quinta-feira, agosto 31, 2006



E se voltássemos a ser crianças? O questionamento que tanto me acompanha ultimamente é um dos espetáculos mais incríveis a que tive oportunidade de assistir na vida. Pina Bausch é genial, inovadora e coloca em cena todos os prováveis e improváveis elementos artísticos de forma lírica. Quem estiver em São Paulo até domingo tem ir de qualquer jeito!

terça-feira, agosto 29, 2006

Transmissão de Pensamento ou Por isso que adoro o You Tube!!!







Passei parte do meu dia lembrando de desenhos como Manda-Chuva, Superamigos, He-Man e de como era ótimo ouvir histórias ao invés de ser obrigada a criá-las num determinado formato, prazo e principalmente objetivo: ganhar dinheiro. No entanto o pior mesmo é lidar com a pequenez das pessoas, os egos descontrolados e o clássico "cada um por si". As mensagens edificantes dos cartoons da minha infância podem ser em parte culpadas por eu não saber lidar com certas "maldades". Quer saber? Não vou processar Hanna-Barbera, mesmo porque estou desenvolvendo na marra imunidade à baixeza.

quinta-feira, agosto 24, 2006

Notícia que realmente importa

A União Astronômica Internacional excluiu hoje Plutão como um planeta de pleno direito do Sistema Solar, após longas e intensas controvérsias sobre esta resolução.

Com a decisão votada hoje no plenário da XXVI Assembléia Geral da entidade, realizada em Praga, se reduz o número de planetas no Sistema Solar de nove para oito. Os mais de 2.500 analistas de 75 países reunidos na capital tcheca reconhecem desta forma que se cometeu um erro quando se outorgou a Plutão a categoria de planeta, em 1930, ano de sua descoberta.

A definição adotada hoje preenche um vazio que existia neste campo científico desde os tempos do astrônomo polonês Copérnico (1473-1543).

A nova definição estabelece três grupos de planetas, o primeiro com os oito planetas "clássicos" - Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Netuno, Saturno e Urano -, depois um segundo, que são os asteróides, e um terceiro grupo, com Plutão e o novo objeto UB313, descoberto no ano passado.

Plutão, descoberto há 76 anos pelo cientista americano Clyde Tombaugh (1906-1997), é objeto de polêmica há décadas, principalmente devido a seu tamanho, que foi reduzido ano após ano e que foi estabelecido agora em 2.300 quilômetros de diâmetro.

Assim, Plutão é muito menor que a Terra (12.750 quilômetros) e até mesmo menor que a Lua (3.480 quilômetros) e o UB313 (3.000 quilômetros), que no entanto está muito mais longe do Sol.

Outro argumento contra Plutão é a forma pouco ortodoxa de sua órbita, cuja inclinação não é paralela à da Terra e a dos outros sete planetas do Sistema Solar.


Plutão não sendo mais planeta, como eu vou desejar habitar o lugar mais distante? E na astrologia, quem é regido por Plutão, como fica? Qual o sentido de batizar um filme como Café da Manhã em Plutão?

quarta-feira, agosto 23, 2006

Vou dar basta desse momento "Minha Vida Sem Mim" em breve. Se ao menos eu pudesse hibernar, talvez acordasse quando o jogo virasse a meu favor. Mas eu não posso dormir, não posso fazer o tempo retroceder ou avançar. Resta-me aquilo que eu menos sei fazer: ter paciência. Minha alegria existe nos momentos em que brinco com meu lindo gatinho. Téti, que saiu no JT essa semana aparece com os amiguinhos Dylan e Bono, os filhinhos fofos e peludos do Marco e da Ju.

domingo, agosto 20, 2006

Áries - 20 agosto 2006 por Oscar Quiroga

A alegria de viver foi soterrada sob o impacto da loucura do mundo, mas está aguardando pelo momento de retornar, vitoriosa, ao palco central, onde se processa esse algo misterioso que você chama destino, sem saber o que isso significa.


