segunda-feira, maio 31, 2004

O problema é ser assim...

Here With Me - Dido

I didn't hear you leave,
I wonder how am I still here
I don't want to move a thing, it might change
my memory, oh I am what I am, I'll do what I want,
but I can't hide.

I won't go, I won't sleep, I can't breathe,
until you're resting here with me,
I won't leave, I can't hide, I cannot be, until
you're resting here with me

I don't want to call my friends, they might wake me
from this dream, and I can't leave this bed, risk
forgetting all that's been

Oh I am what I am, I'll do what I want, but I can't hide,

I won't go, I won't sleep, I can't breathe, until
you're resting here with me
I won't leave, I can't hide, I cannot be,
until you're resting here with me.
Pelo menos o fim de semana valeu para arrumar a casa nova e reencontrar amigos...

Sobre jogos, taças e canecos

Haverá um dia em que as pessoas, enfim, se sentirão prontas? Eu espero que isso seja possível. Porque não quero passar mais um ano ou um dia sequer com a sensação de ter feito tudo errado, de ter entrado no jogo sem me fazer valer de estratégias ou máscaras, e no fim, ter me iludido com algo que não existe ou nunca existirá.

A sensação mais recorrente é a de que a relação a dois é como equilibrar uma bandeja cheia taças de cristal. Elas balançam, racham e, às vezes quebram em pedacinhos irrecuperáveis. Pior é que as taças de cristal que valem a pena são caras e muitas não são mais fabricadas. Acontece que a gente tem o péssimo hábito de substituir. Mesmo que no fundo saiba que o conjunto pode não entrar em harmonia e que taças de cristal são frágeis e feitas para se espatifar. Taças de cristal são reluzentes, belas e traiçoeiras: o conteúdo sempre alegra, entorpece, dá uma dor de cabeça tremenda e um vazio que não se explica. Por isso, conheço pouquíssimas pessoas que mantém suas taças expostas numa intocável cristaleira.

Seria nossa vida melhor e menos complicada se nos contentássemos apenas com os canecos de porcelana, nossos bons e velhos amigos? Aqueles cuja estrutura é tão forte, que mesmo com a queda podem sair intactos? Canecos de todos os tamanhos e cores que não exigem todas as atenções de quem passa pela sala de jantar. Eles ficam ali na cozinha, prontos para servir algo que aqueça o corpo, acalme o coração e até cure a dor.

Não, as pessoas nunca se sentirão prontas por mais que eu queira e me esforce. Eu mesma acho que não estou e vou ter que passar mais um dia ou um ano tentando. Posso desistir e jogar o tabuleiro para o alto. No entanto, sempre olharei com desconfiança para as taças de cristal e, na dúvida, vou mantê-las. Afinal, canecos de porcelana nunca vão me deixar na mão.

quinta-feira, maio 27, 2004



E tem aqueles dias que tudo e todos te irritam profundamente. Estou assim hoje. Portanto, NINGUÉM ME ENCHA O SACO!!!

Ontem fui ao que seria o show do Dr. Penetration, mas que no fim era Skank. Não rendi porque começou tarde e tenho como princípio inabalável não assistir a espetáculos que comecem depois de meia-noite durante meus medíocres dias úteis.

quarta-feira, maio 26, 2004

Caos



E desde ontem estou dormindo em novo endereço. A mudança teve um pouco de tudo: estresse, piada, confusão e algum dano (na prateleira de CD, mais precisamente). Caixas espalhadas e, na atrasada para vir pro Agenda, fui tomar banho no apartamento velho para ganhar tempo. Foi quando descobri que peguei um par de botas com o mesmo pé! Mais correria e de quebra entrevistas com pessoas que não possuem a menor relação com a objetividade (Podem me queimar em praça pública. Eu tô falando do cineasta-divagação Júlio Bressane). De noite tentei organizar meu quarto enquanto ouvia os CDs do Escuta Aqui...

