sexta-feira, julho 28, 2006

Porque ele chega amanhã em São Paulo. Para a minha felicidade completa.

quarta-feira, julho 26, 2006

Estamira

Não só um dos melhores filmes em cartaz em 2006, como um dos melhores documentários que eu já vi na vida. E olha que adoro o gênero!

domingo, julho 23, 2006

Senhora para mim é o título de um livro de José de Alencar ou uma mulher com idade para ser minha avó (embora eu costume perguntar antes se é assim que ela deseja ser chamada, porque eu mesma sempre tratei as duas por "você", sem que isso soasse desrespeitoso). O que não significa que as pessoas tomem o meu conceito da palavra como o delas. No entanto, intriga-me o fato de que, nos últimos meses, passei a ser tratada por desconhecidos e recém-apresentados como tal. Não é implicância. Talvez seja até cultural, sei lá. Em Belo Horizonte, pivetes me chamam de "moça" quando pedem um trocado, garçons perguntam, na entrada dos restaurantes: "você prefere área de fumante ou não fumante?". Já me abordaram ainda com outros substantivos (menina, garota e até senhorita). Isso não faz tanto tempo, estou falando de 2005. Tudo bem, que a fase de pedir identidade para entrar num local durou até meus 23 anos. Senti-me lisonjeada de aparentar menos de 18 e, desde então, saquei que foi a derradeira. Mas gostaria de saber aquilo que determinou que, em questão de meses, eu saltasse de uma categoria da qual pretendo fazer parte por muitos anos para outra, que sequer imagino como seja?

Virei senhora depois que passei a aparanter que beiro os 30?
Deixei de ser você por que no meu rosto as marcas de expressão estão mais visíveis?
Virei senhora por que procurei uma dermatologista para me indicar cremes de combate aos radicais livres dos quais só me lembrava às vésperas do vestibular, nos livros de biologia?
Deixei de ser você por que não uso saia curta, coturno e camisa de banda há algum tempo?
Virei senhora por que não falo gírias mais comuns e nem as compreendo?
Deixei de ser você por que parei na segunda tatuagem?
Virei senhora por que os cabelos brancos insistem em aparecer?
Deixei de ser você por que não tenho mais pique para passar a noite em claro num inferninho dançando e tomando vodka?
Virei senhora por que me recuso a freqüentar shoppings lotados, sessões de cinema aos sábados?
Deixei de ser você por que nos shows de rock tenho evitado ficar no gargalo?
Virei senhora por que não troco um bom livro por um programa que não tenho vontade de fazer só para não deixar de sair?
Deixei de ser você por que metabolismo está desacelerando?
Virei senhora por que, em tese, na minha idade boa parte das pessoas fica noiva (coisa que jamais eu farei), casa e tem filhos?
Deixei de ser você quando eu disse que não tinha mais idade para certas coisas?
Virei senhora por que parei de usar esmalte verde?
Deixei de ser você quando respondo que "não, não moro com meus pais"?

Pois eu digo e repito: não sou senhora, nem pretendo ser. Às vezes eu corrijo meu interlocutor, outras eu deixo passar. No entanto, confesso que o você que existe dentro de mim - e que não pretende dar lugar à senhora, mesmo que seja de bom tom - tem vontade de falar que senhora é o caralho! Assim, na lata, como falaria aquela que, apesar de muito branca, um dia nem pensou em sair de casa com o filtro solar, que nunca deixou de olhar para o visual "rock esporte fino" no armário, imaginando qual a melhor ocasião para usá-lo ou que acredita que essa história de ter ou não idade para fazer as coisas depende do estado de espírito...

Eu posso não ser a mesma pessoa que era no ano passado. Aliás, sou bem diferente do que era hoje de manhã quando acordei. Porque minhas idéias são ágeis como meu metabolismo nunca foi e nem será. Porque se der na telha, eu faço mosh num show de rock, passo a noite em claro, rasgo um livro que não me interessar e pinto não só a unha, mas o meu cabelo - que já foi verde - da cor que eu quiser. Eu já nem sou mais aquela que começou esse texto e amanhã então? Posso voltar a morar com minha mãe, e isso não me tornará necessariamente "você" quanto ao pronome de tratamento. Posso me casar, fato que não fará de mim propriamente uma senhora.

