sexta-feira, abril 30, 2004

Como um milhão de brasileiros deixei para hoje a Declaração do Imposto de Renda. Odeio fazer isso porque sempre fui péssima com números e tenho a sensação de que estou esquecendo de alguma coisa e de que minha restituição será menor. Whatever...

Hoje liguei a maquinha de fazer texto e só me inspirei porque dormi com o Alê. Estou precisando de férias - do trabalho e da humanidade - e de dinheiro. Engraçado que as duas coisas parecem impossíveis.

Fui em mais um bar do Comida di Buteco, o Köbes. Dessa vez foi a trabalho. Gostei muito do Mistura Brasileira.

Amanhã tem aniversário da Mari. Essa semana mal fui à ginástica. O mês de abril acabou e eu nem terminei de ler A Invenção da Solidão. Friends e Sex and the City vão encerrar temporadas e eu não terei mais sitcom favorito. Como diria meu amigo Instalation: "vida intervalo chato entre as refeições". A Minha última (almoço) foi ovo, salsicha, tomate, queijo e cream-cracker. Nada saudável ou saboroso.

quarta-feira, abril 28, 2004

Tenho trabalhado mais do que o suficiente, mas tudo bem...Minha vida gastronômica anda bastante variada e tenho que tomar cuidado com os implacáveis quilos excedentes. Na terça, eu e Alê fomos ao rodízio de pizza do Artesanato da Pizza. E só assim mesmo, pois a pizza de lá ficou cara demais. Comi muito e tive pesadelo na madrugada. Compensei nesta quarta numa verdadeira maratona de Rede Minas, na qual só parei para respirar depois de nove e meia da noite. Malhei duas horas, o que ajudou a dar pique. Passamos há pouco no Primo para comer o Rosbife Cinqüentenário, porém nem chega perto daquele que minha avó Celinha fazia. O dela sim era suculento, saboroso e único.

segunda-feira, abril 26, 2004

Eu juro que estou tentando suportar, mas às vezes é extremente difícil. Por isso é que apelo para a poesia, para tentar tornar a segunda cinza e fria menos insuportável...

INCONSTÂNCIA DOS BENS DO MUNDO
Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da Luz, se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas, a alegria.
Porém, se acaba o Sol, por que nascia?
Se é tão formosa a Luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?
Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo, enfim, pela ignorância,
Pois tem, qualquer dos bens, por natureza
Firmeza somente na inconstância.

domingo, abril 25, 2004

Anita não perde a chance


Alguém tem que ceder


E ontem vi dois filmes muito bons que tratam sobre mesmo tema: a sexualidade das mulheres de 50 anos.

Anita não perde a chance - em DVD - é uma produção espanhola. Conta a história de uma bilheteira que, após 34 anos no mesmo trabalho é obrigada a se aposentar porque o cinema irá se transformar numa Sala Multiplex. Mas ela não aceita o fato e passa a visitar as obras e nessas visitas fica amiga dos peões e vira amante de um deles. O melhor do filme está na metalinguagem e nas divagações de Anita sobre os freqüentadores de cinema. Claro que ela faz questão de lembrar à amiga mais jovem que um dia ela irá passar pelos mesmos conflitos.

Alguém tem que ceder - vi no cinema com o Alê - é bastante engraçado. A dupla Jack Nicholson e Diane Keaton (o roteiro foi escrito para ela) passa do ódio ao amor. Ele é um sessentão que nunca se casou e só namora mulheres com a metade da sua idade e ela já se casou, se separou e, do alto de seus cinqüenta e poucos anos, acha que a vida não lhe reservaria mais nada. No meio do triângulo está Keanu Reeves, um médico de 36 apaixonado por Erica (Diane Keaton). O interessante é mostrar como elas acham os homens velhos, que babam por gatinhas, uns ridículos e como eles acham essas mulheres duronas umas chatas. O final podia ter sido em Paris. Achei a última cena dispensável...

Depois da sessão, fomos comer pizza e tomar vinho. E cada um na sua cama. Tá eu admito que fim de semana sem dormir com meu bonitinho não tem a menor graça. Ces la vie...

