domingo, outubro 30, 2005

Fim de semana cheio de compromissos, com direito a um domingo de Amélia (o que em certas circunstâncias é detestável).

Fui ao aniversário do Ronaldo Fraga na sexta e ontem quase não parei em casa. À noite teve o show do Thedy no Vinnil, em homenagem ao Lupicínio Rodrigues. Consegui ver dois dos três DVDs que aluguei e amanhã o expediente será quase normal.



sexta-feira, outubro 28, 2005

Todo dia 28 de outubro, eu acendo uma vela para ele, o especialista nas causas impossíveis. Hoje não será diferente!



Oração a São Judas Tadeu

São Judas Tadeu, glorioso apóstolo, fiel servo e amigo de Jesus, o nome do traidor foi a causa de que fôsseis esquecido por muitos, mas a Igreja vos honra e invoca universalmente como patrono nos casos desesperados, nos negócios sem remédios.

Rogai por mim que sou um miserável. Fazei uso, eu vos imploro, desse particular privilégio que vos foi concedido, de trazer viável e imediato auxílio, onde o socorro desapareceu quase por completo.

Assisti-me nesta grande necessidade, para que eu possa receber as consolações e auxílios do Céu em todas as minhas precisões, atribulações e sofrimentos, alcançando-me a graça de (aqui se faz o pedido particular), e para que eu possa louvar a Deus convosco e com todos os eleitos, por toda eternidade.

Eu vos prometo, ó Bendito Judas Tadeu, lembrar-me deste grande favor e nunca deixar de vos honrar como meu especial e poderoso patrono, e fazer de tudo o que estiver ao meu alcance para incentivar a devoção para convosco. Amém. São Judas Tadeu, rogai por nós e por todos os que vos honram e invocam vosso auxílio.

Rezar 3 Pai Nosso, 3 Ave Maria e 3 Glória ao Pai.

Ah, voltei com os comentários, atendendo a pedidos. E agora sei gerenciar mais ou menos essa bagaça. Como estou sempre mudando de idéia, quem quiser falar que fale.

quinta-feira, outubro 27, 2005

Com tanta água correndo, nem comentei sobre referendo no blog. Bom, não me posicionei pelo sim ou pelo não simplesmente porque não votar era uma certeza, já que estaria em São Paulo. Eu não compraria uma arma nunca e acho que portar um revólver em casa não livra ninguém da violência. Hoje, passando pelo Pensata, vi esse artigo pertinente.

Lula não perdeu. O medo é que venceu - Gilberto Dimenstein

Muita gente está interpretando a derrota do "sim" como também a derrota do presidente Lula que, por seu desgaste, teria recebido um "não" dos eleitores. Se isso ocorreu foi um detalhe. Não foi Lula que perdeu --foi o medo que venceu.

No final das contas, o que importa é o seguinte: os eleitores demonstraram que se sentem desprotegidos, vivem sitiados e não confiam na polícia para defendê-los. O que, vamos convir, pode ter algum exagero, mas, em essência, está certo: o número de crimes aumenta e lemos periodicamente notícias sobre a fragilidade das forças de segurança ou, pior, o envolvimento de policiais no crime organizado --e até no desorganizado.

Se os eleitores caíram na ilusão de que se estariam mais protegidos com uma arma na mão é porque estavam baseados em algo bem real: a incapacidade do poder público em protegê-los.

quarta-feira, outubro 26, 2005

Então... já tô aqui onde o céu é azul, o calor é mais forte, as opções culturais limitadas. Tô aqui onde vive minha família e a maioria das pessoas que eu amo. Tô aqui onde ainda há pendência e vontade enorme de ir embora. Tô entre constrastes. Mais do que normal.

E mais de São Paulo. Fui ao cinema com Mari e Gustavo.



