sexta-feira, julho 30, 2004

Do Desejo - Hilda Hilst

Porque há desejo em mim, é tudo cintilância.

Antes, o cotidiano era um pensar alturas
buscando Aquele Outro decantado
Surdo à minha humana ladradura.
Visgo e suor, pois nunca se faziam.
Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo
tomas-me o corpo. E que descanso me dás
Depois das lidas. Sonhei penhascos
Quando havia o jardim aqui ao lado
Pensei subidas onde não havia rastros.

Extasiada, fodo contigo
ao invés de ganir diante do Nada.

quinta-feira, julho 29, 2004

Momento Job is sucks. Já que tiraram o orkut do nosso computador, o jeito é apelar para sites esotéricos. Eu e Duda horrorizamos com nossos arcanos. Olha o meu:

Seu Arcano Pessoal é:

9 - O EREMITA

Palavras-Chave: Sabedoria Aplicada, Parcimônia e Auto-Respeito

* Fase de maturação que se iniciou aos 9 anos: aprendeu as coisas cedo;
* Falta do pai (afetivamente) ou pai muito rígido;
* Respeite o tempo: tudo tem sua hora e momento certo;
* Não seja turrão(ona) consigo mesmo(a): saiba ceder;
* Gosta de esclarecer todas as dúvidas;
* Receio da escassez;
* Sentimento de impotência frente a determinados desafios emocionais;
* Desejo de ficar sozinho(a) diante de uma dificuldade;
* Necessidade de morar sozinho(a) ou não estar preso(a) a nada;
* Dificuldades quanto a cursos e estudos no passado: não conseguiu fazer o que realmente queria;
* Cuidado com a frieza e distanciamento;
* Consegue (reivindica) o que quer de pessoas bem mais velhas;
* Não seja intransigente;
* Cuidado com as manias de querer resultados à sua maneira;
* Devagar e sempre;
* Evite o ceticismo ou pragmatismo;
* Respeito às leis e princípios humanos;
* Não se limite em hipótese alguma;
* Fertilidade baixa;
* Cuidado com os ossos, cabeça e aparelho digestivo (também radicais livres);
* Longevidade;
* Capacidade de orientar;
* Não tente conseguir as coisas através de "atalhos" em Vida;
* Gosto afetivo por pessoas mais velhas ou muito maduras;
* Interesse por história ou eventos passados;
* Seja solícita sempre;
* Não seja cabeça-dura;
* Parte de sua missão é ajudar pessoas idosas;
* Afeto por avô ou avó (vínculo afetivo forte e atuante);
* Não se fixe demais em casa;
* Seja ponderada, tenha bom-senso;
* Não se acomode;
* Sua vida mudará (materialmente pra melhor) principalmente depois dos 45 anos;
* Estimule-se praticando atividades físicas;
* Gosto por pedras (cristais), objetos antigos ou relógios ( e mesmo souvenirs);
* Saiba esperar.
Não resisti e voltei a ser ruiva. Cabelo vermelho é que nem droga. Você até fica um tempo sem usar, mas sempre tem uma recaída. Bem, apesar das fotos estarem na Prefeitura, Ian tem que figurar ao meu lado neste blog, certo? Então lá vai...



quarta-feira, julho 28, 2004



Sim, ele estava manguaçado. Sim, ele fez pausas e errou acordes/ letras de música. Sim, o homem pegou uma gripe e estava literalmente catarrento. Mas Ian McCulloch pode tudo!!! Eu adorei o show, apesar de achar que ele é melhor ao lado do Echo and the Bunnymen. É sempre bom ouvir The Game, Lips Like Sugar - que teve a participação do Samuel Rosa - e Killing Moon. No mais, ele cantou Velvet Underground, David Bowie e a mais batida do The Doors (aquela mesma). Assisti ao show do lado do Alê e da Silvinha, que perguntava, respondia e criticava (piada interna. Você sabe quem é né, Luiz?) e na minha frente estavam James e Letânia. No final, fomos gazelar no camarim. Tiramos fotitas que em breve estarão por aqui ou na Prefeitura. Ah, e Ian autografou meus CDs de forma sugestiva. Depois do Palácio, fizemos uma verdadeira excursão para o Eddie. Provei o milkshake de nutella, mas ainda fico com o ovomaltine.

terça-feira, julho 27, 2004

A era da crueldade

Outro dia li um livro que mencionava a importância de se enxergar a beleza nas coisas simples. Ontem mesmo vi o sol se pôr na copa de uma árvore e as cores alaranjadas eram realmente de impressionar. Mas ainda não instrumentalizei meu olhar para formigas carregando folhas, por exemplo. E se perigar, pisei numa delas, enquanto contemplava o cair do dia.

