segunda-feira, maio 30, 2005

Pára o carro que eu quero descer

A grana para revisão eu não tenho, já que há pelo menos dois meses não freqüento o consultório da Dra. Cláudia. Fico, então, com a busca do equilíbrio e da sensatez. Ouço o CD Lecuona, cujo espetáculo do Corpo foi uma das imagens mais lindas que vi na vida. Jogo meu tarô em busca de respostas. Estou rezando todas as noites também. É preciso ter mais do que fé. É preciso ter "a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo". Para mim tais combinações serão ainda possíveis, nem que sejam em outra encarnação.

O celular clonado tem solução, o perfume favorito - e caro - espatifado também. Uma frustração no trabalho pode durar um dia porque remoer demais não vale a pena. Já outras situações de impasse ficam agora planejando assaltos, seqüestros relâmpago. Por que será?

terça-feira, maio 24, 2005

Ouvindo sem parar Los Hermanos, Nando Reis e Cássia Eller enquanto escrevo um ensaio de cinema...

domingo, maio 22, 2005

Fim de semana descontrol...

Caravana do Comida di Buteco o dia todo no sábado + festa à noite com direito a muita tequila. O estrago de comida gordurosa, bebida e cólica só não foi maior porque meu santo é forte. Domingão em casa com almoço em família e um show excelente do Uakti no Palácio das Artes.

quinta-feira, maio 19, 2005

Fiz muitas coisas nesta semana, sobretudo trabalhar. O que é ótimo desde que haja uma proporcionalidade. Nem digo em relação à "quanto mais trabalho, mais dinheiro" porque já desisti de viver numa situação financeira que julgo confortável e até merecedora. Eu queria a proporção trabalhar muito e ter 30 dias direto de férias num lugar onde o celular não funcione...Agora em junho faz 5 anos que não sei o que isso significa!

Anyway, a boa notícia que o Agenda, enfim, saiu da redação. Estamos no 6º andar, numa sala ampla e confortável onde não temos a sensação de vigilância constante. Voltamos a fazer parte da produção, como deveria ser desde sempre.

Quero fazer uma tatuagem nova com um motivo Shag... Como "Cats"

segunda-feira, maio 16, 2005

Da série "alguém me entende"

Áries hoje, segundo Quiroga

Comportar-se de forma adequada, apesar de trazer resultados positivos, nem sempre é o que sua alma deseja, pois no íntimo pode arder de vontade de gritar no mesmo momento em que se obriga a tomar atitudes simpáticas.

Trilha do dia: At Least That´s What You Said - Wilco

sábado, maio 14, 2005

Saidinha

O descontrole com a rua voltou. De tempos em tempos, eu não consigo ir direto da TV para casa. Isto me acontece principalmente quando estou numa fase de muitos trabalhos em vista ou confusa mesmo.Chegar em casa cedo é arrumar a bagunça, fazer um balanço das contas, enfim, coisas para as quais meu talento não é suficiente. Sai todos os dias. Com a Fernanda e a Duda. Com o Alê, David e Uiara. Com a Rose Najinha. Com Marianinha e James. Ontem rendi horrores no níver da Aninha no Café Tina, que estava super divertido. E hoje? Vou sair de novo. Amanhã também. A juventude passa muito rápido.

Como há muito não posto textos de autores, resolvi colocar este que a Manu me mandou por e-mail hoje. Não sei se é mesmo do Jabor, porque desconfio do pai ou mãe da criança sempre e, principalmente, depois de receber escritos de alguém que eu sabia que não era.

Os Chifres - Por Arnaldo Jabor

Você homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o "nível" intelectual, cultural e principalmente, "liberal" de sua mulher,namorada e etc... As vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele medo de ser traído ou nos termos usuais ser "corneado". Saiba de uma coisa... esse risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça,ou então assumir seu "chifre" em alto e bom som. Você deve estar perguntando porque eu gastaria meu precioso tempo falando sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me chamando a atenção já há tempos.

Mas o que seria uma "mulher moderna"? A principio seria aquela que se ama acima de qualquer coisa, que não perde tempo com futilidades, que trabalha porque acha que o trabalho engrandece, que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa, companheira, confidente, amante. .. É aquela que as vezes tem uma crise súbita de ciúmes mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está errada e correr pros seus braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo ser forte e meiga, desarrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que pensa e o que sente, doa a quem doer...

