segunda-feira, junho 30, 2008

Tell me why?

Há alguns meses, fui numa vidente que adivinhou quase tudo sobre minha vida. Por razões óbvias (não conheço ninguém que preveja o futuro), ela não disse se eu ia ganhar na megasena, abandonar a carreira, viver de arte ou coisa do tipo. Telma conseguiu visualizar minha encarnação anterior. Pois eu era uma escritora judia, bem de vida, que morava num lindo loft em Nova York (o lindo loft é por minha conta). Reencarnei rápido porque tive um romance sem ponto final com o Alexandre, que conheci naqueles tempos, e estava aflita para revê-lo. Fomos afastados pela guerra. Triste, mas bonito.

Fico pensando por que ironia do destino vim despencar no Brasil (mais especificamente em Pequenópolis), como jornalista, remediada, vivendo de aluguel num apartamento apertado? Até minhas crises existenciais, profissionais e afetivas são uma bobagem perto de viver nos anos da guerra. E olha que minha contrapartida não era nada mal: mais conteúdo, uma gorda conta bancária (ou pelo menos um café da manhã em frente a Tiffany´s) e um amor de cinema em preto & branco. Honestamente, não estou gostando nada desta encarnação. Estou sem lugar.

domingo, junho 29, 2008

Nostalgia FNM

Eis que hoje estava me lembrando o quanto eu era alucinada pelo Mike Patton (deixei de estudar para uma prova final de matemática a qual eu devia "fechar" para passar de ano, porque ele estava em Belo Horizonte). Daí me deparei com este teste. E claro, sou o tipo Faith no More.

sábado, junho 28, 2008

Manhã de sábado

Depois da tempestade existencial, eu precisava de uma manhã tranqüila. Nada de despertador. Assim, aproveitei a cama quentinha toda para mim (já que o marido não vive sem TV e acabou adormecendo no outro quarto na noite passada). O café eu tomei quase às 10h30. Depois, fui para academia e, de lá, segui para a feirinha na Rua São Domingos do Prata. Enchi o carrinho de frutas, verduras e legumes frescos. O sol de inverno me faz bem (é o único aliás). Por isso, fiz tudo com calma. Há uma banca específica em que o vendedor não me chama de senhora (que eu odeio) ou freguesa, mas de menina (o que me faz ganhar o dia, quando dito da forma sincera como ele diz). Ele sempre me dá desconto e fatias generosas de abacaxi (na temporada) ou melancia (como a que comi hoje). Saí da feira lambuzada e feliz, mesmo tendo gastado mais do que em qualquer sacolão ou supermercado. Ao chegar em casa, peguei os jornais. Li somente a Folha (os outros são a título de clippagem), arrumei a casa, tomei um banho quente e demorado. Uma reunião de trabalho foi cancelada (confesso, achei ótimo) e pude seguir com o sábado de forma serena. Comendo em casa, tirando uma soneca de quase uma hora... No fim da tarde, a única obrigação chata foi ir ao supermercado, porém considerando meu dia até então, nem a fila enorme do caixa ou as várias crianças choronas (sou contra a presença de crianças menores de 10 anos em supermercados porque eles só tocam o terror) me tiraram do sério. No momento, a TV tem dono, que assiste a maratona de Lost (sou a única pessoas que eu conheço que não acha graça em Lost). Não tenho a vaga idéia se iremos ou cinema ou seguiremos bodando. E isso não me preocupa.

sexta-feira, junho 27, 2008

Quase na mosca

Porque faltou mencionar que o conflito não é apenas pessoal e profissional.


Eis que, entre os dias 27/06 (hoje) às 1h17 e 29/06 às 2h30, a Lua entra em seu quarto-minguante. O conflito aqui envolve carreira versus anseios pessoais. É bem provável que você, Ludmila, venha a perceber de uma maneira bastante clara todas as coisas que lhe incomodam em seu trabalho ou estudos. A idéia do momento envolve a percepção da defasagem entre o ideal e o real. Há também um choque entre quem você é de verdade e aquilo que a sociedade exige que você seja. Como a fase envolve um conflito, é bem provável que você sinta suas energias vitais em baixa, portanto não é recomendado que você abuse nestes dias, se alimente direito e durma bem, caso contrário pode sentir fraqueza e alterações fortes de humor.

segunda-feira, junho 23, 2008

A exceção

Porque Debs é daquelas duas ou três pessoas que eu citei no post abaixo.