Isso acontece porque cada vez mais me convenço de que vivemos na era da crueldade. São muitos os que querem se dar bem, mesmo que isso custe a vida de outra pessoa. Dinheiro e poder podem ser ótimos, mas não são o bastante.

Só na fatídica segunda tive algumas amostras. Acordei cedo, fui para o trabalho deixar o material da viagem-lerê. Lá me informaram sobre a demissão de uma das pessoas mais legais e com muito tempo de casa (eu não trabalhei diretamente com ela, porém por e-mails solidários, percebi o quanto era querida por colegas e ex-colegas). O motivo foi o de sempre: perseguição. Dessa vez, algumas pessoas decidiram ir de luto. Eu aderi. Vários não o fizeram, pois junto com a maldade vem o medo e a covardia. Quando cheguei a academia qual a minha surpresa? Fechada. O sujeito que administrava deu cano nos professores e alunos. Sim, a maioria dos matriculados, como eu, fazia planos semestrais para ficar mais em conta. Se ele fugir com a grana de todos sem deixar vestígio, não parecerá estranho. À noite eu e o Alê fomos ao Mac Donalds e no estacionamento ficamos indignados ao ver um carro matando duas vagas, de portadores de deficiência! O playboy, desses que usam óculos esportivos como tiara, saiu calmamente com sua namorada loira do "possante" e nenhum deles parecia ser cego, surdo-mudo ou algo do gênero.

O mais grave da era da crueldade é que ela nos dá agressividade, intolerância ou nos deixa impassíveis e displicentes. "Se eu tivesse a mão uma barra de ferro, destruíria o carro desse imbecil" comentei com o Alê. Claro que eu não cometeria o desatino, mas fica aquele gosto amargo na boca e uma certa incapacidade de seguir o conselho do livro que li.

segunda-feira, julho 26, 2004



Hoje seria dia de bolo, salgadinho e refrigerante com gosto estranho - Tubaína, Baré, Del Rey - se minha avó Celinha estivesse viva. Quando ela se foi, muito do que tínhamos desmoronou. Mas descobri que tive o privilégio de ter alguém tão maravilhoso ao meu lado por algum tempo. Uma pessoa que muito me ensinou e, principalmente, amou. Uma vovó nada convencional, que fazia o que dava na telha. Loucos somos nós que pensamos demais nas conseqüências. Continue iluminando meu caminho daí de cima, Vozinha! Todos nós, retalhos de uma colcha desfeita, precisamos muito enxergar o mundo como os gatinhos de óculos bordados nas suas almofadas.

domingo, julho 25, 2004



Chica da Silva antes da ascensão

Desde quinta fiquei cantarolando a música de Jorge Ben: "De escrava a amante, mulher, mulher...". Mais um ano que curo o Festival de Inverno da UFMG em Diamantina. Cidade gelada, hippies bolivianos, comida pesada, que me causou diarréia no último dia. Equipe unida, jamais vencida pelo cansaço, falta de grana e percalços que o lugar em que trabalhamos nos faz passar (viajar sem produtor, sem diária, com a grana da gasolina contada e ainda ter que arcar com uma peça do carro quebrada). Mas são momentos assim que nos ensinam: a ser um profissional mais versátil e a querer para si um futuro mais digno.
O melhor foi o Ale ter aparecido no fim de semana por lá. Claro que ele trabalhou. Carregou bateria, tripé, microfone e minha bolsa...
Agora é adiantar meu trabalho de assessoria que ficou parado e, principalmente, malhar, pois frio é a desculpa perfeira para a gula e o ócio.

quarta-feira, julho 21, 2004



E ontem meu bonitinho voltou do Rio de Janeiro, com presentes e tudo mais. Ele não é o melhor?

Por Mário Quintana

Amor não é se envolver com a "pessoa perfeita", aquela dos nossos
sonhos. Não existem príncipes nem princesas. Encare a outra pessoa e forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

terça-feira, julho 20, 2004

Trecho de "Água Viva" por Clarice Lispector

"Na verdade ainda não estou vendo bem o fio da meada do que estou te escrevendo. Acho que nunca verei — mas admito o escuro onde fulgem os dois olhos da pantera macia. A escuridão é o meu caldo de cultura. A escuridão feérica. Vou te falando e me arriscando à desconexão: sou subterraneamente inatingível pelo meu conhecimento.

