quinta-feira, setembro 28, 2006

Post extraordinário de quem devia trabalhar para não se ferrar tanto na sexta-feira e fica fuçando o You Tube



Mais uma da série, "estou na profissão errada". Meu dedo anular é bem grandinho! Era para eu ganhar mais dinheiro (tudo é mais rentável que jornalismo) ou pelo menos viajar por vários países

Comprimento do anular indica capacidade esportiva em mulheres

Londres, 28 set (EFE).- As mulheres que têm um dedo anular maior que o indicador costumam ser melhores atletas, segundo um estudo dirigido por Tim Spector, do Hospital St. Thomas, de Londres.

A maioria das mulheres tem um anular menor ou pelo menos do mesmo comprimento que o indicador, por isso um anular mais longo é uma exceção.

Spector analisou com raios X as mãos de 607 gêmeas do sexo feminino de idades compreendidas entre 25 e 79 anos e, após comparar o comprimento dos dedos, chegou a essa surpreendente conclusão.

As mulheres com anulares maiores se destacam na maioria dos esportes, sobretudo nos quais é preciso correr, como acontece no futebol, segundo o estudo, publicado no "British Journal of Sports Medicine".

Segundo os especialistas, essa correlação se deve ao nível de testosterona a que o feto se vê exposto no útero. Quanto maior for este nível, mais características masculinas a mulher desenvolverá, como força física, fertilidade e capacidade para a matemática.

O maior nível de testosterona também aumenta a probabilidade de morrer antes de um ataque cardíaco, explica Spector.

O comprimento relativo dos dedos da mão já foi associado em outros estudos a diferentes traços da personalidade, como sexualidade, inteligência, agressividade ou habilidade musical.

quarta-feira, setembro 27, 2006

Estou doente, mas isso não vai me livrar do plantão. Saudades dos tempos de escola, da canja da mamãe e das sessões da tarde. Pelo menos ganhei um presentão da Objetiva: os primeiros exemplares da Coleção Alfaguara. Já tem um breve texto do Alto Falante e a matéria sai no jornal de domingo. Vi mais dois filmes entre ontem e hoje. Não gostei nada de As Torres Gêmeas e achei Dália Negra bem feito, mas concordo com Alex (crítico de cinema do Guia do Estadão): filme noir feito hoje sempre fica meio fake.



segunda-feira, setembro 25, 2006

Era para eu ter viajado, mas não rolou. BH pode esperar. Mais uma vez. De modo que sábado enfiei o pé na jaca no chá de lingerie da Giovana e de ontem para hoje vi três filmes nada levinhos. Começo a sentir sintomas de amidgalite e o pânico de trabalhar nas eleições.





sexta-feira, setembro 22, 2006

Existem coisas bobas e, ao mesmo tempo, muito essenciais na vida. Tomar um cosmopolitan e esquecer calorias de um pão de queijo recheado com lombo é um exemplo. Viver seguindo regras o tempo inteiro, na minha opinião, é a coisa mais triste e besta que existe. Eu já tenho que lidar com muitas limitações como não poder matar um dia de trabalho para ver sessão da tarde, não gastar o dinheiro do aluguel numa viagem no final de semana ou em alguns DVDs e assim por diante.

Abandonei a dieta. Para sempre. Mas não que eu vá me entupir de frituras ou doces. Simplesmente, não comerei maçã quando quiser saborear uma coxinha de catupiry. Já quando o pacote de negresco for resultado da minha constante ansiedade, prefiro tentar ler um livro, ver um filme ou desenhar, como sugeriu uma médica ótima com quem me consultei há anos (dessas que não aceitam nenhum plano de saúde).

Faço questão apenas de voltar a praticar uma atividade física, pois tenho prazer em me exercitar. Rasguei os pedidos de exame de colesterol os quais deveria entregar na consulta deste mês. Não estou interessada em abandonar o queijo amarelo. Talvez meu objetivo de vida seja ser uma velhinha como aquelas do interior que comem seu torresminho, ignorando as prescrições dos doutores. Se eu morrer disso, pelo menos morro saciada.

Eu brindo às coisas bobas essenciais com uma imensa tulipa de chope nas mãos. O passeio pela Savassi, que ainda hei de fazer nas próximas semanas; a nova cor do meu cabelo; as conversas divertidas com os amigos; ao despertador que não acionarei no sábado; ao meu gatinho depois de um banho que irá tirar dele aquele aspecto de fã de reggae...

