quarta-feira, agosto 27, 2008

Da leitura para acompanhar o café

Como o prazer de ler um bom livro está sendo furtado da minha rotina por causa das várias horas extras com trabalhos e frilas, tenho que me contentar com a escrita menor: o jornalismo. Enquanto lia a Folha tecia comentários, que irritam meu marido de alguma maneira (ele acha que me exalto demais ao falar da profissão que escolhi, mas esse nem foi o caso). Primeiro sobre a notícia de falecimento do sujeito que escreveu "100 Coisas para se Fazer Antes de Morrer". Foi uma morte boba a dele, aos 47 anos: caiu de cabeça em casa. "E eu aposto que não fez nem 50 coisas que ele listou", disse. Não demorei a ouvir um "você é muito má mesmo".

Em seguida, li a matéria sobre a modificação que o Fernando Meirelles fez em "Ensaio sobre a Cegueira", retirando o off do Dani Glover, supostamente porque a crítica em Cannes não gostou. Se for por isso, será que dá para avisar a ele que André Bazin está morto? Honestamente, é dar muito crédito para quem não merece. Tenho grandes amigos que fazem crítica de cinema e eu mesma já fiz. Respeito a opinião de todos, tiro meu chapéu para pouquíssimos. Entretanto nem assim eu como artista, hipoteticamente falando, mudaria uma obra pronta para agradar quem vive de escrever resenha e não cria nada de novo. Se for especulação da jornalista que escreveu o texto - o que não é difícil - e o Fernando Meirelles quis mudar mesmo porque ele achou excessivo o tal off, valeria a pena esclarecer melhor essa história se (o diretor, que já foi um poço de simpatia na época de lançamento do "Cidade de Deus") realmente achar que o público merece saber o que de fato aconteceu.

terça-feira, agosto 26, 2008

E então, minha irmãzinha se casou...



A festa foi linda e ela e Carrarinha estão muito felizes. Isso é o que importa. Élcio, nosso querido amigo-paparazzi fez as fotos e colocou um depoimento lindo no blog da Bendita.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Minha sobrinha linda





Nina, não é minha parente de sangue, mas é como se fosse. Simplesmente porque é filha de dois amigos extremamente queridos: Luiz e Telma. Ele é o irmão que eu não tive, uma pessoa de uma bondade rara, que me acolheu quando decidi fazer as malas e ir para São Paulo. Ainda que eu encontre com o Luiz em outras vidas, será pouco para agradecer o carinho e a generosidade dele. No entanto, nossa amizade não tem nada de piegas, pois eu o chamo delicadamente de Mala e sou correspondida. Porque, afinal, nosso humor é mesmo peculiar.

Visitei a Nina em São Paulo. De longe, o melhor momento da viagem. Ele é um docinho e vive sorridente. Os pais dizem que só chora quando sente fome ou sono. Ela ama passear e convive, sem frescuras, com um cocker, um chow chow e três persas (que até no berço dela ficam) conhecidos como família peluda (ver abaixo). Enfim, se um dia eu tiver um filho ou filha, quero que seja um bebê tão fofo e bacana quanto a minha sobrinha.

sábado, agosto 16, 2008

Em São Paulo

Eis que Belo Horizonte serviu para que houvesse ao menos um único feriado de sexta em meio ao período de escassez total do segundo semestre. Eu e Alê conseguimos diárias gratuitas no Mercure (graças aos pontos do cartão dele). Então, viemos para a Paulicéia Desvairada nos perder na Livraria Cultura e na Fnac (onde passamos cinco horas sem nos dar conta disso), comer em bons restaurantes e visitar amigos. Com exceção do trânsito e da poluição infernais, sinto falta daqui...

terça-feira, agosto 12, 2008

Muito bom!

