quarta-feira, março 31, 2004

E ontem até o último momento o Alê nem desconfiou que eu e Fred armamos uma festa surpresa para ele. Foi na casa do Fred e uma corrida maluca marcou a segunda e a terça (comprar presente, comprar belisquetes, convidar pessoas e, o mais difícil, enganar a fera). No fim deu tudo certo e nos divertimos bastante. Duro é agüentar ressaca no day after e ainda ter que fazer resenha de CD...

terça-feira, março 30, 2004

Para o meu aniversariante querido...

El amor después del amor
Musicada por Fito Paez
Autor: Desconhecido

El amor después del amor, tal vez,
se parezca a este rayo de sol
y ahora que busqué
y ahora que encontrré
el perfume que lleva el dolor
en la esencia de las almas
en la ausencia del dolor
ahora se que ya no
puedo vivir sin tu amor.

Me hice fuerte ahí,
donde nunnca vi.
Nadie puede decirme quien soy
yo lo se muy bien, te aprendí a querer
el perfume que lleva el dolor
en la esencia de las almas
dice toda religión
Para mí que es el amor
después del amor.

El amor después del amor, tal vez,
se parezca a este rayo de sol
y ahora que busqué
y ahora que encontré
el perfume que lleva el dolor
en la esencia de las almas
dice toda religión,
para mí es el amor después del amor.

Nadie puede y nadie debe vivir sin amor
una llave por una llave y esa llave es mi amor
una llave por otrta llave y esa llave es tu amor.


Hoje é aniversário do menininho mais lindo do mundo: Meu namorado!!!Parabéns, Alê. Te amo muito!!!

segunda-feira, março 29, 2004



E hoje a partir das sete da noite vou discotecar no Café com Letras. Espero todo mundo lá!!!

sábado, março 27, 2004



Pois é pessoas, ainda estou aqui na cidade-carpete mais civilizada do país. Para se ter uma noção, nosso hotel fica no baixo meretrício e voltamos a pé do restaurante, de madrugada sem problemas. Eles agora colocaram uns espelhos para dar visibilidade para motoristas e pedestre e se fosse em BH não teria nenhum para contar história.

Adorei o Temporada de Gripe e achei Felipe Hirsh tudo de bom. Depois da peça, fomos para o restaurante cheio de celebridades. Regina Duarte estava de saída quando chegamos e sentamos ao lado da Luciana Vendramini e seu gatinho de vinte e poucos anos. Até o Chileno achou a fofa meio caidinha. Tá bom, o veneno está escorrendo. Não entrar em detalhes. Assim, os meninos que lêem o blog podem continuar levando a Playboy dela para o banheiro, sem culpa...

sexta-feira, março 26, 2004

Depois de trabalhar direto de onze da manhã até uma da madrugada - paramos só para almoçar e jantar - eu e Chileno vimos nossa produção ir por água abaixo. Tudo porque, como em todas as gerações que um fulano lá da TV recebe, as que fizemos deram pau total. Sabe aquele tipo que arrota ser o maior fodão no que faz e esquece do básico apertar "play&rec" (não foi isso mas é só para ilustrar)? Esse cara é assim...

Não assisti a nenhum espetáculo inteiro. Só verei Temporada de Gripe, do Felipe Hirsh que dirigiu A Vida é Cheia de Som e Fúria... Mas festival para quem trabalha em TV é só ralação. Só assiste a peça, filme ou show quem trabalha com impresso e não depende de terceiros para a execução da matéria.


Temporada de Gripe

quinta-feira, março 25, 2004

Acho que sobrevivi ao caos, pois cheguei em Curitiba nem tão sã, porém salva. Depois de dobrar na TV para produzir a viagem, ontem meu celular resolveu morrer. Assim, como morre um tamagoshi. Não que eu seja apegada ao aparelhinho, mas ficar sem comunicação com a família e o Alê não dá. Com o telefone que a emissora me passou para a cobertura, qual foi minha surpresa? Fora de serviço. Parece que o trambolho (modelo antigo e pesado) é programado só pra terra do pão-de-queijo...