Me encontrei com Ígor e tivemos uma conversa ótima. Decisiva até. Voltei com um moleque de menos de um ano, na minha frente (lógico), esgoelando madrugada afora no Cometa. Ninguém dormiu e os pais pouco fizeram para melhorar a situação. Não entendo porque os progenitores não procuram um tratamento homeopático para acalmar seus filhos em viagens de longa distância ou então, a boa e velha maracujina, sei lá. Afinal, o problema é deles. Criança berrando incontrolável, para mim, tem que ser sedada de algum jeito! Já sei, tô que nem a música do Mundo Livre S.A: "você quer fuder com o mundo, logo logo vai menstruar. Guarde um pouco pra mim". É isso mesmo!

segunda-feira, outubro 24, 2005

Vacaciones - direto de uma lan house de São Paulo

Pois meus poucos dias de descanso do trabalho foram de folga, pero no mucho. De fato, bom mesmo foi tomar chamapanhe numa tarde de terça no Pátio com Manu e Marianinha e ver filmes bacanas em DVD que eu não havia assistido no cinema.





Na sexta cheguei, enfim, na Terra da Garoa. Estou hospedada na casa da Mari Ferreira e ela e o marido dela Gustavo tem sido extremamente atenciosos e gentis comigo e com Uiara e David, que vieram para o final de semana. É impressionante como se tem coisa para fazer nessa cidade, que apesar de assustar um pouco também encanta. Fui pela primeira vez ao bairro da Liberdade, à feirinha da Benedito Calixto e ontem fiquei mais por conta da maratona Tim Festival. Bem, achei o palco mal montado (muito baixo, com telões pequenos que só reproduziram imagens a partir do terceiro show!) e a seleção com atrações completamente dispensáveis (M.I.A e Kings of Leon. Podiam ter sido substituídos por Wilco). Me surpreendi com o Arcade Fire e adorei Strokes. Julian é lindo, o máximo e ponto final. Depois, eu conto mais.


Momento Last Nite

domingo, outubro 16, 2005

Enquanto houver horário de verão, praguejarei contra ele

Sou das pessoas que mais detesta exposição ao calor que conheço. Sol demais deixa minha pele vermelha e suada. Afora que as altas temperaturas causam me inchaço, dor de cabeça e sangramento nasal. Sim, é nojento! Mas confesso que aprendi a respeitar os amantes do verão e não sou tão xiita a ponto de não colocar meus pés na areia. Eu sei que protetor solar, vinte banhos por dia, neosaldina, ventilador e vaporizador para noites secas são paleativos. Mas contra o maldito horário de verão, só morando quatro meses em Recife, o que não seria de todo mal. Não vou nunca, pelo menos nessa encarnação, achar bonito levantar de madrugada e ver que as sete da noite ainda é dia.Vou lamentar as horas a menos de minha vida durante as transições e achar ridículo virar o ano na hora errada. O argumento da economia de energia nunca me pegou e, definitivamente, eu não vou me adpatar!

E além do odioso horário de verão, o final de semana teve outro inconveniente: a ressaca. Mas não uma ressaquinha que dura a manhã toda, não. Eu me senti azul até de madrugada e não dormi em paz. Culpa da Campanha "Pela Banalização do Champanhe" promovida na casa de Mari Peixoto na sexta. Insanidade pouca é bobagem para as zilhões de bolhas que correram no meu sangue representaram. Ressaca também moral por vários motivos, mudanças e insatisfações que pontuam a minha vida.

Com a nulidade de minha social, restou ler em tempo recorde "Minhas histórias dos Outros", do Zuenir Ventura, que é dos jornalistas que eu mais respeito e admiro. Fiquei surpresa com alguns relatos e fatos do livro e me senti ínfima por saber que nem o meu maior furo na carreira - que ainda não aconteceu - chegará aos pés do que Zuenir já vivenciou na profissão.

Amanhã é o meu primeiro dia de férias ou o que quer que a palavra possa representar nos sentidos próprio e figurado.

quinta-feira, outubro 13, 2005

quarta-feira, outubro 12, 2005

Manifesto a favor do descontrol
por Nina Lemos


É muito legal ser controlada. Eu, depois de anos, acho que até sou. Só que às vezes a gente olha em volta e vê tanto, mas tanto controle que... sente falta do descontrol! Falta passionalidade nesse mundo tão politicamente correto, desabafou um amigo outro dia pelo telefone. Ele tá certo.

