quinta-feira, abril 30, 2009

Adote um gatinho (e faça sua vida mais feliz)



Se você procura um animal de estimação elegante, carinhoso, inteligente, belo, leal, brincalhão, sensível e independente, você procura certamente um gatinho. A autora deste blog ama e prefere gatos. Com isso, contribui para todas as iniciativas de adoção. Essa ninhada, que procura um lar, é de uma amiga do meu cunhado Fabiano. Quem se interessar, comente abaixo e deixe o e-mail que eu entro em contato.


SE O POETA FALAR NUM GATO

Se o poeta falar num gato, numa flor,
no vento que anda por descampados e desvios
e nunca chegou à cidade…
se falar numa esquina mal e mal iluminada…
numa antiga sacada… num jogo de dominó…
se falar naqueles obedientes soldadinhos de chumbo
que morriam de verdade…
se falar na mão decepada no meio de uma escada
de caracol…
Se não falar em nada
e disser simplesmente tralalá… Que importa?
Todos os poemas são de amor!

Mário Quintana

quarta-feira, abril 29, 2009

Da Intolerância

Não suportar as diferenças é uma das molas que movem o mundo. Em algum grau ou perspectiva, todos somos intolerantes. No budismo, uma das buscas - feitas através da meditação - é cultivar o oposto desse sentimento. Semana passada estive na Associação Cultural Oriente Ocidente refletindo sobre a questão. Como posso vencer minhas pequenas e grandes incapacidades de aceitação?

A intolerância sempre esteve comigo, mesmo quando não estava dentro de mim. Certa vez, quando era criança, saí no tapa com um garoto que fez um comentário racista sobre uma pessoa muito querida. Quase tomei uma suspensão. Lembro-me da diretora da escola - uma italiana anarquista, que eu adorava - pedindo primeiro para a agressora (no caso, eu) a justificativa. Entre soluços de dor e raiva, dei minha versão. Como sempre houve a tal "psicologia infantil", fomos convidados a refletir. Afinal, meus tabefes não tornariam o mundo melhor.

A técnica nem sempre funcionou muito bem. A partir dali, me tornei intolerante a gente preconceituosa. Mesmo que eu não dirija, odeio quando alguém solta um batido "tinha que ser mulher" no trânsito. Acho um absurdo coexistir com sujeitos machistas em maior ou menor grau e, normalmente, tomo dores, causando mal estar ao interlocutor (e sem o menor peso na consciência, diga-se).

Há menos de um mês, numa conversa trivial com um grupo de conhecidos (médicos, inclusive) falei sobre o rigor da doação de sangue, que impossibilita as pessoas de ajudarem a quem precisa. Óbvio que o alvo da minha indignação era a proibição de doadores homossexuais. Mas para a medicina existe grupo de risco e não comportamento de risco, certo? Evidentemente, ouvi uma justificativa que não me desceu. Entendi que era melhor falar de amenidades.

Aquela menina que resolvia as diferenças "lá fora" fica querendo sair de mim. Na meditação, eu peço para que ela busque a sabedoria. Só que ela é extremamente teimosa, de natureza ariana. Quando eu dou por mim, ela está arregaçando as manguinhas. Ontem foi um desses momentos.

Falando sobre a gripe suína, uma colega da academia - uma senhora de seus 60 anos - expôs que essas pragas deveriam varrer o mal do mundo. Eu me antecipei, como é usual, e falei que elas varrem primeiro os pobres, não necessariamente o mal. Felizmente, não rendi muito. Depois pensei melhor na frase dela. Talvez aquela senhora idealizasse apenas um planeta sem gente escrota e isso não tem a ver com ricos, pobres ou remediados.

Não posso partir direto para o ataque. Estou trabalhando arduamente para conter essa atitude, que acaba virando nada mais nada menos que intolerância. Logo mais, quando encontrá-la, pedirei desculpas pelo meu comentário infeliz.

Atualmente, estou envolvida com um trabalho que está testando diariamente a minha capacidade de aprisionar a justiceira mirim do passado, já que tem a ver com minha intolerância à grosseria. Não chego ao ponto de retrucar com gentileza. Sou seca, objetiva, respiro, conto até dez, olho o calendário e penso que tudo passa.

