quarta-feira, dezembro 29, 2004

Poison Heart

Hoje tomei um baita susto. Acordei no meio da madrugada com dores terríveis no peito e nas costas. Tentei trabalhar normalmente, mas não rolou. Então, tive que ir para o Hospital fazer aqueles milhares de exames para saber se eu tinha embolia pulmonar, sopro e tantos outros nomes que médicos dizem depressa para você não questionar demais. No fim, o resultado foi uma dor no músculo e cinco dias sem esforço físico (leia-se academia).

terça-feira, dezembro 28, 2004

Última semana do ano

Como é de se esperar, todo mundo faz sua retrospectiva. Eu não tive muito tempo para isso. A verdade é que 2004 foi mais ou menos. Depois de anos de recesso entre o natal e o ano novo, estamos trabalhando no Agenda. E como a cultura pega avião, trem, ônibus ou carona e vai para outro lugar, só nos resta matéria gelada ou caída. Ou as duas numa só. Em 2005 o que eu mais quero é um trabalho digno e sem exploração. Preciso de férias de 30 dias também. De resto é saúde, amor e dinheiro para pagar tudo em dia.

Saldo do natal até o momento: muitos presentes lindos, milhões de amigos na festa e calorias para dar e vender. Acho que vou ter que começar 2005 com dieta.

Ontem vi com Fernandinha e Prosa 12 Homens e Outro Segredo.

sexta-feira, dezembro 24, 2004

Depois de um breve sumiço, cá estou.
Na verdade, as últimas semanas de dezembro sempre são terríveis. Parece que os dias ficam com menos de 24 horas. Um horror!
Estou na redação da Rede Minas em mais um episódio da série "plantões inúteis". Consegui comprar todos os presentes sem passar raiva, consegui ir à academia pelo menos três vezes e ainda deu tempo de mandar uma mensagem de natal pros amigos. Hoje tem festinha lá em casa com poucos parentes e muita gente querida. Como eu nunca achei que familiar fosse necessariamente alguém a quem se deve afeto, estou no lucro com meus amigos, meu amor e minhas adoráveis mãe, irmã e gata. Do resto eu não preciso mesmo...

Eis os filmes que vi na semana:

Bob Esponja


Alfie, o sedutor


Bridget Jones, no limte da razão


Feliz Natal para todos que lêem este blog. Assim que rolar, eu dou as caras!!!

sábado, dezembro 18, 2004

Ontem teve o amigo oculto da Prefeitura + agregados. Foi legal, mas fiquei irritada com o atraso do Ricardo, que chegou quase meia-noie e o combindo era
sete e meia, oito horas. Na verdade, eu tava já puta com o digníssimo namorado, que acabou nem aparecendo...

Pelo menos hoje passei um dia ótimo. Amocei e fiz compras de natal com minhas melhores amigas: Marianinha e Manu. Foi como nos velhos tempos em que éramos grudadas e todas ficamos um pouco descontrol. Mulher é assim mesmo. Não tem jeito! Até pus uma fotita velhinha do trio no Flog.

Muito bom: vida de apartamento (tirado da Dama)

sexta-feira, dezembro 17, 2004

Pé na jaca

Ontem rolou festa + amigo oculto Noir + comilança + maguaça no melhor restaurante que conheço: o Aurora. Tô do avesso hoje, mas valeu a pena. A foto-denúncia da noite no meu flog!

quinta-feira, dezembro 16, 2004

Da série "ninguém me disse que ia ser fácil"

Duas da madrugada e eu estou trabalhando sem parar desde nove da manhã de quarta. Daqui a pouco levanto porque farei matéria cedo...

segunda-feira, dezembro 13, 2004

Fim de semana legal, apesar da chuva. Sábado foi dia de visitar bazares. À noite eu e Alê sacudimos o esqueleto na Casa Ototoi. Apesar de curto, o show do Zémaria foi muito bom. Alguém, por favor, me diga que o show da Norah Jones foi péssimo para eu me sentir melhor?



Ontem dia de supermercado. Mamãe, eu e Uiara ficamos assombradas com os preços de tudo. Como eu disse para ela, é foda ser profissional liberal ou escravo (meu caso). O mínimo sobe, os preços aumentam e sua renda continua uma merda. Mais tarde, na sala de cinema, eu e Alê fomos ver o maravilhoso Os Incríveis. A Pixar é muito foda mesmo e pôs o Homem Aranha - o filme de super herói do ano - no chinelo!

sexta-feira, dezembro 10, 2004

Ontem eu praticamente desmaiei na cama quando cheguei do trabalho em casa. Não fui à ginástica, não fiz nada. Tudo porque na quarta, que foi feriado municipal, fiquei de plantão e trabalhei de oito da manhã às sete da noite sem parar. Depois encontrei com mamãe na Tina e, finalmente, fui ver o aguardado show do Cachorro Grande na Obra, devidamente trajada de Inferninho Esporte Fino (saia, camiseta preta e coturno). Foi excelente!!! Claro que começou super tarde, mas eu estava no clima. Turma toda por lá e eu e Marianinha até criamos a área vip do lugar.



Na terça vi Dança Comigo? Achei super divertido, embora o original japonês seja melhor. Como todos estão apedrejando Bridget Jones 2, não sei se irei encarar.

terça-feira, dezembro 07, 2004

E ontem eu o Alê vimos...



Eu não gostei muito não. Quando era adolescente amava Sexta-Feira 13 e outros do gênero. Hoje nenhum terror me pega mais...

segunda-feira, dezembro 06, 2004

O fim de semana seguiu tranqüilo. Na sexta, happy hour com Marianinha, Fernanda, Luciano e Déborah. Sábado passeio com mamãe pela Savassi para comprar presentes de natal. A noite eu e o Alê fomos ver A menina dos Olhos.



É um filme bem diferente daqueles que o Kevin Smith faz. Não tem a menor ousadia, mas para um fim de semana passa.

