quinta-feira, julho 28, 2005

terça-feira, julho 26, 2005

Saudades

Se minha avó Celinha estivesse viva, hoje seria comemoração dupla, já que também é o Dia das Avós. Como não tenho nenhuma foto scanneada, vai uma imagem que muito me remete a ela.



Eu queria trazer-te uns versos - Mário Quintana

Eu queria trazer-te uns versos
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Sua palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para os ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel.
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube
o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente de puro, ao
vento da Poesia...
como uma pobre lanterna que incendiou!

segunda-feira, julho 25, 2005

Ultimamente - e como não não férias mesmo - não vejo a hora dos meus finais de semana chegarem. Quando um mês acaba, sempre conto no calendário quantos serão os sábados e domingos do que vem pela frente. Meu último final de semana, mais uma vez, compensou o desgate físico e emocional que tenho vivido desde a entrada de julho. No sábado, eu, mamãe e Alê passamos uma tarde ótima no Balaio de Gato. Depois, dormimos muito (nunca gostei tanto de dormir na vida como agora). E ontem teve almoço em casa, com a presença da Marianinha. À noite vimos este filme excelente. Tim Burton e Jonnhy Deep juntos sempre me surpreendem!

quinta-feira, julho 21, 2005

E por um triz, não viro nome de filme

A história não tem a menor conexão com minha existência, já que não sou doente terminal (e graças a Deus, as pessoas vão me engolir por muito tempo. Espero), mas por alguns dias virei "Minha Vida Sem Mim". Só trabalho, problema de trabalho, papo de trabalho e, de vez em sempre, uma horinha extra. Enxaqueca, dor de estômago bateram sem me nocautear. O que pegou mesmo foi a sensação de estar a um passo do surto e quem não fica? Sem hora para comer, dormindo mal (com direito a ter pesadelos com chefe, colegas), sem conseguir ler, encontrar amigos e até fazer o spinning básico de dias alternados. E aumenta o volume de "Under Pressure".

Aí eu chorei. Sonhei com situações prosaicas: estar na praia ouvindo Jack Johnson com meu amorzinho Alê, andar pela Savassi mamãe e Uiara como se fosse um de nossos sábados desencanados, ir pra Águas Claras com a Marianinha e a Manu, rir com minha turma da finada "Prefeitura", arrumar um jeito mirabolante de buscar minha avó Celinha no céu...Nada de megasena acumulada. Não preciso disso!

Foi quando eu contei com a insistência da minha querida amiga e "ferrinho de dentista" Fernanda para desanuviar (lógico que por trás do convite, houve a intervenção da minha mãe e anjo da guarda). Numa quinta-feira de caos, caminhei tranquilamente até minha casa. No meio do expediente: duas horas da tarde. Tomei um banho demorado e resolvi tudo de forma prática e racional. A melhor combinação, inclusive, para todo e qualquer tipo de trabalho.

segunda-feira, julho 18, 2005

O problema não é dobrar (trabalhando mais de 12 horas por dia), mas sim se desdobrar...

E dentro da série "como será o amanhã", as coisas estão melhorando.

Previsão para terça - Áries
Mais uma vez você surpreende o pessoal, deixando todo mundo de queixo caído com a sua inesperada paciência. Depois de ter aprendido a refletir sobre alguns tropeços, não é qualquer coisa que vai fazê-lo perder as estribeiras. A evolução bate à sua porta. O processo das decisões difíceis já passou, agora é só levar adiante o seu grande plano.

quinta-feira, julho 14, 2005

Trilha do dia e de vários dias em que não tenho tido tempo pra nada...

Tô Cansado - Titãs

Tô cansado do meu cabelo
Tô cansado da minha cara
Tô cansado de coisa vulgar
Tô cansado de coisa rara
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de me dar mal
Tô cansado de ser igual
Tô cansado de moralismo
Tô cansado de bacanal
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de trabalhar
Tô cansado de me ferrar
Tô cansado de me cansar

Tô cansado de descansar
Tô cansado
Tô cansado

segunda-feira, julho 11, 2005

E pra fechar o findi com chave de ouro...

Teve Costelinha com Canjiquinha feita pela Mamãe, Cruzeiro derrotando Atlético e esse ótimo filme aqui.

domingo, julho 10, 2005

Por onde andei domingo passado...



Foto by James

Filmes vistos de ontem até agora







quinta-feira, julho 07, 2005

Jornalismo investigativo - Por Carlos Heitor Cony

Sou de uma geração de jornalistas que não dava muita bola para a investigação. Nossa preocupação era apurar, comentar. Deixávamos de bom grado a investigação para a polícia, para os investigadores profissionais ou amadores. Não sei se era melhor ou pior: era diferente.