Agora, sei que sou transparente como água tratada com meus sentimentos. No entanto, eu estava de verdade predisposta aos bons modos, à fluidez e aos bons resultados. Contudo, à medida que a coisa desandou, passei a ser formal porque a tal "etiqueta corporativa" é algo que salva nessas horas. No amplo círculo de relações de meu trabalho aprendi a tratar algumas pessoas de forma polida, impessoal (ainda que minha intolerância berre).

Questão de sobrevivência? Pode ser. Pode ser também a tal tolerância que espero há anos.

Para ler ouvindo:
Optimistic - Radiohead

Flies are buzzing round my head
Vultures circling the dead
Picking up every last crumb
The big fish eat the little ones
The big fish eat the little ones
Not my problem, give me some

You can try the best you can
If you try the best you can
The best you can is good enough
If you try the best you can
If you try the best you can
The best you can is good enough

This one's optimistic
This one went to market
This one just came out of the swamp
This one dropped a payload
Fodder for the animals
Living on animal farm

If you try the best you can
If you try the best you can
The best you can is good enough
If you try the best you can
If you try the best you can
The best you can is good enough

I'd really like to help you, man
I'd really like to help you, man
Nervous messed up marionettes
Floating around on a prison ship

If you try the best you can
If you try the best you can
The best you can is good enough
If you can try the best you can
If you try the best you can
Dinosaurs roaming the Earth
Dinosaurs roaming the Earth
Dinosaurs roaming the Earth

terça-feira, abril 21, 2009

Oh, yeah

Há muito não indico um filme por aqui. Não que não esteja assistindo a bons filmes, mas é que existem hoje tantos blogs cinemaníacos, musicais ou literários que, muitas vezes, guardo para mim certas impressões. Guardo também em tíquetes de viagem (como foi a psicografia Radiohead), bloquinhos (não sou chique o suficiente para molesquines) ou nos extras (o que escrevo e, evidentemente, não posto). Enfim, depois de muitos anos, aprendi a não compartilhar o que penso. Honestamente, tem sido bom para mim em muitas circunstâncias. Mas voltemos à dica.

Não sou uma profunda conhecedora de blues e, confesso, tenho uma certa preguiça do estereótipo de blueseiro (pelo menos os "made in Brasil"aos quais fui apresentada: tiozões meio Nasi, ex-Ira!, que vagam por bares dando em cima de lolitas). No entanto, saí do cinema com vontade de tomar um trago e me deixar levar pelos solos - alguns, familiares - de "Honeydripper". Passei a maior parte da projeção tensa, porque a vida do protagonista é uma desventura em série. Fui relaxando até quase cantar o que conhecia (a música que o Sonny canta na prisão, diga-se, e que acho que os Stones gravaram), torcer por aquelas pessoas, vibrar em muitos momentos e desejar que a vida - não apenas as da ficção - seja mais do que as contas a pagar.

Bem, como isso não é uma resenha (não ganho mais para fazer essa tarefa), fica o toque. Como minha querida professora Agnes fez em "Ratatouille", vale ver (ou rever) levando uma garrafinha mini de Jack Daniels na bolsa (no caso dela, foi uma de vinho). Só pude fazer isso depois (como em "Sideways"), mas pelo menos serviu para escrever aqui.

segunda-feira, abril 20, 2009

Momento "The Office"

Competências essenciais não são mais suficientes, afirma Eugenio Mussak
por Viviane Macedo


Correria, acúmulo de funções, competências indispensáveis para o mercado. Esses e muitos outros assuntos foram abordados durante entrevista com Eugenio Mussak, conferencista, consultor e professor nos campos de liderança, mudanças, aprendizagem e desenvolvimento profissional. Mussak conversou com o EMPREGO CERTO e falou sobre a importância de fazer uma coisa de cada vez, tema de um de seus livros; sobre a busca pela excelência e a tão almejada metacompetência.

Segundo ele, o organização é uma competência que ainda precisa ser muito trabalhada pelos profissionais, e o mercado hoje tem uma nova exigência, além das habilidades básicas, busca valores. "Profissionais competentes há centenas, milhares, e na hora de decidir quem contratar, a empresa vai ver quem é capaz de agregar valor, além de conhecimento técnico", afirma o professor.

Acompanhe a entrevista exclusiva e saiba como tornar-se mais atrativo ao mercado de trabalho.