Enquanto isso na sala de justiça, consegui fechar as entrevistas de hoje e amanhã e, aparentemente, o raio não vai cair de novo na minha cabeça.

segunda-feira, março 22, 2004



Minha segunda está sendo uma maratona. Acordei cedo, adiantei os releases do Café. Vim para a TV, produzi a viagem de Curitiba (vou na quinta e volto no domingo), fiz matérias, inclusive para o jornalismo. Fechei e agora vou dar um pulinho na academia. Amanhã tem mais pauleira. Pretendo almoçar com a Manu antes de viajar e resolver todas as pendências que puderem ser resolvidas...

sábado, março 20, 2004

Sufoco:

Ontem passei o dia todo no hospital com mamãe. Ela estava sentido umas dores no peito e os médicos acharam melhor mantê-la em observação. E só assim pra fofa fazer exames de sangue, eletrocardiograma, etc. Mesmo liberada, ela terá que fazer teste de ergonometria, dentre outros e controlar o veneno, que é o tal do cigarro.

Para todos os amigos que ligaram e torceram pela recuparação dela, valeu. Agora temos que infernizar a vida de Angelita para ela fumar menos, se alimentar melhor e se exercitar...

quarta-feira, março 17, 2004



A Síndrome de Rachel Green

Até segunda feira vou viver o mesmo pânico que a personagem da Jennifer Aniston viveu em F.R.I.E.N.D.S (quando eles praticamente fizeram um mutirão para pingar remédio nela). Tenho aflição a colírio e de três em três horas, preciso aplicar o Tobradex no olho detonado. A boa notícia é que não estou com conjuntivite (embora tenha tido que jogar a lente no lixo e esteja quatro olhos). A má é que, segundo Dr. Paulo, meu olho produz uma secreção como reação a poeira, poluição, sujeira. Beleza, quero saber como vou viver em cidade grande porque eu e o mundo bucólico do campo não temos nada em comum...
Kundun lindão procura namorada. Quem souber de uma Chow Chow tão fofa quanto ele (e que more em São Paulo), mande um e-mail pro Luiz.



Surreal, pero no mucho: sonhei que eu era namorada do Marcelo Camelo...

terça-feira, março 16, 2004

Quando um dia especial não passa de um dia comum

Com a proximidade do aniversário de uma de suas melhores amigas, ela se deu conta de que fazia um ano que se sentia "namorada" dele. Decidiu, então, encomendar uma cesta de café da manhã para surpreendê-lo. No cartão escreveu porque considerava o dia 16 de março tão importante. Há um ano ela estava numa festa (e não conseguia parar de pensar nele). Na madrugada, recebeu um recado no celular (era dele). Foi quando teve certeza de que valia a pena investir na relação.

Às vésperas do que seria a celebração de um ano, ela preferiu não deixar pistas, pois mulheres normalmente se ligam em datas. Ela queria mostrar para ele o quanto estava feliz e o amava.

Claro que o destino tratou de conspirar contra (quem sabe não seria um sinal?): surgiram mais trabalhos e um horário na urgência médica (não no salão de beleza, como ela havia marcado).

Nada disso, porém a desanimou. Ela enviou a cesta. E como não obteve retorno, ligou para a empresa e questionou se o serviço havia sido feito. Lógico, responderam.

Ela ligou para ele, que disse ter recebido sim. Assim como quem recebe um telegrama. Ela ficou, a princípio, sem reação. Perguntou se ele gostou do presente, do cartão. Ele afirmou que nem se lembrava daquele mensagem deixada na secretária eletrônica dela...

Ela encerrou a ligação e tentou conter seu despontamento. O problema já não era mais o dia em si, embora quisesse uma noite bacana da qual pudesse recordar. O dia 16 não deveria representar para eles um número da sorte, que pudesse ser utilizado no bilhete da megasena. Não era essa a intenção. A data era um mero motivo para eles festejarem juntos tudo de bom que construíram.