Domingo fomos ao Ponteio, porém não houve exibição de A sétima vítima por problemas técnicos. Ficamos em casa jogando Scotland Yard com Uiara e David.

Hoje tive notícias do Chileno, que está no hospital desde a metada da minha folga. Ele fez a cirurgia sábado e passa bem. Chato é não trabalhar com ele esses dias. São cinco anos que a gente sai em equipe e tô rezando para ele se recuperar logo!!!

sexta-feira, dezembro 03, 2004

Cheguei ontem na hora do almoço e nem tive tempo de escrever. Uma semana no sul da Bahia, de pernas pro ar. Muito sol, ao contrário da previsão meteorológica. Muita água de côco, um mar azulão e milhares de beijinhos do namorado mais incrível do planeta...

Viajamos quarta cedinho. Dormimos na cidade natal dos avós e do pai do Alê (Poté). Seguimos para Caravelas na quinta cedo. Encontrei a Augusta, que não só trabalhou na minha casa por 10 anos, como é madrinha da minha irmã e "mãe postiça" de nós duas. Foi super emocionante. Na sexta o destino foi a linda Cumuruxatiba, cujo acesso de estrada de terra barra um pouco do turismo predatório. Realmente, a impressão que tínhamos é de que na cidade de "forasteiros" só mesmo nós e um casal gaúcho. Ficamos na deliciosa Pousada das Cores, da Dona Ivany e Seu Edy, que eu recomendo e pretendo voltar. Caminhamos pelas praias, mangues, "escalamos" as falésias, dormimos abraçadinhos. Viagem com gosto de camarão, peixe, lagosta, sucos de pitanga, cacau, umbú, graviola, cajá, vinho frascatti com a lua cheia iluminando tudo. Passeio pela cidade ouvindo de Charles Benoit (MP3) até Guns n´Roses (K7) no carro. Rodadas de Scotland Yard, cochilo no meio da tarde de dia útil, fotos (em breve no meu fotolog) e muito riso. Vontade de ficar por lá pelo menos mais uma semana, de viajar com meu bonitinho com regularidade. Leitura na espreguiçadeira. Enjôo na viagem de barco até a Ponta de Corumbau. Mergulho para ver os peixinhos e corais. Rio gelado, Restaurante do Hermes, chocolate, bloqueador solar, mais e mais beijinhos, cocada, beijú e amizade com a Magrela e a Zara, cachorrinhas que vivem na Pousada. Ver grauçás, ver o sol, as estrelas e ver o Alê abrindo os olhinhos de manhã...Derepente já era hora de fazer as malas, encarar estrada alagada, esburacada e voltar para o batente. "O resto é silêncio", como sugere o título do romance de Érico Veríssimo.

terça-feira, novembro 23, 2004

Não, ainda não viajei. E por mais que chova canivete na Bahia, eu aproveitarei meus míseros dias de folga. Odeio chuva aqui, lá ou em qualquer lugar. Também duvido das certezas inabaláveis da meteorologia.

sábado, novembro 20, 2004

Hoje conheci o Davi, filhinho da Carol e do Fernando. Ele é tão bonitinho! Como não consegui publicar minha foto e de Fernanda com ele aqui no blog, criei um fotolog. Eu já cogitava a idéia há algum tempo e é bom que posso também publicar outras fotos das férias, dos amigos, etc. Já que tenho blog e estou no orkut, mais uma egotrip virtual não me fará mal algum...Para quem quiser acessar é só clicar aqui.

Assisti ao Jogo da Sedução, com o Gael García Bernal, homem mais lindo da atualidade depois do meu! Achei bem interessante. Parece uma comédia romântica e de repende vira suspense.

sexta-feira, novembro 19, 2004

Muita gente me pegunta como eu consigo ir para academia todos os dias. Não acho nenhum sacrifício e para dizer a verdade, até gosto. Sacrifício é fazer dieta. Fingir que saladinha no almoço e jantar é o Néctar dos Deuses. Em muitos momentos eu me divirto horrores durante aulas. Hoje mesmo na aula de body zen e em seguida na de spinning. Sexta é dia de telão e o professor colocou uns videoclipes (todos bregas ou batidões). Na etapa final da subida não é que a seleção de repertório chegou ao extremo com a Wanessa Camargo Gringa? Aquela Shannya Twain (nem sei se o nome dela se escreve assim) no talo! Olho para o lado e um tiozinho empolgadíssimo balança a cabeça como se ela cantasse para ele. A garrafinha do colega tem o brasão do Atlético (não, não é porque sou cruzeirense e sim porque abomino toques de celular e buzina com hino de time, além, claro, pessoas que andam de forma temática. O adversário foi apenas coincidência). Ele se exalta cada vez mais. Que fique claro que eu nunca berrei numa aula de spinning simplesmente porque não é meu estilo. Imaginei o cara soltando o guidão com um dos braços e balançando como num rodeio. Parei de olhar para ele porque já estava suspeito. Aí reparei que o clipe de Shannya é vermelho, preto e branco. Será que Meg e Jack White viram isso? No Brasil o White Stripes estourou bem depois. Estranho...


Repare na foto das pessoas levantando a bola. Eu sou a última, de azul e branco...

quinta-feira, novembro 18, 2004

Eu tinha muita coisa para postar, mas deixa pra lá... Amanhã - ou seria daqui a pouco - o clima é de férias. Só volto a trabalhar no dia 1º de dezembro.

Câmbio, desligo

terça-feira, novembro 16, 2004

Eu já desconfigurei este blog inteiro tentando adicionar os links e nada. Vou esperar o dia em que estiver com saco e disponibilidade...Well, ontem fui conhecer a Casa Ototoi. Gostei, mas não rendi. Passei a tarde com Mariiinha numa proposta Carrie Bradshaw: olhando vitrines do shopping e comprando alguma coisinha com descontaço imperdível. Mais uma vez a Manu nos deu um bolo, sem a menor satisfação até o momento. Ela está tão expert no assunto que pode abrir uma confeitaria...