EMPREGO CERTO: Vivemos numa correria e, muitas vezes, qualidade se confunde com quantidade. Você escreveu um livro exatamente sobre o assunto: Uma coisa de cada vez. Acredita que os profissionais estão passando da conta nas funções?

EUGENIO MUSSAK: Estamos numa era em que somos demandados a fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Temos de ser uma espécie de super-homem ou super-mulher para conseguir atender todas as demandas que recebemos no dia-a-dia. Eu até acho que podemos fazer várias atividades, assumir diferentes papéis, mas não na mesma hora, porque assim perdemos o foco. A maioria das pessoas tem essa capacidade multitarefa, mas ela é questionável, porque é limitada. Mesmo assim, eu noto que há quem se orgulhe de fazer várias coisas ao mesmo tempo, sem perceber que nenhuma dessas atividades é realizada com a devida atenção e energia. Nós temos plena capacidade de dar conta de nossos compromissos diários, mas atendendo uma coisa de cada vez, e para isso existe algo extremamente importante e que pode ajudar, uma agenda. Algumas pessoas ainda acreditam que ela aprisiona, mas muito pelo contrário, a agenda liberta, desde que seja seguida à risca. Um compromisso de cada vez, assim o resultado final se torna muito melhor.

EMPREGO CERTO: Além desse ponto levantado sobre concentração, o que você acha que pode ser melhor trabalhado na carreira?
MUSSAK: Eu tenho impressão de que a capacidade de organização é uma delas. Eu insisto que as pessoas precisam ter uma agenda de qualidade. Outro ponto muito importante e que vem a partir da organização é a disciplina, porque você não consegue se organizar se não for disciplinado. E algo também esquecido por profissionais é a questão de definir horários para estudar, e estudar sempre. Ler livros, fazer cursos, ler revistas, acessar sites de interesses pessoais e profissionais, tudo que possa agregar conhecimento e aumentar a cultura geral. Uma pessoa mais culta tem maior percepção sobre as coisas e mais facilidade para se adaptar a situações, mudanças e novas realidades.

EMPREGO CERTO: O mercado costuma ser exigente com relação a essas lacunas dos profissionais?
MUSSAK: Na realidade, o mercado de trabalho é um pouco paradoxal, porque ele exige das pessoas algumas características que vão contra as necessidades das organizações. Por exemplo, a empresa exige que o profissional seja criativo, mas ao mesmo tempo, exige que ele seja focado - a pessoa excessivamente focada, não consegue ser criativa, porque criatividade depende de uma visão mais sistêmica. A organização exige resultados com qualidade, com excelência, mas ao mesmo tempo, exige que a pessoa atenda muitas demandas ao mesmo tempo - o que contraria a exigência de qualidade. Por isso, é necessário que o profissional seja muito disciplinado com a carreira e aprenda conviver com essas armadilhas do mercado.

EMPREGO CERTO: Estamos falando sobre competências e características importantes para o mercado. A questão da metacompetência, assunto abordado em um de seus livros, tem ligação com isso?
MUSSAK: Sim, porque metacompetência é o que está além da competência. "Meta", nesse caso, tem sentido de transcendência não de objetivo, é alguma coisa que está além. Acontece que hoje, o mercado está tão competitivo que parece que não é suficiente que sejamos somente competentes, precisamos ter alguma coisa a mais. Profissionais competentes há centenas, milhares, e na hora de decidir quem contratar, a empresa vai ver quem é capaz de agregar valor, além de conhecimento técnico. Quando você vai selecionar um motorista, por exemplo, ele precisa ter duas competências que chamamos de competências essenciais - saber dirigir e conhecer a cidade. Mas, essas duas competências eu acredito que quase todos os candidatos à vaga tenham, aí a empresa vai verificar aqueles que têm outras competências. De repente, tem um que entende de mecânica, tem um que fala inglês, tem um que se comunica bem, então a pessoa acaba sendo selecionada não pelas competências objetivas, e sim pelas competências transversais. A metacompetência insiste que você deve desenvolver competências transversais, as essenciais já não são mais suficientes. Os metacompetentes têm um grande diferencial no mercado, eles criam um novo cenário de competitividade.