Ela queria o mínimo. E se lembrou de todas as vezes que recebeu flores, de como era maravilhoso ser surpreendida com tanto carinho. Talvez estivesse exigindo o máximo sem se dar conta.

E sendo assim, a música cantada por Billie Holiday não sai da cabeça...

I´m a fool to love you

I'm a fool to love you
I'm a fool to love you
To want a love that can't be true
A love that's there for others too

I'm a fool to hold you
Such a fool to hold you
To seek a kiss not mine alone
To share a kiss that devil has known

Time and time again
I said I'd leave you
Time and time again I went away
But then would come the time
When I would need you
And once again these words I had to say

Take me back, I love you
I need you
I know it's wrong, it must be wrong
But right or wrong
I can't get along
Without you

segunda-feira, março 15, 2004

O jeito deles - Martha Medeiros

O que é que faz a gente se apaixonar por alguém? Mistério misterioso. Não é só porque ele é esportista, não é só porque ela é linda, pois há esportistas sem cérebro e lindas idem, e você, que tem um, não vai querer saber de descerebrados. Mas também não basta ser inteligente, por mais que a inteligência esteja bem cotada no mercado. Tem que ser inteligente e... algo mais. O que é este algo mais? Mistério decifrado: é o jeito.

A gente se apaixona pelo jeito da pessoa. Não é porque ele cita Camões, não é porque ela tem olhos azuis: é o jeito dele de dizer versos em voz alta como se ele mesmo os tivesse escrito pra nós; é o jeito dela de piscar demorado seus lindos olhos azuis, como se estivesse em câmera lenta.

O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de passar a mão no cabelo. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso.

Pelo meu primeiro namorado, me apaixonei porque ele tinha um jeito de estar nas festas parecendo que não estava, era como se só eu o estivesse enxergando. O segundo namorado me fisgou porque tinha um jeito de morder palitos de fósforo que me deixava louca – ok, pode rir. Ele era um cara sofisticado, e por isso mesmo eu vibrava quando baixava nele um caminhoneiro. O terceiro namorado tinha um jeito de olhar que parecia que despia a gente: não as roupas da gente, mas a alma da gente. Logo vi que eu jamais conseguiria esconder algum segredo dele, era como se ele me conhecesse antes mesmo de eu nascer. Por precaução, resolvi casar com o sujeito e mantê-lo por perto.

E teve aqueles que não viraram namorados também por causa do jeito: do jeito vulgar de falar, do jeito de rir – sempre alto demais e por coisas totalmente sem graça –, do jeito rude de tratar os garçons, do jeito mauricinho de se vestir: nunca um desleixo, sempre engomado e perfumado, até na beira da praia. Nenhum defeito nisso. Pode até ser que eu tenha perdido os caras mais sensacionais do universo.

Mas o cara mais sensacional do universo e a mulher mais fantástica do planeta nunca irão conquistar você, a não ser que tenham um jeito de ser que você não consiga explicar. Porque esses jeitos que nos encantam não se explicam mesmo.

domingo, março 14, 2004

E ontem eu e Marianinha fomos ver a peça da Fê, "Sonetos de Areia", no Galpão Cine Horto. Lá, encontramos James e Letânia, Terence e Carina. Adorei o espetáculo sobretudo por ser ágil e emocionante. Ganhei até uma homenagem. A gente lembra das nossas avós e/ou tias-avós...

Fomos ao Chef Túlio comer mexidão e depois para o Lapa ver Los Hermanos. Marcelo Camelo tirou a barba (ficou um cara estranho) e o show seguiu com muitos problemas no som. O Lapa já deu o que tinha que dar para a banda e de mais a mais, a estrutura da casa não é grande coisa. Gostei, mas o show que fizeram em outubro foi bem melhor (e maior). Senti falta do meu Bonitinho, que ficou em casa de cama.