"Sempre que precisa fazer mais uma coleção, Ronaldo Fraga diz que se depara com uma desculpinha das boas para ler e entender mais sobre certos assuntos. Sorte nossa. A cada nova temporada, ele vai fundo no tema a que se propõe e transforma idéias em estampas, cores, roupas cheias de história para contar. Hoje não foi diferente. Para o seu verão 2009, Ronaldo usou o Rio São Francisco como tema e, de lá, trouxe o colorido das casas ribeirinhas, que se transferem como imagem para o vestido que abre o desfile, em formato de saco de estopa e enfeitado de tapeçaria. A ele se seguem outros vestidos com silhueta semelhante, de seda pura com linho, algodão e jeans, numa mistura leve e adequada. As imagens se constroem lindamente. São tábuas das casas e das canoas, sacos de açúcar, café e especiarias e os peixes. De escamas até os recortes nos jeans, passando pelas estampas, eles são as estrelas da coleção. Aplicações de metal coloridos aparecem, bem como os bordados, que serpenteiam a roupa, sobem, passam em volta do pescoço, e descem do outro lado. Na modelagem, o que mais chama a atenção é a 'transposição' dos recortes. As cavas das mangas são deslocadas para as costas, deixando a frente fechada, como uma escultura. E que tal os passarinhos que voam na jaqueta masculina? Coisa que só Ronaldo Fraga é capaz. Ao final, o lado morto do rio se vê retratado em pretos com plissados, e nos bordados de esqueletos de peixes. Vale registrar o cenário, com bacias de sal grosso e uma cortina de cordas, para retratar o rio salinizado, invadido pelo mar na foz, um conflito lindamente retratado pela moda."

Deborah Bresser, no Blog do Estadão

Sobre como um bom conteúdo é digerido no texto sofrível do jornalismo contemporâneo

Honestamente, acho um absurdo tratar a moda com tanto desprezo no que tange a escolha do jornalista para assinar colunas e artigos. A sensação que tenho é que uma boa dose de cultura geral importa muito pouco na seleção deste profissional e o estereótipo da criatura vazia e/ou "jabazeira" não muda. Se no Brasil há dois ou três jornalistas de moda que eu respeite de fato da chamada "nova geração" é muito.

Minha indignação parte da incompreensão (não da crítica, porque essa capacidade é rara mesmo) de quem geralmente cobre os desfiles do Ronaldo Fraga. Seu Rio São Francisco fica atravessado na garganta após o desfile e nem os canudinhos da viseira nos ajudam a bêbe-lo com tanta facilidade e rapidez. O que está na passarela é muito mais do que a roupa. Há uma sofisticação absurda, um discurso político, uma pesquisa histórica. Aí eu entro na internet e deparo com um textinho assim:

"As travessas de metal cheias de sal grosso espalhadas pelo chão e cordas penduradas na boca de cena da passarela foram o cenário usado por Ronaldo Fraga para ambientar sua coleção inspirada no Rio São Francisco, apresentada neste sábado (21). Do tema vieram as estampas de peixes, as de madeira (alusão aos barcos e casas à beira do rio), o movimento de algumas peças. De Ronaldo Fraga, vêm as roupas sempre enfeitadas, bordadas, cheias de enfeites, ao seu estilo barroco mineiro fashion de fazer moda."

Primeiro: Eram bacias, não travessas
Segundo: Ninguém mais lê o que escreve antes de publicar? O que quer dizer: "sempre enfeitadas, bordadas e cheias de enfeites"?
Terceiro: Estilo barroco mineiro fashion de fazer moda? Preciso ser deselegante o suficiente para dar meu parecer sobre esse rótulo?

Por essas e por outras, passo mais da metade do meu dia fazendo planos de abandonar o jornalismo para todo o sempre.