Hoje ouvi dois CDs para minha próxima resenha: Arnaldo Antunes e Libertines. Falta ouvir The Vines, Air e Pedro Luís & Ney Matogrosso.

Mais tarde vou ao show da Maria Rita com a Marianinha.

That´s all folks.

sexta-feira, abril 23, 2004

E hoje é dia do meu Santo protetor...



Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.

Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.

Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.

Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

São Jorge rogai por nós!


Feriado serviu para dar uma descansada, já que as últimas semanas tem sido puxadas. Caminhei com o Alê, almoçamos, cochilamos e fomos a festinha de aniversário do avô dele.

Ontem vimos Kill Bill. Como sou fã de Tarantino, adorei. É muito sangue e pancadaria. Hilário por mais bizarro que pareça tal afirmação. Depois, fomos ao Antonius que fez o tira-gosto mais caído do Comida di Buteco: maçã de peito (fria) e mandioca insossa. Não curtimos muito não...

segunda-feira, abril 19, 2004



Resolver pepinos num passe de mágica. Era tudo que eu queria! Quando eu era criança amava Jeannie é um Gênio porque ela tinha solução para tudo. Se eu tivesse tais poderes, editaria muita coisa de dias como hoje e me concentraria no essencial. Pelo menos valeu por eu ter entrevistado o Marcelo Camelo.

domingo, abril 18, 2004

Mais um ano que o Atlético não ganha nada. Digo isso porque além do mineiro, o timeco não tem fôlego para campeonato algum que vai rolar em 2004. A cachorrada achou que iria faturar, mas se deu mal. Mesmo assim, tivemos que agüentar os comentários do Dadá Xucro e Nelinho Atleticano, sem contar o babaca do Eduardo que atacou o Cris. Tomou muita bifa e saiu escoltado pela polícia. Bem feito!

Findi tranqüilo. Almocei com a Fernanda e fomos ao Shopping. Eu e Alê fomos ao show do Lô Borges no Palácio das Artes, comemos muito japa, dormimos juntos. Almoçamos carnes exóticas (rã, capivara, javali e avestruz para ser mais precisa) e estamos digerindo até agora a comilança e a vitória de nosso time!!!

sexta-feira, abril 16, 2004



E ontem eu e o Alê fomos ao Via Cristina, que concorre ao melhor tira-gosto no Comida di Buteco. Bar lotado e não demos muita sorte porque o ingrediente principal tinha acabado e só nos informaram uma hora depois do pedido. Achei desaforo porque tinha um povinho conhecido por lá (arquitetos, artistas) que estava sendo prontamente atendido. Quase suspendemos, mas o torresmo na brasa com espetinho de mandioca chegou na hora. E cá entre nós, estava ótimo.

quinta-feira, abril 15, 2004

Eu passo por isso todo dia...



A Roupa do Trabalho - Jô Hallack

Se vestir para trabalha pode se transformar num drama. Principalmente se você trabalha num lugar careta. E não é muito careta. Mas também já passou da idade de sair com uma roupa rasgada só para provar que você não é careta.

1 - Eu já fui trabalhar com um chapéu tipo boina. E com blazer. Sim, é verdade, e eu tenho vergonha disso. Mas foi no passado e era meu primeiro emprego com carteira assinada e eu era uma sem-noção. Por isso, tinha dificuldades em adaptar meu figurino. O melhor que você pode fazer se este é o seu caso é impedir que pessoas tirem fotos. Pelo menos, ninguém poderá provar.

2 - Se você acorda muito cedo, separe a roupa de véspera. A pior coisa é acordar lesada, sonâmbula, atrasada e ainda ter que escolher um modelo. A probabilidade de erro aumenta.

3 - Pretinho básico. Ótima solução para os dias de pouca inspiração. Você coloca uma calça preta, uma blusa preta e pronto. Sem erro. Quer dizer, a secretária da firma pode falar que você não deveria estar vestida assim, pois segunda é o Dia das Almas e não é bom usar preto. (Isso já aconteceu comigo!) Ignore. Porque se você tiver que seguir várias religiões também vai ter que sair de branco na sexta.