Se minha vida nos últimos tempos pudesse ganhar uma definição que dispensasse adjetivos, seria Montanha Russa. Definitivamente. Impressionante como meus dias são sucessões de altos e baixos. Às vezes tem aquela mesmice, o trajeto em linha reta, sobretudo quando eu mais espero que algo mude completamente. Na quarta me emocionei com o Grupo Corpo no Teatro Alfa, mas foi uma alegria solitária porque ninguém pode me acompanhar. Eu que sempre vou ao cinema sozinha e até arrisco-me a sentar sem acompanhante num café para um lanche, não tinha vivido essa experiência. Sem ter com quem comentar as coreografias, o orgulho de ver aquele balé e a minha relação de total admiração pela Companhia, fui surpreendida na saída por um abraço caloroso do Rodrigo Pederneiras. Cheguei em casa leve e feliz. Tive sonhos tão contrários ao cotidiano banal, dominado por uma maratona de trabalho insana e a responsabilidade de pagar contas. A manhã de quinta chegou com uma notícia infeliz: mais um ser adorável se foi antes da hora. Sofrimento de vários lados e sentimento de total impotência. A vida ganhou cores à noitinha, com a chegada da minha amiga querida, Marianinha, para uma breve temporada nessa cidade de temperaturas instáveis. Não consegui ficar livre do trabalho em tempo hábil, como reza a lei de Murphy. Sexta fomos ver o filme mais esdrúxulo de 2006: O Sabor da Melancia. Sabe-se lá por que produções assim ganham Urso de Prata em Berlim. Uma mistura grotesca de musical, nonsense, comédia e pornografia. A frente fria chegou, meu edredon não secou. Sábado e domingo de plantão. Uma passada na Galeria do Rock e, enquanto olhava vitrines com a certeza de que não levaria nada daquilo nos próximos meses, eu torcia para que nada mais me chateasse. Atrasei-me terrivelmente na estréia de O Avarento, com Paulo Autran. O texto divertido fez com que, por alguns instantes, eu esquecesse da falta de grana, da falta de consideração e da falta que fazem as pessoas que eu mais amo. Por sorte, minha companheira inseparável estava comigo. Do contrário eu iria surtar. Sem chuveiro quente, hoje foi o dia do primeiro banho do meu lindo gatinho, Téti. Eu e Marianinha aproveitamos a hospitalidade do Luiz para que ela voltasse limpinha para BH e eu chegasse menos avacalhada na redação do jornal. No tarot, eu diria que estou entre três cartas: A Lua, representando a melancolia, O Enforcado, simbolizando o sacrifício voluntário e A Roda da Fortuna, que ao contrário do que o nome sugere, não é mega sena acumulada. Algo ótimo acontece e logo outro fato péssimo reduz suas esperanças a pó.

E depois de uma passada pelo Blônicas, achei um texto que diz um pouco sobre isso.

Desabafo de uma escritora que sofre
De Tati Bernardi.

