terça-feira, setembro 14, 2004

O que dizer de uma obra-prima? Eu que não sou crítica especializada em dança, só pude sentir. Chorei. Amei Lecuona e achei o melhor espetáculo do Corpo que já vi até então. É sensual, apaixonante, nostálgico e por muitos momentos nos transporta para algum lugar bem longe da realidade sem graça. O final é mesmo surpreendente. Eles são os melhores e não tem para ninguém!

Depois do Palácio das Artes, viemos para um jantar especial em csa, com ninguém menos do que Maurinho utilizando nossas facas cegas e copos de requeijão. Fui dormir leve, apesar de ter comido horrores.

Porém hoje os problemas me puxaram para baixo, com força total. O famoso "the same thing": dinheiro e o sorteio mensal que faço. O que pagar? Como pagar? Eu costumo levar na esportiva, mas dessa vez bateu uma sensação péssima, de impotencia, cansaço...Não sei se porque meu ciclo menstrual deve estar chegando e outros tantos estão se encerrando, mas estou mais sensível. Aí foi dia de pura melancolia, impasses e viagens erradas...Pior é que eu fico também irritada por muito pouco e com quem nem tem a ver com o assunto.

Bem no fundo - Paulo Leminski

No fundo, no fundo
bem lá no fundo
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto.

A partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo.

Extinto por lei todo o remorso
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais.

Mas problemas não se resolvem,
problemas tem família grande,
e aos domingos saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.


Tudo parece ter virado uma contagem regressiva. Por isso eu quero mais é que esse ano vá embora de uma vez!



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