Há muita bobeira por aí. Futilidades que não acrescentam nada, querendo desviar atenções. Cicarelli e Kate Moss transando com seus namorados em ambientes públicos. Ronaldinho reatando namoro. Britney Spears preocupada com os quilos a mais dias, após o nascimento do filho. Discussões superficiais, imbecis e supostamente polêmicas que alimentam a tristeza de muitos jornalistas como eu. Imagina passar quatro anos estudando para pedir a uma numeróloga para fazer a combinação do nome da filha do Tom Cruise? Ou ficar de hora em hora tentando saber quem esteve no casamento da Luciana Gimenez? Eu já tive que me dedicar a ingratas tarefas do tipo. E de péssimo humor, diga-se.

Por esta razão, defendo a legítima bobagem fundamental. Para desobstruir o que não presta do meu cotidiano. Nada mais é do que viver desencanado, curtindo pequenos prazeres. Prazeres proibidos inclusive. Eu não preciso e nem quero provar nada para ninguém. Ainda bem.

E uma dica é ver a partir do dia 06 de outubro, Do Luto à Luta, do Evaldo Mocarzel. Não há uma lição de moral babaca, nem políticamente correta. Percebi apenas que nós, tidos como "normais", complicamos muuuito mesmo a nossa frágil vidinha nessa encarnação.

terça-feira, setembro 19, 2006

Eu já escrevi uma crítica sobre o fantástico show do Franz Ferdinand no JT e mencionei 10 razções para se gostar da banda no Alto Falante. Mas cometi a injustiça de não citar o Art Brut. Eu adorei o show e o disco. Vai minha faixa favorita.



Move to L.A - Eddie Argos

There’s not much glam about the English weather, nothing left keeping us together
Sunshine on a rainy day, makes me, wanna move away, think I’ve got it sorted, gonna get myself deported.
I’m considering a move to LA (he’s considering a move to LA)
Hang around with Axl Rose, buy myself some brand new clothes.
Everything’s gonna be just fine, I hear the murder rate, it’s in decline
I’ll do me some relaxing, maybe grab a piece of action.
I’m considering a move to LA (he’s considering a move to LA)
When I get off that plane, the first thing I’m going to do is strip naked to the waist
And ride my Harley Davidson up and down sunset strip.
Hmm, I might even get a tattoo.
My problems are never gonna find me, I’m not sending one letter or even a postcard back
I’m drinking Hennessey with Morrissey, on a beach, out of reach, somewhere very far away
I’m considering a move to LA (he’s considering a move to LA)


Semana começa MUITO BEM com a presença do Alê em São Paulo.

sexta-feira, setembro 15, 2006

Motomix no telhado...

Estou na redação até agora. Almocei às 20h. Fiquei a tarde toda por conta das coletivas do Motomix Art Music, com entrevistas de Franz Ferdinand, Peter Hook, Art Brut, entre outros. Cheguei à redação e conversei com Layo (Layo e Bushwacca). Enfim, gastei meu inglês que não é uma maravilha...Quando voltei da refeição que me devolveu a cor natural, a notícia do cancelamento. Pode ser que role no Via Funchal. Espero que sim.

quinta-feira, setembro 14, 2006

Relações de trabalho.
De Rosana Hermann.

O primeiro problema do trabalho é o salário. Salário você sabe, é a compensação em dinheiro que você recebe pelos serviços prestados no final do mês. Deveria ser tratado como o reto, cada um cuidando do seu. Mas os funcionários devem se sentir mais como os cachorros e por isso, um fica metendo o focinho no do outro. Já ganhei muito, pouco, nada e sempre fui a mesma pessoa. No momento estacionei no pouco e de vez em quando tenho saudades do muito. Mas nunca me incomodei com o salário de ninguém. Salário não mede quanto a pessoa vale como ser humano. É só um valor de mercado em um determinado local e momento. E ponto. Ficar revoltado com o quanto o outro ganha é perda de tempo e um caminho seguro para a insanidade.

O segundo problema do trabalho é o mundo que extrapola o trabalho em si, ou seja, todas as relações com os outros, superiores, inferiores e parceiros. Demora para aprender que muitas vezes não é nada pessoal, embora pareça. Pode ser que alguém tente puxar seu tapete, derrubar seu castelinho de cartas, molhar o seu pãozinho quente. Mas não é porque você é você, é porque é você que está ali ocupando aquele lugar. Ou porque você, além de ser você, tornou-se uma pedra no caminho de algum ambicioso que precisa atropelar você no caminho para sua escalada a lugar nenhum.