A criatividade da vizinha é sempre melhor que a minha

De Henrique Szklo

A coisa mais comum que existe no mundo corporativo é uma empresa solicitar – e às vezes exigir – de seus funcionários, colaboradores e fornecedores, idéias criativas e inovadoras. Mas na hora em que estas lhe são apresentadas, um nariz torcido, uma boca arqueada para baixo e um senho repleto de sulcos invariavelmente são vislumbrados em rostos pasmos e incrédulos. Geralmente acompanhada de um “você está louco?”, a reação é sempre considerar como piada, uma brincadeira de mal gosto ou simplesmente um devaneio insano do propositor.

A pergunta que me faço quando presencio uma dessas cenas é “Será que eles sabem o que é criatividade? E na eventualidade de eles saberem, será que eles têm peito para levar uma idéia verdadeiramente criativa adiante?”. Em geral não. A maioria das pessoas só se sente confiante e confortável com uma idéia quando seu banco de dados mental encontra alguma referência positiva, ou seja, a idéia precisa estar “cadastrada” em sua cabeça para ser reconhecida como “boa”. Mas como uma idéia nova estará cadastrada na cabeça de alguém? Se é nova mesmo, não estará. O que significa que exigirá um novo imput mental. E para a maioria dos mortais este é um sacrifício duro demais para enfrentar. A dor da dúvida, da incerteza, da próxima curva é insuportável.

Mas por que então as pessoas insistem em perseguir a criatividade se elas não são capazes de suportá-la? Porque na maioria das vezes elas sequer sabem que isso acontece. Para elas, estão apenas fazendo um juízo de valor e não incorrendo em um preconceito. Elas acreditam de fato que aquilo não é uma boa idéia. Aí você pergunta para ela o que é uma boa idéia e ela lhe apontará uma imensa lista de idéias conhecidas, consagradas e, principalmente, testadas. E por acaso estas pessoas sabem o que os autores destas idéias vitoriosas tiveram de passar para levá-las adiante? Sabem o sacrifício emocional que tiveram de enfrentar? Sabem o medo que passaram por causa da incerteza e da dúvida inerentes às novidades? Sabem quantas vezes elas erraram até acertarem? Com certeza não. Por isso as empresas continuam obcecadas por criatividade sem sequer saber o que diabos isso significa. Criatividade por definição significa dúvida, significa risco, significa surpresa. Significa que às vezes dá errado mesmo. Mas nem todo mundo tem estômago para enfrentar riscos. Nem todo mundo é Stephen Jobs. Mas não se desesperem. Copiar bem copiado também não deixa de ser um grande talento.

sábado, agosto 09, 2008

"Forget about your House of Cards..."

Hoje eu queria estar em Nova York, onde o Radiohead se apresenta. Ao que pareceu no site oficial, não se trata de nenhuma participação em festival com um monte de indies na platéia e uma extensa e cansativa programação. Eu não sou mais uma pessoa festival. Eu queria ver minha banda favorita e só. Amo o Thom Yorke desde sempre, sem aquela distinção que alguns fazem de suas composições mais e menos experimentais.

Tenho ouvido In Rainbows há dias. No trabalho, no treino de corrida, quando escrevo e até quando não existe música tocando. Seria justo eu assistir a um show do Radiohead na vida. Sem a menor obrigação (de escrever resenha ou algo do gênero) e por puro prazer e merecimento. Pena que não foi inventado o teletransporte... Então fico com o vídeo e a vontade enquanto sinto a inexorável passagem do tempo na minha melancólica vidinha.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Dali, de Salvador




Hoje trabalhei na Bahia. O bate-volta para uma reunião é sempre um processo demorado, mas como as férias de 2008 foram engavetadas, viro uma espécie de "turista acidental" nessas poucas oportunidades de sair de Belo Horizonte.

Confesso que fico melhor quando deixo para trás as montanhas que agora me sufocam. Uma hora e vinte de percursso: já avisto o mar pela janela do avião. Recepcionada por baianas que entregam a batida fitinha do Senhor do Bonfim, quase esqueço que não estou a passeio.