4 - Se você trabalha no planeta dos caretas, não use roupas muito chamativas. Isso só vai transformar você num alvo fácil do preconceito e vão de chamar de coisas horríveis. Tipo clubber.

5- Ao mesmo tempo, não sucumba: tenha estilo. Com uma pulseira legal ou uma peça de roupa incrível que mostra que você não é um cordeiro coorporativo. Descolei na Laundry, na Ourofino, uma camisas ótimas. Parecem blusas sociais, mas tem silks com estampas do Rock. Assim, quando você está vindo todos pensam que você é uma executiva. E quando você está indo (o silk é nas costas) todos tem certeza que você não é uma executiva!

6 - Não fique deprimida em trabalhar num lugar que tem muitas pessoas com modelos péssimos.


:: E ontem nem tive tempo de postar porque foi correria da hora que acordei até o final do dia. Fiz resenha do Escuta Aqui e roteiros do Palco Brasil (antigo Especial Rede Minas), que eu passei a apresentar lá na TV. Sim, a partir desse momento eu também sou apresentadora. Agora só falta modelo e atriz pro currículo...Mas a experiência foi menos assustadora do que eu imaginei e tem uma turma legal por trás (Nico, Fernando e Evandro). Claro que como sou dislexa, não me lembro do horário. Sei que é domingo. Depois aviso direito. ::

terça-feira, abril 13, 2004

Sobre a Escrita - Clarice Lispector

Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio.
Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma idéia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento.
Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por um extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras.
Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.
Simplesmente não há palavras.
O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes.
Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.
Simplesmente as palavras do homem.

segunda-feira, abril 12, 2004



Depois de perder Sex and the City na semana passada, hoje vi o segundo capítulo da sexta temporada. Morri de rir da Samantha seduzindo o garçom gatíssimo (foto acima) e que posições sexuais são aquelas? Ela é um guru de toda uma geração. Claro que depois do seriado, Mari ligou, como nos velhos tempos.
Ganhei vários chocolates ontem: mamãe deu um ovo da Lalka e escondeu ovinhos pela casa, Helen - mãe do meu cunhado David - me deu uma caixa de Nha Benta e o meu bonitinho me deu um ovo Twix + um pote de Haagen Dazs. Por isso, fui cedo para a Academia. By the way, Mariiinha está fazendo Balance comigo.

domingo, abril 11, 2004

Qual é a música?

Desde criança, minha mãe dizia que se eu fosse uma música do George Harrison, seria "Here Comes the Sun". Acho que temos uma relação direta com algumas que parecem ter sido escritas para nós. Por exemplo, se eu fosse uma música do U2, seria "Stay". Se fosse do R.E.M, seria "Everybody Hurts". - embora fique dividida entre essa e "Losing My Religion" -. Do Radiohead, eu ficaria entre "High and Dry", "Karma Police" e "No Surprises". Escolheria a última. Já Frank Sinatra, me fascina por "Fly Me To The Moon", por mais que eu ame "I´Ve Got You (Under My Skin)". Elvis e eu temos afinidade com "I Cant´Help Falling in Love (With You)". Finalmente dos Beatles, entre "Strawberry Fields Forever" e "I Wanna Hold Your Hand", preferiria ser a segunda por causa do filme "Febre de Juventude", que eu adoro. E do repertório dos Rolling Stones, entre tantas, ficaria com "Paint it Black"...


Eu e o Alê vimos ontem o bobinho À Francesa. Nada demais. Vale mesmo só pelas cenas de Paris, que cada vez mais eu quero conhecer. Depois, fomos para Momo (e haja consciência pesada, pois exageramos no almoço) e cheguei em casa cedo...

sábado, abril 10, 2004

O processo de mudança é no mínimo estressante. Estamos vivendo isso e teremos outro logradouro em breve. Depois de sete anos, adeus Rua Paulo Simoni, mas juro que estou tentando enxergar o lado bom de toda a merda que vem rolando e não cair nessa de auto comiseração...E de mais a mais, está todo mundo no aperto por causa da falta de grana. Nessas horas o que vale mesmo é o apoio dos amigos e das pessoas amadas: hoje o Alê rodou com a gente por alguns lugares afim de vermos apês legais...

quinta-feira, abril 08, 2004





Fui ver Albergue Espanhol com a Marianinha. É um filme leve e bem legal. Além de ter como música-título "No Surprises" (uma das minhas favoritas do Radiohead), ele transmite, de certa forma, o sentimento da minha geração. Estamos um pouco confusos, perdidos. Queremos fazer tanta coisa em tão pouco tempo. Queremos saber o que seremos daqui há 5 anos e ficamos angustiados porque a escolha tem que ser racional, tem que dar o devido "retorno". Queremos um amor de verdade, mas também o prazer, típico do primeiro encontro, e sofremos por saber que esse gostinho vai ficando cada vez mais distante a medida que o tempo passa. Queremos uma liberdade difícil de se explicar. Xavier, o protagonista, é filho de uma mãe liberal. Vai estudar economia em outro páis, embora quisesse, quando criança, ser escritor...Ele se sente sufocado. Só que na Espanha vive situações muito mais importantes do que a "preparação para a carreira" em si. Ele, como eu, acha que tudo deveria ser mais fácil. Se fosse, talvez eu nem estivesse escrevendo isso na minha casa. Talvez a minha casa, que cada vez mais deixa de ser minha, fosse só um lugar como os tantos endereços que existem se temos coragem de romper os frágeis limites do aconchego do lar.
Ironia do destino é isso aí: quando você está livre e desempedida sempre tem aquele carinha que você beijaria fácil. Ele, claro, ignora sua existência. Aí você começa a namorar e a coisa muda de figura. Não é que hoje um dos meus alvos de solteirice me deu a maior cantada? Eu fui totally blasè, não para dar o troco, mas porque além de ser apaixonada pelo meu bonitinho, nem naquela época teria sido grande coisa...

quarta-feira, abril 07, 2004

Parece que foi escrito sob medida...

A Conta - Martha Medeiros

Num mundo onde tanta gente perde, sofre, se frustra, é quase natural que os que estão felizes da vida sintam a presença de uma espada sobre suas cabeças. O que fizeram para merecer tal sorte? A conta virá, certamente.

Como se ser feliz fosse um pecado, eles calculam o que imaginam estar devendo pra sociedade. Quanto pagarei por ter um relacionamento saudável e bacana, onde não há stress? Quanto vão deduzir do que ganhei em amigos, tantos e tão leais? Quando é que vou começar a ser castigado por ter me dado bem na profissão? E esta menina linda que inventou de se apaixonar por mim e encher minha bola dia e noite, quanto ela me custará?

É tanta gente se dando mal que, para aqueles a quem a felicidade sorriu, resta uma culpa tremenda. Ter nascido virado pra lua é considerado quase um defeito de caráter: como alguém ousa não ter problemas neste mundo cão em que vivemos?

Na verdade, problemas todos têm. Todos vezes todos. Se não é no trabalho é na escola, se não é na escola é com a família, se não é na família é no amor, se não é no amor é problema de saúde, se não é saúde, é grana, se não é grana, é a cabeça que anda mal. Alguma coisa sempre perturba, alguma coisa não está 100%.

Não há quem não carregue sua cruz. Mas tem gente que sabe dar a dimensão exata destes problemas que, se formos avaliar, são totalmente normais. Estar gorda, se desentender com o marido, ter uma mãe fiscalizadora, um patrão xarope, um salário meia boca, uma amiga que decepcionou, o que é tudo isso senão parte da vida?