Que neste momento, pelo menos uma imagem de um desfile maravilhoso fale por si só.

quinta-feira, junho 19, 2008

domingo, junho 15, 2008

My Blueberry Nights



Eu tenho um certo desprezo quando títulos de filmes em português minimizam a importância do original, mas isso já foi dito à exaustão, pois finalmente fui ver My Blueberry Nights, com Norah Jones, que é das minhas cantoras prediletas. Como sempre, Wong Kar-Wai cria uma história de amor envolvente, num cenário sem igual. Eu que nunca achei o Jude Law tão sexy (como metade do mulherio mundial), daria tudo por um beijo daqueles. Fico arrepiada de ouvir The Greatest, da Cat Power, fico engasgada com a sensação de solidão das personagens porque todos nós somos e seremos exatamente daquela maneira: os reis das fichas brancas. Chorei e quis provar uma torta de mirtilo (que Norah, na vida real, odeia) para sentir um pouco de alívio. Ainda por cima cometi o erro de assistir a algo tão tocante e querido ao lado de quem se incomoda com o tempo do longa-metragem, que não aprecia a fotografia ou mesmo a Rachel Weisz linda num vestido preto de renda. Uma pena. Contudo, descobri que afinidades a dois, depois do casamento, andam sempre em gangorras.



quinta-feira, junho 12, 2008

Dois textos contemporâneos sobre o amor

ROSELY SAYÃO

As contradições do casamento

A família mudou bastante nas últimas décadas e o casamento também. De fato, mudaram muito as relações amorosas entre pessoas unidas por laços de sangue ou por aliança.
No Dia dos Namorados, vale a pena pensar a respeito.
Descobri, num canal pago de TV, um programa chamado "Ou Eu ou o Cachorro". Aparentemente, o objetivo é mostrar que cães que infernizam a vida da família por não serem bem treinados podem mudar com adestramento de uma profissional que também orienta a família -mas o programa diz mais a respeito de como anda o relacionamento dos casais.
Maridos são expulsos da cama com mordidas do cão que não quer dividir sua dona, e mulheres são atacadas pelo cachorro assim que o marido sai.
Com variações sobre o tema, o que o programa mostra é a fragilidade das relações conjugais: até um cachorro pode interferir decisivamente na vida do casal.
Em tempos de ideais individualistas, vivemos uma contradição: priorizamos nossa autonomia, mas queremos compartilhar nossa vida com um outro.
Valorizamos o relacionamento conjugal porque, ao se tornar a base das relações íntimas entre pessoas da mesma geração, pode ser um antídoto para a solidão típica do nosso tempo. Podemos dizer que o casamento ganha importância cada vez maior na vida dos adultos.
O número de separações é grande, mas o de recasamentos também. O problema é que não sabemos muito bem como conduzir essa relação tão peculiar.
Em primeiro lugar, não temos mais um modelo a seguir: cada casal precisa construir seu modelo de casamento. E isso torna o relacionamento conjugal algo complexo, pois obriga a escolhas diárias e pessoais. Cada casamento é único, então.
Em segundo lugar, estabelecer relações íntimas em tempos de "reality shows" tornou-se um desafio. Nos EUA, duas publicações contam a história de dois casais com uma decisão em comum: praticar sexo diariamente por um período de tempo. O que ambos pretendiam e conseguiram era melhorar o casamento e a intimidade emocional. O romance está, então, dependente dos sentidos.
Em terceiro lugar, temos um inflacionamento da idéia de casamento. É exigência em demasia, pois, ao se unirem, as pessoas esperam encontrar realização sexual, afetiva, segurança, dedicação exclusiva, educação dos filhos de modo partilhado, segurança econômica etc.! Não é à toa que a união está sempre por um fio, ou melhor, embaraçada em muitos fios.
Por fim, dois conceitos que sempre foram fundamentais para o relacionamento -fidelidade e compromisso- colocam em risco os de individualidade e liberdade pessoal, tão caros hoje. Como superar situações tão complicadas?
Muitos casais têm encontrado soluções ousadas; outros têm sucumbido por não saberem como negociar conflitos.
Outros, ainda, estão sempre dispostos a dissolver o laço, já que é possível construir outro em seqüência: as uniões já nascem com a possibilidade de rompimento. O grande desafio atual talvez seja aprender a conciliar individualidade com interdependência.