Hoje trabalhei muito e no fim do dia fui comer uma pizza com Fernandinha e Tonico no Speciali. Amanhã é dia de "Run, Lud, Run". Porém o que importa é que vou tirar 10 dias de folga semana que vem!!!

segunda-feira, novembro 15, 2004

Fórmula de um fim de semana prolongado: dormir, comer e ver filmes. Não me culpo nenhum pouco pelo ócio que toma conta de mim. Afinal, trabalho muito e faço atividades físicas todos os dias.



Eu e o Alê vimos Nina no sábado. Gostei muito da história e principalmmente daanimação que se mistura com a narrativa. A Guta Stresser arrasa no papel da mulher perturbada, que vive com uma velha bruxa. Só de ter roteiro assinado pelo Marçal Aquino - numa livre adaptação de Crime e Castigo, do Dostoiévski - já vale enfrentar a enorme fila e entrar de finininho na sala escura.



No domingo assistimos Má Educação. Sou fã do Almodóvar, achei o filme muito foda. Porém fiquei com a sensação de que não foi o seu melhor. Curiosamente, quando cheguei em casa o José Wilker estava comentando exatamente isso na TV. O diretor tem o espectador aberto para gostar da sua produção, se surpreender mas peca ao repetir algumas fórmulas. E também achei que não há aquela dose de emoção de Tudo Sobre Minha Mãe, Carne Trêmula e Fale com Ela.

quarta-feira, novembro 10, 2004

Tenho que começar a evitar festas e coquetéis às terças porque quarta é o dia mais cansativo da minha semana. Mas ontem não teve jeito e encarei uma MBL com show de Nando Reis, encontro com pessoas que conheço e que não conheço (e mesmo assim batendo papo como amigos de infância). Amanhã tem Escuta Aqui com o Maurício Palhano, da Bay King (veja no Agenda às 19h)e abertura da exposição do Martielo. Sexta, jantar. Sábado, pernas pro ar.

domingo, novembro 07, 2004

Fim de semana é bom para grudar no Alê. Dormimos juntos, tomamos um bom vinho, almoçamos no Hokkaido e vimos o péssimo Os Esquecidos, que nem a Julianne Moore salva. A notícia boa fica por conta do nascimento do Davi. Parabéns, Carol e Fernando.

sábado, novembro 06, 2004

Shortcuts

I

Eu estou cada vez mais 99% de transpiração e 1% de inspiração. Será que ontem fez mesmo 37 graus ou foi um delírio que vi de relance no termômetro da Avenida Afonso Pena? Sinais de panela de pressão apitando: fui parar no local da segunda matéria achando que era a primeira. Esperei meia hora e liguei para a TV para saber aonde estava o entrevistado. Não era um, eram três? Cheguei a Praça do Papa e eles há quase uma hora torrando no sol quente! Não, isso nunca me aconteceu antes. No entanto, meus lapsos de memória são freqüentes. Depois de ler a pauta é muito comum olhar para a cara do entrevistado e perguntar para mim mesma: Quem é esta pessoa? Ela gravou um CD ou fez um filme? O que é que eu tenho que perguntar mesmo?

II

Outro dia assisti a um documentário no National Geographic sobre pragas estrangeiras. Formigas, algas, aranhas, etc de outros países que pegam carona em navios e aviões e passam a dominar o território desconhecido. Acho que pernilongos assassinos vieram parar em BH. Estou precisando de um cortinado para cobrir minha cama durante o sono. Repelentes não funcionam mais! Pior é que o verão nem chegou, apesar do seu horário infeliz já vigorar e me tirar do sério!

III

Finalmente fui tomar uma no Balaio de Gato com Marianinha. O lugar é um dos mais fofos e agradáveis de BH. Vi uma camiseta de gatinho que tem que ser minha. Podia até ser neste mês ou no próximo como presente, já que não tenho um único centavo extra para gastar comigo pelo menos até abril. Eu que nunca fui muquirana, estou tendo que aprender a duríssimas penas a economizar.

IV

O momento mais bacana desta minha semaninha trivial foi encontrar o Antônio na Rua Carangola. Além de ter sido um dos maiores amigos dos meus pais, suas filhas eram minhas melhores amigas da infância até a adolescência. Infelizmente, perdemos o contato e cada qual seguiu seu rumo. O Antônio também foi meu pediatra. Mais do que isso, sempre cuidou de mim com carinho. Nunca vou me esquecer dele na minha Casinha da Mônica (que devia ter um metro e vinte de altura contra quase um metro e noventa dele) tentando me convencer a tomar xarope. Enquanto minha mãe e a Augusta já haviam usado toda a psicologia e até bronca comigo, eu ficava lá só esperando a chegada do Antônio, que sempre me dava uma seringa sem agulha para eu medicar minhas bonecas. Afinal, se eu estava doente elas tinham pegado minha a gripe. Ao contrário dos outros pais, o Antônio sempre assistia ao teatrinho que eu e as meninas montávamos...

Com o jeito amável de sempre, ele ainda era o mesmo. Me abraçou forte e perguntou sobre minha mãe, minha irmã e até sobre meu pai, que eu não vejo há muito tempo. Falou que sempre que podia me via na TV e que tinha mostrado aos colegas do hospital quem eu era. Disse que a cada conquista minha, ele se sentia orgulhoso como se fosse meu pai. Fiquei sem palavras. Segui meu caminho engasgada com uma vontade de dizer para ele o quanto era especial e por mais que eu não fosse um dia casar na Igreja, se eu mudasse de idéia, iria chamá-lo para fazer as vezes de "pai da noiva". Percebi então que perdemos sim o contato físico com muitas pessoas que amamos, mas nunca o contato da alma e do coração.

quarta-feira, novembro 03, 2004

Cansaço é mesmo assim: quando eu tenho um feriado, como o de ontem, tiro para dormir. Quando não suporto mais dormir, vejo filmes. Ontem eu e o Alê pegamos dois muito bons e já estamos pensando nas minhas extensas férias de 10 dias...





