domingo, setembro 28, 2008

10 dias sem marido

Essa é a segunda noite do Alê em nuestra Buenos Aires querida. Ele está de férias e eu não tenho previsão para as minhas. Então rolou um encontro de design e a possibilidade de tomar "binos", comer alfajores loucamente e se perder naquela cidade maravilhosa. Foi com os amigos e eu dei a maior força. Ele disse que eu ia aproveitar para me jogar na Obra e aprontar com as meninas. Entretanto o saldo até agora foi passar o fim de semana super gastronômico com a família e os queridos Joãos Augusto e Agripino, além de assistir com a Marianinha ao divertido Mamma Mia!



Agora, com uma insônia daquelas, estou no comando do controle remoto pela primeira vez. E sem ele por aqui, nem é tão divertido. Quem eu vou irritar com meus canais de mulherzinha?

segunda-feira, setembro 22, 2008

Cegueira

Como Cazuza - ariano até o osso - sou exagerada. Pois ao contrário do que o título desse post sugere, não estou falando do Fernando Meirelles, quiçá do Samarago. Ainda como nativa do primeiro signo zodiacal cultivo um certo egoísmo. Librianos que me perdoem, mas o eu é essencial...

Enfim, voltando ao assunto, entre quarta passada e hoje, achei que iria perder a visão. O olho direito começou a lacrimejar muito, tudo ficou embaçado. Consegui me encaixar numa consulta do Dr. Paulo, que me atende há uns oito anos. O problema é que a clínica dele parece de geriatria. Então, velhinhos e velhinhas estão necessariamente duas horas na minha frente, não importa a hora que eu marco.

O colírio alucinógeno não impediu que todos ali ficassem encantados com a dona Maria Cecília, uma senhora lindinha, toda arrumadinha, de unha feita e tudo que, no auge dos 99 anos, esbanjava lucidez. Ela - como eu - estava alheia ao papo furado da sala de espera e não fazia cara de desespero com as gotas ardidas nos olhos. Me identifiquei com a atitude, mesmo que o mundo ache - e não sem muita razão - que eu falo pelos cotovelos e dou idéia para qualquer um. Quando resolvo fazer cara de paisagem, sou a própria personagem de filme nouvelle vague.

Naquele momento, não pude deixar de morrer de saudades da minha avó (é sempre assim quando vejo uma velhinha fofa). No caso, dona Celinha dava um banho na dona Maria Cecília porque era bem mais estilosa. Fiquei pensando que essas velhinhas que me deixam nostálgica são apenas parte de um caleidoscópio. Minha amada avozinha não terá similares nessa "encadernação".

Durante o exame, contei quase toda a ação de "Blindness" para o Dr. Paulo. Ponderei que esperava tanto, mas tanto que saí um pouco decepcionada da sala de cinema. Minha miopia e astigmatismo ficaram perturbados - com o filme, não com a consulta - mas isso era gol a favor. O diagnóstico não foi dos mais agradáveis: meus olhos estão desenvolvendo uma espécie de alergia às lentes de contato e preciso usar mais óculos (ou operar, que eu prefiro). Com isso, estou machucando minha córnea. Dramática (como sempre), pensei que elas seriam, junto com o fígado, órgãos a menos para doar. Desse jeito, não chegarei a marca de dona Maria Cecília.

domingo, setembro 14, 2008

Adorei



Como eu agora enfrento fila no cinema e, eventualmente, perco a sessão que gostaria de ver por conta da lotação (no caso, foi "Ensaio sobre a Cegueira"), acabei assistindo à estréia da semana passada (que não vi porque optei pelo pior filme de 2008 até então, "Cinturão Vermelho"): "Linha de Passe". Com atores desconhecidos do público (e da crítica porque a crítica adora dizer isso, como se conhecesse todos os atores que a Fátima Toledo prepara) em performances excepcionais, ótimas fotografia e trilha, além de roteiro bem amarrado. Pessoalmente, gosto muito da dobradinha do Walter Salles & Daniela Thomas e no quesito filme brasileiro (isso é quase um gênero), já tenho um dos meus favoritos do ano.

sexta-feira, setembro 12, 2008

Não ganhei na megasena, mas tô melhor...

É um post só para constar e para dar um refresco no baixo astral. Aproveito para divulgar o curso do amigo Pablo e dizer que ainda tem - pouca - gente bacana no mundo. A Silvinha mesmo, que faz estágio na Noir, trouxe dois litros de sorvete para comemorar um mês na empresa conosco. Vou fechar o bar mais cedo e deixar o trabalho, que ainda tenho que fazer, para amanhã.

quinta-feira, setembro 11, 2008

WTC

Hoje eu queria uma torre gêmea para pelo menos dividir comigo os sucessivos os ataques...

Como falei com minha amiga Fernandinha no meio da tarde, "fofa, me elogia, porque a coisa tá feita pro meu lado. Da primeira hora útil até o agora só levei crítica pesada. Tô me sentindo o próprio World Trade Center e visualizando o sorrisinho cínico de Osama Bin Laden nesse momento".