O céu cinza, ironicamente, ameniza o peso da viagem a negócios. Como o táxi é mais caro, não dá para esquecer o recibo da prestação de contas de jeito nenhum, mesmo com o motorista todo prosa.

Gosto bastante dos baianos. São pessoas simples, cordiais, extremamente informadas e, mais ainda, desencanadas. Ir a um encontro corporativo sem se preocupar com as unhas vermelhas e a calça jeans é algo que só mesmo para quem pode "passar uma tarde em Itapoã".

Parei no shopping ao lado do local da reunião para o almoço. Ainda que fosse fast food, não me contive: escolhi um prato com camarão e uma jarra de água côco. Nessas horas eu sempre sou mineira jacu ou perpetuo o ditado/ clichê, "em Roma como os romanos". Claro que queria, no fundo, ter pedido acarajé ou moqueca, entretanto a desconfiança/ estupidez/ dúvida me importunaram: "e se eu passar mal com o azeite de dendê no meio da apresentação"?

Cheguei antes da hora ao encontro profissional. Correu tudo de maneira muito tranqüila, contudo a reunião se prolongou mais do que o previsto. Saí na hora que deveria estar na sala de embarque e, a 30 minutos do aeroporto. Pouco poderia ser feito.

Peguei um motorista mais gente fina até que o primeiro, que falou de tudo: como a cidade cresceu desordenadamente, como o clima mudou rapidamente, como não havia boa vontade política no Brasil. Supreendentemente, eu não estava esbaforida ou nervosa. Alguma coisa me dizia que o vôo atrasaria (em BH foi super pontual). Fiz apenas uma ligação para minha mãe para que ela tentasse um plano b com a agência de turismo, uma vez que tinha um engarrafamento no meio do caminho.

Minutos depois, estaria voando. Antes de sair do táxi, o simpático motorista afirmou que eu voltaria para casa com certeza. No balcão da cia aérea me alertaram que era bom eu correr. E foi o que fiz com um escarpin maldito. Ao chegar no portão sete, senti um líquido incômodo no calcanhar. Minha pele estava em carne viva.

Acho que foi meio simbólica a escolha do sapato errado. Quando o tirei no avião, senti uma certa tristeza de estar indo justamente para Belo Horizonte, como a Gata Borralheira deve ter sentido quando saiu do baile incrível. E se eu parasse em São Paulo? E se eu fosse para o destino final, Porto Alegre?

"Tripulação preparada para o pouso", informou o comandante. Peguei meus pertences e segui meio mancando, meio na ponta dos pés até o ponto do ônibus que faz conexão Confins - Centro. Nem parecia que tudo correu bem. Ao ouvir "notícias do trabalho" pelo telefone quando liguei para avisar da minha chegada, o humor mudou na hora e eu já azedei de tabela quem estava do outro lado. Meus pés doiam, eu estava com fome e o cansaço bateu impiedoso.

Se algumas conclusões podem ser tiradas disso tudo, vamos lá: estou evidentemente estressada e insatisfeita. Mas sei que isso é só a superfície. No fundo, eu preciso arquitetar meu plano de fuga...

domingo, agosto 03, 2008

Para que serve o amor?

Amei esse vídeo...




...Fim de semana para por alguns DVDs em dia (Sweeney Tod- O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet , do qual não gostei e Sangue Negro, de que gostei) e ir ao cinema. Me diverti muito com King Fu Panda.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Não sei se concordarei nos próximos dias. Hoje definitivamente não

Previsão para Áries - por Quiroga


Começar tudo de novo não é castigo, mas oportunidade de colocar relacionamentos, projetos e empreendimentos na trilha certa, de modo que as coisas andem, finalmente, da melhor forma possível. Por isso, evite perder tempo com irritação ou impaciência, pois valerá realmente a pena você se dedicar com todo afinco e boa vontade a reorganizar tudo que precisar este tipo de atitude.