E tem o terceiro problema, o mais sério, o que extrapola o mundo material, que vai além do dinheiro e da ambição pelo poder. É o mundo dos afetos e dos sentimentos. As pessoas querem ser importantes. Querem ser amadas. Disputam não só um cargo mais alto na hierarquia do organograma, elas querem um lugar dentro do coração do chefe, do líder. Querem que suas idéias prevaleçam. Ela, não, nós porque certamente você também quer ou já quis isso, assim como eu. E é aí, nesta disputa subliminar que a coisa degringola. Porque nos jogos oficiais, as regras são claras e nesses joguinhos interpessoais as regras não apenas são obscuras como flutuantes.

Diante das panelinhas que se formam, das traições, dos conluios, todos nós ficamos ao mesmo tempo frágeis e paranóicos. Levamos as desconfianças para a mesa, os medos para casa e dormimos com os planos de contra-ataque.

E, pra ajudar, ainda tem as festinhas, os encontros, as viagens e... ah! Toda a comunicação paralela do mundo online. Funcionários e ex-funcionários em comunidades do Orkut, as perigosas conversas paralelas no msn que ficam nos históricos que esquecemos de apagar ou desabilitar.

Que bom seria se tudo fosse às claras. Se o ser humano gostasse da luz. Se aceitasse dizer e ouvir a verdade. Se pudesse revelar suas intenções. Que bom seria se ninguém tivesse vergonha de sentir o que sente e desejar o que deseja. Se houvesse espaço para que assumíssemos tudo sem sermos massacrados. Que bom seria se assim fosse. Se fosse. Que bom. Seria.

quarta-feira, setembro 13, 2006

De que servem os diários, em forma de cadernos de capa dura ou virtuais, senão para fazer um desabafo? Eles são também a possibilidade de olhar para trás: constatar que os dias tristes passaram ou que os mais felizes não cabem na atual realidade. Pois no ano passado, me abstive de contar o que foi o "13 de setembro". Em 2004, fui bastante detalhista. Eu trabalhava, sem deixar de me divertir, e esperava com ansiedade para ver o Lecuona do Grupo Corpo. Nos arquivos encontrei Eugénio de Andrade, poeta português e escolhi versos diferentes dessa vez.

Ainda sabemos cantar,
só a nossa voz é que mudou:
somos agora mais lentos,
mais amargos,
e um novo gesto é igual ao que passou.

Um verso já não é a maravilha,
um corpo já não é a plenitude.


No dia 13 de setembro de 2006, acordei tarde porque não dormi direito à noite. Consegui, pela primeira vez, cortar as unhas do meu gatinho. Vim para o trabalho, sem trilha sonora, porque não peguei nenhum CD e a pilha do MP3 Player acabou na perua que interliga o metrô Vila Madalena ao Barra Funda. Como não tivesse um livro salvador nas mãos, fui obrigada a ouvir a entrevista do Ovelha numa rádio popular, escolhida a dedo pelo motorista barrigudo. Corri para colocar minhas matérias na página, tive uma reunião desmarcada e decidi, em vão, concentrar-me na resolução de algumas pendências. Tentei aproveitar o fato de estar em frente à tela do computador, já que não tenho um. Pouco adiantou. Minha mente cansada briga comigo diariamente. Não extraio nada de útil dela há um bom tempo. Uma hora a inspiração tem que aparecer. Eu queria, sinceramente, tomar os remedinhos que outrora me deixaram tão disposta, levantar cedo e fazer ginástica. Não depende muito do meu querer, evidentemente. É mais uma vez o tal "poder". Ganhar dinheiro honestamente podia ser tão mais fácil!

terça-feira, setembro 12, 2006

O calor chegou. Com ele, minhas noites revirando na cama, a incômoda sensação de estar sempre transpirando e de não ter nada no armário que fique realmente bom. Quanto mais os anos passam, mais eu fico irritada com a primavera (sou alérgica ao pólen das flores) e com o verão (minha alergia psicológica à estação dura tanto, que virou física). Eu vou morrer reclamando das altas temperaturas, da exposição prolongada aos dias claros e do péssimo gosto que boa parte das pessoas têm ao se vestir durante esses vários meses. Sorvete e cerveja eu tomo mesmo no frio. Não preciso de mais de 20ºC para absolutamente nada em minha existência...

Mas pelo menos existem o ar-condicionado e o cinema, para se fugir do sol (não considero praia e clube como alternativas. Nesses ambientes só enxergo pessoas lambuzadas de óleo, que ficam tostando que nem frango de televisão de cachorro). Com um punhado de protetor na pele, óculos escuros e várias garrafinhas d'água pretendo esconder-me nas salas escuras. Já vi três filmes bem bacanas, que estréiam em setembro. Xeque-Mate e Dois é Bom, Três é Demais entram em cartaz sexta-feira e O Diabo Veste Prada, no dia 22. São as melhores duas horas dos meus dias úteis. Portanto, estou disposta a encarar cineclubes, sessões triplas por amor à arte e a mim mesma.



sábado, setembro 09, 2006

Dia de sol combina com plantão. Pelo menos para mim, que não gosto de dias quentes. Saudades das tardes de 10ºC!!!

