sexta-feira, outubro 26, 2007

sexta-feira, outubro 19, 2007

Do fundo do baú

De ressaca monstra - como toda equipe da Noir -, não consegui trabalhar durante a manhã (agora menos ainda). Fuçando nos backups, achei minha monografia sobre a loja/selo Cogumelo (escrita há quase 10 anos e a seis mãos) e fiquei lendo trechos para as meninas. Como eu, Metal e Leozinho escrevemos trechos abaixo copiados é um completo mistério...

"A problematização deste projeto originou-se da importância da Cogumelo no surgimento de novas bandas de Belo Horizonte. Com a bem-sucedida carreira internacional do Sepultura, somada à incessante gravação de bandas por parte do selo, inúmeras outras foram se formando na cidade. O interesse pela pesquisa surgiu, justamente, pela escassez de bandas do estilo heavy metal na atualidade, bem como o atual estágio da gravadora no mercado fonográfico nacional. Além disso, nós participamos da cena heavy metal"

"O heavy metal no Brasil sempre sofreu de muito preconceito, não só dos meios de comunicação mas, principalmente, da sociedade. Por isso a grande demora para que o gênero se estabelecesse de vez no país, em relação aos EUA e Europa"

"Em outras partes do país o heavy metal não era tão forte quanto em Belo Horizonte e São Paulo, mas a cena existia. No Rio de Janeiro por exemplo, havia alguns lugares para shows - era o caso do Garage e do Caverna - e uma gravadora especializada, a Heavy, que lançou varias bandas, entre elas X-Rated e Dorsal Atlântica, esta última uma das mais importantes bandas de metal do País por ter iniciado suas atividades por volta de 82"

GLOSSÁRIO

DICIONÁRIO DE TERMOS MUSICAIS:

BLACK METAL: “Metal negro”. É o heavy cru, com pitadas de satanismo. O termo foi retirado do segundo LP do Venon ( Black Metal, 1982). No início de carreira, o Sepultura era um de seus adeptos
.

As definições do glossários são hilárias porque a gente se meteu a "aportuguesar" tudo!

sexta-feira, outubro 05, 2007

Sex and the City à mineira

Desempenho sexual em BH fica acima da média nacional

Ibope Mídia diz que 97% dos homens de BH estão satisfeitos com sua performance. Apesar de participar mais de tarefas domésticas, eles ainda são conservadores, em todo o país
Déa Januzzi - Estado de Minas

Belo Horizonte está acima da média nacional, quando o assunto é satisfação sexual masculina. De acordo com a pesquisa Novo homem – comportamento e escolhas, do Ibope Mídia, divulgada na quinta-feira, 97% dos moradores da capital estão felizes com seu desempenho na cama. Esse resultado está três pontos acima dos demais brasileiros (94%). O estudo mostra ainda que o homem contemporâneo, apesar de ser mais companheiro em casa, participando das tarefas domésticas e da criação dos filhos, continua conservador, em todo o país: 61% dos entrevistados são contra a adoção de crianças por casais homossexuais e 63% discordam de que o aborto é um direito da mulher.

“Mineiro esconde o jogo na hora de falar sobre sexo”, afirma o sexólogo Marco Antônio Martins de Carvalho ao comentar os resultados da pesquisa em Belo Horizonte. “ Eles parecem desconhecer a venda expressiva em Minas de medicamentos que promovem a ereção. Os pernambucanos pelo menos foram mais honestos, pois 12% confessaram que usam remédios contra a impotência.”

Nesse novo retrato do homem brasileiro, com certeza, há retoques: “Nunca se mentiu tanto nessa área. Se antes só os homens não contavam a verdade, hoje, as mulheres e os jovens estão no mesmo caminho. Nas conversas com os amigos, exageram nos detalhes e nas vantagens, cada um enaltecendo mais suas proezas na cama, como se o encontro amoroso se restringisse a um simples orgasmo e não passasse pelas três fases do prazer”, explica o médico.

A primeira e mais importante, segundo ele, é o desejo. “Ele chega no momento em que você se sente estimulado pela postura, pela forma de vestir, pelo toque, pelo cheiro, pelas carícias verbais do outro. O desejo não tem nada a ver com excitação, que é a segunda fase da resposta sexual e puramente orgânica. O terceiro ponto é o orgasmo. Portanto, não adianta tomar um caminhão de Viagra, de Ciallis e de Levitra se não houver desejo.”

Os homens de Belo Horizonte, por sua vez, entraram em êxtase com os resultados da pesquisa. Nas ruas e nas praças, eram só sorrisos. Nenhum deles confessou qualquer falha na cama. A vida sexual está perfeita, do início ao fim. “Minha vida sexual é exuberante”, resumiu Flávio Costa, de 36 anos, casado há dois. Além da satisfação sexual, ele se encaixa em outro item da pesquisa que revela a igualdade de direitos entre homens e mulheres. Flávio gosta de ver o crescimento pessoal e profissional da sua mulher. “Não foi à toa que demorei tanto tempo para casar, pois esperava por essa companheira especial. Detesto mulher dependente”, afirmou.

O professor de educação física Fabrício Pereira Mourão, de 28, recebeu inteira aprovação da namorada, Lisiane, de 23, ao dizer que os belo-horizontinos são bons de cama. Ana Paula, amiga da namorada, observou que o companheiro iria “levar uma surra” em casa se respondesse que não estava satisfeito sexualmente. Ela considera o perfil do novo homem falho, pois “está faltando respeito entre homens e mulheres. O homem tem que cozinhar, lavar, ajudar e enxergar que a gente quer direitos iguais, mas que também não abre mão do cavalheirismo”. Ela, por exemplo, divide todas as contas. “Só não pago conta de motel.”