Escrevo-te porque não me entendo.

Mas vou me seguindo. Elástica. É um tal mistério essa floresta onde sobrevivo para ser. Mas agora acho que vai mesmo. Isto é: vou entrar. Quero dizer: no mistério. Eu mesma misteriosa e dentro do âmago em que me movo nadando, protozoário. Um dia eu disse infantilmente: eu posso tudo. Era a antevisão de poder um dia me largar e cair num abandono de qualquer lei. Elástica. A profunda alegria: o êxtase secreto. Sei como inventar um pensamento. Sinto o alvoroço da novidade. Mas bem sei que o que escrevo é apenas um tom.

Nesse âmago tenho a estranha impressão de que não pertenço ao gênero humano.

Há muita coisa a dizer que não sei como dizer. Faltam as palavras. Mas recuso-me a inventar novas: as que existem já devem dizer o que se consegue dizer e o que é proibido. E o que é proibido eu adivinho Se houver força. Atrás do pensamento não há palavras: é-se. Minha pintura não tem palavras: fica atrás do pensamento. Nesse terreno do é-se sou puro êxtase cristalino. É-se. Sou-me. Tu te és."

segunda-feira, julho 19, 2004



Tadinha da Mamãe...Ela não queria sair na noite fria de domingo, mas eu, Uiara e David a levamos para ver Party Monster. Tirando o figurino e a trilha, ninguém curtiu...
Hoje matei a ginástica. Tava muito frio e 15 minutos de caminhada de casa até a academia dão preguiça às vezes. Tive reunião na Elvira Matilde e a nova coleção está fofa! Corações por todas as roupas.
Falando nisso, o meu não agüenta de saudades do Alê. Eu sei que são poucos dias, mas é tão chato sem ele por aqui...
Quinta vou para Diamantina, cobrir Festival de Inverno, sem diária. Alguém aí precisa de jornalista? Também lavo, passo e cozinho.

domingo, julho 18, 2004

Aproveitando a viagem do meu Docinho, açucarei meu fim de semana com Comédias Românticas, genêro que ele detesta...





Hoje fui ao Chá de Fraldas do Davi, baby de Carol e Fernando, que chega em novembro. E mais tarde, quem sabe mais cinema ?

sexta-feira, julho 16, 2004



Apesar de não estar no meu melhor dia, encarnei Scarlet O´Hara: "amanhã eu penso nisso". Fui ver Cazuza com Marianinha. Gostei, mas achei que quem não conheceu a história dele, vai ficar boiando. A cinebiografia tem muitos lapsos, mas vale pela fotografia "borrada" feita por Walter Carvalho e as atuações do Daniel de Oliveira e da Marieta Severo.

Frase do dia: Eu vou pagar a conta do analista pra nunca mais ter que saber quem eu sou.
Por uma vida menos ordinária
 
E chega um dia em que tudo o que você quer é paz, descanso. Eu ando num bloqueio criativo terrível e uma das coisas de que mais gosto - inclusive é o meu instrumento de trabalho - não tem me dado prazer. Não consigo escrever. Não consigo traduzir em palavras o que estou pensando ou sentindo. Meu texto anda pobre. Não tenho paciência pra ler, outra atividade que adoro. Às vezes tenho vontade de deitar na minha cama e só levantar quando tudo tiver passado. Que demorem dias, meses e até anos.
 
Gostaria muito de não ter que dar preocupação ou despesas  para minha mãe e, sinceramente, pensei que no alto dos 27 anos isso não aconteceria. Queria ajudá-la e, ao mesmo tempo, poder conduzir minha vida da forma que eu bem entendesse. Porém é justamente o contrário que está acontecendo. Isso só me dá angústia e vergonha.
 
Sei que essa fase reflete minha fraqueza e  minha incompetência . Estou entregando os pontos.  E pronto. Se tenho idéias e soluções na cabeça? Milhares! Só que a força para colocá-las em prática é zero. Não agüento pedras no sapato, além das que estão no meu caminho.


quarta-feira, julho 14, 2004



E ontem fui ver Homem Aranha 2 com meu bonitinho, que não viajou ainda. Gostei muito, apesar de achar algumas cenas mal resolvidas. É divertido ver como o dono de jornal acha que a imprensa tem poder de transformar um herói em vilão. E a relação nunca muda, mesmo que ele perceba seu o erro. O cara só berra e ameaça demitir. Mais real impossível. Também gostei dos dilemas do Peter Parker, de alguns momentos como a Japa cantando o tema "Spiderman" e a conversa no elevador. Vou ver o 3, lógico.