TENHA DÓ (Marcelo Camelo)
Não vou mais te perdoar, você foi longe demais
Meu amor não sou tão só assim.
Não consigo entender, me trocar por outro alguém
Traição já é demais então, você me diz
Que me ama, Que sem mim você não vive, Que foi apenas um deslize, Que você preza pelo meu amor
Tenha dó, Não mereces o afago, Nem de Deus nem do Diabo,
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti
A saudade vai bater, mas o meu amor se vai
Em tempo voa e quando vê já foi
Não me fale de nós dois, não preciso mais saber
Indo embora deixo-te um adeus, ao ouvir dizer
Que me ama, Que sem mim você não vive, Que foi apenas um deslize, Que você preza pelo meu amor
Tenha dó, Não mereces o afago,Nem de Deus nem do Diabo,
Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti





Hoje acordei sem conseguir abrir meu olho esquerdo (sempre ele). Super inchado, vermelho e embaçado. Conjuntivite de novo!!! Acho que a minha só pode ser alérgica. Uso lentes há 4 anos e nos últimos dois tive essa praga três vezes. Pior, é que além de odiar usar óculos, meu grau de lente é maior. Por isso, invariavelmente, vou ficar com dor de cabeça por no mínimo 15 dias (período do tratamento). Que ódio!!! Conjuntivite, dor de cabeça, dor de garganta e dor de estômago são as que mais me irritam!!!

sexta-feira, março 12, 2004

Microposts sobre hoje

Não rolou de entrevistar o Sepultura porque o produtor da banda nos deu um chá de cadeira. Como eu e Machado concluímos, estrelismo é foda. Seja de quem for...

E teve uma conversa sinistra e atravessada lá na TV, quando eu e a Fê estávamos na Cantina lanchando...Mas ela tirou de letra e foi muito correta nas observações. Como diria uma galerinha das antigas, temos que "pegar com o Santo".



Esse ano eu vou...

quinta-feira, março 11, 2004

Dia ultra corrido...
Na sexta eu e Mariiinha vamos aparecer na Puc TV, que fez uma matéria sobre Mulheres DJs!!!

quarta-feira, março 10, 2004



Ontem e hoje estou numa irritação inexplicável. Acho que minha TPM se prolongou para o período da "M" em si. Não fui à ginástica ontem, nem anteontem. Estou sonolenta, com vontade de comer doce e a sensação de corpo pesado. Preciso muito, além do Balance - que dá uma segurada na minha onda - de massagens, sessões de relaxamento em ofurô porque o inferno astral tá aí...

terça-feira, março 09, 2004

Semana da mulher - Martha Medeiros

O que é ser mulher? Às vezes me perguntam isso em entrevistas e fico inclinada a responder que é nascer com cromossomos XX, mas não é esta a resposta que o entrevistador espera, é preciso entrar no espírito do debate, e responder que ser mulher é... ah, não consigo.

Bem que tento entrar no clima do Dia Internacional da Mulher, mas esta data me emociona tanto quanto o Dia da Árvore. Um dia especial para refletir sobre nossa condição? Ora, não faço outra coisa o ano inteiro!

Gosto muito de ser mulher mas não acho que sejamos mais especiais do que os homens. Ou mais maltratadas do que eles. Há gente feliz e infeliz dos dois lados do ringue. E se temos que lutar por melhores salários, mais segurança, uma vida mais digna, isso tem que valer para todos – que seja o dia internacional do ser humano, e não o dia internacional da choradeira.

É claro que ainda há discriminação. Foram séculos de hegemonia masculina e isso não se muda do dia pra noite – e olha que em 50 anos mudou coisa demais. Voto, pílula, faculdade, independência financeira, liberdade sexual. Há mais ainda para ser conquistado, e será. Mas quem vai ajudar as mulheres são elas próprias, principalmente porque somos mães: mães dos futuros políticos, mães dos futuros genros de nossas filhas, mães dos futuros patrões delas, e mães delas mesmas, as futuras mulheres que queremos ver mais realizadas e respeitadas. A responsabilidade é toda nossa. Se acertamos ou erramos, se ganhamos mais ou ganhamos menos do que os homens, se somos tratadas com carinho ou com violência, tudo é decorrência das nossas escolhas e atitudes – e das nossas omissões.

