segunda-feira, janeiro 31, 2005

De vez em quando eles acertam na mosca:

Áries
Coloque sua cabeça em ordem e reflita com responsabilidade sobre seus propósitos. Observe se não está sendo muito radical ou exagerado na avaliação de certos temas que o preocupam. Seja muito cuidadoso e racional ao determinar o que vai fazer. Evite decisões importantes - aconselhe-se antes - e reflita nas implicações de seus atos.


Bom, me esqueci de comentar que vi um ótimo filme em DVD no final de semana. O Anti-Herói Americano conta a história de Harvey Pekar. Um cara meio loser, meio indie, que se tornou uma celebridade com suas frases e observações sobre o cotidiano banal do homem moderno. Impecável atuação do Paul Giamatti. Pena que não ficou quase nada no cinema!



Finalmente janeiro se vai com o início do meu ciclo menstrual. Folgarei no Carnaval. Estou mesmo precisando descansar...

domingo, janeiro 30, 2005

Foi um fim de semana que tinha tudo para ser ótimo, mas ficou longe disso. Apesar dos ingressos e muita expectativa para curtir um show que eu queria ver há tempos - Monobloco -, acabei passando para frente. Tomara que o Sanzio pule bastante por mim.

sábado, janeiro 29, 2005



Ontem assisti a Os Sonhadores, do Bertolucci. Gostei bastante. Aliás, todo filme que traga o mínimo de Paris já me atrai. No caso, as cenas da cidade são poucas porque os protagonistas - amantes de cinema - decidem se confinar num apartamento no turbulento ano de 1968. Incesto, sexo e rock completam a química. Como estava sozinha, pude prestar bastante atenção no lindo Louis Garrel (Theo).

Hoje tem Funk Como Le Gusta e amanhã Monobloco. Vou aos dois e depois eu conto!

quinta-feira, janeiro 27, 2005

Lamento em voz baixa - Emílio Moura

A vida que não tive
morre em mim até hoje.
Chega, límpida, pura,
sorri, pálida, foge.

A vida que não tive
salta, viva, de tudo.
Se me sorri nos olhos,
com que ilusão me iludo.

A vida que não tive
é o que há de mim em mim,
chama, orvalho, segredo
do nunca de onde vim.

terça-feira, janeiro 25, 2005

A vida segue depois de passar mal durante todo o fim de semana, assistir ao excelente Closer - Perto Demais, ver pessoas felizes no dia do casamento, rir dos casos da excêntrica família, distribuir currículos, tomar um chope no Café Tina com Marianinha, fazer a freqüência cardíaca chegar aos 85%, ler menos que queria, falar mais do que devia e dever além do que podia. Terças são sempre melancólicas.

Ouço Radiohead: "I don´t belong here"


Um dos filmaços de 2005

quinta-feira, janeiro 20, 2005

terça-feira, janeiro 18, 2005

Últimos acontecimentos? Vejamos. Tenho andado com muito sono, ao contrário do início do ano. Mari Ferreira esteve em Belo Horizonte. Saímos e foi divertido. Teve festa de aniversário do João. Eu continuo comendo pouco durante cinco dias da semana e exageradamente aos sábados e domingos. Fiquei o mês inteiro no sufoco por causa da Rede Minas, de onde mais um colega sairá hoje. Não vou ao cinema desde o dia 09 de janeiro. Estou lendo Chic (quérrimo) da Glória Kalil. Tenho uns freelas neste mês que vão salvar meu fevereiro, mas eu ainda nem comecei e já devia ter começado a escrever. Estou escrevendo outras coisas, porém algumas pessoas sabem que terão que puxar minha orelha por algum tempo. Amanhã tenho consulta numa angiologista depois de esperar por quase seis meses. Bezerra da Silva morreu e muitos amigos meus farão aniversário ainda, principalmente no dia 22. Não vou ao Planeta Atlântida, não vou a São Paulo Fashion Week e nem a Mostra de Cinema de Tiradentes. Portanto, FUI!