terça-feira, julho 13, 2004

À toa na vida - Martha Medeiros

Tudo é mais fácil quando a gente não se sente responsável por ninguém, quando levamos a vida na flauta, curtindo o momento, em total carpe diem. Uma conhecida minha é assim, passou a vida sem levar nada a sério, sem assumir coisa alguma, só reverenciando o próprio prazer. Aí teve câncer. Este seu temperamento desencanado ajudou-a a passar pela crise. Ela encarou o câncer como uma chateação, como se fosse uma dor-de-dente, não fez drama, sofreu com muito comedimento. Por outro lado, agora curada, ela segue no oba-oba, não aprendeu nada, não amadureceu, não está dando maior valor à vida, continua naquele clima easy going. Tirou lição nenhuma.

Existem pessoas que passam batido por tudo, sem esquentar com nada. E existem pessoas extremamente sensíveis que a tudo dão atenção, que se envolvem profundamente com o que lhes acontece, seja uma doença, seja uma paixão. No fundo, elas desejariam ser menos compenetradas, mais leves, porém, quando tentam, metem os pés pelas mãos, fazem besteira. Por que? Porque é muito difícil mudar nossa própria natureza. É preciso aceitá-la e respeitá-la. E tentar ser feliz do jeito que se é.

Muitas vezes dizemos "eu queria ser mais solta" ou "eu queria ser mais maluco", pois tudo isso sugere uma certa modernidade, ao contrário da introspecção, do conservadorismo e de outros comportamentos que se desenvolvem mais para dentro do que para fora. Moderno é liberar. Careta é reter. E é tanta pressão para sermos menos claustrofóbicos com nossa própria vida que acabamos nos confundindo e não raro inventando um personagem que nada tem a ver com a gente.

Ou se é naturalmente easy going, ou seja, alguém que se deixa levar pela vida, ou se faz parte do time dos conectados com as ansiedades, desejos e traumas. Eu sou assim, ligada na tomada. Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo. Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais. Por outro lado, crescemos. Evoluimos. Amadurecemos. Nada é estático em nossas vidas. Nada é à toa. Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva.

É ótimo ser relax, mas é preciso ter vocação. Não tendo, melhor aceitar que somos estressadinhos por natureza. Mas há suas compensações.

E hoje é Dia do Rock, então vai aí minha homenagem àquela que sempre considerei a melhor de todos os tempos. Sorry, Beatles, vocês perderam por causa do Paul McCartney.

segunda-feira, julho 12, 2004

E finalmente amanhã volto a usar lentes. Meu joelho está meio dançado e vou ter que ir a um médico especializado. Só não vou nessas porcarias que sorteio no livrinho da Unimed. Vou logo pegar um sujeito acostumado com jogador de futebol...Do contrário, vão me mandar parar os exercícios e ficar no mundo Cocoon de Hidro.
Fim de semana correu tranqüilo: sexta fizemos uma "despedida" de Mari, que tirou férias, e a essa altura está curtindo a Ilha de Fidel. Sábado almocei com o Alê, vi o filme bocó "Alex & Emma", enquanto ele dormia e à noite fomos numa festa julina da Telemig. Como eu não conhecia ninguém, exceto Rogério e a Varda (que faz ginástica na mesma academia que eu), não rendemos muito.
Ontem faxinão na casa para a volta da mamãe. À tarde vi "O Último Samurai". Achei mediano. O Alê se foi depois de termos "brincado de casinha" uma semana. Isso mesmo, enquanto mamãe viajava e Uiara cuidava do nosso querido David, o fofo ficou por aqui. Hoje ele entra de férias e eu devo ficar um tempo sem vê-lo...

sexta-feira, julho 09, 2004

A bunda dura - Arnaldo Jabor

Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova
toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!

Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?
a. Escova toda manhã. A fulana acorda as seis da matina pra deixar
o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão "Alisabel é que é legal". Burra.
b. Na moda: estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios
da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar "desarrumada" nem Enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.
c. Sorriso incessante: ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro.Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás,ela nem sabe o que a Palavra significa, coitada.
d. Bunda dura. As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão. Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da Calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão. Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se Veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps. Que beleza de mulher. E
você reparou naquela bunda? Meu Deus...

Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima Companheira de bebedeira. Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua.

quinta-feira, julho 08, 2004



Hoje fiz uma matéria sobre os 30 anos da Hello Kitty, "a caráter". Mas por mais legal que seja a pauta, está difícil ficar empolgada por causa do que tem rolado na TV. Ontem uma colega pediu demissão simplesmente porque não a deixaram trocar com outra no plantão de final de semana. Ela já tinha um compromisso e foi avisar que já havia acertado a substituição. Rolou um pânico na redação, que foi apelidada de AI-5. Não é para menos. Tudo é motivo para ser mandado embora, tomar suspensão ou algo que o valha. O salário veio com atraso. Tá foda...

E não bastasse o olho catimbado, meu joelho tá fazendo uns "crecs" suspeitos. Acho que vou ter que ir na Casa da Vovó Conga desfazer o trabalho. Ô urucubaca!!!

terça-feira, julho 06, 2004

Engraçado como há dias que conseguem ser muito tristes, inesperados, alegres e cheios de surpresas. Hoje foi um desses. E logo eu que não gosto das terças, fiquei no olho do furacão. Com calma, eu conto tudo. Amanhã talvez.

segunda-feira, julho 05, 2004

Nem preciso dizer que o show do Skank foi muito bom. Casa lotada e todo mundo cantando junto. Depois da festa, fomos ao Sushi Naka para Tonico nos colocar a par dos bafões. Um dos assuntos foi a agressão do babaca do Chorão contra o tudo-de-melhor Marcelo Camelo!!!

Chorão além de fazer o que há de pior na cena pop rock brasileira da atualidade é um covarde. É isso o que se pode esperar de alguém que sente orgulho por ser burro e ignorante...

Marcelo Camelo vai processar Chorão - Terra

A briga entre Alexandre Magno Abrão, o Chorão da banda Charlie Brown Jr., e Marcelo de Souza Camelo, do grupo Los Hermanos, irá parar na Justiça.

Marcelo Camelo está conversando com seus advogados para tomar as devidas providências e dar início ao processo contra Chorão. O vocalista do Charlie Brown Jr. pode ser acusado de agressão e ter que indenizar Marcelo Camelo por danos morais, já que o cantor se apresentou com a imagem abalada no Piauí.

Em carta divulgada para a imprensa no sábado (03), a assessoria do Los Hermanos explicou que Marcelo Camelo não deu queixa em Fortaleza porque o único vôo para Teresina, onde as bandas se apresentariam no Piauí Pop Festival, partiria 20 minutos após a confusão, e eles faziam questão de não desmarcar o show.

Segundo informações da assessoria de imprensa do Los Hermanos, a agenda do grupo seguirá normalmente.

A confusão entre Chorão e Marcelo Camelo começou no avião. O vocalista do Charlie Brown Jr. ofendeu os membros do Los Hermanos, reclamando de uma entrevista que Marcelo havia concedido à revista Oi. Após o avião ter pousado em Fortaleza, Marcelo tentou fazer as pases com Chorão, que não quis conversa com o músico carioca, partindo para a agressão.

Policiais federais promoveram a reconciliação na hora para que as duas bandas pudessem seguir no mesmo vôo.


domingo, julho 04, 2004

Angelita está de férias por uma semana. A casa é minha e de Uiara!!! Ontem fui ao aniversário do meu querido amigo Arízio e tomei a melhor caipirinha de todas (ele é campeão no preparo do drink). Eu e Alê tentamos ver Homem Aranha 2, mas a sessão estava esgotada. Então, seguimos para a Blockbuster. Ele pegou a versão japonesa - e que na verdade deu origem - de O Chamado (The Ring). Pior é que tem a parte 2 para vermos. Salvei a pátria com o divertido Escola de Rock. Pena que ele apagou e nem minhas risadas altas o acordaram...



Daqui a pouco iremos ver o show do Skank no Marista Hall. E pena que o fim de semana passe tão rápido. Espero que julho não seja tão punk como junho, apesar de ter um dia mais...

sexta-feira, julho 02, 2004



Como diria minha mãe, gentileza é para poucos. Ontem ganhei uma coletânea do Sinatra feita pelo Bob Tostes. Tudo porque há mais de um ano eu o entrevistei e ficamos horas falando de jazz e de Blue Eyes. E não é que ele se lembrou e gravou uma bolachinha Lado B?

quinta-feira, julho 01, 2004



Apesar de eu e o Alê termos visto ontem a versão dublada (21h40 no Ponteio devia ser legendado), amei Schrek 2. É divertido, extremamente bem feito e, lógico, O Gato de Botas é sen-sa-cio-nal!!!