Num mundo com tamanha desigualdade social, claro que nem todas as mulheres têm esclarecimento e poder para assumir sozinhas seu destino. Então briguemos por elas, como fizemos quando a argeliana Amina foi ameaçada de ser apedrejada por ser mãe solteira. O governo africano recebeu uma avalanche de cartas pedindo sua “absolvição”, e deu certo. Aquilo foi quando? Julho, setembro, novembro? Foi feito o que tinha que ser feito na hora em que se fez necessário. É assim que funciona. Fazemos nossa parte todos os dias de março, abril, agosto, dezembro, atendendo as demandas da vida, como árvores que somos, forças da natureza que não precisam de uma data única para lembrar aos outros nossa importância.

segunda-feira, março 08, 2004

Recebi de Marianinha por e-mail

Sacada do Arnaldo Jabor.

"O sujeito estava todo coberto de lama, junto com mais 30 mil iguais
a ele,escavando a terra lá em Serra Pelada. O documentário era antigo, é claro, mas passou na televisão outro dia. E o mineirinho ali, ao ser perguntado por que queria achar ouro e ficar rico, não pestanejou: - "Pra cumemuié, uai".
Claro. Que outro motivo ele teria? Só fiquei na dúvida se era para conquistar
a sua mulher ou para transar com qualquer mulher. Provavelmente a segunda
hipótese. O Cacá Rosset já tinha esta teoria há muitos anos: tudo que
o homem faz, tudo, é com um único objetivo:cumemuié. O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê? O sujeito quer ficar famoso pra quê? O indivíduo malha, faz exercícios pra quê? Mulher!Pode ser até a própria. Mas a verdade é que é a mulher o objetivo do homem. O pavão também é assim. Os animais são assim. Os bichos só pensam nisto. Fico imaginando aqueles ministros todos lá na posse e um dizendo para o outro, enquanto posam para fotografias: "Vai rolar muita mulher aqui no pedaço". O jogador quando faz o gol pensa a mesma coisa. O artista em close na novela tem certeza. Aquele candidato a prefeito naquela cidadezinha. Para o
que ele quer aquele pequeno poder? As mulheres, antigamente, ficavam trancadas dentro de casa e se tratavam e ficavam bonitas apenas para os seus homens. Aí começaram a dar liberdade pras danadas e deu no que deu. O mundo ganhou vida, além da beleza, é claro. Pode continuar a ler, minha querida, que as barbaridades vão parar por aqui. Pode parar de me achar machista, machão ou coisa parecida. Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função de você. Vivem e pensam em você o dia inteiro, a vida inteira. Se você, mulher, não existisse, o mundo não teria ido pra frente.
Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro
homem, para conquistar um sujeito igual a ele, de bigode e tudo. Um mundo só de homens seria o grande erro da criação. Já dizia a velha frase que "atrás
de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". O dito está envelhecido. Hoje eu diria que "na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher". É você, mulher, quem impulsiona o mundo.
É você quem tem o poder, e não o homem. É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme..."
Que meda! Ainda bem que eu e o Alê nunca pensamos em morar por lá...

Beijar na boca na Indonésia pode levar a 5 anos de prisão

JACARTA (Reuters) - Casais que forem pegos beijando-se apaixonadamente em público na Indonésia poderão pegar cinco anos de cadeia.

Membros do Parlamento do mais populoso país muçulmano do mundo propuseram uma lei antipornografia que inclui a proibição do beijo na boca em público.

"Acho que deve haver algumas restrições a tais atos, porque são contra nossas tradições de decência", afirmou Aisyah Hamid Baidlowi, presidente do comitê parlamentar que elabora a medida.

Beijos ardentes na boca poderão levar a sentenças de cinco anos de prisão ou a uma multa de 250 milhões de rúpias (29 mil dólares).