Hoje foi mais um dia cheio e, para piorar, com muita dor no ombro graças ao exercício forçado. Não pisei na academia nos últimos dias e só segunda me mantive na linha. Frituras e porcarias viraram a base da minha pirâmide alimentar. Até sábado acho que arrumo tudo. Até lá, ouço minha nova paixão.



domingo, maio 23, 2004

Fim de semana ultra agitado. Começou com sexta no Comida di Buteco, quando eu e o Alê comemos Tropeiro, Chinelão, Truta e Coxinha. Sábado, fui a Objetaria Belizário. Depois, eu Uiara e David fomos à feirinha, que anda mega caída para almoçar. Comi o prato árabe. Fizemos parte da mudança de tarde e a rinite berrou. Fui com o Alê no aniversário de um amigo dele, o Gustavo. Dormimos juntos e almoçamos com Uiara e David na Fazendinha. Haja Sonrisal!!! Essa semana começo uma dieta!!!

sexta-feira, maio 21, 2004

Um post e dois momentos. No primeiro, um texto ótimo da Nina Lemos, do 02 Neurônio sobre amizade e no outro, como eu tenho enxergado as coisas nos últimos dias. Baixo-astral passa rápido no meu caso. Ainda bem que eu tenho amigos de verdade para contar.

Amigos para Sempre - Nina Lemos

Meu amigo Xico sempre diz que a amizade se mede pela cota de perdão. Verdade absoluta. Eu e Xico vivemos nos perdoando na vida. Eu às vezes sou histérica. Ele às vezes é histérico. A gente pode até quebrar o pau. Mas sabemos, sem dúvidas, que somos amigos.

Assim como eu, Jô e Raq somos amigas pra sempre. Apesar dos quebra paus.

A regra básica dos amigos pra sempre é lembrar sempre que a gente vai ser amigo para sempre. Isso minimiza muitas coisas.

A verdade é que vamos ter que nos aturar a vida toda. Então, o melhor é que a gente brigue pouco. Ou brigue sem muitos atos dramáticos. E sem onfensas pesadas. A gente ter que conviver para o resto da vida com alguém que ofendeu alguém ia ser um saco!

Mas não temos como fugir! Estamos como que amarrados pela amizade. Já somos primos. Podemos até dar tempos, sumidas. Mas não tem jeito. Vamos ter que nos aturar.

E essas pessoas conhecem a gente tanto, mas tanto! Na verdade, um amigo pra sempre conhece a gente mais que qualquer família. E não liga se a gente dá chilique. Não liga se a gente fica de ligar e não liga. E nem a gente liga. Com a amigo para sempre a gente toma liberdades. Podemos deixar cinco recados seguidos nas secretárias deles. Sabemos que não, não vamos perdê-los.

Algumas vezes a gente acha que um amigo é para sempre e não era. Uma hora a coisa de para de rolar. Isso é triste. Mas tem gente que entra na nossa vida e vai ficando. Ficando, ficando.

Amizade, eu acabo achando sempre, é melhor que amor. Pelo menos é quando eu consigo falar para sempre.


Mafalda, meu alter-ego

quinta-feira, maio 20, 2004

Mudar:
do Lat. mutare
transferir de um lugar para outro;
remover, dispor de outro modo;
deslocar, pôr em outro lugar;
dar outra direcção, desviar;
variar;
substituir;
alterar, modificar;
transformar;
v. int.,
ir viver para outro lugar;
transformar-se;
tornar-se diferente do que era fisicamente ou moralmente;
tomar outro aspecto;
v. refl.,
ir viver para outro lugar.


É uma mão de obra danada, mas no fim (tipo daqui duas semanas, quando tudo estiver organizado) mudar é bom. Pelas minhas contas morei em oito apartamentos e uma casa (no meu nascimento e óbvio que não me lembro)durante meus 27 anos. Encaixotar, jogar fora o que não se usa mais, doar, vender, comprar, limpar, arrumar. O melhor é que os amigos se ofereceram para dar uma forcinha. Pudera: temos coisas demais. Haja Feng Shui para harmonizar...

quarta-feira, maio 19, 2004



Um brinde com pelo menos uma garrafinha ou latinha de Coca que eu tomo todo dia a isso...