Associações infames à parte, eu como uma pessoa que acredita em teorias da conspiração, luas fora de curso, Mercúrios retrógrados, leis de Murphy, no ditado criado por um conhecido, "há males que vêm para fuder" e outras "amenidades" do tipo, tive meu dia de Geni. E dá-lhe pedrada até quando eu achava que estava acertando.

A coisa ficou tão insana que, por alguns momentos, achei que os críticos em questão - de mais de um exército, como no War, diga-se - estavam fazendo uma pegadinha. No fim, alguém ia me ligar e dizer que impulsionou minha perda de apetite, dor de barriga, agitação e outras zicas porque foi combinado: eu estaria sendo filmada. Algo como "Show de Truman".

Ouvir umas verdades faz parte, reconhecer o erro (como eu fiz) nem sempre, tentar reverter o jogo, pode ao menos ser um sinal de maturidade, humildade, profissionalismo, sei lá. Até essa hora eu estava topando. Surgiu ali uma certa onda positiva, comum ao mundo corporativo e ao futebol. "Vamos acionar o botão Jerry Maguire", imaginei. Porém no meio do caminho - e ao ligar o celular - tinha mais pedra, que vieram justamente de onde tudo parecia caminhar bem. Então alguém te diz que você precisa produzir e pensar para quem ganha justamente para produzir e pensar. Aquele filme citado, acabou de se queimar.

Como trabalho com gente/empresas e veículos conhecidos, vou permanecer na metáfora. Todo mundo sabe quem é a autora dessa bagaça. E como prega o popular, quem abaixa demais, acaba mostrando a calcinha...

Eu já cansei de pedir para parar o carro que eu quero descer aqui nesse blog. Todo mundo engole sapo em qualquer trabalho, eu sei. Não adianta achar que montar uma tendinha de sanduíche na praia vai amenizar ou que fazer um mestrado e repassar conhecimentos para os jovens será mais nobre e menos estafante que o dia a dia do jornalismo de redação ou de assessoria (que pela prática tenho certeza que é muito, mas muito mais exigido).

Não adianta. Eu não sou otimista, não tenho fé alguma na humanidade, acho que o cada um por si é o lema desse milênio. Meus sonhos foram todos vendidos, como cantou o Cazuza, e me odeio quando caio na ingenuidade de achar que o jornalista do outro lado é parceiro (termo que, aliás, eu abomino) ou que vou atender minimamente às expectativas de quem me contrata. Isso porque quem me contrata quer, por razões óbvias (está pagando), capa da Folha, inserção no Fantástico. Isso para falar da ambição local, pois a CNN não é mais o limite. Nesse pacote incluem-se também idéias geniais, planejamentos estratégicos dignos da Tropa de Elite, diplomacia que nem a ONU é capaz de ter, gentileza e sensibilidade que não necessariamente sejam à flor da pele.

Há pouquíssimo tempo eu editaria no dia de hoje uma espécie de "Império Contra- Ataca". É bom lembrar que jamais dou a outra face (não faz parte da minha natureza ariana), entretanto estou aprendendo a relevar porque sei que em mais de um momento meus interlocutores - no auge da "malhação do Judas" - cometeram seus equívocos. Eles também são humanos e me deram mais de uma página em branco para o relatório de justificativas.

Eu devia estar preenchendo tópico a tópico desse texto técnico agora, mas estou exausta, chateada e me sentindo impotente. Não deveria perder tempo com o desabafo no blog. Só que isso é inerente a mim.

Nessa altura, lembro-me de um ex cliente, que considero um amigo falou, há pouco mais de um ano, que contratou minha empresa para um job porque nós éramos sensíveis e para trabalhar com o que trabalhamos, deveríamos ser respeitados. Nunca vou me esquecer disso. Pois esse cara, que é super fodão, é mesmo como poucos.

Vou pra casa. Chega de fritar.

terça-feira, setembro 09, 2008

"Por onde andei (enquanto você me procurava)"

Sempre que surge a mínima chance de férias, um trabalho grande aparece. "Que bom", podem dizer alguns, mas o fato é que com a prostituição da feira (em Pequenópolis não há mercado), trabalho grande nem sempre é o que traz a melhor remuneração. Mas precisamos dele, certo? Vou usar a máxima classe média conformista cristã para não pagar de reclamona. Amém.

Sumi do blog, da manicure, da academia e acho que ganhei uns dois quilinhos nesse corre-corre (mesmo sem tempo de comer, quando como, não faço necessariamente uma refeição saudável. E acabo compensando o estresse com um doce ou uma pizza - super calóricos). Pelo menos estou no fim de um bom livro e tenho conseguido ir uma vez por semana ao cinema (quem já teve uma média de quatro sessões em sete dias pode imaginar como deve ser o hiato). Não encontro minhas melhores amigas há semanas. Outras queridas, há meses. Não verei a Madonna no Brasil.