A diferença entre uns e outros é que uns fazem disso uma calamidade e outros levam tudo mais serenamente, economizam-se. Irão se queixar e se atormentar só quando pintar algo realmente sério, que eles aguardam com total certeza da chegada. Porque este "algo realmente sério" será a conta pelos dias amenos, pelos dias ensolarados, pelo astral mantido lá em cima, por sentir-se realizado com pequenas alegrias, por estar satisfeito consigo mesmo, por não fazer drama à toa. Alguma coisa está errada na sociedade quando a gente se sente devedor por estar vivendo bem.

segunda-feira, abril 05, 2004

Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Jim Morrison e Janis Joplin morreram aos 27. Acho, portanto, uma idade estranha. Mas como não tomo drogas e não tenho surtos, minha velhice está garantida. Fazer aniversário é sempre bom. Ganhar votos de felicidades, sejam eles de amigos que moram tão longe ou daqueles que podem dar aquele abraço é maravilhoso. Ganhei presentes lindos também. Amanhã tem festinha no Café com Letras. Espero todo mundo lá...

domingo, abril 04, 2004

Às vezes desconfio de previsões astrológicas porque elas partem de princípios estapafúrdios. Quem disse que todo ariano tem uma pessoa amada para passar o final de semana? Quem disse que os que têem não estão completamente falidos (como eu)? Eu adoraria sumir do mapa, principalmente porque ando irritada com a minha existência...Mas cadê a grana?

Previsão de 05 a 11 de abril
Já se programou para sair durante este fim de semana e relaxar junto à pessoa amada? Se ainda está decidindo, melhor agilizar seus planos, para que tudo saia na hora que quer. Sua parceira pode agradá-lo de modo surpreendente nestes dias, e seria legal que vocês tivessem a chance de viver um romance gostoso, longe do cenário rotineiro.


No entanto, acho o que o Quiroga diz mais confiável...Minhas crenças são assim mesmo: contraditórias. Quando encontro alguém de que eu goste de verdade, acredito que é para sempre ou nunca mais...

Previsão para Áries em Abril - Oscar Quiroga
Nesta cultura, que se gaba de moderna e sofisticada, em que mora nossa humanidade, é comum que as pessoas só atualizem os laços de solidariedade e compaixão quando acontece algum desastre e que, enquanto isso, aproveitem cada instante cotidiano para afirmar sua autonomia e independência, sempre em detrimento dos laços básicos sobre os que se constrói o relacionamento, como se elas não precisassem umas das outras. Entretanto, você deve entender que ao universo importa menos sua independência pessoal do que sua capacidade de estabelecer vínculos amorosos, e por isso vai fornecer inúmeras oportunidades, de todos os tipos, para orientar sua alma nesse sentido. O momento atual é ainda mais radical a este respeito porque, lembre-se, de 2004 a 2011 se processa uma revolução
que é radical, porque íntima, que começa no coração e termina na cultura. Faça sua parte, discuta menos e concorde mais.
Cheia, 5/4 às 8h03, horário de Brasília. Propícia para enxergar com clareza o que está a favor e em contra de seu relacionamento.
Quarto minguante, 12/4 às 0h46, horário de Brasília. Tempo de colocar ordem nos pensamentos e ambições, sem alarde nem alvoroço.
Nova, 19/4 às 10h21, horário de Brasília. Tempo de recolher-se e de gastar o menos possível seu dinheiro.
Quarto crescente, 27/4 às 14h32, horário de Brasília. Propícia para tomar atitudes generosas com as pessoas que as mereçam.


E ontem tive reunião com o povo do Agenda (mais uma vez "as usual"). Depois, almoçamos no Nossa Praia. Essa parte foi até divertida, mas no geral meu sábado foi sem graça porque eu queria ter ido ao Casamento do Daniel, em São Paulo, e, no mínimo, ido ao Cinema. Mas o digníssimo namorado estava desmontando e eu fiquei no tédio e aconchego do lar. Vi A Estranha Família de Igby. Gostei muito.

sexta-feira, abril 02, 2004

Segunda-feira faço 27 anos e não vou comemorar no dia exato. Ao contrário dos últimos 25 (com 26 também eu não me animei tanto), minha empolgação com a data é zero. Talvez porque eu nunca estive tão dura em toda minha existência, talvez porque envelhecer seja mesmo algo sem graça...De qualquer forma, haverá bolo. É o único ícone de aniversário que eu preservo...