Refrigerantes aumentam risco de câncer, diz estudo

WASHINGTON (Reuters) - As bebidas gaseificadas podem aumentar as chances de uma pessoa desenvolver câncer no esôfago, doença geralmente fatal, disseram pesquisadores na segunda-feira.

Vários estudos apresentados em um encontro com especialistas em câncer e em doenças gastrointestinais mostraram que os alimentos e líquidos ingeridos pelas pessoas podem influir em sua predisposição a desenvolver vários tipos de câncer.

"Essa pesquisa corrobora as recomendações médicas de que as pessoas tenham uma dieta saudável," disse Lee Kaplan, do Hospital Geral e da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston (EUA).

Uma equipe do Hospital Memorial Tata, na Índia, descobriu uma forte correlação entre o aumento do consumo per capita de refrigerantes nos últimos 50 anos e o aumento no número de casos de câncer do esôfago nos Estados Unidos.

Membros da equipe estudaram dados do Departamento de Agricultura dos EUA e descobriram que o consumo anual per capita de refrigerantes aumentou mais de 450 por cento, de 49 litros em 1946 para 224 litros em 2000.

E, nos últimos 25 anos, a taxa de incidência da doença cresceu mais de 570 por cento entre os norte-americanos do sexo masculino. O câncer de esôfago atingiu 13.900 norte-americanos em 2003, dos quais mais de 10 mil eram homens, matando quase todas essas pessoas, segundo a Sociedade Americana do Câncer.

O número de casos de câncer do esôfago acompanhou claramente o aumento do consumo de refrigerantes, afirmaram os pesquisadores.

Isso poderia ser coincidência. Mas os cientistas também apontaram para pesquisas nas quais se identificaria uma possível base biológica para esse efeito. Os refrigerantes fazem o estômago distender-se, o que provoca refluxo gástrico, algo associado ao câncer no esôfago.

Os cientistas descobriram tendências semelhantes em todo o mundo. Os países em que o consumo anual per capita de refrigerantes ultrapassava a marca dos 90 litros também apresentavam taxas cada vez mais altas de câncer no esôfago.

terça-feira, maio 18, 2004

Bagaça News

Ontem fomos comer o prato do Lili no Comida di Buteco. Gostei muito. Semana passada comemos o pior de todos, a Lingüiça com mandioca dura e seca da Pestiqueira São Bento, o Melzinho, ou ainda Crimes. Quando forem lá, peçam pizza. A Portugalo é a melhor.

E no final de semana tem Festa do Comida de Buteco! Depois disso, eu merecia uma semana num spa para acabar com a adiposidade abdominal. Ainda no findi, começamos a mudança. Finalmente achamos um apê legal, em frente a antiga Fafich, ainda no Santo Antônio. Vou ter que jogar muita coisa fora porque meu quarto novo é pequenininho...

Ilha de Caras

Alê e Eu no fim da festa


Da série "Roubos do Blog da Carol Rausch": Eu, Tereza, Mari e Robinho "Me come"


segunda-feira, maio 17, 2004



Apesar de sentar na primeira fila, toda torta, porque o digníssimo resolveu tomar um cafezinho minutos antes da sessão, amei Diários de Motocicleta do Walter Salles. Fotografia belíssima, ótimos movimentos de câmera, roteiro bem amarrado. Sem contar a produção de primeira e as interpretações do Rodrigo De La Serna e do lindo-maravilhoso Gael García Bernal. Quero ver de novo e achei esse o melhor filme do Waltinho, do qual sempre gostei e nunca questionei o talento porque ele é rico ou bom moço. Aliás, no Brasil ser bem-sucedido parece crime. Anyway, quando sair em DVD vou comprar.

domingo, maio 16, 2004

Acabo de voltar do almoço/niver de Ana Paula Valois, a Aninha, também conhecida como uma das produtoras de televisão mais competentes do mercado. Por sugestão minha, fomos ao Venice, que tem o melhor self-service da Savassi aos finais de semana, com preço honesto e comida saborosa. Estavam lá: Carol & Fernando, João Cláudio, Duda e Ully. Fernadinha me pegou e contou suas aventuras na Caravana do Comida di Buteco, versão imprensa, na qual não fui por causa do Coca-Cola Music.

