncias de assédio moral e não percebem que sua situação está relacionada às alterações no mundo do trabalho provocadas pela reestruturação produtiva mundial, principalmente da década de 1990.

No início de outubro, Roberto Heloani lançou um livro sobre esse assunto e participará de debate na ECA-USP, no dia 5 de novembro, sobre a vida dos jornalistas. Eis sua entrevista ao Observatório:

Por que resolveu estudar a vida dos jornalistas?

Roberto Heloani – Primeiro, pelo meu envolvimento com profissionais dessa área – minha irmã é mestre em Comunicação e Semiótica e tenho muitos amigos entre o pessoal do Departamento de Jornalismo da USP. Também já prestei consultoria em relações do trabalho para empresas de mídia, em outras épocas. Depois, pelo fato de o jornalista ser formador de opinião. Está vivenciando uma situação que não é só sua, mas será que percebe isso? Chamava a atenção esse fato: ele vai formar a opinião dos outros, precisa ser qualificado e ter condições para exercer esse papel.

Houve muitas alterações no trabalho dessa área?

R.H. – Aconteceram inúmeras mudanças no mundo do trabalho nas duas últimas décadas, e os jornalistas se tornaram profissionais multifuncionais e polivalentes. Agora lhes é exigido que sejam repórteres, redatores, fotógrafos, cinegrafistas, tudo ao mesmo tempo. Têm de ter uma série de habilidades, inclusive com arsenal de informática considerável, ser criativos, sedutores, saberem de tudo um pouco. As exigências aumentaram, mas ganham muito menos do que há dez anos. É uma categoria profissional frágil, que busca soluções individuais, não se vê como coletivo, por uma série de circunstâncias, entre elas essa aura que a profissão ainda tem.

O glamour que sempre cercou a profissão não esconde a pressão que ela sofre?

R.H. – Sem dúvida. É uma categoria muito pressionada, que teve condições de trabalho muito pioradas. Hoje, por conta da informatização, o jornalista tem de estar plugado com tudo e com todos, pois se não fizer isso perderá espaço para o colega. Acentuou-se a competição entre eles. Têm de ter muitos relacionamentos, mesmo que não gostem de suas fontes, pois elas são imprescindíveis ao seu trabalho. Têm de processar essas informações constante e rapidamente, numa rede de trocas intrincada e veloz. Por outro lado, as empresas dispõem de um número menor de pessoas, trabalhando o dobro e produzindo o triplo.

Mas, por que você não pesquisou médicos e enfermeiros, por exemplo, que também vivem sob pressão?

R.H. – A profissão de jornalista é quase emblemática – não quero afirmar que seja mesmo, pois precisaria de análises mais sofisticadas ainda – das categorias que entraram de cabeça na lógica perversa da reestruturação produtiva mundial. Por sua organização frágil e sua constituição histórica no país, o jornalista acabou sendo presa fácil das "novas" relações de trabalho propostas pelas políticas neoliberais da economia: flexibilização das regras de proteção ao trabalhador, a não intervenção do Estado na mediação da relação empregados e empresa, entre outras.

Qual é o perfil desse profissional hoje?

R.H. – É jovem, entre 25 e 30 anos, por duas razões principais, do ponto de vista das empresas: facilidade de lidar com novas tecnologias e sua vulnerabilidade. Quer ascender nas empresas e se submete à intensificação laboral, muito mais que os profissionais mais velhos. A vida pessoal é quase nula, por conta das jornadas médias muito altas de trabalho. Muitos deles não conseguem sequer enxergar como horas trabalhadas as viagens a serviço em que levam laptops para redigir as matérias! As condições de trabalho são precárias. Temos uma entrevista em que o repórter além de buscar a matéria, tinha de gravar a imagem, dirigir seu próprio carro e ainda voltar à redação, para editar o material gravado para o noticiário! Tudo sob a pressão do fechamento da edição. Mas todos eles se mostraram apaixonados pelo que fazem, acredito que por um mecanismo de "amor-ódio" à atividade. É a forma que encontram para lidar com essa situação no plano psicológico.

E por que não se insurgem contra essas situações?

R.H. – Por conta justamente de buscarem saídas individuais. Prosseguem enfraquecendo a sua associação de classe, já bastante vulnerável, num círculo vicioso muito expressivo. Tampouco há profissionais mais politizados, como antes, e esta é uma questão de formação nas escolas e de influência ideológica dos tempos históricos. É uma tendência de outras categorias também, mas os jornalistas constituem uma categoria culta, qualificada e detentora de nível de informação acima da média. Como pessoas com tanta informação não conseguem defender-se? Este é o mote da pesquisa.