De uns tempos para cá, o jornalismo dito investigativo transformou os repórteres em detetives, cheios de macetes para chegar ao fundo do poço, mantendo informantes que substituem com vantagem os tradicionais alcagüetes, uma vez que ditos informantes são políticos influentes, empresários, gente fina e por dentro dos podres da sociedade.

Verdade seja dita: alguns escândalos suntuosos foram levantados pelo jornalismo investigativo. Mas na atual crise que atravessamos, pegou de surpresa a excelente turma do jornalista-policial, que comeu respeitável mosca no caso do mensalão, denunciado por alguém de fora do esquema das redações, um deputado por sinal muito investigado pela mídia.

A dúvida é lícita: o jornalismo investigativo comeu mesmo respeitável mosca, sabendo do mensalão, sabendo de tudo, da compra de votos pelo PT para garantir votações no congresso, e não botou a boca no trombone por algum motivo obscuro; ou nada sabia de nada, o que a inocenta de qualquer manobra suspeita mas não da condição de incompetente na investigação do que é condenável nas entranhas da política e da vida pública em geral.

De qualquer modo, felicito-me por não ser um jornalista investigativo. Fico no meu canto e, tal como aquele personagem de Máximo Gorki, protesto em voz alta e me divirto em silêncio.

Muito bom!
No mais, tô um caco!

terça-feira, julho 05, 2005

A vida podia ser um final de semana

Foi a frase que eu disse para o Bruno na segunda. Porque no sábado não tem extrato bancário, pepino ou correria, a não ser que seja num injusto plantão. Pois meu sábado teve cinema, risada, amigos e namorado.



Domingo também divertido, como poucos. Fui brincar com o Alê na Praça. Ele comprou um carrinho com controle remoto, cujo objetivo é ser uma base para vídeo experimental. Sei. Depois, ele fez uma picanha ótima em casa e o André, que veio de SP para fazer um clipe com César Maurício aqui em BH, foi nosso convidado. Encontramos a turma no show do Pato Fu e esticamos no Redentor, onde Henry nos matou de rir com a máxima: "eu não bebo, mas quando bebo outra pessoa toma conta de mim. E essa, bebe, viu?!?". Ele apelidou seu alterego de Bernardo. Estamos combinando nossa festa "Pela Banalização do Champanhe" para sexta. É bom mesmo porque se a segunda foi terrivelmente típica, friday I´m love... Toda adaptação é complicada. Eu não esperava que fosse diferente. Agora mesmo, tô escutando CDs para criticar e até relaxar.

Em tempo e antes que eu me esqueça: com a Carta 12 atravessando meu destino, nem comentei nada sobre o esquema do mensalão aqui. Acho o que toda pessoa sensata acha: o Lula deve usar seu poder para pressionar o judiciário a julgar e condenar os envolvidos. Lamento muito que o Genoíno esteja no esquema. Semprei achei que ele fosse um cara correto e batalhador por causas maiores. Já assisti a várias entrevistas ótimas com ele no Programa Livre. Definitivamente, é tempo de perder as utopias...

Por isso, tô ouvindo alto mesmo!!!









sexta-feira, julho 01, 2005

Pra não dizer adeus

E ontem foi o último dia da Fernandinha no Agenda. Aquele misto de tristeza com alegria por ela ter encontrado um lugar em que possa crescer mais. Um grande vazio e algumas incertezas porque a ficha só vai cair quando os novos apresentadores entrarem no ar. Por hora é como se ela estivesse de férias e eu a estivesse substituindo.

Eu assistia ao Agenda quando ainda estava na faculdade e quando entrei na TV, Fernandinha foi a primeira pessoa do programa que se aproximou de mim. Aquela moça bonita com um magnetismo único no vídeo também era bacana. O tempo passou, eu fui pro Agenda. Alguns de nossos amigos queridos partiram e nós ficamos. Ficamos unidas em meio às turbulências. Nos divertimos até nas viagens de trabalho. Ela me fez apreciar cenas curtas e eu juro que já a ouvi cantorando músicas que ela acha que são indies. Somos amigas, uma turma e uma família que passa natal junto e tudo mais. Só que vai ser difícil chegar na sala e não vê-la concentrada no computador, dizendo: "e aí, fofa, algum bafão?"


Tunico, Fernandinha e eu fazendo palhaçada no meu aniversário