Acabei indo ao Campari Rock e já coloquei minha opinião no Alto Falante. Por razões óbvias, preferi o Gang of Four. Aliás, acho que o Cardigans nem precisava participar do festival. Engraçado é ver a reação dos "fãs", inconformados com a minha opinião sobre os suecos...Eu estava desacostumada com essa turminha desde meus tempos de TV, pois quem lê crítica de cinema - algo que tenho feito com mais freqüência - é menos passional e mais adulto.

Hoje é dia de ver Mundo Livre S/A no Sesc Pompéia. Adoro shows na choperia. Como ganhei o EP, já estou com as músicas na ponta da língua. Minha favorita é Carnaval Inesquecível na Cidade Alta.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Why do you come here?
And why, why do you hang around?
I'm so sorry.
I'm so sorry.
Why do you come here
When you know it makes things hard for me? - The Smiths


Antes que o provável leitor do blog questione os refrões da música que mais escuto hoje, um aviso: não há nada suficientemente maravilhoso me inspirando a escrever. Todas aquelas palavras mágicas parecem estar aprisionadas até que as circunstâncias melhorem e os prazos não me atormentem. Profissionalmente, estou constatando que sou uma espécie em extinção. Explico: vou passar boa parte daquela que consideram "juventude" no jornalismo (até uns 35 anos) ganhando pouco e ralando muito. Quando eu obtiver a tal experiência, malícia, competência ou o que quer que seja posso ser recompensada com um ganho material substancial, o qual terá uma ínfima duração, já que devo ser considerada um encosto, um gasto excessivo se der a sorte de estar trabalhando em alguma empresa. As demissões que venho presenciando de conhecidos e amigos com mais bagagem são lamentáveis por várias razões. A maior delas é a substituição por moleques que tem muito pique e um conteúdo "extenso" pinçado no google. Quero deixar de ser jornalista antes de ser a última a "apagar a luz e fechar a porta". Preciso urgentemente encontrar minhas habilidades ocultas.

Ontem também fez um ano da morte do meu pai, o avô do Alê faleceu e eu fiquei sabendo com atraso, uma vez que a mensagem via celular simplesmente não apareceu. Não fui ao show do James Cullum, não fui ao lançamento do livro da Juju, nem à Noite da Troquinha. Cheguei tarde e faminta em casa, de saco cheio da dieta e morrendo de frio. Hoje, provavelmente, não vou ao Gang of Four e Cardigans. Também não pedi cortesias para o teatro. Acho que não conseguirei pegar nenhuma sessão de cinema e, por causa da minha cota absurda de estresse, esqueci o celular em casa. Situação comum para quem todo dia deixa algo para trás. Eu queria deixar muita coisa para trás, na verdade. Coisas que não fossem carteira, escova de dente e chaves, como costumo fazer. Lendo o novo do Jabor cheguei à conclusão de que sua teoria que defende a máxima "toda crise é boa", é apenas teoria.

segunda-feira, setembro 04, 2006

"Eu adoro falar sobre nada. É a única coisa que entendo" - Oscar Wilde

A frase que encerra o genial Café da Manhã em Plutão bem que poderia ser um banner padrão dos blogs. Por mais interessantes ou diferenciados que tentam ser, eles acabam sendo um tratado sobre o nada ou são simplesmente um de seus reflexos imediatos.

Basta digitar uma palavra no google para se achar todas as relações e significados que, depois de lidos, são esquecidos mais rápido que o tempo da busca. Não que o nada não seja importante. Ele é fundamental quando temos a ilusão de que tudo está às nossas mãos. E quer saber, ainda sinto falta do Seinfield, a melhor série sobre o nada.

Mas voltando ao filme, achei um dos melhores do Neil Jordan. Eu já havia adorado a linguagem dele em Traídos pelo Desejo. Cillian Murphy está impecável como o travesti que deixa a Irlanda para procurar a mãe em Londres.



Revi a emocionante Por Elise, do Espanca! que está em cartaz no Sesc Pompéia. O grupo apresenta, até o dia 17/09, Amores Surdos e vale a pena assistir. São atores e criadores de mão cheia. Foi um fim de semana bem agradável para compensar a semana que começa fria e cinza. Vou trabalhar no feriado.