Do blog da Debs

- Você vai me fazer feliz?

- Não, não vou. Não sou deus, nem prozac, sou só um ser humano tentando desgraçadamente ser feliz. Vou fazer o possível para que você seja feliz a meu lado tanto quanto isso puder ser compatível com a minha própria felicidade, mas não, não vou fazer nada além disso. Até porque, não há nada a ser feito acerca da your private own felicidade. A sua felicidade é sua mesmo, é você quem faz todo dia, um pouquinho, com dor, com dificuldade, superando os seus monstros, as suas limitações, mudando o que dá pra ser mudado, aceitando e justificando condizentemente o que não dá, rezando, se psicanalisando, correndo, comendo chocolate, meditando, crescendo, sofrendo, perdendo, ganhando, ficando melhor do jeito que você consegue. Dá um trabalho doido e é solitário, é difícil. Ser feliz não é para qualquer um, não, é bom que se diga. Muito mais fácil é pedir ao outro que nos faça feliz, fazê-lo prometer e jurar que vai cumprir e chorar porque o coitado não deu conta do recado – que, frise-se – é impossível mesmo. A felicidade (a sua, a minha, a nossa) é um processo de cada um e não sou eu que vai te fazer feliz, assim como você não me fez, não me faz, nem me fará. Eu sou feliz quando estou com você porque aqui no meu processo você faz parte da minha felicidade. Somos um cada um e pode ser que lá pelas tantas a minha felicidade já não caminhe a seu lado, que eu já não seja mais aquilo que você precisa/quer para ser parte da sua vida feliz ou vice-versa. Pode ser que o que você precise para ser feliz seja achar alguém que pense ser possível ser responsável pela sua felicidade e que lhe prometa isso, por mais impossível que isso seja. Contudo, o que eu posso lhe prometer é tão somente ser sua cúmplice, co-autora e partícipe, mas jamais responsável. Sei que a cada dia que eu te olhar e te ver feliz, vou me sentir parte disso e me orgulhar, mas se eu tiver que caminhar com o peso de uma responsabilidade impossível, vou me fazer infeliz. Estarei aqui, sim, enquanto tu também fizeres parte da minha felicidade. Para enfrentar os monstros, sim. Para estar triste, também. Para chorar contigo quando der vontade, para te ajudar em tudo que estiver a meu alcance. Mas só enquanto isso for felicidade, pra ti e pra mim.

*Patrícia "Ticcia" Antoniete é uma advogada portoalegrense com incontinência literária que já foi Megera e hoje é Mme.Mean.

segunda-feira, junho 09, 2008

Spinning

Apesar do meu "charme de intelectual", sou uma pessoa que, quase diariamente, malha numa academia por prazer. Nos primeiros anos (os 24 que não voltam nunca mais), eu seguia o padrão da maioria dos tímidos, gordinhos ou velhinhos: adotava a camiseta de malha velha imensa (ou de festival de música, cinema, entre outras que recebia nos tempos do Agenda), uma legging super discreta e tênis (dos mais baratinhos) usados à exaustão porque considerava (e isso eu ainda considero) um abuso pagar mais de 200 reais num tipo de calçado que não me apetece.

Há algum tempo, aquelas camisetas viraram pano de chão. Embora eu malhe com roupas apropriadas, não compro nada na Track&Field, seguindo a lógica do tênis. Tenho um banco gel, um polar digno e desenvolvi um convívio amigável com determinados professores e alunos. Nada disso me transformou em "rata de academia". Tão pouco deixou meu "abdômen chapado e o bumbum durinho" em três sessões semanais de musculação, como pregam as revistas de estética.