Falando nisso, cheguei no Marista Hall umas sete horas e vi um pedaço de cada show, exceto as bandas de hardcore gringas, que não me apetecem. Esquema de coletivas na sala de imprensa menos punk do que Pop Rock porque ali não tinha nenhum Chorão que desse trabalho demais. Quem dá trabalho são as groupies, claro, que ficam na cola dos caras e atrapalhando o bom funcionamento da coisa. Quando Marcelinha foi nos deixar na casa do Alê, não me contive e concluí que "onde tem baqueta e palheta, tem buceta". Eu sei que a frase é escrota, mas é sincera. Aliás, se eu fosse uma das DJs do evento colocaria o clássico de Elton John, "The bitch is back" para rolar.

Well, graças a James não houve nenhum caso de manguaça no nosso recinto (já tivemos muito problema com isso). Isso também não impede a ação de malas - jornalistas e agregados - que deveriam ganhar o patrocínio da Samsonite em determinadas circunstâncias.

Diferentemente dessa cambada, Mari Peixoto ganhou o Troféu Empolgação. Mito o Troféu Aparição Rápida Colunista Hit. Carol Rausch o Troféu Cobertura Bacana. Cachorro Grande, Troféu Melhor Banda da Noite. Robinho "Me Come", Troféu DJ Cheiroso e Fenômeno.

Eu, para variar, dei algumas bandeiras. A maior foi a com o Dead Fish naquele clássico parabéns pelo show, sem saber que os caras são idolatrados. Mas me salvei quando estava junto ao Machado detonando o CPM 22, vulgo "cornos-hardocore de butique".

Momento Dalto (Muito Estranho) foi quando um músico gringo veio me perguntar se ficava ou não com uma groupie da platéia, já que tinha uma namorada tudo de bom em casa. Na falta de um inglês bem articulado, mandei o cara chutar a bunda da bisca, que o mundo está cheio delas e namoradas legais não merecem isso. O cara ficou meio estarrecido. "Chutar, como assim chutar?". "Você não vai querer que eu te ensine, né, meu amigo".

Kids total: a censura era 18 anos, porém os mais velhos, nos primeiros shows, não passavam de 19. Um garoto veio falar comigo querendo que eu apresentasse Mari e Teresa para os amigos dele. Fomos salvas por Ígor "Pessoa Balada" Lopes.

Para a surpresa de muitos que me conhecem, não vi o show da Nação por completo e do que vi, não curti. Eu e Alê preferimos ver o Cachorro Grande. E que show! Eu já gostava do som deles, ao vivo é muito melhor! Do Bidê ou Balde diria que eles querem ser legais, o que os diferencia do Cachorro Grande que são muito legais. Adorei o pouco que vi do Hot Rod Combo e quase dormi no Lemonheads. Me lembrei, inclusive, porque nunca achei a banda "big deal". Contudo, os indies ficaram felizes. Claudão, o sujeito mais amado por 10 entre 10 artistas sem grande gravadora foi homenageado, para variar. Deu tudo certo e eu ainda me diverti.

Cachorro Grande, o melhor da noite!!!

sexta-feira, maio 14, 2004

E amanhã tem Coca-Cola Music...

Programação:

Bandas na Arena:
20:00h - Bidê ou Balde
20:30h - MQN
21:00h - All System Go!
22:00h - Nação Zumbi
23:00h - Lemonheads

DJS na Arena:
19:00h - Dj Buddy Holly
00:00h - Dj Vitalic
01:00h - Dj Robinho
03:00h - Dj Eric Tarlouf X

Bandas 2º. Piso:
20:00h - Hot Rod Combo
21:00h - The Killing Flame
22:00h - Dead Fish
23:00h - Cachorro Grande

DJS 2º. Piso:
19:00h - Dj Claudão Pilha
00:00h - Dj Hi-Fire
00:30h - Dj Menorah
01:00h - Dj Tee

quinta-feira, maio 13, 2004

Cada vez mais me sinto como nessa música...