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Sem tempo, sem assunto e sem dinheiro

Por tudo isso e algo mais não postei ultimamente. Queria que meu dia tivesse mais de 24 horas para eu poder procurar um trabalho, arrumar meu quarto, ir mais ao cinema e encontrar pessoas queridas. No domingo vi O Grito, que não me convenceu. Ainda irei achar Coração Satânico insuperável (aquela coisa de não dormir por causa do medo) por muitos anos. Ainda bem que tive minha consulta mensal coma Dra. Cláudia, porque o que resta de vez em quando é tentar manter a sanidade. Um dia eu chegou lá.

Como ainda não começei a ler nenhum livro, embora tenha ganhado uns ótimos de presente, me sinto sem assunto. O Tsunami já arrasou meio mundo, o BBB5 começou e nem sei ao certo se a megasena está acumulada...

O melhor ficou por conta do vinho que tomei com Marianinha e Manu ontem. Do tanto que rimos de nossas listinhas Alta Fidelidade e das músicas estranhas que traduzíamos na época em que aprendemos inglês no colégio. A vida com dever de física em meio a sessão da tarde naqueles tempos era melhor do que eu imaginava. O salário ainda não foi pago.

sábado, janeiro 08, 2005



Uma homenagem ao Rei do Rock: Elvis, eu sempre te amarei!

Love Me Tender

Love me tender,
love me sweet,
never let me go.
You have made my life complete,
and I love you so.

Love me tender,
love me true,
all my dreams fulfilled.
For my darlin' I love you,
and I always will.

Love me tender,
love me long,
take me to your heart.
For it's there that I belong,
and we'll never part.

Love me tender,
love me dear,
tell me you are mine.
I'll be yours through all the years,
till the end of time.

sexta-feira, janeiro 07, 2005

O pagamento vai atrasar. Eu já disse que minha meta é arranjar um emprego em 2005. Não vou mais transformar meu blog em Muro de Lamentações.

quinta-feira, janeiro 06, 2005

Sim, eu estou um dia atrasada...

Minha quarta, mais uma vez, foi super corrida e não pude escrever a homenagem a tempo. Aproveito, então, mais um momento zumbi - já que há dias não tenho conseguido cair nos braços de Morfeu por no mínimo 5 horas - e de inspiração...

Nesta semana, mais precisamente na madrugada de segunda, descobri um bilhetinho meu para mamãe em um de seus vários livros no nosso "escritório". Eu tinha mania de desenhar flores, corações e estrelas e acho que não de forma tão inconsciente. Das primeiras, ela sempre gostou. Os outros talvez sejam necessários para representar o tamanho do meu amor por ela - um coração só não basta - e como ela brilha e ilumina a vida de todos os que têm o privilégio de conseguir arrancar aquele sorriso largo, obviamente seguido de sua indefectível interjeição "du caralho, cara".

Fiquei a procurar mais rastros nos livros de filosofia e literatura da mamãe e me deparei com alguns fragmentos de memória. Tão remotos. Eu tinha muito menos de cinco anos quando andava de mãos dadas com ela na avenida Augusto de Lima, com meu vestidinho de tricot azul (uma das roupas mais fabulosas que já vesti ao longo desses 27 anos!) e ela me contava histórias super engraçadas. Sempre achei a minha mãe a mais legal e bonita de todas. Não me esqueço dela chorando no dia da morte do John Lennon (e eu tinha só três anos!), da brincadeira de aviãozinho e da bronca homérica que eu levei por causa de uma casinha de barro do Vale do Jequitinhonha, que eu espatifei. Momentos só nossos. Depois vieram muitos outros, mais claros, mais emocionantes até. No entanto, gosto de montar o caleidoscópio de situações única e exclusivamente vividas por nós duas, quando ela tinha mais ou menos a minha idade. Pode parecer uma estranha viagem no tempo. Só que eu acho que seria óbvio contar coisas do tipo como mamãe reagiu quando eu fiquei menstruada, como ela foi compreensiva em determinada circunstância ou aberta para falar de sexo, pílula e a importância da primeira vez, etc, etc.