A iniciativa também proíbe nudez pública, danças eróticas e festas sexuais, com penas que variam de três a 10 anos.

Os indonésios seguem há muito tempo uma versão moderada do Islã, embora a ênfase nas práticas muçulmanas e a identificação com as tradições islâmicas cresceram nos últimos anos.
E hoje é o dia Internacional da Mulher.
Aqui na TV me perguntaram como eu estou me sentindo (e detalhe, todos os programas estão fazendo uma série de matérias recomendadas sobre o tema).
Eu sinto que deveria ganhar um salário igual ou maior do que os homens...

domingo, março 07, 2004

Meu domingo rendeu. Comecei a arrumar meu quarto, caminhei com o Alê, organizei mais um bocado (só faltaram cômoda e armário) e, finalmente vimos o ótimo Adeus, Lênin! Impressionante como as pessoas abrem mão de coisas tão importantes pela utopia...

sábado, março 06, 2004

Ontem foi despedida do Léo na Parada do Cardoso e hoje eu e o Alê comemos até. Fim de semana não tem jeito mesmo de manter a linha...

Depois de quase dois meses dormindo no quarto da minha mãe, da minha irmã e até na sala de casa, volto para o meu quarto amanhã. Vou ficar uma boa parte do dia colocando tudo no lugar e arrumando o meu armário. É bom voltar à normalidade, mas também foi legal ter dado uma força pro meu tio...

sexta-feira, março 05, 2004

Meu corpo tá todo moído por causa do Kickboxing, mas dizem que o resultado vale a pena. Estou ouvindo lounge & bossa nova enquanto faço o release da Coleção da Penduricalho, inspirada no Pop.

quarta-feira, março 03, 2004

VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA - MANUEL BANDEIRA

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro bravo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito a beira do rio
Mando chamar a mãe-díágua.
Pra me contar histórias

Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóides à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
Lá sou amigo do rei
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.


:: Mais do que férias ou descanso por tempo indeterminado, eu queria ir embora por uns tempos. Sumir do território brasileiro...Ontem à noite, quando voltei da casa da Carol, chequei algumas possibilidades...::

She Dreams of the Alps



Extraído do ótimo Shag

:: Trilha do dia: Smashing Pumpkins::

terça-feira, março 02, 2004

Para não perder o costume...

Intimidade - Martha Medeiros

Houve um tempo, crianças, em que a gente não falava de sexo como quem fala de um pedaço de torta. Ninguém dizia Fulano comeu Beltrana, assim, com essa vulgaridade. Nada disso. Fulano tinha dormido com ela. Era este o verbo. O que os dois tinham feito antes de dormir, ou ao acordar, ficava subentendido. A informação era esta, dormiram juntos, ponto. Mesmo que eles não tivessem pregado o olho nem por um instante.

Lembrei desta expressão ao assistir Encontros e Desencontros. No filme, Bill Murray e Scarlett Johansson fazem o papel de dois americanos que hospedam-se no mesmo hotel em Tóquio e têm em comum a insônia e o estranhamento: estão perdidos no fuso horário, na cultura, no idioma, e precisando com urgência encontrar a si mesmos. Cruzam-se no bar. Gostam-se. Ajudam-se. E acabam dormindo juntos. Dormindo mesmo. Zzzzzzzzzzz.

A cena mostra ambos deitados na mesma cama, vestidos, conversando, quando começam a apagar lentamente, vencidos pelo cansaço. Antes de sucumbir ao mundo dos sonhos, ele ainda tem o impulso de tocar nela, que está ao seu lado, em posição fetal. Pousa, então, a mão no pé dela, que está descalço. E assim ficam os dois, de olhos fechados, capturados pelo sono, numa intimidade raramente mostrada no cinema.

Hoje, se você perguntar para qualquer pré-adolescente o que significa se divertir, ele dirá que é beijar muito. Fazer campeonato de quem pega mais. Beijar quatro, sete, treze. Quebram o próprio recorde e voltam pra casa sentindo um vazio estúpido, porque continuam sem a menor idéia do que seja um encontro de verdade, reconhecer-se em outra pessoa, amar alguém instintivamente, sem planejamento. Estão todos perdidos em Tóquio.