E tem mais! José de Alencar nunca foi dos meus escritores favoritos. No máximo, o nome de uma rua em que morei.

terça-feira, julho 18, 2006

Just the way I feel

Sobre a Escrita...

Clarice Lispector


Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.

Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.

Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.

Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.

Simplesmente não há palavras.

O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.

Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.

Simplesmente as palavras do homem.

segunda-feira, julho 17, 2006

Objetos de desejo







O deslumbrante desfile de Ronaldo Fraga ontem à noite lançou às alturas a SPFW, imersa até então num marasmo aterrador, apesar de algumas ótimas coleções aqui e ali.
A princípio, tudo levava a pensar que o mineiro Fraga faria outra imersão regionalista. Quando as modelos começaram a entrar na passarela, porém, tudo revelou uma charmosa modernidade e uma força de criação e design -meticuloso, poético e apaixonado- que deram a certeza que a moda brasileira realmente existia.
Inspiradas em Guimarães Rosa, as estampas capturam criaturas e paisagens do sertão. Bois e cobras passeiam sobre cores terrosas, corujas espreitam luares em azul-marinho e gaiolas de madeira surgem vazias, evocando a imagem do pássaro liberto. Livres também são as formas, que apareceram nos lindos vestidos soltos em algodão e cambraia, com recortes nos decotes e janelas nas costas. A alfaiataria cria uma Diadorim atual, a mulher-homem com terninhos curtos e largos, que esquece a vaidade para tornar-se mais forte. Por Alcino Leite Neto - Folha de S. Paulo


Mais uma vez, Ronaldo fez um desfile de arrancar suspiros. A coleção "A Cobra Ri", em homenagem a Guimarães Rosa é das mais lindas que ele já fez. E hoje quando fui à cabine do filme Zuzu Angel, lembrei-me demais de "Quem matou Zuzu Angel?", que ele fez há algum tempo. Eu tenho a sorte de ter um exemplar daqueles no armário e espero ter outros mais...

sexta-feira, julho 14, 2006

"A semana toda ficou para trás..."

Mas foi bem produtiva. Fui ao teatro ver a divertida Terça Insana, li o novo livro do Marcelo Rubens Paiva (O Homem que Conhecia as Mulheres) em dois dias e brinquei muito, mas muito mesmo com meu gatinho, que adora morder cabelos, destruir tapetes, dar soquinhos e, no fundo, quer mesmo ficar como um bebezinho no colo, todo encolhidinho.

Amanhã, mamãe e Uiara chegam em São Paulo e domingo iremos ver Fraga na Fashion Week. Aliás, tem uma matéria minha falando sobre a trilha do desfile dele no JT.

quinta-feira, julho 13, 2006

Post de nº 400, Dia Mundial do Rock com a melhor banda do gênero na atualidade. Pelo menos na minha opinião: Queens of the Stone Age

terça-feira, julho 11, 2006

O fato de não dar bola para Copa do Mundo e para a Seleção Brasileira só faz de mim uma pessoa menos inconformada com o futebol e o vexame dos milionários jogadores, que não honram a camisa de seu país. Mas é impossível até para mim passar sem os micos. Galvão Bueno, o rei da ignorância bem que tentou, porém não reinou absoluto na bizarrice. Como acho o Tino Marcos um maleta com suas passagens alegrinhas, adorei o tombo. O Vanucci, no entanto, foi hors concours.



sexta-feira, julho 07, 2006

Porque o final de semana chega e eu estou longe

"É totalmente humano, então, ser um nostálgico, e a única solução é aprender a conviver com a saudade. Talvez, para nossa sorte, a saudade possa transformar-se, de algo depressivo e triste, numa pequena chispa que nos dispare para o novo, para entregar-nos a outro amor, a outra cidade, a outro tempo, que talvez seja melhor ou pior, não importa, mas que será diferente. E isso é o que todos procuramos todo dia: não desperdiçar em solidão a nossa vida, encontrar alguém, nos entregar um pouco, evitar a rotina, desfrutar da nossa fatia da festa" - Juan Pedro Gutierrez

