quinta-feira, julho 21, 2005

E por um triz, não viro nome de filme

A história não tem a menor conexão com minha existência, já que não sou doente terminal (e graças a Deus, as pessoas vão me engolir por muito tempo. Espero), mas por alguns dias virei "Minha Vida Sem Mim". Só trabalho, problema de trabalho, papo de trabalho e, de vez em sempre, uma horinha extra. Enxaqueca, dor de estômago bateram sem me nocautear. O que pegou mesmo foi a sensação de estar a um passo do surto e quem não fica? Sem hora para comer, dormindo mal (com direito a ter pesadelos com chefe, colegas), sem conseguir ler, encontrar amigos e até fazer o spinning básico de dias alternados. E aumenta o volume de "Under Pressure".

Aí eu chorei. Sonhei com situações prosaicas: estar na praia ouvindo Jack Johnson com meu amorzinho Alê, andar pela Savassi mamãe e Uiara como se fosse um de nossos sábados desencanados, ir pra Águas Claras com a Marianinha e a Manu, rir com minha turma da finada "Prefeitura", arrumar um jeito mirabolante de buscar minha avó Celinha no céu...Nada de megasena acumulada. Não preciso disso!

Foi quando eu contei com a insistência da minha querida amiga e "ferrinho de dentista" Fernanda para desanuviar (lógico que por trás do convite, houve a intervenção da minha mãe e anjo da guarda). Numa quinta-feira de caos, caminhei tranquilamente até minha casa. No meio do expediente: duas horas da tarde. Tomei um banho demorado e resolvi tudo de forma prática e racional. A melhor combinação, inclusive, para todo e qualquer tipo de trabalho.

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