(*) Jornalista

terça-feira, outubro 17, 2006

Foi mais ou menos assim. Ontem eu recebi um email vazio da Marianinha falando desse evento cósmico. Hoje ele enfim chegou. Brinquei com a turma da editoria que devíamos ir para a Praça Vip (uma área de convivência do Grupo Estado) na hora do fechamento para fazermos a corrente. Eu ia pedir apenas um real, já que o desejo é multiplicado por um milhão. Virou uma zoeira sem fim. Mas por razões óbvias, a notícia não se propagou só por mim. Quando eu e Bezzi estávamos a caminho da lanchonete tivemos uma visão bizarra: a turma que trabalha no RH unida, com os braços para o alto, mentalizando os pedidos. Voltamos para a redação correndo e, imediatamente, um monte de gente foi espionar os colegas. Foi muito engraçado. Queria ter uma foto disso. O Bezzi comentou que nunca atraímos a atenção de tanta gente ao mesmo tempo.

Um evento de disparo cósmico acontecerá no dia 17 de outubro de 2006.
Este é o começo do disparo cósmico, um dos muitos que deverão ocorrer
até 2013. Os raios pulsantes de um raio de luz, ultravioleta (UV) de
uma dimensão mais alta no universo cruzará a Rota da Terra e
estaremos sob estes raios por 17 horas nosso tempo, neste dia.
Esta emissão de raios de luz ressoam no chacra do coração. É de
radiação fluorescente em natura, AZUL/ MAGENTA em cor. Apesar de
ressonar nesta freqüência, ela está acima do espectro de cores do
nosso universo, no qual, nós da terra, articulamos. Porém, pela
natureza de nossas almas ou grupos de almas, operando nas bandas de
freqüência do universo, terão efeito sobre nós.
O efeito será a ampliação de nossos pensamentos e emoções na
intensidade de um milhão de vezes. Sim, um milhão de vezes e mais.
Cada pensamento, cada emoção, todas as intenções, cada desejo,
não importa se bom ou ruim, doente, positivo, negativo, será ampliado
mais de um milhão de vezes na sua intenção.
O que isto quer dizer?
Já que a manifestação da matéria é causada pelos pensamentos, I.e., no
que focarmos este raio acelerará estes pensamentos e os solidificará
numa proporção acelerada fazendo-os se manifestarem um milhão de vezes
mais rápido que normalmente aconteceria.
Para os que não compreenderam, nossos pensamentos criam nossa
realidade a partir do que focamos em pensamentos e desejos.
Este raio de luz poderá também ser um perigoso instrumento, pois se
tiver focado em pensamentos negativos que são negativos ao seu gosto,
eles se manifestarão na sua realidade quase que imediatamente. Porém
ele poderá ser um precioso presente para você se usá-lo positivamente.
A missão-1017 requer aproximadamente um milhão de pessoas focando
positivamente, no bem, de bons pensamentos para si próprio e para a
Humanidade neste dia. Poderemos estar próximos de um milagre pela
união do bem.
Pedimos pensamentos positivos focados na cura, bem estar, delicadeza,
gratidão.
Este raio UV estará a todo efeito por 17 horas no dia 17 de outubro de 2006.
Não importa em que lugar do planeta você esteja. De aproximadamente
10: 17a.m. do dia 17 de outubro às 1:17 a.m. do dia 18 de outubro.
Tendo o Pico às 17:10 do dia 17. Não é preciso estar em estado
meditativo durante todo o período, porém seria o mais benéfico. O
importante é fazê-lo principalmente ás 17:10 deste dia. Procure um
lugar tranqüilo para elevar seu pensamento.
O melhor seria em lugares fora da cidade, na terra, próximo a uma
Grande árvore ou próximo ao oceano.
Este evento do disparo do raio UV é chamado de portal "818".
Envie este e-mail a pessoas de bom coração, pessoas que amam a vida e
amam viver para que se juntem a nós neste dia e hora elevando nossos
pensamentos ao bem da Humanidade. Precisamos reunir 1 milhão de
pessoas para mudar a separação e a fragmentação da Humanidade para uma
unificação e unidade. Esta é a nossa oportunidade de reavermos o que
por direito nos pertence: PAZ, PROSPERIDADE para toda a TERRA e
HUMANIDADE.
Este é um presente do universo, uma resposta aos seus pedidos e
orações. O que você fizer com isto e se escolher participar é uma
opção somente sua.