Cotidiano - Chico Buarque

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio-dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã

quarta-feira, maio 12, 2004

E hoje vai rolar um encontro com a turma com a qual eu saía mais quando era solteira. Momento Friends

terça-feira, maio 11, 2004

Computador para gentilezas - Martha Medeiros

Uma pessoa faz uma gentileza pra você: manda um pão feito em casa pra você provar, ou empresta um livro raríssimo, ou indica um médico sensacional. Tempos atrás, você tinha duas maneiras de agradecer: telefonava ou enviava um telegrama, cartão, carta. Telefonar significa ter que dedicar um tempo pra conversa, e ainda arriscar invadir a privacidade de alguém numa hora imprópria. E telegrama? Pra alguns, é uma mão de obra ligar para os Correios, descobrir o endereço do destinatário, etc. Hoje existe um método muito mais fácil, rápido e indolor de ser cordial: o e-mail.

Quem tem acesso à Internet em casa ou no trabalho não tem desculpa para ser grosso. Nunca foi tão fácil cumprimentar por um aniversário, desejar que alguém se saia bem numa prova, agradecer um jantar, justificar uma ausência, elogiar uma promoção, desculpar-se por uma gafe. Em duas frases, o carinho está feito, sem perda de tempo e sem constrangimentos.

Conheço pessoas cuja timidez acaba parecendo falta de educação. A pessoa se atrapalha, não sabe o que fazer com as mãos nem que palavras usar, e acaba deixando passar a oportunidade de dizer "obrigado" ou "desculpe". O e-mail resolve isso. É o aliado número 1 dos tímidos, dos gagos, dos que ficam vermelhos por qualquer coisa, dos que não têm presença de espírito, dos bichos-do mato: pare, pense, escreva e envie. Pronto, você não é mais tímido nem gago nem nervosão: é um sujeito adorável.

Pequenas gentilezas, na verdade, não são pequenas coisa nenhuma: serão sempre imensas. A gente fica esperando grandes ações pacifistas dos líderes mundiais e acaba não exercitando esse pacifismo no dia-a-dia, nas relações humanas. Algumas pessoas consideram a gentileza uma forma de submissão, de fraqueza, e acabam elegendo a arrogância e o desprezo como atitude. Pra estes, não existe solução, serão babacas eternos. Mas para quem anda esquecendo de exercer a gentileza apenas por falta de estímulo, está aí uma dica banal e eficientíssima: use o computador que está na sua frente. Gentileza não é puxa-saquismo. É um hábito elegante, dietético e despoluente: sério, perde-se peso existencial e até o ar que a gente respira fica mais leve.

segunda-feira, maio 10, 2004

Segunda daquelas...Daquelas que dão tudo errado desde a hora em que a gente acorda: sistema fora do ar num banco, cartão bloqueado com senha inválida no outro e fila na TIM. Sem contar as outras coisas que eu simplesmente não tenho que mencionar num blog. Seguindo a série minha existência às vezes é um filme, uma novela ou seriado, hoje seria "Por Uma Vida Menos Ordinária".

Pelo menos, Harry pediu a Charlotte em casamento em Sex and The City.

domingo, maio 09, 2004



E ontem eu e o Alê não conseguimos ver Diários de Motocicleta e acabamos assitindo Ripley´s Game ,traduzido grotescamente como A Volta do Talentoso Ripley, assim como se ele fosse Jason... Vale por John Malkovich e seu cinismo único para o papel. Depois dormimos juntos. Foi ótimo!!!

Eu e Uiara fizemos um almoço para mamãe. Ficou gostoso, mas não como o da Vovó Celinha e agora estamos vendo, mais uma vez, Simplesmente Amor.

sábado, maio 08, 2004

Dia das Mães

Durante boa parte dos meus 27 anos ouvi minha mãe dizer que não é sócia da Cemig, que meu quarto devia ser mais organizado, que eu deveria ter levado sombrinha, pois iria chover. Ela era quem me obrigava a tomar o xarope horroso quando eu estava doente, ficava na cola quando eu perdia média, colocava frutas na merendeira e sempre perguntava porque eu não a havia comido. Minha mãe é do tipo que briga se eu não aviso para onde eu fui ou dou previsão de que horas chego e, brava, faz questão de lembrar que enquanto eu viver na casa dela, tenho que me adptar a suas regras. Alguma semelhança com outras ou todas as mães é mera coincidência.

