quinta-feira, junho 24, 2010

Dois em um

Decreto que está encerrada a temporada de palpites sobre a minha vida. Obrigada, Ludmila Azevedo.

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Top 5


Do que me dá alegria atualmente:

1-Meus filhos peludos
2-Minhas aulas de culinária
3-O novo trabalho
4-Ouvir o Radiohead
5-Ficar na minha.

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Sem mais para o momento.

segunda-feira, junho 21, 2010

Don't look back in anger

Nos últimos tempos, sabia o que era pagar à vista, em qualquer circunstância. Gastar somente o que cabia no orçamento.

Assim era o combinado da vida a dois. Nada de parcelamento, nenhum crédito especial. Apenas a realidade.

Eis que a realidade - sempre uma trapaceira - avisa que existe um débito em conta, uma tristeza que necessita de parcelamento. Toda planilha muda. Tudo muda. E nada será como antes. Nada será apenas um refrão do Oasis.

domingo, junho 06, 2010

Anton Ego Feelings



Embora eu ame cozinhar, não sou chef. Mesmo adorando ficar horas falando sobre comida, não sou crítica. Nada disso impede que eu dê meus pitacos, sobretudo porque quando a gente conhece os ingredientes e os processos, fica infinitamente mais fácil meter a colher - e até se indignar.

Pois bem, estava eu sexta-feira num dolce far niente. Fui à Savassi resolver pequenas coisas e decidi almoçar por ali mesmo. Como passava das 14h, o ideal era comer um executivo, e como eu nem teria que trabalhar, uma tacinha de vinho tinto para aquecer um pouco.

Entrei na Mineiriana, como se o pré-requisito de uma boa livraria fosse um bom bistrô. Pedi o espagueti com molho de tomate, cogumelos frescos, com file mignon que aparentava estar muito bom (eu sempre olho para o pedido do vizinho). Como não havia taça, fui de um cabernet 187 ml.

Algum tempo depois, a garçonete veio me perguntar se poderia trocar a minha massa por fetuccini. "Sem problema", respondi. O que não imaginava é que, após a demora nenhum pouco comum do pedido simples, nada do que eu imaginava tinha o sabor que visualizei.

Uma massa cozida demais, cogumelos em conserva e um picadinho entupido de alho. Onde estava meu filé alto? E onde estava a moça que me atendera? Quem me conhece sabe que eu mando devolver, no entanto, eu estava com fome e muito chateada para argumentar com a garçonete do novo turno que aquilo não era de longe o que pedi.

Esperei ainda pelo queijo ralado, que para minha sorte, não era daqueles bem vagabundos de pacotinho de supermercado (também longe de ser um faixa azul ao menos). Comi contrariada, achando que a livraria nem era tão incrível assim porque eu sempre teria a Livraria Cultura, em São Paulo. "Por que não mandei devolver?", pensava a cada garfada. Deixei parte de carne, pois filé não tem gordura. Pedi a conta do executivo mais caro da região (R$22,90 a massa e R$18 a garrafinha de vinho + a água) e decidi que não darei segunda chance para a Mineiriana. Na livraria eu só posso mesmo devorar livros.