A vida - com as várias cabines - continua. Assisti ao excelente O Ano em que meus Pais Saíram de Férias, do Cao Hamburguer. No circuito "off", ou seja, estréias da semana tem o fraquinho Um Cara Quase Perfeito, com o Ben Affleck. Longe daqui, chorei com Elsa & Fred, em BH. Depois de juntar alguns "caquinhos" para colar, a longo prazo, tudo que se pretende ser eterno enquanto dura.

A novidade é o início do projeto Verão 2007. Não me desanimei diante da humilhante avaliação física, seguida da frase "pior que nunca ter feito exercício na vida é ter parado" dita pela segunda vez, mas por um especialista diferente (odeio repetições do gênero, que soam como verdades inabaláveis). Serão três meses para eu voltar ao meu manequim, que nunca arrasou quarteirão, mas que já me deixou satisfeita diante do espelho em dias de "good hair day".

sábado, outubro 14, 2006



A tempestade passou, mas o céu para mim ainda está nublado. Estou confusa, insegura. Parece que o feriado durou um mês. Vi um filme mais ou menos. Amanhã volto para São Paulo.

sexta-feira, outubro 13, 2006



Ainda que houvesse um ótimo filme, um jantar regado a vinho, não deu para o dia nascer feliz. Dormi pouco. Tomei um calmante fitoterápico. Sei que não derramei todas as lágrimas, mas já se foram milhares. Perdi a fome e sinto frio na minha cidade de temperatura amena. Tornei o dia cinza com minha presença. Ouço músicas tristes e escrevo para exorcizar. Para não ficar sozinha no meu canto,com meus pensamentos soando como notas dissonantes. Meu coração está apertado. Minha cabeça dói. Queria que fosse só uma crise e dessa vez não é assim que nos parece. Estranho e irônico consenso. A vida segue. Por hora, no compasso de Sour Times, do Portishead.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Foi uma verdadeira odisséia até chegar em casa ontem, mas deu certo no final das contas. Melhor foi rever amigos numa noite agradável na Pizza Sur. Apesar da manhã triste, o sol aqui é visível, o céu é mais bonito e minha janela dá para uma grande árvore. Impossível não preferir Belo Horizonte a São Paulo por causa de vários aspectos. Outros melhores, inerentes a metrópole cinza, ainda fazem com que eu deva permanecer por lá durante mais tempo.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Vida cinéfila: Vi e recomendo O Cheiro do Ralo e Pequena Miss Sunshine. O primeiro será exibido na 30ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e o segundo estréia no dia 20 de outubro, exatamente quando o evento começa. Amanhã assistirei a Volver, do Almodovar, um dos meus cineastas favoritos. Quase dormi em Sonhos de Peixe, exibido no sábado. Achei besteira minha aliviar as idéias pegando filmes bobos como Armações do Amor e Louco por Elas (sim, estou começando a declinar de comédias românticas. Nenhuma me fez suspirar desde Simplesmente Amor). Dormi na metade de Homem Urso apenas porque estava destruída pelo cansaço. Hoje eu termino porque o documentário parece realmente muito interessante. Isso depois de ir a pré-estreia de Fica Comigo Essa Noite.

Vida boêmia:Saí sábado com a turma do jornal. Não só do JT como do Estadão e do Guia, seus respectivos e respectivas. Segurei minha velinha básica. Já estou ficando boa nisso. No domingo almocei com a Mari e o Marcelo. Foi bem divertido, embora eu quisesse ter dormido mais. De fato, eu preciso dormir mais. Pelo menos umas sete horas para ficar com uma aparência digna. Outro dia, um maquiador falou que eu estava com olheiras terríveis. Sim, eu me importo com opinião de profissionais da beleza. Gostaria muito de ter ido ao casamento da Giovana e do Rodrigo. Foi em Vitória e eu não tinha como ir. Pelo menos vou passar um feriadão merecido em casa e encontrar os amigos.