O que torna minha mãe singular não é o papel de heroína destemida, a amizade, a cumplicidade, a troca de papéis. Tais características estão no "pacote", no DNA de Ângela Maria Santos Azevedo. Ela é a pessoa mais importante da minha vida porque nunca largou a mão da menina de cachinhos, com vestidinho azul. Como se não bastasse, ensinou a ela que é sempre bom fazer alguém sorrir (mesmo com uma piada de humor negro, as prediletas da casa), porém é importante chorar, colocar o sentimento para fora, porque isso é o sinônimo desta mãe: delicadeza. A menina também aprendeu que sua imaginação deve voar como na brincadeira e que responsabilidade nunca é demais, que ser humano é errar e muitas vezes sofrer e arcar com as consequências. O mais incrível de tudo é que depois do beliscão ou do castigo, não demorava um minuto para ela abraçar a garotinha, que não foi propriamente um anjinho de candura, e pedir desculpas pela dura. E engana-se quem pensa que a atitude é de "mãeteiga derretida" disposta a mimar a filha. Foi assim que ela deu a pista de como é vital perdoar.

PS: A foto da mãe mais linda do mundo está no meu flog

segunda-feira, janeiro 03, 2005

Primeiro dia útil de 2005

Antes de mais nada, feliz ano novo! Meu Reveillon foi ultra light. Passei com meu bonitinho, o que já é um motivo para me trazer muita sorte. Agora é batalhar um emprego, parar de cair em tantas tentações etílicas e gastronômicas, "manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo".

Começar com cinema, é começar bem. No sábado, eu e Alê assitimos a Meu Tio Matou Um Cara, do Jorge Furtado. Eu estava receosa por causa das críticas, mas depois da sessão, encontramos o Kiko Ferreira, que concordou que as resenhas exageraram na dose! É um filme que utiliza sim todos os recursos narrativos que consagraram o diretor/ roteirista. Não precisava, em determinados momentos, de ser tão "didático", pois o espectador pode por conta própria desvendar algumas situações sem a ajuda do sobrinho. O Caetano Veloso não precisava ser tão onipresente na trilha, mesmo sendo co-produção da Paula Lavigne. A trilha, aliás, foi o que me desagradou. Faltou o frescor de Houve Uma Vez Dois Verões. Enfim, Meu Tio Matou Um Cara é divertido. Não será lembrado como o grande filme do Jorge Furtado e imagino que ele nem queira/ precise disso. Tem muita bobagem sendo escrita por aí do tipo agora que ele tem à diposição mais verba, a fonte criativa secou. Meu Deus, estamos no século XXI! A máxima de que filme independente e tosco é mais filme do que os que têm recurso não cola mais. O investimento alto ajudou na montagem e no som, que convenhamos no já citado Houve Uma Vez não era dos melhores. Tem mídia massiva, claro. E até aonde deu para sacar a produção não pretende ser cult. E de mais a mais, comédias românticas - não só as americanas desgatam suas "fórmulas" e ninguém é tão ferrenho assim. Besteiras como Alfie, o sedutor são recomendadas como um dos melhores em cartaz...Me poupem. É a última vez que eu leio a crítica e depois vejo o filme.



No domingo foi a vez de Edukators, na sala 3 do Belas, e provavelmente na última semana, já que a exibição foi às 19h15. Gostei. Tem o Daniel Brühl, de Adeus, Lenin. Um pouco longo talvez na segunda parte. A trilha, de novo, cansou. Não precisava daquela música "Alelulia, Aleluia" (nem sei se esse é o título) ficar grudando no ouvido. Achei o discurso dos personagens bem construído e se não fosse tão utópica, até que a idéia é boa.