segunda-feira, janeiro 03, 2005

Primeiro dia útil de 2005

Antes de mais nada, feliz ano novo! Meu Reveillon foi ultra light. Passei com meu bonitinho, o que já é um motivo para me trazer muita sorte. Agora é batalhar um emprego, parar de cair em tantas tentações etílicas e gastronômicas, "manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo".

Começar com cinema, é começar bem. No sábado, eu e Alê assitimos a Meu Tio Matou Um Cara, do Jorge Furtado. Eu estava receosa por causa das críticas, mas depois da sessão, encontramos o Kiko Ferreira, que concordou que as resenhas exageraram na dose! É um filme que utiliza sim todos os recursos narrativos que consagraram o diretor/ roteirista. Não precisava, em determinados momentos, de ser tão "didático", pois o espectador pode por conta própria desvendar algumas situações sem a ajuda do sobrinho. O Caetano Veloso não precisava ser tão onipresente na trilha, mesmo sendo co-produção da Paula Lavigne. A trilha, aliás, foi o que me desagradou. Faltou o frescor de Houve Uma Vez Dois Verões. Enfim, Meu Tio Matou Um Cara é divertido. Não será lembrado como o grande filme do Jorge Furtado e imagino que ele nem queira/ precise disso. Tem muita bobagem sendo escrita por aí do tipo agora que ele tem à diposição mais verba, a fonte criativa secou. Meu Deus, estamos no século XXI! A máxima de que filme independente e tosco é mais filme do que os que têm recurso não cola mais. O investimento alto ajudou na montagem e no som, que convenhamos no já citado Houve Uma Vez não era dos melhores. Tem mídia massiva, claro. E até aonde deu para sacar a produção não pretende ser cult. E de mais a mais, comédias românticas - não só as americanas desgatam suas "fórmulas" e ninguém é tão ferrenho assim. Besteiras como Alfie, o sedutor são recomendadas como um dos melhores em cartaz...Me poupem. É a última vez que eu leio a crítica e depois vejo o filme.



No domingo foi a vez de Edukators, na sala 3 do Belas, e provavelmente na última semana, já que a exibição foi às 19h15. Gostei. Tem o Daniel Brühl, de Adeus, Lenin. Um pouco longo talvez na segunda parte. A trilha, de novo, cansou. Não precisava daquela música "Alelulia, Aleluia" (nem sei se esse é o título) ficar grudando no ouvido. Achei o discurso dos personagens bem construído e se não fosse tão utópica, até que a idéia é boa.

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