sexta-feira, maio 21, 2004

Um post e dois momentos. No primeiro, um texto ótimo da Nina Lemos, do 02 Neurônio sobre amizade e no outro, como eu tenho enxergado as coisas nos últimos dias. Baixo-astral passa rápido no meu caso. Ainda bem que eu tenho amigos de verdade para contar.

Amigos para Sempre - Nina Lemos

Meu amigo Xico sempre diz que a amizade se mede pela cota de perdão. Verdade absoluta. Eu e Xico vivemos nos perdoando na vida. Eu às vezes sou histérica. Ele às vezes é histérico. A gente pode até quebrar o pau. Mas sabemos, sem dúvidas, que somos amigos.

Assim como eu, Jô e Raq somos amigas pra sempre. Apesar dos quebra paus.

A regra básica dos amigos pra sempre é lembrar sempre que a gente vai ser amigo para sempre. Isso minimiza muitas coisas.

A verdade é que vamos ter que nos aturar a vida toda. Então, o melhor é que a gente brigue pouco. Ou brigue sem muitos atos dramáticos. E sem onfensas pesadas. A gente ter que conviver para o resto da vida com alguém que ofendeu alguém ia ser um saco!

Mas não temos como fugir! Estamos como que amarrados pela amizade. Já somos primos. Podemos até dar tempos, sumidas. Mas não tem jeito. Vamos ter que nos aturar.

E essas pessoas conhecem a gente tanto, mas tanto! Na verdade, um amigo pra sempre conhece a gente mais que qualquer família. E não liga se a gente dá chilique. Não liga se a gente fica de ligar e não liga. E nem a gente liga. Com a amigo para sempre a gente toma liberdades. Podemos deixar cinco recados seguidos nas secretárias deles. Sabemos que não, não vamos perdê-los.

Algumas vezes a gente acha que um amigo é para sempre e não era. Uma hora a coisa de para de rolar. Isso é triste. Mas tem gente que entra na nossa vida e vai ficando. Ficando, ficando.

Amizade, eu acabo achando sempre, é melhor que amor. Pelo menos é quando eu consigo falar para sempre.


Mafalda, meu alter-ego

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