domingo, outubro 31, 2004

Apesar do meu espírito introspectivo, ontem foi um dia quase "um milhão de amigos para bem mais forte poder cantar". Almocei com a turma no Dragon Palace e descobri que não gosto mais de comida chinesa como gostava na infância. Eu, mamãe e Uiara vimos o bom O Caminho das Nuvens. Depois, eu Alê, Uiara e David fomos ao cinema ver o lindinho Valentin. Como é a história de um menino criado pela avó, já senti total identificação e, claro que no final, chorei até. A esticada foi uma, ou melhor, três pizzas com a turma na Pizza Mu.

O Caminho das Nuvens


Valentin

sexta-feira, outubro 29, 2004

quinta-feira, outubro 28, 2004

Quem disse que o ráio não cai duas vezes na cabeça??? Ontem eu e Alê fomos comer um árabe no Shopping Jardim e o cantor da Praça de Alimentação - daqueles completamente simpáticos profissionais - tinha leituras muito particulares sobre a obra de quem??? Um doce para quem acertar...

quarta-feira, outubro 27, 2004

No mínimo bizarro o Ponteio ter colocado uma dupla meio MPB, meio sertaneja para arruinar a vida de que quem estava na Praça de Alimentação. Para quem não mora em BH ou não conhece o Shopping, o espaço é todo voltado para lojas de decoração, design, jardinagem e afins. O repertório e os caras destoavam demais. E foi nesse contexto que eu, Duda e Ígor (que estava lanchando depois de malhar na Rio Sport) nos encontramos para ver a Dona da História. Quando as pessoas acham um absurdo eu dizer que detesto o som do Djavan, minha justificativa é única: nada pode ser pior do que estar numa Praça de Alimentação, bar ou festa (com videokê, o que já é horrível) e chegar um sujeito cantando "teus sinais me confundem da cabeça aos pés...". Eu nem sei o nome dessa música e a odeio profundamente. Pois a dupla não só cantou essa como "amar um deserto e seus temores"? Entramos correndo na sala, sem ver qual era. Na outra estava passando Meu Vizinho Mafioso 2, que ninguém queria ver. Só que o trailler desse filme começou a passar sem identificação. Acreditamos ter entrado no lugar errado. Fomos correndo para a outra. Qual nossa surpresa? A Dona da História estava passando justamente na que estávamos antes. Voltamos com aquela pinta de Joselito, com o lanterninha já morrendo de rir da nossa cara...O filme? Bom, a história é muito boa, porém não dá para esperar demais da direção do Daniel Filho. Nos divertimos e isso é o que importa.

domingo, outubro 24, 2004

Mais uma campanha genial de Uma Dama Não Comenta

Se você também odeia quando o Windows trava.

Detesta quando o MSN Messenger transforma as letras da sua mensagem num ícone absurdo.

Não suporta a tela azul da morte.

Abomina a frase "esse programa executou uma operação ilegal e será fechado".

Enfim, se você odeia muito tudo isso.. Junte-se a nós.


sábado, outubro 23, 2004

E ontem passei o dia com um tampão no olho esquerdo graças à cirurgia para extrair o milium ordinário. Mesmo assim, vi os seguintes filmes, numa proposta Willie Caolho:





O Alê ficou todo bonitinho tomando conta de mim... Hoje teve almoço especial aqui em casa...

quarta-feira, outubro 20, 2004

Enquanto eu viver, alternarei estágios de felicidade e melancolia profunda. Assim sou eu. Uma pessoa que vai dispensar a terapia - não porque quer - e continuar se lamentando por tudo o que está perdendo dentro daquilo que sonhou. Ao mesmo tempo, uma força interior inexplicável fará parecer que não há nada de errado. Dia estranho, pesado e cheio de cálculos para levar qualquer ser humano à loucura. Dia em que fico com aquela música do Ronnie Von, gravada pelo Ira! na cabeça: "eu procuro e não encontro, alegria de viver". Vontade de sumir e não avisar para absolutamente ninguém. Visito um oráculo diferente e o resultado não podia ser outro: "Render-se as evidencias de que nem tudo pode ser solucionado de acordo com seus desejos e sua pressa já é um grande fator de equilíbrio hoje. Por mais difícil que pareça levantar da cama, tente entender de que a vida é variada, e que se hoje você se humilha, amanhã poderá brindar e comemorar".

segunda-feira, outubro 18, 2004

Fotos do Churrasco


Eu e Alê, os churrasqueiros de primeira viagem


Pode parecer mentira, mas ninguém ficou mangaçado


Galera ansiosa pela próxima rodada


Momento fim de festa

Tem mais nos endereços: www.barbecuecuecue.blogger.com.br e www.ossodesign.com/temp/churrasco.zip

domingo, outubro 17, 2004

Parei na sessão de cinema e depois não tive tempo para nada. Minha semana seguiu como tantas outras. Trabalhei muito, namorei, saí com minhas amigas queridas. Fiz consultas médicas, que há tempos estava adiando e na próxima sexta farei uma cirurgia na pálpebra para extrair um milium, que já tirei e voltou. Ficarei com uma falha no cílio e uma linha pendurada por 4 dias (aaarrrggghhh). Me lembrei até daquele filme, O Cão Andaluz...Também fui falar com gerentes dos meus dois bancos. Solucionei parcialmente algumas dores de cabeça, sem resolver a maior de todas, a que vem tirando meu humor e minhas energias. Porque todo ciclo se encerra. Minha cota já expirou e quero trabalhar em outro lugar, encarar outros desafios e ter meu esforço recompensado de alguma forma. Não posso dar a louca e sair sem mais nem menos e, ao mesmo tempo, precisava de mais horas no dia para fazer minha procura, enfim. Ontem só alegria no momento churrasco com amigos (fotos em breve)e hoje foi daqueles domingos de almoço em família e horas a fio em frente a TV (apesar de tudo, eu gosto de TV) para ver National Geographic, Friends e documentários. Já está marcado: dia 30, eu, Marianinha e Manu faremos uma festa. Afinal, vida é muito curta.