Não aguento mais esse papo-furado aqui no Blônicas me pedindo para ser mais leve, mais feliz, mais simples, mais breve, mais prática.
Você suportaria ser demitido pelo seu chefe sem entender os motivos? Você suportaria levar um fora do seu amor sem ouvir pelo menos uma tentativa de explicação, ainda que cheia de eufemismos (poucos tem coragem de dizer a verdade: eu não te amo mais)? O fato é: você suporta ser passivo o tempo todo e não indagar essa vida nunca?
Se o seu paquerinha, ao invés de te levar jantar em um lugar bacana, te falar coisas interessantes e perceber a incrível mulher que você é, apenas te levasse pra casa dele e te comesse, você não ficaria decepcionada?
Se a sua paquerinha, ao invés de se arrumar bem bonita pra você, te tratar como o melhor macho do planeta e te contar que além de malhar 3 horas por dia ela também lê 3 livros por mês, apenas te pedisse pra cuidar dela e pagar a conta, você não ficaria decepcionado?
Sem nossas perfumarias somos apenas humanos banais e quase selvagens. Sim, homem quer comer a mocinha. Sim, mulher quer se sentir protegida e segura (e mulher gosta bastante de dinheiro também). Taí a simplicidade que vocês tanto me pedem… Gostaram dela? Aposto que não.
Ninguém verdadeiramente interessante se limita em ser primata ou ser comum. Tentem ir além de uma bunda e vocês podem descobrir uma super companheira de vida. Tentem ir além dos lugares que todos vão e vocês podem descobrir o seu lugar nesse mundo. Tentem ir além do homem perfeito e vocês vão se divertir muito.
Tentem ver que por trás do sorriso do Coringa (aquele que por dentro era todo corroído por ácidos) existe uma dor, existe uma tristeza, existe algo incomodando o tempo todo.
Não dá pra rir o tempo todo, e eu não to numa fase engraçada, dá licença?
Sim, eu posso ser feliz, eu posso ser leve, eu posso ser engraçada, eu posso ser breve, eu posso ser simples. Mas aí eu ia ser modelo-manequim-atriz e não escritora! Porra!

quarta-feira, agosto 16, 2006

Por isso que eu tenho medo de novela. Será que influenciado pela trama de Glória Perez, ele decidiu conquistar a América?

segunda-feira, agosto 14, 2006

Como estou há mais de um mês esperando por um adaptador de DVD, filme mesmo só no cinema. Mas fiz meu esquema bate-volta para BH no fim de semana, que como sempre é antisocial, já que é impossível ver os amigos. Para piorar, o Alê ficou doente. Então, só deu blockbuster. No entanto, foi divertido.



quinta-feira, agosto 10, 2006

Morte por acidente dá sempre um nó na garganta. Lembro-me de que quando tinha 16 anos e recebi a notícia que um amigo de 18, de quem eu gostava bastante diga-se de passagem, nem chegou a dar entrada no hospital, após uma batida violenta entre carros na estrada. Outros dois jovens da mesma idade estavam com ele.
Ernesto era filho da Rose, uma grande amiga da minha família e uma pessoa tão maravilhosa que me considero quase como uma filha e o sentimento é recíproco. Nós dois nos conhecíamos desde crianças, tínhamos várias afinidades, preferíamos as mesmas bandas, admirávamos nossas mães, que muitas vezes não tiveram grandes contribuições de nossos pais para nos criar...

Era estranho que nos víamos eventualmente em algumas épocas e com mais freqüência em outras. Na prática, não éramos da mesma turma, mas sempre passávamos horas a fio conversando. Disso eu até hoje me lembro com clareza. Houve um dia, especialmente, que nossas mães comentaram sobre o clima de paquera que pairava sobre nós. Ficamos vermelhos, roxos de vergonha. Nunca trocamos nada além de olhares e silêncios que diziam muito. Era platônico, só que era muito bom porque era leve. Parecia que não tínhamos pressa. E não tínhamos.

Foi a primeira vez que a morte atravessou meus pensamentos de uma forma tão aguda. Porque eu sempre a considerei injusta contra quem fica e sofre. Naquele momento, ela surgia mais do que impiedosa. O que significou a interrupção radical de uma vida que tinha pela frente tantas possibilidades? Não sei responder. Nunca saberei. Foi o velório mais triste em que já estive. Ver uma mãe chorando pelo filho, tremendo e sussurrando: "isso não é natural, eu tinha que ir primeiro". Ver as mães dos outros garotos devastadas e até revoltadas tentando achar um culpado por tudo aquilo foi muito duro.