Intimidade é coisa rara e prescinde de instruções. As revistas podem até fazer testes do tipo: “descubra se vocês são íntimos, marque um xis na resposta certa”, mas nem perca seu tempo, a intimidade não se presta a fórmulas, não está relacionada a tempo de convívio, é muito mais uma comunhão instantânea e inexplicável. Intimidade é você se sentir tão à vontade com outra pessoa como se estivesse sozinho. É não precisar contemporizar, atuar, seduzir. É conseguir ir pra cama sem escovar os dentes, é esquecer de fechar as janelas, é compartilhar com alguém um estado de inconsciência. Dormir juntos é muito mais íntimo que sexo.
A Motor acabou...

MOTOR MUSIC
(09/03/1998 - 09/03/2004)

Foram seis anos. Seis anos vivendo, respirando e falando de música. Seis anos acreditando, batalhando e trabalhando muito para trazer bandas que quase ninguém, até então, tinha ouvido falar. Seis anos de muita luta e, ao mesmo tempo, muita diversão: fosse na loja, ouvindo os casos do Gustavo, fosse no Bolão, vendo o Jon Spencer pedir um autógrafo para o Señor Coconut.

Mesmo depois de tanto tempo, minha mãe nunca deixou de perguntar quando eu iria arrumar um "trabalho sério". Acho que trabalho sério, para muita gente, deve ser aquele que é chato de fazer. Para mim, trabalho sério é arregaçar as mangas e criar algo que não existe. É parar de lamentar e fazer acontecer, com talento, criatividade e muita coragem. E isso, meus chefes sempre tiveram de sobra.

Imagina: montar em Belo Horizonte uma difusora musical reunindo uma produtora de shows, uma loja de CDs, uma distribuidora de discos e um selo musical! Foi uma mudança significativa não só na cidade, mas em toda a cena independente nacional. A partir daí, as pessoas começaram a ter mais acesso a certas bandas e gravadoras. Quantas bandas nacionais boas não foram influenciadas pelas turnês do Fugazi? Quantas pessoas não se lembram com o maior carinho do BHRIF? Tudo bem, o BHRIF foi um festival pré-Motor, mas foi o início de tudo, do trabalho em conjunto do Boffa e do Jeff.

Aliás, diga-se de passagem, esse trabalho continua, através da Sacode, produtora do festival Eletronika e representante da Advanced Music (responsável pela organização do festival Sonar em Barcelona). Só que, além desses eventos, tanto o Jeff quanto o Boffa irão, a partir de agora seguir, seus próprios caminhos. Por isso, preferiram encerrar as atividades da Motor Music e partir para a carreira solo.

Então fica assim: fechamos as portas da produtora no mesmo dia da abertura da loja, 09 de março. A festa de despedida fica marcada para o mesmo dia, terça-feira, no bar A Obra [Rua Rio Grande do Norte, 1168 - Savassi - Belo Horizonte]. A discotecagem fica por conta dos ex-vendedores do armazém musical: Rodriguinho, Gutz e Felipe TinTin. Só não chamamos também o Cláudio porque atualmente ele mora nos Estados Unidos.

Apesar do fim da empresa, da festa de encerramento e tudo mais, ainda preparamos mais uma surpresa para fechar em grande estilo. No início de maio, a Motor Music traz exclusivamente para o país o grupo norte-americano Lemonheads, que se reunirá especialmente para a turnê brasileira. As datas serão divulgadas em breve.

Ah, só mais uma coisa: estou trabalhando em um projeto sobre a história da Motor Music e gostaria muito de incluir o testemunho de pessoas que tocaram em nossos eventos, foram aos nossos shows ou eram clientes da loja. Por isso, caso você tenha algum caso para contar, mande um e-mail para motoreventos@hotmail.com com seu nome completo, e-mail, telefone de contato e cidade.