"Lavo tudo"

Já Maurício Pádua, consultor, de 63, confirmou que é mestre na cozinha, como revelou a pesquisa sobre o comportamento do novo homem. “Faço um estrogonofe de bacalhau como ninguém, sem precisar de ajuda para arrumar a cozinha, pois lavo tudo.” Casado pela segunda vez, ele nem hesita em dizer que é muito feliz sexualmente.

Marcelo Ribeiro, de 24, nem se levantou do banco na Praça da Liberdade, onde namorava Raquel Fernandes, de 22, ambos estudantes de Direito. Eles riram muito da pesquisa, mas Marcelo confirmou o desempenho sexual do mineiro. “Somos bons mesmo”, disse ele, com a aprovação da namorada. Quanto ao perfil do homem contemporâneo que ajuda em casa, ele também aprova. Morando com a mãe e mais dois irmãos, sempre que pode e tem tempo, Marcelo dá uma força. Não vê nenhum problema em dividir tarefas, arrumar a casa, lavar pratos ou, no futuro, cuidar de uma criança.

quinta-feira, outubro 04, 2007

Pessoas Difíceis

Eu escrevi esse texto há algum tempo. Não é para alguém específico, mas para vários "alguéns", incluindo eu mesma. Os aspectos tensos astrológicos e determinadas escolhas tornaram as linhas públicas.

Impressionante a capacidade que toda pessoa “difícil” tem de associar essa característica à de uma “personalidade forte”. É como se intransigência fosse sinônimo de firmeza e as mudanças bruscas de humor devessem ser passíveis da compreensão irrestrita de todos que estão ao redor. Afinal, já que criatura é assim mesmo, o mínimo a se fazer é aceitar. Certo?

Sem querer achar que o meu teto é de amianto (muito pelo contrário), o mínimo de maleabilidade não faria mal algum aos seres humanos. Tento - quase que como num mantra – deixar que problemas pessoais não interfiram na qualidade do meu trabalho. Quando a coisa está insustentável, aviso que não estou no meu melhor dia e sei que minha expressão fechada me entrega. Mas nem sempre foi assim. Acho que a ficha caiu depois que ouvi uma das críticas mais duras e certeiras de um ex-chefe/amigo. De lá para cá, venho brigando com meu lado (predominante) “marrento” para não azedar ambientes (não só o de trabalho)com problemas que dizem respeito a mim mesma e minha visão crítica (às vezes no pior sentido) do universo.

O primeiro passo é dar bom dia até para cavalo. “Bom dia porteiro do prédio”, “bom dia atendente da padaria”. Praticar no elevador, com aquele sujeito que jamais olharia sua cara (mesmo que no fundo o objetivo seja deixa-lo sem graça com a sua finesse forçada). A partir daí, é mais fácil não xingar, com palavras de baixo calão, o motorista que fez questão de passar com o carro em cima de uma poça d´água, que respingou na sua roupa limpinha. Idiota soa menos agressivo que filho da puta desgraçado, não é mesmo?

Quem não tem fé em nada devia fazer ioga. Se isso parece muito zen, que tal uma fluoxetina? São atitudes simples cortar o café se os nervos estão à flor da pele, suspender o álcool se ele te torna mais agressivo, fazer uma psicoterapia se tiver um dinheirinho sobrando. Pois um hábito super comum entre pessoas difíceis é não se libertar de muletas que potencializam suas piores características.

Disparar a metralhadora da reclamação, dizer que ninguém é competente, que - para variar - tudo sobra para ela, a sábia, magnânima e problemática criatura . Pois pessoas difíceis fazem a linha “emburra, mas faz”, ficam remoendo, resmungando e sempre estouram. Onde está o por favor? Cadê o muito obrigado? Tais formas de tratamento desaparecem do vocabulário quando a bombinha relógio humana está num dia daqueles.

“Não dá”, “não posso”. Não, não, não e não. Ser “Poliana”, acredito, é o fim da picada. No entanto para a pessoa difícil a prerrogativa é não poder, não querer e não fazer. Tudo sai conforme sua conveniência, estado de espírito e obrigação. É para se ficar cheio de dedos com a pessoa difícil que traz o tom da alerta e ameaça consigo.

Como eu não me suporto na condição de pessoa difícil nos últimos tempos, percebi que minha tolerância diminuiu drasticamente com as pessoas difíceis do meu círculo de convivência. Tenho com elas a mesma atitude que alguém sábio teve comigo um dia: isolo, deixo que ela fique em sua caverna imaginária posando de vítima das circunstâncias. Até que o bom senso e a racionalidade a tragam para a luz, embora os dias nublados não tardem.

segunda-feira, outubro 01, 2007

Cozinha Maravilhosa da Ludmila

Ontem eu inventei um fraguinho leve e super bom. O preparo é facílimo:

Frango Pôr do Sol

- 4 cortes de frango (eu usei peito, mas deve ficar ótimo com coxa ou sobre)
- Suco de laranja espremido na hora
- alho e sal
- Tomilho
- Damascos secos

Tempere o frango com alho e sal. fure-o e deixe-o descansar no suco. Coloque-o num refratário com azeite de oliva e cobra com tomilho e finalize com os damascos. Leve ao forno baixo para assar por 40 minutos em papel alumínio. Depois, retire a proteção e deixe dourar por 15 minutos.

Eu servi com arroz branco, creme de espinafre, aspargos passados no azeite e salada de folhas. Ficou uma delícia.