Hoje ao meio-dia fui interceptada por uma colega que fizera a aula de 11h. Ela estava muito empolgada e disse que a seleção estava sensacional. Imaginei que deveria estar mesmo, pois a criatura em questão não faz parte do estereótipo da gatinha (aparenta uns 40 anos e tem sim corpinho de 20) que grita na aula, vibra quando o professor coloca um DVD do DJ Tiesto.

Qual minha surpresa quando entro na sala? Ivete Sangalo ao vivo durante 45 minutos! Acho que meus batimentos subiram de raiva porque eu não tenho essa de achar que ela é uma artista da MPB, blá blá blá. Em minha classificação old school, a fofa é axé e eu não gosto de Ivetinha, Claudinha, Chiclete ou Asa de Águia. Eu já morri: não vou atrás do trio elétrico e, definitivamente, considero um absurdo ele vir atrás de mim.

Foi uma aula intervalada como outra qualquer com o "plus" de uma alegria "sai do chão" (frase que ouvi umas 5 vezes) nada condizente com a segundona "garfieldiana". Se fosse minha primeira aula, teria desistido e achado que academia é um ambiente insalubre, com gente de gosto duvidoso. Então, para que o tempo passasse de forma menos sofrida, montei mentalmente uma sequência dos sonhos que jamais seria aplicada por um professor de spinning (no entanto, o Klebão da musculação iria aprovar).

Aquecimento: Kiss - Rock and Roll All Nite - 65%
Primeiro Pico: Sex Pistols - God Save the Queen - 70% a 75%
Subida: The Clash - London Calling - 80%
Nirvana: Smells Like Teen Spirit - 85%
Ramones: Blitzkrieg Bop - 92%
Desanso: Faith no More - Falling to Pieces - 70%
Reta Final: Queens of the Stone Age: No One Knows - 80% a 85%
The White Stripes - Seven Nation Army - 92%
Descanso: Radiohead - Karma Police
Alongamento: Rolling Stones: You Can´t Always Get What You Want

Momento Garfield

Especialistas alertam para a 'Síndrome da Segunda-Feira'
Adriana Bifulco
De São Paulo


Depois de passar um final de semana viajando ou emendando uma balada na outra você começa a sentir tristeza, angústia, irritabilidade, desânimo e mal-estar no inicio da noite de domingo? Você pode ser mais uma vítima da 'Síndrome da Segunda-feira' ou da 'Síndrome do Domingo'. "Durante o sábado e domingo recarregamos as energias para depois retomarmos a rotina. Quando esse sofrimento é muito grande significa que a pessoa vai deixar de fazer o que gosta para fazer o que não gosta. Ela não encontra prazer no trabalho, está desmotivado", avisa a psicóloga Rita Calegari, chefe do setor de psicologia do Hospital São Camilo.

"Isso acontece com pessoas para as quais o trabalho tornou-se apenas uma fonte de sobrevivência, numa clara perda de identidade", complementa a psicóloga Heloísa Chiattone. Nessas circunstâncias, Rita aconselha o indivíduo a rever sua vida profissional. "É preciso avaliar se ele é a pessoa certa na empresa errada, ou a pessoa errada na empresa certa e tentar mudanças. E enquanto elas não acontecem, fazer algo prazeroso como cursos ou trabalho voluntário na área que gostaria de estar atuando. Aí será possível fazer contatos que propiciem chances no futuro", explica.

De acordo com Heloísa, é fundamental lembrar que o trabalho é apenas uma faceta na vida das pessoas. "Pode-se considerar que os sinais e sintomas relatados no domingo são a manifestação de insatisfação na vida profissional mas, em nível existencial, também refletem uma insatisfação maior, com a própria vida", enfatiza.

A 'Síndrome da Segunda-feira', no entanto, não é apenas um fenômeno psicológico. Segundo Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, normalmente as pessoas desaceleram no final de semana, o que acaba afetando o metabolismo. "Dessa forma, a produção de alguns neurotransmissores - substâncias que fazem a ligação entre as células nervosas e que, entre outros fatores, são responsáveis pelas sensações de prazer - também sofre alterações. Como o efeito só fica evidente depois de mais ou menos um dia e meio, no domingo à noite apareceriam o desânimo e a insatisfação", ressalta Heloísa.

domingo, junho 08, 2008

Sex and the City, o filme



"Lavei a alma", disse Mari Peixoto ao sair do cinema comigo e minha irmã. O sentimento era comum e, durante a exibição, nós éramos (sem dúvida) as espectadoras mais empolgadas da sessão no cinemark. Rimos, choramos, comentamos o figurino (quebrando nossa regra número dois de não falar no cinema) e torcemos para o final pelo qual esperamos durante os quatro anos desde que nossa série favorita deixou de ser exibida na TV.