Fora isso, praguejei o horário de verão e revi três episódios de Sex And the City na TV.

segunda-feira, novembro 01, 2004

E para encerrar o domingo, eu e o Alê vimos Corações Livres. Concordo com uma crítica que disse que o Dogma 95 salva o filme do melodrama.

domingo, outubro 31, 2004

Apesar do meu espírito introspectivo, ontem foi um dia quase "um milhão de amigos para bem mais forte poder cantar". Almocei com a turma no Dragon Palace e descobri que não gosto mais de comida chinesa como gostava na infância. Eu, mamãe e Uiara vimos o bom O Caminho das Nuvens. Depois, eu Alê, Uiara e David fomos ao cinema ver o lindinho Valentin. Como é a história de um menino criado pela avó, já senti total identificação e, claro que no final, chorei até. A esticada foi uma, ou melhor, três pizzas com a turma na Pizza Mu.

O Caminho das Nuvens


Valentin

sexta-feira, outubro 29, 2004

quinta-feira, outubro 28, 2004

Quem disse que o ráio não cai duas vezes na cabeça??? Ontem eu e Alê fomos comer um árabe no Shopping Jardim e o cantor da Praça de Alimentação - daqueles completamente simpáticos profissionais - tinha leituras muito particulares sobre a obra de quem??? Um doce para quem acertar...

quarta-feira, outubro 27, 2004

No mínimo bizarro o Ponteio ter colocado uma dupla meio MPB, meio sertaneja para arruinar a vida de que quem estava na Praça de Alimentação. Para quem não mora em BH ou não conhece o Shopping, o espaço é todo voltado para lojas de decoração, design, jardinagem e afins. O repertório e os caras destoavam demais. E foi nesse contexto que eu, Duda e Ígor (que estava lanchando depois de malhar na Rio Sport) nos encontramos para ver a Dona da História. Quando as pessoas acham um absurdo eu dizer que detesto o som do Djavan, minha justificativa é única: nada pode ser pior do que estar numa Praça de Alimentação, bar ou festa (com videokê, o que já é horrível) e chegar um sujeito cantando "teus sinais me confundem da cabeça aos pés...". Eu nem sei o nome dessa música e a odeio profundamente. Pois a dupla não só cantou essa como "amar um deserto e seus temores"? Entramos correndo na sala, sem ver qual era. Na outra estava passando Meu Vizinho Mafioso 2, que ninguém queria ver. Só que o trailler desse filme começou a passar sem identificação. Acreditamos ter entrado no lugar errado. Fomos correndo para a outra. Qual nossa surpresa? A Dona da História estava passando justamente na que estávamos antes. Voltamos com aquela pinta de Joselito, com o lanterninha já morrendo de rir da nossa cara...O filme? Bom, a história é muito boa, porém não dá para esperar demais da direção do Daniel Filho. Nos divertimos e isso é o que importa.

domingo, outubro 24, 2004

Mais uma campanha genial de Uma Dama Não Comenta

Se você também odeia quando o Windows trava.

Detesta quando o MSN Messenger transforma as letras da sua mensagem num ícone absurdo.

Não suporta a tela azul da morte.

Abomina a frase "esse programa executou uma operação ilegal e será fechado".

Enfim, se você odeia muito tudo isso.. Junte-se a nós.


sábado, outubro 23, 2004

E ontem passei o dia com um tampão no olho esquerdo graças à cirurgia para extrair o milium ordinário. Mesmo assim, vi os seguintes filmes, numa proposta Willie Caolho:





O Alê ficou todo bonitinho tomando conta de mim... Hoje teve almoço especial aqui em casa...

quarta-feira, outubro 20, 2004

Enquanto eu viver, alternarei estágios de felicidade e melancolia profunda. Assim sou eu. Uma pessoa que vai dispensar a terapia - não porque quer - e continuar se lamentando por tudo o que está perdendo dentro daquilo que sonhou. Ao mesmo tempo, uma força interior inexplicável fará parecer que não há nada de errado. Dia estranho, pesado e cheio de cálculos para levar qualquer ser humano à loucura. Dia em que fico com aquela música do Ronnie Von, gravada pelo Ira! na cabeça: "eu procuro e não encontro, alegria de viver". Vontade de sumir e não avisar para absolutamente ninguém. Visito um oráculo diferente e o resultado não podia ser outro: "Render-se as evidencias de que nem tudo pode ser solucionado de acordo com seus desejos e sua pressa já é um grande fator de equilíbrio hoje. Por mais difícil que pareça levantar da cama, tente entender de que a vida é variada, e que se hoje você se humilha, amanhã poderá brindar e comemorar".

segunda-feira, outubro 18, 2004

Fotos do Churrasco


Eu e Alê, os churrasqueiros de primeira viagem


Pode parecer mentira, mas ninguém ficou mangaçado


Galera ansiosa pela próxima rodada


Momento fim de festa

Tem mais nos endereços: www.barbecuecuecue.blogger.com.br e www.ossodesign.com/temp/churrasco.zip

domingo, outubro 17, 2004

Parei na sessão de cinema e depois não tive tempo para nada. Minha semana seguiu como tantas outras. Trabalhei muito, namorei, saí com minhas amigas queridas. Fiz consultas médicas, que há tempos estava adiando e na próxima sexta farei uma cirurgia na pálpebra para extrair um milium, que já tirei e voltou. Ficarei com uma falha no cílio e uma linha pendurada por 4 dias (aaarrrggghhh). Me lembrei até daquele filme, O Cão Andaluz...Também fui falar com gerentes dos meus dois bancos. Solucionei parcialmente algumas dores de cabeça, sem resolver a maior de todas, a que vem tirando meu humor e minhas energias. Porque todo ciclo se encerra. Minha cota já expirou e quero trabalhar em outro lugar, encarar outros desafios e ter meu esforço recompensado de alguma forma. Não posso dar a louca e sair sem mais nem menos e, ao mesmo tempo, precisava de mais horas no dia para fazer minha procura, enfim. Ontem só alegria no momento churrasco com amigos (fotos em breve)e hoje foi daqueles domingos de almoço em família e horas a fio em frente a TV (apesar de tudo, eu gosto de TV) para ver National Geographic, Friends e documentários. Já está marcado: dia 30, eu, Marianinha e Manu faremos uma festa. Afinal, vida é muito curta.