EMPREGO CERTO: E o mercado tem muitos profissionais metacompetentes?
MUSSAK: Claro que sim, muitos e em todas as áreas. Você encontra restaurantes competentes e restaurantes metacompetentes. Dentro do restaurante, você vai encontrar garçom competente, aquele que te serve, somente. E aquele outro que você percebe que está fazendo o trabalho com prazer e orgulho. Ele pode ser garçom para o resto da vida, se quiser, mas tem chances de ser gerente e até dono do restaurante algum dia. O competente é aquele que faz o que se espera dele, o incompetente é aquele que não faz o que se espera dele ou faz menos, e o metacompetente faz mais do que se espera dele. E isso serve para empresas e profissionais de qualquer área.

EMPREGO CERTO: O metacompetente seria algo próximo ao profissional perfeito?
MUSSAK: A perfeição não existe, é uma utopia, mas a busca por ela é o que nós chamamos de excelência. Excelência não é um padrão, é um estado, há pessoas que têm uma espécie de insatisfação com o desempenho, sempre querendo mais, e isso é o que garante a evolução do profissional, da empresa, da sociedade e da humanidade. Nós temos sempre que querer mais, isso é ambição, é querer deixar um legado, querer fazer, ser e ter mais. É uma visão que já faz muita diferença para os profissionais e para as empresas, mas que ainda está em carência, ainda faz falta esse olhar da evolução profissional atrelada à evolução humana. Valores como respeito, confiança, ética, sustentabilidade, alegria, amor. A visão dos valores é o que vai permitir que o profissional tenha uma melhor visão do negócio, da profissão.

EMPREGO CERTO: As organizações têm responsabilidade nesse processo de evolução de seus profissionais?
MUSSAK: A empresa tem a responsabilidade de oferecer os meios, mas a responsabilidade do desenvolvimento é de cada um, porque eu não posso desenvolver um adulto, eu posso dar para esse adulto os meios para que ele se desenvolva. Eu não posso pegar um adulto pela mão e levar para o colégio, ele tem de ir com as próprias pernas e isso é que não fica claro muitas vezes nas organizações. A organização tem a responsabilidade de oferecer os meios, de dar condições, de estimular, mas cada pessoa tem de assumir a responsabilidade por seu desenvolvimento.

EMPREGO CERTO: E você acha que os profissionais confundem isso?
MUSSAK: Sim, os acomodados, aqueles que esperam que os outros façam por eles. Vêm com frases como "ninguém me pediu... ninguém me disse que precisava...". O acomodado é um problema nas organizações, inclusive, porque muitas vezes ele é um sujeito que tem muitos anos de casa e tem bom resultado no trabalho, então quando alguém se queixa ou critica que ele não está evoluindo, ele não gosta, porque está entregando o resultado. Mas ele não percebe que podia estar entregando resultados muito melhores. Precisamos evoluir sempre, as empresas não se interessam por profissionais que querem só um emprego.

EMPREGO CERTO: Que dicas você deixa para que os profissionais aprendam a trabalhar a metacompetência?
MUSSAK: Eu acredito que algumas listas podem ajudar muito nessa questão. A primeira seria uma lista de competências essenciais e de competências transversais. A segunda com qualidades, forças e com fraquezas, deficiências. E uma terceira com sonhos e medos - os medos são os grandes inimigos dos sonhos. Colocar no papel os grandes sonhos da vida e os medos é muito importante, pois sem conhecê-los não há como combatê-los. Então essas três listas, sempre atualizadas, ajudam não só para o melhor autoconhecimento, mas também para a percepção do mundo, do mercado, do que os outros esperam da gente. É importante sempre ter em mente que você não pode só dirimir as suas fraquezas, é preciso potencializar as suas forças também. Lembre-se, você não será reconhecido pelos seus pontos médios, você será reconhecido pelos seus pontos fortes.

terça-feira, abril 14, 2009

Recuerdos da América do Sul

Do site do Radiohead


Jonny com vista pro mar


Entrevista

PS: Eu sei que estou devendo as minhas fotos. Essa semana sai...

domingo, abril 12, 2009

Menu de Páscoa*

Quebrando a tradição, eu e Alê não passamos o dia com nossas famílias. Não comemos bacalhau ou outra iguaria da época. Nada foi combinado. Acordamos, tomamos café, fomos correr e, na volta, comecei a cozinhar. Simples assim.

Entradinha: Batata chips (fit) coberta com cottage, tomate, azeite e ervas finas.

