terça-feira, setembro 28, 2004

"Nós somos a memória que deixamos no outro"

Foi o que disse Nélida Piñon na estrevista que me concedeu ontem. Ela é incrível, tranqüila, extermamente inteligente e bem articulada. Queria poder um dia chegar a metade...

segunda-feira, setembro 27, 2004

Em quem você vai votar no domingo?

Com a proximidade das eleições, uma das minhas preocupações é achar meu título de eleitora. Por uma simples razão não o deixo na carteira: a violência que amendronta principalmente quem vive nas grandes cidades. De resto, eu simplesmente não me importo.

Já fui alucinada com o clima pré-eleição, a possibilidade de votar antes dos 18 anos e, mais ainda, uma transformação da dura realidade através da democracia. Hoje, acho o voto uma obrigação e só. Porque os discursos emocionados não são seguidos de ações e na prática vejo minha família empobrecer, passar sufoco como tantas outras.

Sim, eu pensei que o governo do Lula seria mais justo e humano. Quando leio no jornal sobre o aumento das taxas nos bancos e a isenção da CPMF por debaixo dos panos que o Banco do Brasil e outros dão àqueles correntistas "especiais" vejo que a esperança na política é vã. Porque Lula não consegue e nem conseguirá se livrar das amarras dos poderosos da direita, do FMI e de suas limitações como ser humano, sem formação escolar. Idéias e ideais são muito bonitos, porém inteligência em qualquer administração até de condomínio, é essencial.

No domingo, quando entrar na fila de Lucianas, Leonardos e Marias da minha seção estarei acompanhada de uma certa irritação por estar perdendo horas do meu dia com uma bobagem. Vou votar no Pimentel, embora ele não mereça nenhum pouco, por pura conveniência. Não quero segundo turno. Não quero outro dia na fila, debaixo do calor, sem poder tomar uma cerveja gelada para esquecer a vergonha de morar num país que nunca me dará oportunidades por causa de tanta corrupção.

domingo, setembro 26, 2004

E meu sábado foi como essa música linda, de autor desconhecido, interpretada pela Etta James:

At Last

At last my love has come along
My lonely days are over
And life is like a song

At last
the skies above are blue
My heart was wrapped up in clover
The night I looked at you

I found a dream, that I could speak to
A dream that I can call my own
I found a thrill to press my cheek to
A thrill that I have never known

You smile, you smile
And them the spell was cast
And here we are in heaven
For you are mine at last


Passei o dia e a noite com meu Bonitinho e a tempestade serviu para eu ter certeza de que ele "é a pessoa". Almoçamos no Fridays só mesmo para conhecer, pois lá é super caro,e pegamos o Luiz que viu conosco o ótimo Terminal. Desde criança sou fã do Spielberg e Tom Hanks está ótimo no papel.



Logo mais,iremos em bando para a festa de casamento de Terence e Carina...


sexta-feira, setembro 24, 2004

Áries por Quiroga
Chegou a hora de praticar o que é ideal nos relacionamentos, que tudo seja um caminho de duas vias, onde acontece a perfeita troca na qual as diferenças encontram seu ponto de perfeição, a harmonia. O clima é perfeito para isso.

Áries por Amanda Costa
Procure aquela pessoa com quem precisa acertar os ponteiros e solte o verbo. Pode ser um pedido de desculpa, um sorriso, um abraço. Afinal, não é nem um pouco a sua cara ficar meio de canto. Arianos são mais do tipo “boto a boca e logo passa”. Mas não é para tanto, deixe assim. Há formas bem mais calientes de aproveitar o calor deste dia.


Sim, as previsões para hoje são boas e parece que o pior já passou. No entanto, não será nesta sexta que resolveremos tudo. Tive que ter paciência, pôr pensamentos em ordem, descansar, chorar e rir sozinha. Me afastar um pouco do dia-a-dia para saber que terei férias e que boas coisas sempre hão de pintar por aí.

Foi bom ver o Redentor na terça com a Duda e o Ígor...



Foi compensador morrer de trabalhar na quarta e, em seguida, dormir mais de oito horas. Foi ótimo ter ido ontem comemorar o aniversário da minha querida amiga Marianinha e rever pessoas queridas como a Pat Furtado...