Todas as segundas, impreterivelmente, assistíamos a Sex and the City juntas, mesmo em aparelhos de televisão (ou lugares) distintos. Ao final de cada episódio, ligávamos umas para as outras para comentar as aventuras de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte. Muitos foram os cafés, sorvetes e até cosmopolitans que embalaram nossas considerações sobre Sex and the City, que seguem até hoje.

Para se assistir a Sex and the City, o filme é preciso se envolver com o universo das garotas, agora na fase dos enta. Não é filme para se analisar roteiro, erro de continuidade, fotografia ou qualquer aspecto técnico. Não é filme para jornalistas e/ou aprendizes de críticos de cinema cheios de si em suas rasas observações e clichês, nerds ou todos que falam ou falaram mal das quatro. Sex and the City foi feito para mim, para Mari e para a Uiara. Foi feito para o Luiz e o João, mesmo que eles não tenham gostado do filme. Pois só quem sempre teve fascínio por aquele estilo de vida quase irreal que o quarteto levava em Manhattan pode entender e amar o filme.

Sex and the City é um filme de amor à amizade. Para nós pobres mortais, que não temos Manolo Blahnik no closet (ou mesmo um closet), trabalhamos enlouquecidamente, sem tempo para curtir um demorado café com as melhores amigas, uma eterna festa regada a coquetéis incríveis (sem a preocupação com o dia seguinte) ou a promessa de um amor arrebatador é um momento idílico, que irá se repetir toda vez que revermos o longa no cinema (pois vamos ver de novo) e no DVD que vamos comprar tão logo seja lançado.

sexta-feira, junho 06, 2008

A lista (quase interminável) de coisas que eu adoro (e me lembro no momento) - Parte Um

Meses do ano: fevereiro (porque não passa de 29 dias), abril (porque é meu aniversário), junho (porque faz frio no Brasil), setembro (porque é primavera) e dezembro (porque é natal).

Doces: chocolate (menos o branco e mais qualquer Lindt), sorvete (sobretudo Hageen Dazs) brigadeiro, pudim de leite condensado, tiramissu, petit gateau, brownie, torta de maçã, de chocolate, de nozes, de limão ou de morango, bolo de chocolate, mesclado, laranja, limão, nozes ou banana, pastel de Belém, mousse de chocolate, limão ou maracujá, canudinho de doce-de-leite, goaiabada e figo em calda.

Cores: vermelho, azul, verde, roxo, amarelo, preto (para roupas) e laranja.

Animais: gatos (do primeiro ao quinto lugar), pinguins, focas, suricatos, vacas de pelúcia (não devia valer, mas a lista é minha), ursos coala e chimpanzés.

Acessórios: bolsas de todos os tamanhos (do primeiro ao quinto lugar), colares (principalmente com ares vintage), anéis grandes, brincos pequenos e cachecóis e pashiminas.

Calçados: all stars para o dia-a-dia, rasteiras só no calor sem chuva, saltos com bico fino e sapatos baixos no estilo boneca (os melhores).


Porque eu sempre terei essas listas, sobretudo quando eu me achar muito ranzinza e insatisfeita.

domingo, junho 01, 2008

Como um final de semana pode salvar o humor

Basta comer o que se quer, sem ligar para as calorias, namorar muito, assistir finalmente ao novo filme do Woody Allen e tomar um café cheio de nutella e outras guloseimas com a melhor amiga. Pronto! O humor George Costanza logo vira humor Kramer. Sou mais sarcasmo que riso fácil, admito. Mas de vez em quando é bom carregar nas tintas de um pastelão.