Prato principal: Quase tropeiro (minha versão light, sem torresmo), arroz, taioba na manteiga e minha invenção do dia: lombinho com contreau e geléia de gengibre. Ficou ótimo, modéstia à parte.

Finalizando o dia mais preguiçoso da semana com DVDs porque não há nada em cartaz nos cinemas de Belo Horizonte que me apeteça.

Esse post teve como trilha sonora Chico Buarque*

quinta-feira, abril 09, 2009

Música do dia



How to Disappear Completely
Radiohead


That there
That's not me
I go
Where I please
I walk through walls
I float down the Liffey
I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

In a little while
I'll be gone
The moment's already passed
Yeah it's gone
And I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

Strobe lights and blown speakers
Fireworks and hurricanes
I'm not here
This isn't happening
I'm not here
I'm not here

terça-feira, abril 07, 2009

Red Party pela lente da Caca Neves


Eu e Cacá


Meninas lindas


Deve ser o solo de Paranoid Android


Meeting people is easy


Lud Greenwood e James O' Brien


Psycho Cake


Eu e Fina - Nada finas...


Fim de Festa

A parte dois (ou as minhas fotos) posto até amanhã. Tenho que descarregar a máquina no PC e isso dá "pigricinha". Então, eu protelo um pouco. Mas juro que acorrrdo.

domingo, abril 05, 2009

Thank You

Eu sei que alguns não puderam ir mesmo, por estarem em outra cidade ou trabalhando o dia inteiro. Mas tantos outros que tinham plantão, compromissos ou até adoeceram se esforçaram para ir e foram me beijar, abraçar e alegrar. O resto é desculpa esfarrapada. E até isso a gente passa a aceitar melhor com a idade. Queria agradecer nominalmente quem foi à minha festa.

Entonces valeu! Ao meu Alê, que desde cinco da matina está na comemoração. Mamãe, Uiara, Carrarinha, Cleia (minha sogrinha que fez uma torta só pra mim), Fábio (o primeiro a ligar. De Vitória), Marco, Marcelo, Thalita, Mess, Marianinha (em sua primeira aparição pública), Flavinha (super derrubada), Marcelita (que foi passando mal), James (DJ do coração que tocou Radiohead songs e só saiu no último bis), Agnes Remy (que saiu da Pampulha só para me dar parabéns), Cacá (salvou com as velinhas e fotos), Nina, Debora, Thais, Manu Heffner, Manu Grossi, Martielo, Marcos, Rafa Rocha, Rafa Oliveira (gripado), Aline, Leila, Pereira, Banis (também baqueada, tadinha), Mari, Fernandinha, Duda, Lili, Elcito, Ju, João Cláudio, Carol Macedo, Taninha, Regina e Félix.

Valeu pelos emails e mensagens de quem se preocupou em justificar a ausência de alguma maneira (ao contrário do que muitos pensam, não convido meio mundo para as minhas festas).

Depois eu posto as fotos. Ano que vem a festa é Jesus Cristo Superstar. Só para manter a linha temática.

3.2



PS: Para quem duvidava: Acordei 5h50 da manhã e corri 5km nas "Quatro Estações". Meu tempo: 35'56". Adorei e pretendo completar o circuito.

sexta-feira, abril 03, 2009

Mais um ano que se passa

A vida há 5 anos, quando inaugurei este meu segundo blog, era diferente. À beira dos 27 eu guardava uma certa ingenuidade e boas doses empolgação na minha bagagem. Eu namorava o Alê, era repórter do Agenda, começava a apresentar o Palco Brasil e a vida cultural (festivais, shows, mostras de cinema, livros, exposições, peças) era tão essencial quanto o ar que eu respiro. Eu usava protetor solar, fazia spinning, meu pai era vivo, mas há muito não nos falávamos. Eu queria muito que algumas coisas mudassem, porém não sabia como fazer isso. No dia 05 de abril de 2004, meu post tinha um pouco dessa ingenuidade e empolgação que mencionei no início.

Segunda-feira, Abril 05, 2004
Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Jim Morrison e Janis Joplin morreram aos 27. Acho, portanto, uma idade estranha. Mas como não tomo drogas e não tenho surtos, minha velhice está garantida. Fazer aniversário é sempre bom. Ganhar votos de felicidades, sejam eles de amigos que moram tão longe ou daqueles que podem dar aquele abraço é maravilhoso. Ganhei presentes lindos também. Amanhã tem festinha no Café com Letras. Espero todo mundo lá...


