sexta-feira, setembro 30, 2005

Este é meu post de número 300!

Gostaria de escrevê-lo de forma comemorativa, especial. Talvez não precise de um número redondo para isso. O fato é que o mês de setembro não foi dos melhores e terminei esta última semana na maior gripe e com a pele cheia de espinhas. Não fui regularmente à ginástica, abandonei o livro que estava lendo ainda nas primeiras páginas e tenho várias pendências para resolver, sem saber por onde começo. No entanto, o que aconteceu de pior me fez enxergar a vida de uma outra maneira e não me desesperar da mesma forma com antigos problemas. Que venha outubo, que chegue logo 2006. Paciência ainda vai me custar tempo.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Dias surreais

Da noite de terça a madrugada de quinta para sexta, presenciei momentos muito estranhos. No primeiro desses dias, vi uma punk beijando loucamente um colunista social local. Quarta foi o exército de Mobys no Chevrolet Hall (a respeito do show: foi um dos melhores do ano, com destaque para a vocalista da banda e o cover de Hendrix) e um casal (o cara é relativamente conhecido) brigando de forma insana depois do show. Ontem/hoje foi a festa de Mariiinha no Top Bar, que foca no Centrão da cidade. Eu, James, Manu e Daniel fomos os DJs do evento, que contou com a presença de Caetano Veloso. Sim, o próprio. Ele até deu parabéns à aniversariante. No mais, ficamos fazendo coreografias temáticas e agora eu preciso de uma dexintoxicação etílica urgente...

quarta-feira, setembro 21, 2005

segunda-feira, setembro 19, 2005

O último final de semana foi ótimo como há muito tempo eu não tinha! Fiz todas as coisas que mais gosto com quem mais gosto. Assisti a dois filmes muito engraçados e recomendo, principalmente Um dia sem Mexicanos.



quinta-feira, setembro 15, 2005

E ontem fui ao coquetel do Harmonia, que vai estreiar na Rede Minas e tem direção do meu amigo Lu Alkmim e produção de uma turma de primeira da TV (o pessoal do Livro Aberto está envolvido para se ter uma idéia). O primeiro programa sobre Beethoven vai ao ar domingo 16h30 e as entrevistas e povo-fala estão ótimos! Eu recomendo. Agora, o melhor da noite foi ficar ouvindo os casos de Magela, um dos caras mais engraçados que eu já conheci! Só ele consegue ter uma ex-namorada que pediu indenização em dólares...

Hoje já faz dois anos e meio. Como o tempo voa! Acho que já ofereci essa música, a minha favorita diga-se de passagem, para o meu bonitinho. Não custa reafirmar.

My Funny Valentine

My funny valentine;
Sweet, comic valentine;
You make me smile with my heart.

Your looks are laughable;
Unphotographable;
Yet, you're my favorite work of art.

Is your figure - less than Greek?
Is your mouth - a little weak?
When you open it to speak, are you smart?

Don't change a hair for me;
Not if you care for me;
Stay, little valentine, stay!
Each day is valentine's day.

sexta-feira, setembro 09, 2005

E sempre há, em meio a tristeza, aquele momento de pausa, que te faz viajar, esquecer. O meu nesta semana foi ver o Grupo Corpo, uma de minhas paixões...

Onqotô


Lecuona

quarta-feira, setembro 07, 2005

Coincidência: ontem quando fui buscar livros e vinis do meu pai, encontrei o disco do Secos & Molhados, que tinha acabado de comprar dias atrás porque queria relembrar as músicas da infância. E no meio da arrumação, me deparei também com milhares de fotos minhas bem pequenininha e algumas cartinhas, que eu e minhas irmãs escrevemos para ele...