Depois daquele dia, perdi outras pessoas queridas. Algumas delas insubstituíveis, como a minha avó Celinha. Por mais estranho que pareça, descobri que, a exemplo do amor, a dor e a perda têm graus mais e menos elevados. Em alguns casos, e mesmo com muito pesar, sentimos um certo alívio se a morte leva alguém que ficou numa cama de hospital por meses a fio ou, ainda, se a vida que lhe restasse tivesse que ser vegetativa, como aconteceria com meu pai, diante de suas ínfimas possibilidades de estar entre nós.

Eu não gosto da morte. Sinceramente, queria ser mais espiritualizada para poder suportar suas visitas desnecessárias ou, ao menos, saber como reagir. Ontem, ela levou uma amiga de 33 anos. Mais um acidente de carro e mais uma pessoa que não teve a chance de curtir os amigos, a família. Renatinha sequer formou a sua. Não se casou, não teve um filho, não escreveu um livro e não sei se já plantou uma árvore.

Diante do fato, as mesmas perguntas e outras novas: será que a vida que levo poderia ser mais colorida? Para que me desdobro em mil trabalhando mais e mais? Minhas escolhas estão certas? Pode soar banal, clichê, eu sei, no entanto, tudo passa tão rápido e não há mesmo garantias de que um dia eu estarei bem velhinha olhando para trás com a constatação de que a vida que levei foi ótima e valeu a pena.

Por isso, não dei brecha para o baixo astral. Comemorei a vida de um amigo que mora no coração, o Igor. Do Exquisito fomos ao D-Edge. Fiquei acordada até altas horas como não fazia há tempos. Dormi pouco. Mesmo assim, hoje acordei me sentindo ótima.

terça-feira, agosto 08, 2006

Porque eu sempre contrario minhas próprias intenções (no caso, postar com menos freqüência). Porque adorei o texto abaixo e ultimamente não tenho escrito nada do que realmente goste (não falo do ofício jornalístico, colaborações, etc). Porque hoje eu vi um filme ótimo, Obrigado por Fumar, que só estréia semana que vem e porque, finalmente, sairei do trabalho um pouco mais cedo, já que a coletiva do Cats foi abortada.

As alças da mente
De Rosana Hermann


O pensamento pode voar, mas a mente gosta mesmo é de uma prisão. A mente gosta de prender-se voluntariamente a tudo o que não muda, ao que permanece, o que se repete e ao que é sempre igual. Por isso a mente adora lembranças e memórias. Porque o passado já passou e não pode ser mais mudado. O passado é permanente. A mente acha isso o máximo. É como administrar uma empresa onde nada pode dar errado. O medo da mente é justamente este, administrar imprevistos.

Outra coisa que a mente ama de paixão é o padrão, porque como o nome já diz, o padrão não muda. Um metro, uma hora, o mesmo caminho para o trabalho, voltar ao mesmo restaurante e sentar na mesma mesa, são padrões que toda mente humana gosta de repetir. Ah, que prazer que a mente sente quando a bunda senta na mesma cadeira que sentou na aula anterior.

A repetição dá segurança, porque cria a falsa ilusão de que nada vai mudar. E se nada mudar, nada de ruim poderá acontecer. Tudo será igual, com o mesmo final feliz, como antes. Crianças adoram ver filmes mil vezes porque se sentem seguras porque podem antecipar as próximas cenas (se na vida fosse assim...) e porque têm certeza de como a história terminará. Já as mentes adultas, especialmente as obsessivas em qualquer grau, adoram a matemática. A matemática é a única ciência exata e imutável. Enquanto a física e química, a biologia, por exemplo, estão sujeitas a variáveis da vida real, a matemática continua igual. Daí o fato de que toda mente obsessiva gosta de contar, manipular números. As contas são sempre exatas, não mudam. E se você contar todos os passos e chegar direitinho à padaria com seus mil passos, então, podemos concluir que sua mãe não vai morrer e nada vai dar errado no seu dia. Certo? Errado.