Assim, após um processo "investigatório" junto a essas "mulheres modernas" pude constatar o pior. VOCÊ SERÁ (OU É???) "CORNO", a menos que:

1. Nunca deixe uma "mulher moderna" insegura. Antigamente elas choravam, hoje elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

2. Não ache que ela tem poderes "adivinhatórios". Ela tem de saber da sua boca o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar às conseqüências expostas acima.

3. Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar futebol,ou seja lá o que for) mais do que duas vezes por semana, três vezes então é assinar atestado de "chifrudo". As "mulheres modernas" dificilmente andam implicando com isso, entretanto elas são categoricamente "cheias de amor pra dar" e precisam da "presença masculina". Se não for a sua meu amigo...bem...

4. Quando disse que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra outro é grandessíssimo.

5.Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As "mulheres modernas" têm um pique absurdo com relação ao sexo e, principalmente dos 20 aos 38 anos, elas pensam e querem fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas é a pura verdade).Bom,nem precisa dizer que se não for com você...

6. Lhe dê atenção. Mas principalmente FAÇA COM QUE ELA PERCEBA ISSO. Garanhões mau(ou bem) intencionados sempre existirão, e estes quando querem, são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é sua ou não é????

7. Nem pense em provocar "ciuminhos" vãos. Como pude constatar, mulher insegura é uma máquina colocadora de chifres.

8. Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo ao um "chifre" tão estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS "comedor" do que você...só que o prato principal, bem...dessa vez é a SUA mulher. Sabe aquele bonitão que, você sabe, sairia com a sua mulher a qualquer Bem... de repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela, só por um segundo, achar que você merece...Que quando você reparar...já foi.

9. Tente estar menos "cansado". A "mulher moderna" também trabalhou o dia inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para como diziam os homens de antigamente "dar uma", para depois, virar pro lado e simplesmente dormir.

10. Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam se cruzando em "baladas", "se pegando" em lugares inusitados, trocavam e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande, e a de sentir falta disso então é imensa. A "mulher moderna" não pode sentir falta dessas coisas senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão famoso jargão "quem não dá assistência, abre a porta pra concorrência".

Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas "mancadas"...

Proteja-a, ame-a, e, principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes antes de dar bola pra aquele "bonitão" que vive enchendo-a de olhares... e vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!

quarta-feira, maio 11, 2005

Ontem entrevistei a Fernanda Montenegro e o Andrucha, numa das coletivas mais desastrosas que já presenciei, porque até "não jornalista que não viu o filme" perguntou enquanto as TVs esperavam sua vez. Depois, fui ver o Casa de Areia. Apesar da puta produção e das ótimas atuações (Fernandas e Seu Jorge), achei razoável.

segunda-feira, maio 09, 2005

Tarefa impossível do ano: uma banda de rock superar o Queens of the Stone Age!



Simplesmente foda!
Sem comentários!

Como eu não sei mexer com tags do blog, inserir novamente meus links e deletar gente tarada ou que destila veneno, resolvi republicar o conteúdo. Na verdade, eu já tinha essa intenção porque não estou com paciência para "freaks". Venho recebendo mensagens de "um fã" no celular e vez ou outra aparece uma pessoa de temperamento sórdido por aqui. Ok, ninguém está acima do bem e do mal, nem Jesus Cristo foi unanimidade, blá blá blá. Porém, elogios e críticas são uma coisa e mensagens anônimas de caráter obsessivo ou destrutivo são outros quinhentos. Lamento pelos amigos reais e/ou virtuais que interagiam comigo por meio do blog. Agora tem que ser por e-mail, telefone ou pessoalmente. Estou poupando energia!

Ah, e no final de semana ainda assisti a dois filminhos lights: um sobre pedofilia e outro sobre o declínio de Hitler...Muito bons!



domingo, maio 08, 2005

E sua mãe também!

Tomara que um dia ela consiga ser tão legal, bonita e descolada como a minha...Pois a minha fala de sexo, drogas e rock and roll e ainda insiste em ser uma vovó, que vai mimar os netinhos. Da minha parte, não sei se consiguirá...

E mesmo sendo uma data comercial, é sempre ótimo quando sentamos eu, ela e Uiara para tomar um vinho, falar da vida e de nossas vidas em particular: de como batalhamos juntas e tudo melhorou para nós. Mesmo que nossa família seja estranha e brigada, sempre teremos a nós mesmas, muitas vezes mais próximas do que as chamadas "famílias estruturadas" (se é que isso existe)...