A seguir cenas dos próximos capítulos.

segunda-feira, setembro 20, 2004

HORA DE DESATIVAR A BOMBA-RELÓGIO



E hoje graças a minha mãe voltei ao consultório da Dra.Cláudia. Depois de um domingo e parte da segunda em crise, quase duas horas de conversa com ela já me fizeram sentir melhor. Mais uma vez, tomarei gotinhas para levantar o astral e evitar atitudes estúpidas, que fazem mal principalmente a mim mesma. O resto acho que o só o tempo dirá...Talvez eu tire umas férias do blog porque acabo me expondo mais do que devia. Como um espaço aberto, nem sempre é lido por aqueles que me querem bem. É como canta Jorge Ben: "Canja de galinha não faz mal a ninguém".
E sabe aqueles dias em que você não deveria ter saído de casa? Na próxima eu fico debaixo dos lençóis para não deixar minha insensatez conquistar territórios e destruir meus exércitos.

sexta-feira, setembro 17, 2004

Áries - por Quiroga

No futuro bem próximo, o tempo atual de adaptações e submissões deverá ter servido para você agregar harmonia aos relacionamentos, percebendo que neles não há lugar para quaisquer desejos de domínio ou imposições dogmáticas.


E aí eu pergunto: será que esse futuro próximo não está muito distante???

Sexta sem grandes expectativas. Embora tenha muita vontade, não irei ao show do Ney Matogrosso com Pedro Luís & A Parede. Levantei cedo para regravar programa e daqui a pouco volto para a tevê sabendo que meu fim de semana seguirá sem a menor graça. Para piorar, estou "naqueles dias". A cólica está gritando. E eu também.

quinta-feira, setembro 16, 2004

Uma síntese:

Budismo Moderno - Augusto dos Anjos

Tome, Doutor, essa tesoura, e... corte
Minha singularíssima pessoa.
Que importa a mim que a bicharia roa
Todo meu coração, depois da morte?!

Ah! Um urubu pousou na minha sorte!
Também, das diatomáceas da lagoa
A criptógama cápsula se esbroa
Ao contacto de bronca dextra forte!

Dissolva-se, portanto, minha vida
Igualmente a uma célula caída
Na aberração de um óvulo infecundo;

Mas o agregado abstracto das saudades
Fique batendo nas perpétuas grades
Do último verso que eu fizer no mundo!

terça-feira, setembro 14, 2004

O que dizer de uma obra-prima? Eu que não sou crítica especializada em dança, só pude sentir. Chorei. Amei Lecuona e achei o melhor espetáculo do Corpo que já vi até então. É sensual, apaixonante, nostálgico e por muitos momentos nos transporta para algum lugar bem longe da realidade sem graça. O final é mesmo surpreendente. Eles são os melhores e não tem para ninguém!

Depois do Palácio das Artes, viemos para um jantar especial em csa, com ninguém menos do que Maurinho utilizando nossas facas cegas e copos de requeijão. Fui dormir leve, apesar de ter comido horrores.

Porém hoje os problemas me puxaram para baixo, com força total. O famoso "the same thing": dinheiro e o sorteio mensal que faço. O que pagar? Como pagar? Eu costumo levar na esportiva, mas dessa vez bateu uma sensação péssima, de impotencia, cansaço...Não sei se porque meu ciclo menstrual deve estar chegando e outros tantos estão se encerrando, mas estou mais sensível. Aí foi dia de pura melancolia, impasses e viagens erradas...Pior é que eu fico também irritada por muito pouco e com quem nem tem a ver com o assunto.

Bem no fundo - Paulo Leminski

No fundo, no fundo
bem lá no fundo
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto.

A partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo.

Extinto por lei todo o remorso
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais.

Mas problemas não se resolvem,
problemas tem família grande,
e aos domingos saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.


Tudo parece ter virado uma contagem regressiva. Por isso eu quero mais é que esse ano vá embora de uma vez!



segunda-feira, setembro 13, 2004

Como eu prometi, fotos de pura gazelagem no Pop Rock. Reparem a cara de pânico dos Hermanos e a nossa de alegria.

A camisetinha surrada do Ramones e o coturno militar foram meu uniforme para enfrentar o exército de bicos na área dos camarins ontem. Com apenas quatro entrevistas ficou mais fácil.

