terça-feira, março 22, 2011

Mudança de Comportamento



(Para ler com trilha sonora)

A amiga disse numa mesa de bar. A terapeuta alertou na sessão. A cartomante leu no meu destino.

E eu fingi que não era comigo.

Como na música do Ira!, "aqui estou eu sozinha como o tempo". Porém não é a pausa que alguém tenha pedido. Eu mesma levantei a mão pedindo "altas". E ainda que meu temperamento e minha vida sejam pontuados pela urgência, não será dessa vez.

É tempo de reunir scrips para que sejam rasgados, um a um. Mas um novo roteiro dá trabalho, porque preciso me libertar dos padrões e perceber o que houve de (in) comum entre meus escolhidos até o momento: desde o que fez meu coração disparar pela primeira vez, quando eu tinha uns cinco anos de idade, até aquele com quem me casei e de quem me separei no ano passado.

E se a letra passa por "solidão me deixe forte. Talvez resolva meus problemas", minha vida também passa. E sem drama, choro ou vela, pois eles não cabem em mim.

domingo, março 20, 2011

What the Hell

Então é inferno astral e eu não estou sofrendo. Acredito nele desde sempre; nos fatídicos dias espinhentos que começam a partir de 05 de março. Não gosto de sofrer. Parece idiota a afirmação, no entanto conheço gente que adora arrastar as próprias mazelas como correntes iguais as que os fantasmas arrastam em desenhos animados e filmes.

Foi uma decisão completamente racional me recolher para aproveitar esse período como uma campanha de autopreservação. Fazer exames chatos que eu protelo, não ir a lugar que não esteja com vontade, não conviver com pessoas que não contribuem para o meu bem estar, tentar organizar meu próprio caos.

Tem sido dias sem alarmes ou surpresas. Não propriamente os prediletos de uma nativa de fogo como eu. A calmaria vai acabar. Ela sempre acaba. Tento não ter pressa, ficar parada como quem brinca de "estátua". Quem sabe assim eu saio triunfante do jogo?

Olho para trás e percebo que minha vida é bem melhor agora do que era há um ano. Por uma série de motivos. O último inferno astral não foi movimentado: foi confuso, turbulento e triste. Não desejo os dias de março-abril de 2010 para ninguém.

E o ano astrológico começa agora. Meus dias de paz e de luta seguem até 05 de abril. Eles valerão a pena.

quinta-feira, março 10, 2011

Porque o mundo quis assim...

Esse é o maior quesito teto de vidro que eu conheço. E talvez eu nem devesse mexer no vespeiro, mas e daí? Sou desse jeito...

Nos últimos tempos, tenho notado que boa parte das pessoas que conheço e convivo (real e virtualmente) ligaram o botão do foda-se para a diplomacia, mínima que seja. Elas andam carregando nas tintas e confundindo sinceridade com falta de noção, firmeza na atitude com grosseria, assim por diante.

Não sei se o fato de se enquadrar no equivocado "politicamente correto" sufocou, empurrando essa banda para a radicalização. Seja o lá que for, nessa toada à flor da pele, ouço aos berros e, em caixa alta:

- Eu sou rebelde porque o mundo quis assim, eu sou ignorante porque o mundo quis assim, eu sou machista porque o mundo quis assim, eu sou babaca porque o mundo quis assim, eu sou preconceituoso porque o mundo quis assim, eu sou reacionário porque o mundo quis assim, eu sou intoletante porque o mundo quis assim...

Então eu vos digo, meu filho, minha filha (como já cantou Sérgio Sampaio): o seu mundinho pode até querer. No entanto, ninguém tem a menor obrigação de te aceitar. Simples assim.

Contraditoriamente, ser aceito ainda é algo que conta. Aceito pelas próprias opiniões, por um grupo de amigos, por um clube privé, pelo time de futebol, pelos colegas da firma, por uma pessoa especial...Até para ser uma pobre alma incompreendida e desgarrada esse esforço existe.

Eu tenho cá minha cota de achar que precisam me engolir. Posso até dar a sorte de encontrar adeptos em certos momentos, porém existe um vão entre essa quase-certeza e o que de fato acontece. Ele se chama equilíbrio.