quarta-feira, outubro 13, 2004

E ontem tudo ficou melhor quando cheguei em casa, depois do plantão, almocei, vi TV com mamãe e, depois, me encontrei com o Alê para assistirmos a Kill Bill Vol. 2, que confirmou minha condição de fã de Tarantino...

segunda-feira, outubro 11, 2004

O efeito óleo de fígado de bacalhau

Quando eu era criança, sempre que meus pais queriam enfiar uma comida ruim na minha goela apelavam para a chantagem dos seres humanos que, como eles, um dia tomaram óleo de fígado de bacalhau. Pois o elixir tinha o gosto da maldade e era preciso tomá-lo para crescer e ficar forte. "Dobradinha lhe parece ruim? No meu tempo a gente tinha que tomar óleo de fígado de bacalhau", diziam. O argumento nunca me convenceu e meu artifício - como o de qualquer pimpolho esperto - era abrir o berreiro e comer ovo frito com arroz. Me lembrei disso por causa da lei da compensação: você toma o remédio pavoroso para curar a gripe, você lambe a colher do xarope e lá vai a bola de sorvete extra.

Um dia a gente cresce e sente saudade dessas barganhas. Quisera eu tomar óleo de fígado de bacalhau e folgar em todos os feriados como recompensa ou mesmo comer a tríade abominável (dobradinha, bife de fígado e bacalhau) toda semana e ver minha conta bancária sem um rombo sequer. Era melhor mesmo a injeção, o supositório, o shampoo anti-piolho + pente fino na cabeleira. Eles pelo menos rendiam, no mínimo, o colo da mamãe, que morria de pena de todo aquele sofrimento.

No final de semana, inverti os papéis: tratei de aliviar toda chateação diária na casa de campo da Marianinha, em Águas Claras. No sábado ela e a Maria Ângela me pegaram de tarde e ficamos ouvindo música, batendo papo, tomando vinho e comendo folhados deliciosos. No domingo, o Sérgio chegou e a Manu passou por lá. À noite jogamos Master e rimos muito. Dormi como não fazia há tempos e voltei para a cinzenta cidade, que não sabe se abre ou fecha naquilo que alguém convencionou a chamar de feriadão.

Notícia chata foi saber da morte do Fernando Sabino. Ele era o autor de um dos livros mais bonitos que eu li, O Encontro Marcado. O mundo fica mais pobre quando uma pessoa que escreve tão bem se vai...Por isso, uma homenagem.

Conversinha Mineira - Fernando Sabino

- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?

- Sei dizer não senhor: não tomo café.

- Você é dono do café, não sabe dizer?

- Ninguém tem reclamado dele não senhor.

- Então me dá café com leite, pão e manteiga.

- Café com leite só se for sem leite.

- Não tem leite?

- Hoje, não senhor.

- Por que hoje não?

- Porque hoje o leiteiro não veio.

- Ontem ele veio?

- Ontem não.

- Quando é que ele vem?

- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.

- Mas ali fora está escrito "Leiteria"!

- Ah, isso está, sim senhor.

- Quando é que tem leite?

- Quando o leiteiro vem.

- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?

- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?

- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?

- Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.

- E há quanto tempo o senhor mora aqui?

- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.

- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?

- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.

- Para que Partido?

- Para todos os Partidos, parece.

- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.

- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...

- E o Prefeito?

- Que é que tem o Prefeito?

- Que tal o Prefeito daqui?

- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.

- Que é que falam dele?

- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.

- Você, certamente, já tem candidato.

- Quem, eu? Estou esperando as plataformas.

- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?

- Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí...

sexta-feira, outubro 08, 2004

Momento poesia concreta para o blog

Inspiração

Já deu para notar que a fonte secou.

quarta-feira, outubro 06, 2004

Depois de um expediente Lei de Murphy - cada vez mais comum em meus dias - ontem fui dar parabéns ao meu querido cunhadinho David no Café Tina. Dei de presente uma biografia dos Ramones. Foi intencional porque depois vou querer emprestada. E quarta, claro, é meu race day. Comecei cedaço com spinning, minha segunda aula de Body Zen, na verdade Body Ball, que é pesadinha. Depois fiz as cabeças do programa, fui pra Titta, almocei e agora tenho que refazer uma delas voando para chegar na TV daqui a pouco.

sexta-feira, outubro 01, 2004

Dois meses para acabar 2004, essa dose de cicuta que eu tive que engolir. Estou tentando me focar no lado bom e, talvez, tenha sido esse meu maior esforço até então. Tenho que ficar feliz pelo livro que o Renato Negrão lançou - e me presenteou com um exemplar -, com o meu quadro Escuta Aqui, que ontem exibiu diretamente do quarto do Davi, a opinião musical da Carol (mamãe em breve), com a festa da Letânia hoje e o almoço na casa do Arízio amanhã. Porque vida é isso. É renovação. É olhar para o Alê como se fosse nosso primeiro encontro e ficar roubando dele beijinhos no cinema. Ontem, aliás, vimos Todas as Cores do Amor (Goldfish Memories), uma produção irlandesa morninha, mas interessante...



E mais de um dos meus poetas favoritos, antes de encarar os pepinos e abacaxis do dia:

"O que o amanhã não sabe
o ontem não soube
Nada que não seja o hoje
jamais houve."

Paulo Leminski

terça-feira, setembro 28, 2004

"Nós somos a memória que deixamos no outro"

Foi o que disse Nélida Piñon na estrevista que me concedeu ontem. Ela é incrível, tranqüila, extermamente inteligente e bem articulada. Queria poder um dia chegar a metade...

segunda-feira, setembro 27, 2004

Em quem você vai votar no domingo?

Com a proximidade das eleições, uma das minhas preocupações é achar meu título de eleitora. Por uma simples razão não o deixo na carteira: a violência que amendronta principalmente quem vive nas grandes cidades. De resto, eu simplesmente não me importo.

Já fui alucinada com o clima pré-eleição, a possibilidade de votar antes dos 18 anos e, mais ainda, uma transformação da dura realidade através da democracia. Hoje, acho o voto uma obrigação e só. Porque os discursos emocionados não são seguidos de ações e na prática vejo minha família empobrecer, passar sufoco como tantas outras.

Sim, eu pensei que o governo do Lula seria mais justo e humano. Quando leio no jornal sobre o aumento das taxas nos bancos e a isenção da CPMF por debaixo dos panos que o Banco do Brasil e outros dão àqueles correntistas "especiais" vejo que a esperança na política é vã. Porque Lula não consegue e nem conseguirá se livrar das amarras dos poderosos da direita, do FMI e de suas limitações como ser humano, sem formação escolar. Idéias e ideais são muito bonitos, porém inteligência em qualquer administração até de condomínio, é essencial.

No domingo, quando entrar na fila de Lucianas, Leonardos e Marias da minha seção estarei acompanhada de uma certa irritação por estar perdendo horas do meu dia com uma bobagem. Vou votar no Pimentel, embora ele não mereça nenhum pouco, por pura conveniência. Não quero segundo turno. Não quero outro dia na fila, debaixo do calor, sem poder tomar uma cerveja gelada para esquecer a vergonha de morar num país que nunca me dará oportunidades por causa de tanta corrupção.

domingo, setembro 26, 2004

E meu sábado foi como essa música linda, de autor desconhecido, interpretada pela Etta James:

At Last

At last my love has come along
My lonely days are over
And life is like a song

At last
the skies above are blue
My heart was wrapped up in clover
The night I looked at you

I found a dream, that I could speak to
A dream that I can call my own
I found a thrill to press my cheek to
A thrill that I have never known

You smile, you smile
And them the spell was cast
And here we are in heaven
For you are mine at last


Passei o dia e a noite com meu Bonitinho e a tempestade serviu para eu ter certeza de que ele "é a pessoa". Almoçamos no Fridays só mesmo para conhecer, pois lá é super caro,e pegamos o Luiz que viu conosco o ótimo Terminal. Desde criança sou fã do Spielberg e Tom Hanks está ótimo no papel.



Logo mais,iremos em bando para a festa de casamento de Terence e Carina...


sexta-feira, setembro 24, 2004

Áries por Quiroga
Chegou a hora de praticar o que é ideal nos relacionamentos, que tudo seja um caminho de duas vias, onde acontece a perfeita troca na qual as diferenças encontram seu ponto de perfeição, a harmonia. O clima é perfeito para isso.

Áries por Amanda Costa
Procure aquela pessoa com quem precisa acertar os ponteiros e solte o verbo. Pode ser um pedido de desculpa, um sorriso, um abraço. Afinal, não é nem um pouco a sua cara ficar meio de canto. Arianos são mais do tipo “boto a boca e logo passa”. Mas não é para tanto, deixe assim. Há formas bem mais calientes de aproveitar o calor deste dia.


Sim, as previsões para hoje são boas e parece que o pior já passou. No entanto, não será nesta sexta que resolveremos tudo. Tive que ter paciência, pôr pensamentos em ordem, descansar, chorar e rir sozinha. Me afastar um pouco do dia-a-dia para saber que terei férias e que boas coisas sempre hão de pintar por aí.

Foi bom ver o Redentor na terça com a Duda e o Ígor...



Foi compensador morrer de trabalhar na quarta e, em seguida, dormir mais de oito horas. Foi ótimo ter ido ontem comemorar o aniversário da minha querida amiga Marianinha e rever pessoas queridas como a Pat Furtado...

A seguir cenas dos próximos capítulos.

segunda-feira, setembro 20, 2004

HORA DE DESATIVAR A BOMBA-RELÓGIO



E hoje graças a minha mãe voltei ao consultório da Dra.Cláudia. Depois de um domingo e parte da segunda em crise, quase duas horas de conversa com ela já me fizeram sentir melhor. Mais uma vez, tomarei gotinhas para levantar o astral e evitar atitudes estúpidas, que fazem mal principalmente a mim mesma. O resto acho que o só o tempo dirá...Talvez eu tire umas férias do blog porque acabo me expondo mais do que devia. Como um espaço aberto, nem sempre é lido por aqueles que me querem bem. É como canta Jorge Ben: "Canja de galinha não faz mal a ninguém".
E sabe aqueles dias em que você não deveria ter saído de casa? Na próxima eu fico debaixo dos lençóis para não deixar minha insensatez conquistar territórios e destruir meus exércitos.

sexta-feira, setembro 17, 2004

Áries - por Quiroga

No futuro bem próximo, o tempo atual de adaptações e submissões deverá ter servido para você agregar harmonia aos relacionamentos, percebendo que neles não há lugar para quaisquer desejos de domínio ou imposições dogmáticas.


E aí eu pergunto: será que esse futuro próximo não está muito distante???

Sexta sem grandes expectativas. Embora tenha muita vontade, não irei ao show do Ney Matogrosso com Pedro Luís & A Parede. Levantei cedo para regravar programa e daqui a pouco volto para a tevê sabendo que meu fim de semana seguirá sem a menor graça. Para piorar, estou "naqueles dias". A cólica está gritando. E eu também.

quinta-feira, setembro 16, 2004

Uma síntese:

Budismo Moderno - Augusto dos Anjos

Tome, Doutor, essa tesoura, e... corte
Minha singularíssima pessoa.
Que importa a mim que a bicharia roa
Todo meu coração, depois da morte?!

Ah! Um urubu pousou na minha sorte!
Também, das diatomáceas da lagoa
A criptógama cápsula se esbroa
Ao contacto de bronca dextra forte!

Dissolva-se, portanto, minha vida
Igualmente a uma célula caída
Na aberração de um óvulo infecundo;

Mas o agregado abstracto das saudades
Fique batendo nas perpétuas grades
Do último verso que eu fizer no mundo!

terça-feira, setembro 14, 2004

O que dizer de uma obra-prima? Eu que não sou crítica especializada em dança, só pude sentir. Chorei. Amei Lecuona e achei o melhor espetáculo do Corpo que já vi até então. É sensual, apaixonante, nostálgico e por muitos momentos nos transporta para algum lugar bem longe da realidade sem graça. O final é mesmo surpreendente. Eles são os melhores e não tem para ninguém!

Depois do Palácio das Artes, viemos para um jantar especial em csa, com ninguém menos do que Maurinho utilizando nossas facas cegas e copos de requeijão. Fui dormir leve, apesar de ter comido horrores.

Porém hoje os problemas me puxaram para baixo, com força total. O famoso "the same thing": dinheiro e o sorteio mensal que faço. O que pagar? Como pagar? Eu costumo levar na esportiva, mas dessa vez bateu uma sensação péssima, de impotencia, cansaço...Não sei se porque meu ciclo menstrual deve estar chegando e outros tantos estão se encerrando, mas estou mais sensível. Aí foi dia de pura melancolia, impasses e viagens erradas...Pior é que eu fico também irritada por muito pouco e com quem nem tem a ver com o assunto.

Bem no fundo - Paulo Leminski

No fundo, no fundo
bem lá no fundo
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto.

A partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo.

Extinto por lei todo o remorso
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais.

Mas problemas não se resolvem,
problemas tem família grande,
e aos domingos saem todos passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.


Tudo parece ter virado uma contagem regressiva. Por isso eu quero mais é que esse ano vá embora de uma vez!



segunda-feira, setembro 13, 2004

Como eu prometi, fotos de pura gazelagem no Pop Rock. Reparem a cara de pânico dos Hermanos e a nossa de alegria.

A camisetinha surrada do Ramones e o coturno militar foram meu uniforme para enfrentar o exército de bicos na área dos camarins ontem. Com apenas quatro entrevistas ficou mais fácil.

Pitty: Assim que chegou, se disponibilizou a falar com quem estava lá. Pessoalmente eu tinha uma implicância com ela por causa das mensagens edificantes de algumas músicas. Mas ao perceber que a fofa é ultra na dela, mudei de idéia. O produtor é super bacana também. Só que antes mesmo da Pitty abrir fiquei horrorizada com a quantidade de meninas novinhas sendo levadas para o Pronto Atendimento. Desde os 12 anos de idade eu vou com minhas amigas em shows no Mineirinho, Minas, Ginástico (hoje Supermercado), Campo do Lazer (hoje Diamond Mall. Putz, tô ficando velha!), Independência, Estacionamento de Shopping e nunca presenciei tanta bebedeira e violência. As pessoas estão perdedendo respeito umas com as outras desde muito cedo. Os meninos, infelizmente, foram aos montes para o Posto Policial mal a vinheta de abertura tocou. Contudo voltando ao show, o pouco que vi me surpreendeu. A banda é muito boa e a Pitty tem ótima presença de palco.

Detonautas: Jorge, o produtor, é ótimo e tem um cara de cabelo grande que virou meu amigo (eu só quem é o Tico e o Clééston). Coletiva tranqüila depois do show. Eu e Mari, mais gazela enlouquecida do que nunca, tiramos foto com o Tico para atormentar a Uiara.

Charlie Brown Jr.: Por acaso vi o escroto do Chorão chegando no Estádio. Durante o show rolou o momento "pão com pernil" na garagem de uma doninha, na rua Pitanguy. Saíram do palco e foram embora direto. Ainda bem.

Capital Inicial: Não fez coletiva, só que Dinho, mais uma vez, colocou a mulherada na proposta histeria. Quem acompanhou Mariana? Eu, claro. Tudo bem que eu não gostei do disco e achei o Boneco Inflável Tabajara do palco ridículo. Nessas horas a gente tem que pensar como um homem que compra Playboy com a Morena do Tchan e nem por isso é vai ouvir "Cumpadi Uoxinton". Tiramos foto com Dinho, ficamos em frente ao palco e no snakepit. Passei mal na hora que Mari teve a idéia de gritar "Osvaldo" e esconder. Sabe aquela coisa que criança faz de molhar papel higiênico, jogar no teto do banheiro e depois sair correndo? Foi mais ou menos assim. Não satisfeitas fomos parar no palco e, por pouco, não aparecemos no flash ao vivo da rádio...Ah, sim ele falou "du caralho" umas cem vezes.



Jota Quest: Deram entrevista antes. Fernandinha intermediou porque ela é mais chegada da galera. Não vi nada do show porque o cansaço bateu.

Nenhum de Nós: O sucesso entre as coletivas do dia. Até a repórter do Estadão entrevistou. Claro que Wonderfultchê intermediou a relação e estava totally empolgada. Hoje Thedy fica na cidade e eles já têm mil programas pelo jeito. Não dei conta de ver o show e peguei carona com Mari.

No rol dos cidadãos comuns o mais legal foi ver a felicidade de Julinho, motorista lá da TV, tirando fotos com a galera na maior alegria da terra, como se não houvesse segunda, conta para pagar e encheção de saco no trabalho. Outro gracinha foi Marcelinho, que mocou castanhas no bolso e alguns bombons para nos presentear na sala de imprensa, que esse ano não viu a cor de um buffet bacana como o da Olginha. Sinal dos tempos. Todo mundo quer economizar.

Pelo menos verei Lecuona hoje!!!

domingo, setembro 12, 2004

E ontem começou Pop Rock. Como todo ano, quase não vejo shows. Minha função é ficar na cola das bandas para as coletivas. Isso implica em dar pequenos empurrõezinhos nas groupies que estiverem atravessando meu caminho (parte divertida). O saldo de sábado foi:

- D2 - O cara mais gente fina dentre os artistas nacionais. Não ensebou para ir ao muquifo da imprensa, atendeu a todos numa ótima, ficou até o fim batendo papo, tirando fotos. É tão bacana que até homenageou a mala-mor da música mineira (piada interna).