Não há mãe igual a minha, que contou a história da Moura Torta um milhão de vezes, fazia "aviãozinho" quando estava deitada na cama e eu pulava no colo dela, arrumava meu prato fazendo carinhas para eu comer legumes e verduras. Minha mãe deixava eu pegar suas roupas mais bacanas, quando brincava de teatrinho com minhas amigas e se eu e elas brigássemos por algum motivo, fechava os olhos fazendo contagem regressiva para fazermos as pazes. Ela organizava as festas de aniversário mais criativas e sempre me deu presente fora de época. Minha mãe me cobria à noite fazendo cabaninha, para que eu ficasse mais aquecida. Minha mãe me deu uma irmã maravilhosa e me ensinou como tratá-la com respeito e carinho. Só ela nos chama de morceguinhos, fazendo com que aquele bicho feio se aproxime de um gatinho ou um coelhinho. Minha mãe gosta do mesmo tipo de música que eu e sempre falou abertamente da tríade "sexo, drogas e rock and roll", não para fazer o gênero "personagem de matéria do Fantástico", ou seja aquela aproximação forçada entre pais e filhos. Ela é autêntica e pronto. Tem uma tatuagem com o nome dela escrito em hebraico, embora não tenha a menor ligação com o Oriente Médio. Minha mãe sempre deixou que meus namorados dormissem na minha casa e eu na casa deles porque sempre confiou na educação que me deu. Ela me empresta grana quando eu estou no aperto. E quando estou mais apertada ainda, diz que eu não preciso pagar. Com ela aprendi a importância da generosidade e da delicadeza. Minha mãe virou meu pai por uma dessas estranhas ciladas em que a vida nos coloca. Também passou a ser filha, uma vez que precisa de cuidados e puxões de orelha.

Minha mãe tem milhares de filhos postiços, que a adotaram por afinidade. Talvez porque por trás do jeito descolado e roqueiro, existe a mãezona meio personagem de Almodóvar, meio personagem de Veríssimo e até de Woody Allen. Só que ela tem sua própria história, seu próprio roteiro e faz que com todos os elogios citados por mim sejam poucos. Quero ser filha ainda por muitos e muitos anos. Não sei se encarnaria tão bem quanto ela o papel de mãe.

A Noite dos Desesperados



Eu e o Alê ficamos deveras embriagados ontem. Tomamos prosseco a rodo na festa da Telemig Celular. Vimos um pedacinho do Gilberto Gil e fomos para o Tulipão. Eu fiquei na cerveja e ele na vodka. Não demos conta de assistir a tudo e saímos. Apagamos de roupa e tudo na minha cama e ele acordou passando mal, tadinho... Eu até que não estou com tanta ressaca. Deve ser o hábito.

sexta-feira, maio 07, 2004

Sorte e escolhas bem feitas - Martha Medeiros

Pessoas consideradas inteligentes dizem que a felicidade é uma idiotice, que pessoas felizes não se deprimem, não têm vida interior, não questionam nada, são uns bobos alegres, enfim, que a felicidade anestesia o cérebro.
Eu acho justamente o contrário: cultivar a infelicidade é que é uma burrice. O que não falta nessa vida é gente sofrendo pelos mais diversos motivos: ganham mal, não têm um amor, padecem de alguma doença, sei lá, cada um sabe o que lhe dói. Todos trazem uns machucados de estimação, você e eu inclusive. No que me diz respeito, dedico a meus machucados um bom tempo de reflexão, mas não vou fechar a cara, entornar uma garrafa de uísque e me considerar uma grande intelectual só porque reflito sobre a miséria humana. Eu reflito sobre a miséria humana e sou muito feliz, e salve a contradição.
Felicidade depende basicamente de duas coisas: sorte e escolhas bem feitas. Tem que ter a sorte de nascer numa família bacana, sorte de ter pais que incentivem a leitura e o esporte, sorte de eles poderem pagar os estudos pra você, sorte por ter saúde. Até aí, conta-se com a providência divina. O resto não é mais da conta do destino: depende das suas escolhas.
Os amigos que você faz, se optou por ser honesto ou ser malandro, se valoriza mais a grana do que a sua paz de espírito, se costuma correr atrás ou desistir dos seus projetos, se nas suas relações afetivas você prioriza a beleza ou as afinidades, se reconhece os momentos de dividir e de silenciar, se sabe a hora de trocar de emprego, se sai do país ou fica, se perdoa seu pai ou preserva a mágoa pro resto da vida, esse tipo de coisa.
A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.