Então, esse é um manifesto pelo direito ao descontrol. Quer dizer, mais que pelo direito. Venho aqui clamar o descontrol e acender uma vela para ele. Que bom que ainda sentimos coisas embaralhadas, que bom que temos ciúme, raiva, amor e paixão. Que bom que gritamos na pista! Que bom!

Acho bom, até, nesse momento, que vez ou outra a gente sinta tanta raiva, mas tanta raiva, que até bata o telefone na cara de alguém. Que a gente grite quando está com raiva. E não seja exageradamente educado quando a gente não está afins de ser.

Ser superior (não, não esqueci da minha musa mulher superior) é também poder sentir! Eu quero sentir! E pra sentir amor, preciso sentir raiva. E pra sentir raiva preciso sentir amor. Ta, é psicologia barata descontrolada, mas esse é um manifesto pelo descontrole, então, escrevo sem me policiar.

A gente precisa parar de se policiar.

A gente precisa parar de ser cordato o tempo todo.

Nada como uma emoção bem de verdade gritada, nem que seja "um nunca mais quero te ver", mas que também seja um "eu te amo", dito pra pretê, amigo ou bicho de estimação.

As terapias orientas e florais não vão eliminar nosso direito de sentir. E eu, que não acredito nem em floral nem em terapia oriental, continuarei celebrando o descontrole. E a psicanálise. Que Freud a salve.

terça-feira, outubro 11, 2005

Eu sei que já é terça...

Minha insônia não me deixa alternativa. Então é hora de homenagear o ícone do luxo carnavalesco: Clóvis Bornay! A criatura jogou para o alto a frase idiota "ninguém é insubstituível". Quem irá encher os salões de plumas e paetês? So restam bundas e peitos, quando fevereiro chegar. Bornay era a própria originalidade, além dos pontos de audiência da também finada TV Manchete nos dias de folia. Me encontrei com ele no Rio de Janeiro, há poucos anos, vagando anônimo pela Nossa Senhora de Copacabana. Não me contive e liguei eufórica para a minha mãe. Com tantas celebridades de fato e instantâneas para se ver na Cidade Maravilhosa, por que alguém iria se empolgar com Clóvis Bornay? Sendo eu esse alguém, devo confessar que até hoje não desvedei de onde vem minhas predileções. Pode ser genético. Pode ser o calor. E ontem lá se foi Clóvis Bornay, meu primeiro contato com o mundo da moda. Brilhos, cores e elegância não passarão em brancas nuvens lá em cima.



Bom, e para ninguém sair por aí dizendo que me curei da minha cinefilia, eu simplesmente delirei com Wallace & Gromit. Ainda bem que o cinema é escuro e ninguém repara na marmanja aqui gargalhando que nem criança de cinco anos.

domingo, outubro 09, 2005

Nada de novo no front

Fui ao Seu Jorge, mas o show atrasou demais. Inventei de entrevistar o homem e lá pelas três e meia da manhã, tô eu e Mari Castelo Branco em plena roubada, na Serraria Souza Pinto. O bom mesmo do findi foi ir ao Balaio de Gato com a turma no sábado e ao Mercado Central na manhã de hoje. Sinais do tempo. Será que as baladas não me apetecem? Será que sou uma velhinha no corpo de uma mulher de 28 anos? Ou será apenas uma fase? Eu sei que preferi tomar limonda de domingão no "Rei da Limonada" por R$0,60 do que Prosseco de graça no sábado à noite. O Mercado é sensacional. Todas as bancas mais tradicionais ou têm nome de santo (Santo Antônio, São José) ou são o top de linha: Rei disso, Império daquilo. E para aqueles que não utilizam o adjetivo no nome, sempre há o slogan do tipo "a melhor casa de carnes do Mercado Central". Aliás, o almoço ficou mais gostoso com tudo fresquinho comprado por lá.

segunda-feira, outubro 03, 2005

E o final de semana foi cheio. Deu para trabalhar, passear, visitar a Marianinha, sair com a turma, dormir e ver filmes. Não recomendo lugares em BH faz tempo aqui neste blog, mas aí vai um que eu adorei: o Ora Bolhas, onde funcionava o insosso Cristina com Leopoldina, no Santo Antônio. Champanharia com preços variados e tira-gostos muito saborosos. Precisa de mais?



E os filmes que vi foram estes: