domingo, outubro 16, 2005

Enquanto houver horário de verão, praguejarei contra ele

Sou das pessoas que mais detesta exposição ao calor que conheço. Sol demais deixa minha pele vermelha e suada. Afora que as altas temperaturas causam me inchaço, dor de cabeça e sangramento nasal. Sim, é nojento! Mas confesso que aprendi a respeitar os amantes do verão e não sou tão xiita a ponto de não colocar meus pés na areia. Eu sei que protetor solar, vinte banhos por dia, neosaldina, ventilador e vaporizador para noites secas são paleativos. Mas contra o maldito horário de verão, só morando quatro meses em Recife, o que não seria de todo mal. Não vou nunca, pelo menos nessa encarnação, achar bonito levantar de madrugada e ver que as sete da noite ainda é dia.Vou lamentar as horas a menos de minha vida durante as transições e achar ridículo virar o ano na hora errada. O argumento da economia de energia nunca me pegou e, definitivamente, eu não vou me adpatar!

E além do odioso horário de verão, o final de semana teve outro inconveniente: a ressaca. Mas não uma ressaquinha que dura a manhã toda, não. Eu me senti azul até de madrugada e não dormi em paz. Culpa da Campanha "Pela Banalização do Champanhe" promovida na casa de Mari Peixoto na sexta. Insanidade pouca é bobagem para as zilhões de bolhas que correram no meu sangue representaram. Ressaca também moral por vários motivos, mudanças e insatisfações que pontuam a minha vida.

Com a nulidade de minha social, restou ler em tempo recorde "Minhas histórias dos Outros", do Zuenir Ventura, que é dos jornalistas que eu mais respeito e admiro. Fiquei surpresa com alguns relatos e fatos do livro e me senti ínfima por saber que nem o meu maior furo na carreira - que ainda não aconteceu - chegará aos pés do que Zuenir já vivenciou na profissão.

Amanhã é o meu primeiro dia de férias ou o que quer que a palavra possa representar nos sentidos próprio e figurado.

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