E hoje tem show do Mundo Livre S/A no Tulipão. Fiquei sabendo ontem na despedida do Leandro HBL, que volta para a Itália.


quinta-feira, maio 06, 2004

Não consegui ver a exposição do Élcio, mas fui ao show do Nenhum de Nós no Palácio das Artes ontem. Fiquei impressionada com a lotação do lugar e a empolgação da galera. A banda merece, pois fez um show de alta qualidade e o repertório do disco é muito bom, porém atribuo boa parte do sucesso em Belo Horizonte à minha mãe, que fez a assessoria e ficou ultra feliz com a noite. É bom quando o trabalho da gente é recohecido e traz resultados. Já que cada vez mais o dinheiro não tem caído do céu para ninguém, pelo menos isso é o que importa.

E hoje aproveitei uma das minhas poucas manhãs tranqüilas dos últimos tempos para colocar a malhação em dia: fiz kickboxing, abdominal e spinning. Ainda não me acostumei com a última, mas antigamente eu também não gostava de comida japonesa.

Ainda bem que o findi está chegando, estou precisando de pernas pro ar...



terça-feira, maio 04, 2004

Lerê Lerê, Lerê Lerê


Minha vida é uma novela, capítulo 2, cena 27: Isaura

Ontem e hoje estou fazendo vários trabalhos simultâneos (TV, Noir e um freela que eu peguei) e amanhã não será diferente. Já estamos programando os nossos dias de folga e eu não vejo a hora de não ter hora marcada para isso ou aquilo. No mais, compromissos sociais não faltam: na segunda teve jantar para a turma do Nenhum de Nós lá em casa, hoje tem a abertura da exposição do Élcio, amanhã tem show, quinta tenho que ir na festa de oito anos do Café com Letras e sexta minha cama não escapa...

domingo, maio 02, 2004

"Quando bebemos, ficamos bêbados. Quando ficamos bêbados, dormimos. Quando dormimos não cometemos pecados. Quando não cometemos pecados vamos para o céu... Portanto, vamos ficar bêbados para ir ao céu!!!"
Brian O'Rourke


Heleninha Roitman Vive!!!


"Este corpo de lama que tu vês, é apenas a imagem que sou" - Chico Science

Estou numa daquelas ressacas absurdas graças ao excesso de Champanhe que tomei na festa de aniversário da minha querida amiga Mariana Peixoto. Uma noite surreal. Segundo Uiara parecia um episódio de Sex and the City. Falamos de trabalho, marca de Shampoo e, claro, de homens. Fiquei tão maguaçada que nem lembrei que foi a Diva que me deixou em casa. Pior, esqueci a chave, mas por sorte minha irmã me encontrou na porta (isso foi o que ela me contou). Dormi de roupa e sapato. Um vexame! Ah, e quer saber, foda-se só devo mesmo aos bancos...

Da parte consciente do meu fim de semana: sexta a noite e o Alê fomos em duas exposições: Maurício de Souza e 5vs1. Depois fomos ao Clube de Quem Bebe comer o Pastel de Angú, que concorre ao Comida di Buteco. Muito gostoso. O almoço de sábado seguiu com mais um bar, o Temático. Adorei a Frustração de Noiva. Quase tão bom quanto o Torresmo do Via Cristina. Acho que vou ficar morgando hoje. Meu fígado merece um dia de repouso...