Pitty: Assim que chegou, se disponibilizou a falar com quem estava lá. Pessoalmente eu tinha uma implicância com ela por causa das mensagens edificantes de algumas músicas. Mas ao perceber que a fofa é ultra na dela, mudei de idéia. O produtor é super bacana também. Só que antes mesmo da Pitty abrir fiquei horrorizada com a quantidade de meninas novinhas sendo levadas para o Pronto Atendimento. Desde os 12 anos de idade eu vou com minhas amigas em shows no Mineirinho, Minas, Ginástico (hoje Supermercado), Campo do Lazer (hoje Diamond Mall. Putz, tô ficando velha!), Independência, Estacionamento de Shopping e nunca presenciei tanta bebedeira e violência. As pessoas estão perdedendo respeito umas com as outras desde muito cedo. Os meninos, infelizmente, foram aos montes para o Posto Policial mal a vinheta de abertura tocou. Contudo voltando ao show, o pouco que vi me surpreendeu. A banda é muito boa e a Pitty tem ótima presença de palco.

Detonautas: Jorge, o produtor, é ótimo e tem um cara de cabelo grande que virou meu amigo (eu só quem é o Tico e o Clééston). Coletiva tranqüila depois do show. Eu e Mari, mais gazela enlouquecida do que nunca, tiramos foto com o Tico para atormentar a Uiara.

Charlie Brown Jr.: Por acaso vi o escroto do Chorão chegando no Estádio. Durante o show rolou o momento "pão com pernil" na garagem de uma doninha, na rua Pitanguy. Saíram do palco e foram embora direto. Ainda bem.

Capital Inicial: Não fez coletiva, só que Dinho, mais uma vez, colocou a mulherada na proposta histeria. Quem acompanhou Mariana? Eu, claro. Tudo bem que eu não gostei do disco e achei o Boneco Inflável Tabajara do palco ridículo. Nessas horas a gente tem que pensar como um homem que compra Playboy com a Morena do Tchan e nem por isso é vai ouvir "Cumpadi Uoxinton". Tiramos foto com Dinho, ficamos em frente ao palco e no snakepit. Passei mal na hora que Mari teve a idéia de gritar "Osvaldo" e esconder. Sabe aquela coisa que criança faz de molhar papel higiênico, jogar no teto do banheiro e depois sair correndo? Foi mais ou menos assim. Não satisfeitas fomos parar no palco e, por pouco, não aparecemos no flash ao vivo da rádio...Ah, sim ele falou "du caralho" umas cem vezes.



Jota Quest: Deram entrevista antes. Fernandinha intermediou porque ela é mais chegada da galera. Não vi nada do show porque o cansaço bateu.

Nenhum de Nós: O sucesso entre as coletivas do dia. Até a repórter do Estadão entrevistou. Claro que Wonderfultchê intermediou a relação e estava totally empolgada. Hoje Thedy fica na cidade e eles já têm mil programas pelo jeito. Não dei conta de ver o show e peguei carona com Mari.

No rol dos cidadãos comuns o mais legal foi ver a felicidade de Julinho, motorista lá da TV, tirando fotos com a galera na maior alegria da terra, como se não houvesse segunda, conta para pagar e encheção de saco no trabalho. Outro gracinha foi Marcelinho, que mocou castanhas no bolso e alguns bombons para nos presentear na sala de imprensa, que esse ano não viu a cor de um buffet bacana como o da Olginha. Sinal dos tempos. Todo mundo quer economizar.

Pelo menos verei Lecuona hoje!!!

domingo, setembro 12, 2004

E ontem começou Pop Rock. Como todo ano, quase não vejo shows. Minha função é ficar na cola das bandas para as coletivas. Isso implica em dar pequenos empurrõezinhos nas groupies que estiverem atravessando meu caminho (parte divertida). O saldo de sábado foi:

- D2 - O cara mais gente fina dentre os artistas nacionais. Não ensebou para ir ao muquifo da imprensa, atendeu a todos numa ótima, ficou até o fim batendo papo, tirando fotos. É tão bacana que até homenageou a mala-mor da música mineira (piada interna).

- CPM 22 - O produtor deles foi ultra solícito. Os tampinhas demoraram um pouco para ir ao moderno centro de conveções onde se realizaria a coletiva, mas foram tranqüilos. Vamos ver daqui uns 3 anos como se comportam.

- Tianastácia - Super felizes com a gravação do DVD atenderam todo mundo. Fizeram coletiva e exclusivas sem ficar na proposta arroz-de-festa.