Errado porque a mente vive num mundo irreal. Mundo da mente é como caspa, só existe na sua cabeça. Tudo é maia, ilusão. E, com perdão do excesso de realidade fisiológica, o mundo está cagando e andando pras suas ilusões mentais. Como o mundo já provou, uma batida de asas de borboleta na África pode influenciar mais a ocorrência de um tsunami na Ásia do que sua contagem de azulejos no banheiro. Porque a borboleta é real e seu pensamento, não.

O problema é que a mente não quer nem saber disso e provavelmente, muitas já terão abandonado este texto nas primeiras linhas. Espertas, porque sabem que vou contar um segredo sobre elas: a mente fabrica alças. Sim, alças, onde ela, a mente, possa de apegar. Uma alça, como aquele putaqueopariu do carro, onde a gente segura a vida quando o motorista não é de confiança.Como o santoantonio dos jipes. A alça pode ser um nome, um amuleto, uma mania, uma repetição qualquer. A mente é chata, mas criativa e assim, inventou, a alça-sem-mala. Nesta alça ela se apega até a morte. É uma crença, um dogma, uma frase feita, um chavão, lugar-comum. “Angélica ficou mais bonita depois que teve filho”. “Vaso ruim não quebra”. “Jesus voltará”. Qualquer alça é boa pra mente. “A cadeia é a universidade do crime”, “Direitúzú Mano só tem bandidu”. Se a mente se acha fraca, ela inventa uma alça pra se sentir forte, tipo “Sou feia, mas to na moda”. A mente inventa que se a pessoa perder dez quilos ela vai ser feliz e tudo vai dar certo na vida. Troca nomenclaturas, pra se sentir por cima. Porque uma coisa é dizer que você tem TOC e outra coisa é assumir que você é um obsessivo chato que ninguém agüenta conviver a seu lado e por isso você precisa de tratamento sério com remédio e tudo mais.

A mente inventa alças pra não cair em si. Mas cair em si é a única forma de tomar consciência, primeiro passo para melhorar. Portanto, remova todas as alças. Caia. Caia em si. Tá gorda? Tá gorda. Então, vamos emagracer. Tá infeliz? Sai dessa, viva a vida, aproveite. Tá duro? ‘Bora ganhar dinheiro.

Só não fique aí, com essa cara de passageiro do circular da eternidade, vendo a vida passar na fresta da janelinha de um puta ônibus cheio, segurando firme na alça do medo que você tem dar o sinal e descer para a liberdade do imprevisível.

segunda-feira, agosto 07, 2006

A semana será das mais agitadas e não sei se conseguirei postar com regularidade. Mas não há tanta novidade para contar também. A correria continua e as noites mal dormidas idem. Assisti a duas boas peças com a Giovana: Leonce e Lena e Comendo Entre as Refeições. Vi também, em cabine, dois filmes medíocres: Protegida por um Anjo e Velozes e Furiosos, que já figuram entre os piores de 2006. Teve um DVD para salvar a lavoura, que foi Tempero da Vida. Devo ir para BH, depois de mais de um mês sem pisar por lá. Meu gatinho vai bem, obrigada, e cada dia mais lindo e amoroso.

quinta-feira, agosto 03, 2006

Frase da semana: "Tire o seu sorriso do caminho que eu quero passar com a minha dor" - Nelson Cavaquinho

terça-feira, agosto 01, 2006

De vez em quando acredito que minha memória é o que tenho de mais precioso. Me pego lembrando não só de situações vividas como de escritos que um dia li ou que recebi. Este chegou com a carta, de alguém que não conheci.

Se tivesse eu os panos bordados dos céus,
Entremeados com luz dourada e de prata,
O azul e os panos não ofuscantes e escuros
Da noite e da luz e da metade-luz,
Eu espalharia os panos debaixo dos teus pés:
Mas eu, sendo pobre, tenho somente os meus sonhos;
Eu espalhei os meus sonhos debaixo dos teus pés;
Pisa com cuidado porque pisas os meus sonhos.

de William Butler Yeats