Vida Corajosa:Habitualmente, meus posts de segunda são meio mal humorados. Esse não. Minha semana terá dois dias úteis na teoria (sei que na prática não funciona muito), irei para BH amanhã, como já disse acima, e recebi um email do meu tio Fábio. Na verdade, um convite para ver a cadeira que ele criou no Salão do Inventor. Quem acompanha o meu blog já leu e comentou um texto que escrevi sobre quando ele amputou a perna há algum tempo. Pois bem, na época ele entrou numa depressão da pesada e foi morar em nossa casa. Cedi meu quarto a ele e passei uns meses com minha irmã, na cama da minha mãe. Ela dormiu na cama da minha irmã. Foi um misto de sensações e experiências. Talvez a mais bizarra foi contratar um travesti como empregada. Partindo da minha família, algo extremamente normal. Enfim, ele saiu da depressão, foi morar com meu primo e seguiu em frente. Como ninguém da minha família é chegado em muletas espirituais, mesmo que tenhamos muita fé, não propagou nenhuma mensagem edificante por aí. Utilizou seu maior talento. Sentou à prancheta e desenhou aquela que lhe daria mobilidade e, por fim, ajudaria tantos outros. Se eu passasse por uma experiência assim, eu provavelmente escreveria um livro, sei lá. O que importa é que sinto muito, mas muito orgulho mesmo do meu tio Fábio. Ele é um homem de poucas palavras, tem um temperamento difícil (como todos os Azevedo) e um super coração (como quase todos os Azevedo). Tem, acima de tudo, qualidades de muitos invejam ou pelo menos deveriam: inteligência e perseverança. Dá-lhe Jubão!

quinta-feira, outubro 05, 2006

Escapismo

Quando estudei musicais na pós em cinema, adorei contextualizar o mito da caverna de Platão com os filmes escapistas. Sou super escapista. Quando a rotina se estabelece em um ou mais setores da minha vida, corro atrás de situações possíveis só na minha imaginação, como estar na platéia dessa apresentação dos Rolling Stones, em 1964. Eu daria uma macaca de auditório das mais insanas.

Ando com a TPM tão à flor da pele que essa semana sonhei que estava na Fantástica Fábrica de Chocolate. Perdi a hora e fui para o salão fazer a unha. Nada de correr para o Jornal ou arrumar a casa como uma psicopata. Estou começando a me cansar de ser tão CDF! A Mostra de Cinema, a Bienal de Arte, o Tim Festival e o trabalho extra (não entregue no prazo) vão me enlouquecer porque quero dar conta de tudo.

Saudades dos tempos que eu planejava viagens, com trilha sonora descontrol para o Rio, ao lado da minha querida amiga Marianinha. Hoje ouvi uma coletânea do Chico que ela gravou para mim há muito, muito tempo. No quesito identificação, até selecionei um trecho.

Até o Fim

Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
Ainda garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim
Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim
Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim
Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim ?
Eu já nem lembro pra onde mesmo que eu vou
Mas vou até o fim

Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou

terça-feira, outubro 03, 2006

Estou trabalhando mais do que eu consigo porque preciso de atividades paralelas para a sobrevivência. Hoje fiquei particularmente cansada, perdi a hora e cheguei mal humorada no trabalho. Minha tosse dura mais de 10 dias, a TPM está gritando. Precisei de um chocolate power para me acalmar. Saldo de filmes: Sr. & Sra. Smith (fraquinho) e Madagascar (não vi no cinema e adorei, principalmente o Rei Julien) em DVD. Assisti a cabine de O Bicho vai Pegar, da série "mais sobre o mesmo". Mas, enfim, como amo animação, não me canso...Só me canso das pessoas de carne e osso mesmo.

domingo, outubro 01, 2006

Sei lá, mil coisas

Setembro se foi. Ontem joguei o tarot para ver se meu momento atual tende à mesmice ou à virada. Fiquei de plantão por mais de 10 horas, com uma tosse intermitente. Hoje, the same shit: engoli o almoço para chegar à redação em tempo hábil (o trânsito lento quase me enlouqueceu). Fiz matéria sobre os bares que venderam cerveja, a sujeira dos candidatos na boca de urna e o movimento dos estabelecimentos comerciais. Uma delícia! A vida não é só escrever sobre o selo Alfagura, não é mesmo?

Justifiquei minha ausência eleitoral no meio da tarde. Fiquei feliz em não ser obrigada a escolher em qual "menos canalha" eu votaria. Recebi trocentos e-mails pentelhos dos meus amigos petistas, com adendos do Chico Buarque, como se ele fosse a voz da razão. A classe artística/intelectual desse país não tem poder sobre minha escolha. Tão pouco a elite babaca que adora vomitar o neoliberalismo do PSDB no meu ouvido. Eu queria que o Gabeira fosse presidente e que o Aécio não fosse reeleito. Como tantas outras coisas nessa minha vida, vale o refrão do Faith no More: "you want it all, but you can't have it".

Peguei alguns DVDs para não me lembrar que minha semana, iniciada no dia 25 de setembro, só termina no dia 06 de outubro. Chorei muito vendo um filminho bobo com a Cameron Diaz e a Toni Collete. Guardadas as devidas proporções, senti muita saudade da minha irmã. Há momentos de cumplicidade das duas tão lindos que só quem não é filho único pode entender.