quarta-feira, outubro 13, 2004

E ontem tudo ficou melhor quando cheguei em casa, depois do plantão, almocei, vi TV com mamãe e, depois, me encontrei com o Alê para assistirmos a Kill Bill Vol. 2, que confirmou minha condição de fã de Tarantino...

segunda-feira, outubro 11, 2004

O efeito óleo de fígado de bacalhau

Quando eu era criança, sempre que meus pais queriam enfiar uma comida ruim na minha goela apelavam para a chantagem dos seres humanos que, como eles, um dia tomaram óleo de fígado de bacalhau. Pois o elixir tinha o gosto da maldade e era preciso tomá-lo para crescer e ficar forte. "Dobradinha lhe parece ruim? No meu tempo a gente tinha que tomar óleo de fígado de bacalhau", diziam. O argumento nunca me convenceu e meu artifício - como o de qualquer pimpolho esperto - era abrir o berreiro e comer ovo frito com arroz. Me lembrei disso por causa da lei da compensação: você toma o remédio pavoroso para curar a gripe, você lambe a colher do xarope e lá vai a bola de sorvete extra.

Um dia a gente cresce e sente saudade dessas barganhas. Quisera eu tomar óleo de fígado de bacalhau e folgar em todos os feriados como recompensa ou mesmo comer a tríade abominável (dobradinha, bife de fígado e bacalhau) toda semana e ver minha conta bancária sem um rombo sequer. Era melhor mesmo a injeção, o supositório, o shampoo anti-piolho + pente fino na cabeleira. Eles pelo menos rendiam, no mínimo, o colo da mamãe, que morria de pena de todo aquele sofrimento.

No final de semana, inverti os papéis: tratei de aliviar toda chateação diária na casa de campo da Marianinha, em Águas Claras. No sábado ela e a Maria Ângela me pegaram de tarde e ficamos ouvindo música, batendo papo, tomando vinho e comendo folhados deliciosos. No domingo, o Sérgio chegou e a Manu passou por lá. À noite jogamos Master e rimos muito. Dormi como não fazia há tempos e voltei para a cinzenta cidade, que não sabe se abre ou fecha naquilo que alguém convencionou a chamar de feriadão.

Notícia chata foi saber da morte do Fernando Sabino. Ele era o autor de um dos livros mais bonitos que eu li, O Encontro Marcado. O mundo fica mais pobre quando uma pessoa que escreve tão bem se vai...Por isso, uma homenagem.

Conversinha Mineira - Fernando Sabino

- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?

- Sei dizer não senhor: não tomo café.

- Você é dono do café, não sabe dizer?

- Ninguém tem reclamado dele não senhor.

- Então me dá café com leite, pão e manteiga.

- Café com leite só se for sem leite.

- Não tem leite?

- Hoje, não senhor.

- Por que hoje não?

- Porque hoje o leiteiro não veio.

- Ontem ele veio?

- Ontem não.

- Quando é que ele vem?

- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.

- Mas ali fora está escrito "Leiteria"!

- Ah, isso está, sim senhor.

- Quando é que tem leite?

- Quando o leiteiro vem.

- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?

- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?

- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?

- Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.

- E há quanto tempo o senhor mora aqui?

- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.

- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?

- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.

- Para que Partido?

- Para todos os Partidos, parece.

- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.

- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...

- E o Prefeito?

- Que é que tem o Prefeito?

- Que tal o Prefeito daqui?

- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.

- Que é que falam dele?

- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.

- Você, certamente, já tem candidato.

- Quem, eu? Estou esperando as plataformas.

- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?

- Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí...

sexta-feira, outubro 08, 2004

Momento poesia concreta para o blog

Inspiração

Já deu para notar que a fonte secou.

quarta-feira, outubro 06, 2004

Depois de um expediente Lei de Murphy - cada vez mais comum em meus dias - ontem fui dar parabéns ao meu querido cunhadinho David no Café Tina. Dei de presente uma biografia dos Ramones. Foi intencional porque depois vou querer emprestada. E quarta, claro, é meu race day. Comecei cedaço com spinning, minha segunda aula de Body Zen, na verdade Body Ball, que é pesadinha. Depois fiz as cabeças do programa, fui pra Titta, almocei e agora tenho que refazer uma delas voando para chegar na TV daqui a pouco.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Dois meses para acabar 2004, essa dose de cicuta que eu tive que engolir. Estou tentando me focar no lado bom e, talvez, tenha sido esse meu maior esforço até então. Tenho que ficar feliz pelo livro que o Renato Negrão lançou - e me presenteou com um exemplar -, com o meu quadro Escuta Aqui, que ontem exibiu diretamente do quarto do Davi, a opinião musical da Carol (mamãe em breve), com a festa da Letânia hoje e o almoço na casa do Arízio amanhã. Porque vida é isso. É renovação. É olhar para o Alê como se fosse nosso primeiro encontro e ficar roubando dele beijinhos no cinema. Ontem, aliás, vimos Todas as Cores do Amor (Goldfish Memories), uma produção irlandesa morninha, mas interessante...



E mais de um dos meus poetas favoritos, antes de encarar os pepinos e abacaxis do dia:

"O que o amanhã não sabe
o ontem não soube
Nada que não seja o hoje
jamais houve."

Paulo Leminski