Uma boa música para o momento:

Sangue Latino
Composição: João Ricardo/Paulinho Mendonça

Jurei mentiras e sigo sozinho
Assumo os pecados
E os ventos do norte não movem moinhos
E o que me resta é só um gemido
Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minha alma cativa
Rompi tratados, trai os ritos
Quebrei a lança, lançei no espaço
Um grito, um desabafo
E o que me importa é não estar,
E o que me importa é não estar,
E o que me importa é não estar vencido


terça-feira, setembro 06, 2005

Talvez seja impossível descrever a dor da perda, a sensação do nunca mais...Por esta razão, prefiro me apegar ao que fica: o amor infinito das pessoas mais importantes da minha vida, a generosidade e o carinho dos amigos. É hora de dizer obrigada a todos que estão ao meu lado e ao lado da minha família. Obrigada principalmente à minha irmã Uiara, que tem o maior coração do mundo.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Para o meu pai

Depois de um dia terrível ontem no hospital, lutando mais uma vez para viver, meu pai se foi. Logo cedo minha tia ligou. E eu e minha irmã ficamos aliviadas, pois a mínima chance que ele teria seria um pesadelo: ficar em estado vegetativo, com o sistema neurólogico todo comprometido. E por mais que a gente queira que as pessoas que a gente ama vivam, essa não seria a forma de meu pai viver. Não ele. Meu pai trabalhava com criação e era tão ativo que nem os vários derrames tiraram dele a vontade de dirigir. Os outros vários infartos também não o assustaram a ponto de viver uma vida monástica. E quem pode julgar isso? Viver segundo as próprias regras foi uma opção dele.

Meu pai e eu nos afastamos por um tempo, porém antes que fosse tarde, Deus lançou sua caneta em nossas linhas tortas, para que nos falássemos enquanto havia lucidez. A última frase do meu pai foi: "eu te amo, minha filha". E naquela tarde de domingo, em meio a tanta tristeza e ansiedade, minha tia Sueli disse que ele falou que o dia em que fui vê-lo, pela última vez, foi o dia mais feliz de sua vida. O irônico é que ontem mesmo ele estava bem e havia comentado com minhas tias que iríamos fazer uma visita. No sábado a tarde pensei no meu pai e ainda no domingo, horas antes de receber o telefonema da Uiara chorando.

Minha mãe, com sua sabedoria de sempre, disse que agora eu só tenho que guardar as boas lembranças até porque eu e meu pai já resolvemos nossas diferenças, mesmo que silenciosamente. Então eu fico aqui chorando e puxando os arquivos da memória...

Meu pai, aquele cara teimoso, que partiu aos 56 anos, tinha o costume de me chamar de flor de laranjeira e chamava a Uiara de flor de manacá. Foi o primeiro homem que me mandou flores, inclusive. Justo na época em que eu era uma adolescente gordinha que achava que morreria encalhada. Foi do meu pai que eu herdei os cachos, o jeito passional e implicante. Herdei também a criatividade, o gosto pela cozinha e a incapacidade de administrar minhas contas.

Ele me buscava em festas super tarde, bem depois da meia-noite porque achava que eu tinha mais era que aproveitar. Me dava livros ao invés de brinquedos e pouquíssimas broncas. Aliás, meu pai era dado a lições pouco ortodoxas. Deixou que eu enfiasse os dedos na tomada para entender limites e me cortou de um comercial que ele fez - e que estavam todos os meus amiguinhos - porque eu fiz uma pirraça homérica. Foi também com meu pai que eu tomei meu primeiro copo. Eu tinha uns 13 anos quando ele levou para casa um Keep Cooler. Me senti super adulta na ocasião.

Com o meu pai vi que homem chora sim e isso não é nenhum absurdo. Muita coisa fazia com que ele derramasse lágrimas, assim como eu: uma música, um jogo de futebol, a minha formatura. Ele chorou quando me viu pela primeira (todos os anos contava que no dia 05 de abril de 1977, a emoção foi tanta que meu avô Nunzio, pai dele, até bateu o carro) e pela última vez.

Agora a gente empatou porque minha cota de choro sobrou para a despedida. Eu só posso dizer uma única coisa, e eu sei que meu pai vai entender: "Vai com Deus porque seu 'agarradinho' vai ficar bem".

sexta-feira, setembro 02, 2005

Previsão para Áries em setembro - por Quiroga

A vida ainda não recuperou o brilho que você tanto aprecia, ainda há mais problemas do que soluções, mais tédio do que diversão, mais conflito do que criatividade. Tenha certeza, no entanto, que uma situação assim só poderia ser passageira, confie em sua natureza, você não apenas sobreviverá a tudo, como também viverá muito melhor do que antes.