Quero que minha mãe viva por muitas décadas ainda! Não porque ela é uma pessoa vital para mim, mas porque seu sorriso e seu astral fazem muitas pessoas queridas mais felizes.

quarta-feira, maio 04, 2005

Algumas coisas boas estão rolando para mim. Outras andam estagnadas. Amo o frio, porém sofro com minha rinite alérgica. Me sinto naquela poesia da Cecília Meireles: "Ou isto ou aquilo".

domingo, maio 01, 2005

Placebo no Claro Hall (RJ)

Se a bancária corda no pescoço não pôde deter uma pessoa disposta a assistir ao show de uma de suas bandas favoritas, a viação Cometa em bate-e-volta e a chuva tão pouco. Rumei para o Rio de Janeiro na sexta e, como em quase toda viagem de ônibus, a bizarrice senta ao meu lado. Fui munida de Bravo e Veríssimo para não ter que conversar com alienígenas. Quem disse que adiantou?

Uma mulher muito estranha sentou ao meu lado, daquelas que relutam em colocar a bagagem no porta-malas. Ela primeiro fez a maior confusão por conta do número do assento (típico de quem compra passagem no corredor e quer dar golpe da janela). Em seguida, colocou a mala no chão, que diga-se de passagem me espremeu. Sentou e dormiu. Como meu dramim começara a fazer efeito, me virei e tirei um cochilo. Fui interrompida por um buraco na estrada queijo-suíço. Abri os olhos e fui pegar a revista. Foi quando veio a pérola: "boa tarde, eu acabei de tomar um remédio a seco e tô um pouco engasgada. Posso tomar um gole da sua água? Eu juro que não encosto a boca". O que um cristão faz nessa hora? Entreguei minha garrafinha para a figura e percebi que estávamos em Barbacena. Nada mais oportuno.

Parada em Juiz de Fora. Ela olha para mim e diz para eu saltar sua mala enorme. E há outra alternativa? 20 minutos de descanso. De volta ao ônibus, ela insiste em testar minha paciência: "você não tem um lixo aí para eu jogar meus papés de bala?". Respondi um seco não.

Mais uns quilômetros e outra abordagem. "Você gosta mesmo de ler, heim?". Ignorei. E na rodoviária, a cara de pau olha para mim e fala: "eu costumo ser a última a sair do ônibus para evitar tumulto". Ai eu apelei: "hoje você será a penúltima"!

A dose de aventura do dia já foi garantida. Fui para o hotel e me encontrei com Uiara e David. Comemos no Gula Gula, passamos no Bar d´Hotel para um drink (recomendo o Nice, que é champanhe com sorbet de limão) e fomos para o Claro Hall. A última bandinha caída do "Claro que deve ser marmelada" já estava agradecendo o público. Ufa!

Cercados pela bissexual "lost generation", nos restou o fundão do local bastante cheio. O Placebo chegou empolgadíssimo, talvez por ser a última cidade da turnê no Brasil. Brian Molko levou os fãs ao delírio. Mesmo assim, a platéia como um todo não estava no clima. Talvez o carioca seja mais indie do que se imagina. As melhores músicas foram "Teenage Angst", "Slave to the Wage", "Special Needs", "This Picture" e "Pure Morning". Não gostei do arranjo de "Every you, Every me". O que não comprometeu a avaliação final: Nota 10! Andei lendo umas críticas sobre os shows de São Paulo que classificaram o show como mediano, com exceção do Lúcio Ribeiro que elogiou. Bom, pelo visto Brian Molko e Cia são como eu: preferem o Rio! Pena que não estava na boca do palco para pegar as camisetas que a banda distribuiu...

Voltamos de táxi no esquema tarifa combinada com duas meninas para lá de Bagdá de tão bêbedas, que eram de onde? BH! O taxista era uma figura e no fim, eu, Uiara e David morremos de rir.

E no sábado, passeios rápidos por Ipanema e Santa Tereza. Ir embora daquela cidade linda é sempre melancólico.

Para encerrar, a música que Brian Molko ofereceu ao público brasileiro:

Whithout you, I´m nothing

Strange infatuation seems to grace the evening tide
I'll take it by your side
Such imagination seems to help the feeling slide
I'll take it by your side
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies
I'll take it by your side
Oversaturation curls the skin and tans the hide
I'll take it by your side

Tick tock
Tick tock
Tick tick
Tick
Tick
Tick tock

I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen
I seem to lose the power of speech
You're slipping slowly from my reach
You grow me like an evergreen
You've never seen the lonely me at all

I
Take the plan, spin it sideways
I
Fall
Without you I'm nothing
Without you I'm nothing
Without you I'm nothing
Take the plan, spin it sideways
Without you I'm nothing at all