quinta-feira, julho 06, 2006

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta

Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca

Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza

Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria

O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o Profeta - Marisa Monte


Eu não fui freqüentadora do salão e nem habituê das festas, mas sempre tive uma admiração profunda pelo Humberto, o Seu Cabelo. Depois de lutar contra o câncer, a pior e mais injusta de todas as doenças, a que leva embora muitas pessoas generosas (algumas das mais que já conheci), ele foi para o céu. Foi deixar os anjinhos mais modernos e descolados. Embora fosse "da pá virada", é com certeza lá em cima que ele está agora, com seu astral sempre elevado e sua capacidade de querer que nós aqui na terra possamos cumprir nossa estada com mais justiça, dignidade e festa porque não somos de ferro!

Entrevistei Seu Cabelo mais de uma vez. Na primeira foi para ouvir as histórias que continham no livro "O Esqueleto no Armário", do sobrinho André, inspirado na vida do tio. Ele, que usou e abusou da tríade sexo, drogas e diversão era, na ocasião da nossa conversa, um homem mais espiritualizado, sem aquela de mensagens edificantes ou lições baratas de fervorosos. Seu Cabelo não perdia o bom humor. Lembro-me de que passei mal com o defumador que ele tinha no salão, de tão forte o aroma. Ele apagou o incenso somente porque reconheceu em mim uma pessoa desprovida de energias negativas. Depois, nos esbarramos em baladas e shows. Por causa dele, dançando como louco no Eletrônika, eu copiei o CD Maria Alcina e O Bojo e cantei "Cataflan" várias vezes por aí.

Foi o Seu Cabelo, que veio de uma família de artistas, quem deu força para um monte de DJs talentosos em Belo Horizonte com suas festas Gentileza. As ruas da Savassi eram fechadas para os shows e ele arrecadava quilos e mais quilos de alimentos para instituições assistenciais. Seu Cabelo, o cara do "não faz mal fazer o bem" provavelmente ganhará materinhas de 20 cm nos jornais. Nenhuma capa. Nada será do tamanho de seu coração porque ele não é o Bono. Infelizmente, a grama do vizinho continua sendo mais verde.

segunda-feira, julho 03, 2006

Fim de semana em clima de despedida. Parecia final da temporada de seriado favorito. David, meu cunhado mudou-se para os Estados Unidos. Minha irmã e ele ficaram com os coraçõezinhos na mão. Eu sei como é péssimo ficar longe de quem a gente ama. No caso deles, é mais triste porque não têm a possibilidade de se encontrar uma, duas vezes por mês. Fui para casa fazer um risoto especial para eles. Uma daquelas viagens cansativas de Cometa. Sono atrasado na segunda é detonante, no entanto valeu o sacrifício...

Fiquei com vontade de postar o texto do Luiz Caversan que eu adoro e, imagino, já devo ter postado. Ele diz muito mais quando não subimos por aquelas ladeiras, comemos o legítimo pão-de-queijo e vemos estrelas diariamente.

