quarta-feira, janeiro 30, 2008

Quem não tem cão...

Eu tanto reclamei que não suportava mais o carnaval de imersão em DVDs de Belo Horizonte que meu querido marido deu um jeito. Vamos para a praia, naquele esquema de férias de infância (na casa de parentes), num lugar nem tão paradisíaco assim que também não chega a ser Guarapari, Cabo Frio ou qualquer praia de mineiro. Mas é como na música do Lamartine Babo, "infelizmente sou da classe média". E nem a megasena salva, pois minhas últimas apostas foram um fiasco.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Tem que ter habilidade...



Eu não fui ao desfile do Ronaldo Fraga na São Paulo Fashion Week mesmo com a passagem e o convite na mão, "O Ano em que Meus Pais saíram de Férias" não vai concorrer ao Oscar, "Heroes" está super xoxo, o Heath Ledger morreu, o carnaval está chegando (e eu odeio carnaval), o horário de verão não acabou, meu metabolismo parou, minha inspiração não chegou...MAS ainda há os vídeos da Maísa no You Tube. Se Sílvio Santos se candidatar à presidência novamente, já tem Ministra da Comunicação.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Enquanto minha inspiração não vem ou "Dias de Janeiro"

Porque para mim, ele é um dos melhores cronistas contemporâneos


Bar ruim é lindo, bicho - por Antônio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

terça-feira, janeiro 08, 2008

Será que vai sobrar para o Oscar?

Cancelado, Globo de Ouro vira entrevista coletiva

Depois de muita confusão, agora é oficial: o Globo de Ouro subiu no telhado. A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, que organiza a premiação, e a rede NBC, que o transmite, decidiram transformar a tradicional festa no Beverly Hilton Hotel em uma entrevista à imprensa, na qual os vencedores de 25 categorias serão anunciados, sem tapete vermelho, trajes black-tie e apresentadores fazendo piadinhas.

A entrevista coletiva será realizada no mesmo hotel, na noite do próximo domingo, quando aconteceria a cerimônia de gala. Foi a solução encontrada pelos organizadores para tentar minimizar os efeitos do boicote do sindicato dos atores ao Globo de Ouro. Na sexta, a entidade anunciou que nenhum de seus indicados participaria do evento em apoio à greve dos roteiristas de Hollywood, que já dura mais de dois meses. Os próprios escritores haviam prometido um piquete na porta do Beverly Hilton durante o tapete vermelho.

Em comunicado no site do Globo de Ouro, Jorge Camara, o presidente da associação, lamentou: "Estamos todos muito decepcionados que nossa tradicional cerimônia de premiação não acontecerá neste ano e que milhões de espectadores ao redor do mundo não poderão ver seus astros favoritos celebrando suas excelentes conquistas de 2007 no cinema e na TV. Nos reconforta um pouco, entretanto, saber que os vencedores do Prêmio Globo de Ouro deste ano serão anunciados na data originalmente programada".

A rede NBC, segundo a imprensa americana, chegou a planejar um especial ao vivo, com a reação dos vencedores, direto das diversas celebrações organizadas pelos estúdios previstas para ocorrer no domingo no próprio Hilton. Seria uma forma de manter o tapete vermelho e a romaria de artistas, que chegariam para as festas pós-coletiva. Mas o plano foi refutado pelo sindicato dos roteiristas, que decidiu manter sua manifestação no Beverly Hilton, se as celebrações dos estúdios fossem confirmadas. Resultado: os próprios estúdios também cancelaram suas festas.

Muita coisa ainda será definida nos próximos dias, mas o que já está claro é que a união entre roteiristas e atores resultou numa enorme demonstração de força da classe artística de Hollywood. A segunda-feira foi ainda mais importante para os grevistas, pois, horas antes do cancelamento da cerimônia do Globo de Ouro, a United Artists anunciou um acordo com o sindicato dos roteiristas. Os detalhes não foram revelados, mas em tese foi atendida a demanda por uma fatia mais gorda dos lucros com as novas mídias. É o primeiro grande estúdio americano a ceder aos piqueteiros.

Escrito por Leonardo Cruz às 11h24 PM

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Every day is like sunday...

Impressionante como todo 01 de janeiro é igual! Pelo menos minha virada foi tão light, que nem tive ressaca ou mal estar...

Como também é de praxe, estou com uma certa insônia na véspera do primeiro dia útil de 2008. Talvez porque tenha inventado de assistir a vários episódios de Heroes de uma só vez...

Enfim, para não parecer grosseira com meus leitores, feliz ano novo!