Hoje cedo peguei um livro de onde caiu a frase de Shakespeare: "Atiramos o passado ao abismo, mas não nos inclinamos para ver se está bem morto". Então resolvi revirar meu baú porque definitivamente não faço essa certificação. Prestes a completar 32, eu venho desconfiando - infelizmente - mais das pessoas e suas intenções. É preciso bem mais do que um simples evento para me motivar a comprar ingresso caro, enfrentar trânsito, muvuca, bebida quente e falta de infra-estrutura. Nesse sentido, o que aconteceu nas últimas semanas - Radiohead - foi "The Great Escape". O Alê, agora meu marido, teoriza que quase tudo hoje a que nos apegamos com tanto afinco é uma forma de fuga. De certa maneira, eu que ando menos espiritualizada do que gostaria, concordo. Dos 27 para cá mudei não só o estado civil. Antes do meu pai morrer, eu falei com ele. Esse acontecimento catapultou algumas transformações: saí de Belo Horizonte, trabalhei em São Paulo com o que há muito desejava. Só que aquilo passou a não ser mais suficiente. Penso que amadureci a ponto de conseguir regressar (o que admito não é da noite para o dia, porque a readaptação às vezes é mais complicada) e trabalhar atualmente com o que nunca foi dentro do universo do jornalismo a primeira ou segunda opção.

Então, chego na encruzilhada da casa dos 30 onde o mundo espera que eu seja bem sucedida no trabalho, na vida pessoal e mantenha o corpinho dos 20. Além disso (ouvi essa há uns dois meses), preciso ser mais simpática e menos sincera. Em 2004 nem imaginava que esse blog poderia incomodar alguém. Pouquíssimo tempo depois, notei que "jogar pedra na Geni" é um ato para além dos comentários que eu mesma modero aqui. Eu me pergunto como alguém que basicamente escreve sobre sua vida, impressões e gostos pode irritar. Irrita. Fernanda Young irrita muita gente, Diogo Mainard irrita muito mais. Não demora e até o Obama terá desafetos que um dia foram simpáticos a ele. Eu sempre acreditei nisso. Agora um pouco mais. "Agora que agora é nunca, agora posso respirar", como cantaram os Titãs de quem um dia fui fã incondicional.

Eu ainda desejo mudanças e as vejo de forma mais cartesiana. Quem sabe falte a coragem de colocá-las em prática? Isso eu sinto com a passagem do tempo: certas ousadias parecem querer nos abandonar. Até para se jogar tudo pro alto é preciso planejamento. Pelo menos foi o que eu li na Vida Simples. Eu não leio mais Bizz (era isso que eu lia àquela época), acho a Bravo careta, a Piauí não me pegou. Vou quase sempre a trabalho nas exposições, peças, festivais. Demoro mais a ler um livro porque sempre estou cansada e durmo em cima dele. Prefiro a tranquilidade de um almoço de domingo a qualquer evento agitado.

O sábado a noite inexiste. Neste domingo (aliás é meu aniversário) correrei pela primeira vez numa maratona (larguei o spinning que me ferrou o joelho) com protetor solar e ácido retinóico no rosto. Tenho mais cremes no meu armário, o que não quer dizer que seja mais vaidosa do que era antes quando trabalhava na TV e a imagem também importava. Aquela pré-balzaca que, ao longo desse texto parece estar virando uma velha rabujenta, fará festa, com bolo, docinhos e tudo mais. Se não fosse assim, eu descolaria totalmente da minha identidade.

Revendo, mais uma vez, o que escrevi em 2004, não afirmaria agora com tanta certeza que tenho pela frente uma "velhice" (nada daquela abobrinha que prega a fatalidade a qualquer momento). Se eu tiver, a previdência privada vai me valer. Sou mais prática e para falar a verdade, tento me preocupar com o presente. Por isso, a cara de interrogação quando alguém me pergunta quando virá o bebê. Não sei se terei filhos, se morarei um dia numa casa ou se conhecerei o Egito. Dei um tempo no tarot, sem perder o rito de checar o Quiroga do dia.