Se você é Belorizontino - Luiz Caversan

- Você sabe como se escreve belorizontino.
- Você sabe que a Savassi não fica na França.
- Você já tomou banho de mangueira e você sabe o que isso significa.
- Você já participou de pelo menos um campeonato de peteca.
- Você já tentou dar a volta na Lagoa da Pampulha de bicicleta partindo da frente do Iate, do PIC ou do Museu (existem lendas vivas que conseguiram).
- Você acha a maravilhosa vista da orla da Lagoa da Pampulha a coisa mais normal do mundo.
- Você acha a maravilhosa vista da Serra do Curral a coisa mais normal do mundo.
- Você acha que ver montanhas no horizonte é uma coisa totalmente corriqueira.
- Você sabe por que a Serra do Curral chama-se Serra do Curral.
- Você já andou de bicicleta ou patins no estacionamento do Mineirão.
- Você já foi ao Mineirão pelo menos uma vez, nem que tenha sido naquelas excursões básicas da escola.
- Você sabe que o verdadeiro nome do Mineirão é Estádio Governador Magalhães Pinto.
- Você tem o Atlético ou o Cruzeiro no coração. Para você, torcida do América é sinônimo de fusquinha.
- Você sabe que Três Lobos não é o pior pesadelo dos três porquinhos.
- Você sabe que Redondo não é um cara gordo.
- Você sabe o que é um coreto.
- Você vai à Praça da Liberdade ver a iluminação de Natal. Ou você pelo menos tenta. Porque é impossível estacionar o carro, então você fica dando voltas ao redor da praça com o carro no meio de um congestionamento monstro tentando ver os detalhes.
- Você já fez pão-de-queijo ou já viu alguém fazer pão-de-queijo.
- O pão-de-queijo da sua avó é o melhor.
- Todo domingo você almoça na casa da sua avó.
- Você conhece pessoas que medem as distâncias com morros. Ex.: "Daqui até lá são 3 morros."
- Você sente vertigem em lugares planos.
- Você é sócio de pelo menos 1 clube.
- Você não tem mar por isso vai ao bar.
- Você não sabe o que é maresia.
- Você acha que homens se vestirem de mulheres e vice-versa e irem para a Afonso Pena algumas semanas antes do Carnaval é normal (Fenômeno conhecido como Banda Mole).
- Assistir a jogos da seleção ou a jogos importantes do Galo ou do Cruzeiro na Savassi é típico.
- Comemorar as vitórias dos times na Savassi é tradição. (Não só a vitória do seu time como também a derrota do rival)
- Você vai ao Shopping pelo menos 1 vez na semana.
- Você sabe que a Feira Hippie não tem nada a ver com Woodstock e que lá praticamente não tem hippies.
- Quando alguém te chama para tomar um cafezinho na casa dele "qualquer dia desses" você sabe que você nunca irá na casa desse alguém.
Você sabe de cor o telefone do Telepizza Mangabeiras.
- Uai é ponto final, ponto de exclamação e vírgula.
- Trem é a palavra curinga.
- Você já deve ter dito a frase: "Eu fui ali no trem coisar o troço."
- Você tem um churrasco para ir todo final de semana.
- Você adora ir ao Mineirão ou Mineirinho quebrar um recorde básico de público.
- Você sabe diferenciar a torcida da cachorrada da torcida da bicharada.
- O Parque Guanabara faz parte da sua infância.
- Você já sentiu a força da gravidade na Rua do Amendoim.
- Você já fez caminhada ecológica para ver as cachoeiras da Serra do Cipó.
- No colégio, você foi à Gruta da Lapinha.
- Você não vê nada de estranho em uma Igreja em forma de montanha.
- Você já foi soltar papagaio na Praça do Papa.
- Você já andou de pônei no Parque Municipal.
- Você sabe que o nome: "Pirulito da Praça 7" é obsceno mas é tão comum e você simplesmente esquece isso.
- Você sabe que Pampulha é uma região e não um bairro.
- Você pode até não gostar de café, mas você já foi ao Café 3 Corações.
- O dia 15 de agosto é feriado para você.
- Você entende a música Garota Nacional do Skank.
- Você já deve ter encontrado a Fernanda Takai do Pato Fu pelas ruas de BH. Se nunca encontrou, não preocupa porque fatalmente você vai encontrar.
- Você sabe porque todo mundo quando escuta um foguete, tiro, trovão e etc grita Galo ou Zerô!
- Você sabe que o Sepultura nasceu em Santa Tereza.
- Você sabe o que é CAOL.
- Você conhece o Palhares. (Não é uma pessoa).
- Você já foi ao Mercado Central comprar bichinhos.
- Você já tomou cerverja (de pé) no mercado central, comendo bife de fígado acebolado com jiló.
- Você já dançou o xenhém-nhém pelo menos para pagar uma prenda.
- Você sabe o que é pagar prenda.
- Você sabe que o pessoal de Lagoa Santa, Contagem, Vespasiano sempre tira onda dizendo que mora em Belo Horizonte.
- Você não agüenta mais a quantidade de semáforos sem nenhum sentido lógico.
- Você não pode morar longe da Savassi !!!
- Você sabe que a 6 Pistas não tem nem nunca vai ter 6 Pistas

Se você não entendeu absolutamente nada do que foi dito acima, é uma pena! Tem coisas que a gente não explica, só sente...

Mas se você entendeu pelo menos a metade, parabéns: você realmente é belorizontino!