Agradecemos às milhares de pessoas que sempre nos ajudaram de várias formas, seja fazendo as peças gráficas, criando e atualizando nosso site, emprestando equipamento para nossos shows, tocando em nossos eventos, trabalhando "na brodagem" para não pesar nos custos das produções. Nosso muito obrigado também à imprensa especializada, que sempre divulgou nosso trabalho de forma bastante positiva, e aos nossos clientes, que compraram nossos discos e prestigiaram nossos shows.

Um grande abraço a todos e até a próxima empreitada.

-- fernanda & motor music


HISTÓRICO
O QUE FOI A MOTOR?

Selo– Durante quase três anos, o selo Motor Music editou a nata do rock independente mundial, até então inédita no pais: Man...Or Astro-man?, Seaweed, Tortoise, Stereolab, Jon Spencer Blues Explosion e Dub Narcotic Sound System, além de duas coletâneas do selo californiano Fat Wreck Chords: Physical Fatness e Surf Ataque (esta última foi lançada junto a uma edição especial da revista Fluir). Na música eletrônica lançou Anvil FX, projeto do brasileiro Paulo Beto e a coletânea Caipiríssima – Batucada Eletrônica, do selo norte-americano Caipirinha Music.

Distribuidora– Criada com o objetivo de disponibilizar a preços acessíveis CDs que só podiam ser encontrados em importadoras, a distribuidora contava com um estoque de cerca de 1.500 títulos em suas instalações. A Motor Music detinha os direitos exclusivos para distribuição no Brasil dos catálogos de 15 selos internacionais, que formavam uma ampla vitrine do que acontecia de melhor na música independente americana.

Loja– Em 2001 a Motor Music sofreu uma grande mudança interna. O selo e a distribuidora, deficitários desde a alta do dólar em 1999, foram extintos e o armazém musical foi incorporado pela multiloja Cubo e tornou-se Cubo:Sounds. Em Julho de 2002 a loja fechou as portas em definitivo.

Produtora – Em seus seis anos de atividade a Motor Music realizou mais de 50 turnês no Brasil com artistas estrangeiros. Entre eles, bandas conhecidas da cena punk e do hardcore mundial – Mudhoney, NOFX e Lagwagon –, verdadeiros ícones do indie rock americano – Superchunk, Yo La Tengo e Jon Spencer Blues Explosion – e alguns dos nomes mais criativos da música eletrônica, como Asian Dub Foundation, Atari Teenage Riot, DJ Die (do Reprazent), Jon Carter e Jacques Lu Cont (Les Rythmes Digitales). Além disso, produziu mais de 70 shows em Belo Horizonte e concebeu 45 projetos e festivais como o Eletronika, o Indie Rock Brasil e o Arde Cuore.

O QUE A MOTOR FEZ?

TURNÊS INTERNACIONAIS

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segunda-feira, março 01, 2004

Hobbit o caralho, eu sou mais o Zé Pequeno

Eu já imaginava que o Senhor dos Anerds iria ganhar tudo. Embora discorde de prêmios como Melhor Diretor. Não vou ser ufanista e nem ingênua de defender Oscar para o Fernando Meirelles, mas acho que tal premiação deveria ir para um diretor com mais bagagem, tipo o Clint Estwood ou o Tim Burton, que nem foi indicado. Não há um olhar ou toque marcante de diretor, na minha opinião, nesse filme. Há sim uma adaptção perfeita, irretocável. Melhor Filme também foi um pouco demais, até porque a produção encerra uma trilogia e não há nada de novo debaixo do sol...
Queria mesmo que Cidade de Deus tivesse ganhado um prêmio sequer. Para o único que havia chance, valeu o conservadorismo em eleger o Mestre dos Mares. Coisas da Academia. No mais, me diverti com a cobertura on line que eu e Mari fizemos na Prefs. E hoje é niver dele, o Prefeito James. Mais tarde lá no Cafetina!!!