- CPM 22 - O produtor deles foi ultra solícito. Os tampinhas demoraram um pouco para ir ao moderno centro de conveções onde se realizaria a coletiva, mas foram tranqüilos. Vamos ver daqui uns 3 anos como se comportam.

- Tianastácia - Super felizes com a gravação do DVD atenderam todo mundo. Fizeram coletiva e exclusivas sem ficar na proposta arroz-de-festa.

- O Rappa - Antes mesmo de pisarem no Estádio a recomendação foi "não deixar a imprensa em hipótese alguma fotografar ou filmar o Falcão com a Débora Secco". Ok, mas aqui não tem Revista Caras. "No entanto se alguém tentar, vou chamar a segurança". Que meda! Bom, a fofa chegou e foi mais simpática do que o Falcão, que nos últimos tempos tem dado uma de metido a besta não sei porquê. Afinal, a banda não é a mesma sem o Yuka. Esse disco é chato pra caramba e nem com o Yuka, O Rappa fazia um show à altura de seus primeiros discos. No final, o mesmo produtor disse que o cara não iria dar entrevista mais. Não fez a menor falta.

- Cidade Negra - Outro caso de produtor tudo de bom por trás da banda. Tenente é o homem. Apesar da demora de Orfeu, ups, Garrido para ir até nossa favelinha, tudo azul no final. Tony é muito educado meio fresquinho. Prova disso é o camarim da banda que parecia Casa Cor, todo decorado.

- Los Hermanos - A produtora é ótima, mas eles não queriam falar desde o primeiro contato telefônico. Consideraram a hipótese de dar entrevista depois do show, porém não rolou. Mesmo sendo o único show que eu consegui ver, mesmo tendo os três CDs, mesmo achando as letras tudo de bom e mesmo rolando um momento tiete (tirar foto com Camelo e Amarante), achei que o espírito blasé baixou por lá. Nota zero por débil mental que atirou uma lata de cerveja no palco. Deve ser fã do imbecil-mor, que toca hoje.

D2 sangue-bom!!!


Ah, e antes que eu me esqueça: Como muita gente ficou no meu pé para assistir a Olga e acabar com minha implicância contra Jayme "O homem novela" Monjardim, resolvi perder duas horas preciosas de vida na quinta. É tão forçado que incomoda. Concordo com tudo que o Pablo Villaça disse aqui.

quinta-feira, setembro 09, 2004

Hoje me pediram para ser sucinta. Não no blog, mas uma "solicitação de cliente", que me deixou puta. Trabalhar com assessoria tem dessas: o cliente tem sempre razão. Mesmo com toda merda que é fazer matéria na rua, pelo menos existe um pouco de liberdade. Hoje fiz matéria com o pessoal do Valv. Gostei muito do disco. Eles lançam sábado na Obra. Eu vou ter que ir ao Pop Rock, portanto vai a sugestão.



Ontem foi a vez de fazer matéria sobre Lecuona, do Corpo. O grupo que é minha paixão e não perco um espetáculo deles sequer. A marcação era muito depois do meu horário, só que o Corpo pode. Segunda eu vou ver...



E depois da temporada escrava, finalmente a semana teve um descanso para alegrar minha rotina de pessoa "4 anos sem férias" e com "escala nos feriados". Vi o ótimo Minha Vida Sem Mim.



terça-feira, setembro 07, 2004

Cardápio da Alma - Martha Medeiros

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso nós temos no prato, é a fonte de energia que nos faz levantar de manhã e sair para trabalhar. Nossa meta primeira é a sobrevivência do corpo. Mas como anda a dieta da alma?

Outro dia, no meio da tarde, senti uma fome me revirando por dentro. Uma fome que me deixou melancólica. Me dei conta de que estava indo pouco ao cinema, conversando pouco com as pessoas, e senti uma abstinência de viajar que me deixou até meio tonta. Minha geladeira, afortunadamente, está cheia, e ando até um pouco acima do meu peso ideal, mas me senti desnutrida. Você já se sentiu assim também, precisando se alimentar?

Revista, jornal, internet, isso tudo nos informa, nos situa no mundo, mas não sacia. A informação entra dentro da casa da gente em doses cavalares e nos encontra passivos, a gente apenas seleciona o que nos interessa e despreza o resto, e nem levantamos da cadeira neste processo. Para alimentar a alma, é obrigatório sair de casa. Sair à caça. Perseguir.

Se não há silêncio a sua volta, cace o silêncio onde ele se esconde, pegue uma estradinha de terra batida, visite um sítio, uma cachoeira, ou vá para a beira da praia, o litoral é bonito nesta época, tem uma luz diferente, o mar parece maior, há menos gente.

Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também.

Cace a liberdade que anda tão rara, liberdade de pensamento, de atitudes, vá ao encontro de tudo que não tem regras, patrulha, horários. Cace o amanhã, o novo, o que ainda não foi contaminado por críticas, modismos, conceitos, vá atrás do que é surpreendente, o que se expande na sua frente, o que lhe provoca prazer de olhar, sentir, sorver. Entre numa galeria de arte. Vá assistir a um filme de um diretor que não conhece. Olhe para sua cidade com olhos de estrangeiro, como se você fosse um turista. Abra portas. E páginas.

Arroz, feijão, bife, ovo. Isso me mantém de pé, mas não acaba com meu cansaço diante de uma vida que, se eu me descuido, torna-se repetitiva, monótona, entediante. Mas nada de descuido. Vou me entupir de calorias na alma. Há fartas sugestões no cardápio. Quero engordar no lugar certo. O ritmo dos dias é tão intenso que às vezes a gente esquece de se alimentar direito.


E antes que eu me esqueça, A Vila é uma bobagem. Como atores como o Joaquin Phoenix caem nessa?