- O Rappa - Antes mesmo de pisarem no Estádio a recomendação foi "não deixar a imprensa em hipótese alguma fotografar ou filmar o Falcão com a Débora Secco". Ok, mas aqui não tem Revista Caras. "No entanto se alguém tentar, vou chamar a segurança". Que meda! Bom, a fofa chegou e foi mais simpática do que o Falcão, que nos últimos tempos tem dado uma de metido a besta não sei porquê. Afinal, a banda não é a mesma sem o Yuka. Esse disco é chato pra caramba e nem com o Yuka, O Rappa fazia um show à altura de seus primeiros discos. No final, o mesmo produtor disse que o cara não iria dar entrevista mais. Não fez a menor falta.

- Cidade Negra - Outro caso de produtor tudo de bom por trás da banda. Tenente é o homem. Apesar da demora de Orfeu, ups, Garrido para ir até nossa favelinha, tudo azul no final. Tony é muito educado meio fresquinho. Prova disso é o camarim da banda que parecia Casa Cor, todo decorado.

- Los Hermanos - A produtora é ótima, mas eles não queriam falar desde o primeiro contato telefônico. Consideraram a hipótese de dar entrevista depois do show, porém não rolou. Mesmo sendo o único show que eu consegui ver, mesmo tendo os três CDs, mesmo achando as letras tudo de bom e mesmo rolando um momento tiete (tirar foto com Camelo e Amarante), achei que o espírito blasé baixou por lá. Nota zero por débil mental que atirou uma lata de cerveja no palco. Deve ser fã do imbecil-mor, que toca hoje.

D2 sangue-bom!!!


Ah, e antes que eu me esqueça: Como muita gente ficou no meu pé para assistir a Olga e acabar com minha implicância contra Jayme "O homem novela" Monjardim, resolvi perder duas horas preciosas de vida na quinta. É tão forçado que incomoda. Concordo com tudo que o Pablo Villaça disse aqui.

quinta-feira, setembro 09, 2004

Hoje me pediram para ser sucinta. Não no blog, mas uma "solicitação de cliente", que me deixou puta. Trabalhar com assessoria tem dessas: o cliente tem sempre razão. Mesmo com toda merda que é fazer matéria na rua, pelo menos existe um pouco de liberdade. Hoje fiz matéria com o pessoal do Valv. Gostei muito do disco. Eles lançam sábado na Obra. Eu vou ter que ir ao Pop Rock, portanto vai a sugestão.



Ontem foi a vez de fazer matéria sobre Lecuona, do Corpo. O grupo que é minha paixão e não perco um espetáculo deles sequer. A marcação era muito depois do meu horário, só que o Corpo pode. Segunda eu vou ver...



E depois da temporada escrava, finalmente a semana teve um descanso para alegrar minha rotina de pessoa "4 anos sem férias" e com "escala nos feriados". Vi o ótimo Minha Vida Sem Mim.



terça-feira, setembro 07, 2004

Cardápio da Alma - Martha Medeiros

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma?

Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?

Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir.

Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.

Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.

Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, torna-se repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos dias é tão intenso que às vezes a gente esquece de se alimentar direito.


E antes que eu me esqueça, A Vila é uma bobagem. Como atores como o Joaquin Phoenix caem nessa?

sábado, setembro 04, 2004



E hoje eu e mamãe vivemos momentos de total Bonequinha de Luxo. Gastamos nossas permutas de moda até falar chega. O mais irônico é que estamos no ápice da dureza, mas elegantes...

quinta-feira, setembro 02, 2004

E ontem eu e Mariiinha fomos ver o delicado Moça com Brinco de Pérola e depois tomar um milkshake no Eddie...



Hoje já rolou a coletiva do Pop Rock Brasil, ou seja tem muitos dias de trabalho pela frente...

quarta-feira, setembro 01, 2004

Há muito tempo eu não gosto mais dos Titãs, mas da carreira solo do Nando Reis, eu gosto cada vez mais!

Momento "ouvindo para fazer crítica"


Relicário

É uma índia com um colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o a de que cor
O que está acontecendo
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Com o gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou
O que você está fazendo
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo
Um relicário imenso desse amor

Corre a lua, porque longe vai
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite
Porque está amanhecendo
Peço o contrário, ver o sol se pôr
Porque está amanhecendo
Se não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar
Dura a semente dura o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou
O que você está dizendo
Milhões de frases sem nenhuma cor
O que você está dizendo
Um relicário imenso desse amor

O que você está dizendo
O que você está fazendo
Porque que está fazendo assim