Eu andei em tantas reuniões, fazendo tantos planejamentos - não confundir com planos, que têm um tom mais pessoal -, entrevistando candidatos a vaga na empresa, artistas que os clientes nos contrataram para divulgar, prospectando e aprendendo novos verbos corporativos. Eu andei fazendo frila para revista, pelo pé de meia em si e sobretudo pela chance de abstrair do universo de assessoria, que toma porrada para todos os lados.

É isso. Nando Reis tem razão, "a vida é mesmo coisa muito frágil, uma bobagem, uma irrelevância".

segunda-feira, setembro 01, 2008

Uma previsão personalizada (e desanimadora)

Porque as vezes Quiroga é muito subjetivo...

Do Personare

Alerta vermelho para a sua vitalidade, Ludmila: Entre os dias 01/09 (hoje) às 0h14 e 23/09 às 20h49, o planeta Marte estará "brigando" com o Sol do seu mapa de nascimento, e este tende a ser um período de desgaste desnecessário de sua vitalidade. A sensação deste momento tende a envolver a idéia do uso excessivo de força para fazer coisas simples, algo do estilo "usar força de 1 quilo para levantar um objeto de 200 gramas". Neste momento, convém organizar direitinho seus afazeres, caso contrário o risco é o de você se desgastar demais com uma coisa que não exigia tanto desgaste, e na hora de ter que usar uma força especial em algo que de fato demandava mais atenção, você perceberá que se exauriu. Mas a idéia é a de que você, ao saber disso antecipadamente, mude esta tendência. Ter consciência do processo é uma chave para você se organizar melhor, Ludmila, e evitar esta perda desnecessária de vitalidade. A propósito, se você faz atividade física, que tal diminuir o ritmo um pouquinho neste momento? Isto pode evitar um tendão machucado, ou algo parecido...

Uma das marcas registradas deste momento envolve a idéia de um desacordo entre a sua vontade pessoal e aquilo que você faz no sentido de validar os seus quereres. É como se você quisesse uma coisa, mas os seus atos contrariassem o seu próprio objetivo! Procure avaliar esta tendência neste momento, a fim de não se tornar uma espécie de sabotador da própria vontade, Ludmila!

Esta é uma fase para você evitar desgastes desnecessários de energia. Se você tem que acordar cedo amanhã, para que perder noite? Se você sabe que terá que se dedicar muito a algo importante, não é inteligente marcar coisas demais no período próximo a isso. Concentrar melhor as próprias energias vitais é uma necessidade para este momento. E isso envolve, acima de tudo, ter uma boa alimentação, boas noites de sono, enfim, atos que qualifiquem melhor a sua vida física.

Caso você não atente para a necessidade de um maior controle de sua energia vital, poderá experimentar uma forte tendência para ataques de raiva e até mesmo para a fúria. Frustrações sexuais podem ocorrer também. Não se force a nada. Haverá muito tempo para sexo no futuro, afinal!

Inclusive, Ludmila, tenha uma atenção redobrada no que concerne aos dias entre 01/09 (Hoje) e 13/09, pois nestes dias o Sol em trânsito estará reforçando o desgaste energético de Marte, e você pode até ter alguma doença se não se cuidar direito e não souber respeitar seus limites físicos neste período! Melhor prevenir do que remediar, não é mesmo? Como eu disse acima, durma bem, coma direito, nada muito pesado, cultive um estilo mais light neste momento. Você terá muitos momentos de sua vida para curtir um estilo mais pesado, mas respeite estes dias, quem sai ganhando é você!

Sofrendo por antecipação

Desde criança eu sou assim. Sofro por antecipação. Basta ver minhas fotos quando fui noiva na quadrilha e rainha da pipoca na escola. Em todas, estou com a cara mais abatida do mundo, vermelha como um pimentão por conta da febre alta. Nessa época ainda, eu tinha tanta certeza de que me daria mal em provas de matemática, que não dormia ou tinha pesadelos na véspera do exame. Por sorte - e nojo - não sou de roer as unhas.

Hoje fiquei tensa o dia inteiro tentando comprar o ingresso da Madonna. Fiz meus apelos dramáticos de praxe no MSN (minha irmã e minha mãe dizem que sou drama queen no quesito) e fiquei "psycando" o mundo. Até que meu amigo querido Pablo foi o anjo da guarda que publicou meu apelo em seu blog (desses que têm uns 500 comentários por dia contra zero ou um, se comparado com o meu). Minutos depois, como na fábula de Ali Babá, ele consegui o acesso ao site. Então vi que havia ingressos à venda, mas...

Eu não quero ver a Madonna no Rio. Quero ir para São Paulo onde tenho mais amigos e imagino que o show será melhor. Em São Paulo combinei minha caravana "Priscilla, Rainha do Deserto". Então, ficarei com minhas palpitações porque só no dia 03 (quarta) resolverei essa questão.