quinta-feira, outubro 05, 2006

Ando com a TPM tão à flor da pele que essa semana sonhei que estava na Fantástica Fábrica de Chocolate. Perdi a hora e fui para o salão fazer a unha. Nada de correr para o Jornal ou arrumar a casa como uma psicopata. Estou começando a me cansar de ser tão CDF! A Mostra de Cinema, a Bienal de Arte, o Tim Festival e o trabalho extra (não entregue no prazo) vão me enlouquecer porque quero dar conta de tudo.

Saudades dos tempos que eu planejava viagens, com trilha sonora descontrol para o Rio, ao lado da minha querida amiga Marianinha. Hoje ouvi uma coletânea do Chico que ela gravou para mim há muito, muito tempo. No quesito identificação, até selecionei um trecho.

Até o Fim

Quando nasci veio um anjo safado
O chato do querubim
E decretou que eu estava predestinado
A ser errado assim
Já de saída a minha estrada entortou
Mas vou até o fim
Ainda garoto deixei de ir à escola
Cassaram meu boletim
Não sou ladrão, eu não sou bom de bola
Nem posso ouvir clarim
Um bom futuro é o que jamais me esperou
Mas vou até o fim
Eu bem que tenho ensaiado um progresso
Virei cantor de festim
Mamãe contou que eu faço um bruto sucesso
Em quixeramobim
Não sei como o maracatu começou
Mas vou até o fim
Por conta de umas questões paralelas
Quebraram meu bandolim
Não querem mais ouvir as minhas mazelas
E a minha voz chinfrim
Criei barriga, a minha mula empacou
Mas vou até o fim
Não tem cigarro acabou minha renda
Deu praga no meu capim
Minha mulher fugiu com o dono da venda
O que será de mim ?
Eu já nem lembro pra onde mesmo que eu vou
Mas vou até o fim

Como já disse era um anjo safado
O chato dum querubim
Que decretou que eu estava predestinado
A ser todo ruim
Já de saída a minha estrada entortou

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