quarta-feira, novembro 16, 2011

Do amor inventado

Eu me acostumei há muito com o café sem açúcar e não me importo com a dança sem par, mas que você podia ter ao menos me contado uma estória romântica, ah podia. Logo você que tem tanto talento no trato com as palavras: não foi por acaso a mentira que a minha vaidade quis.

Tenho dificuldade em continuar parafraseando porque travo na hora do "nosso amor a gente inventa". Talvez seja "mudança de comportamento". Quase um mash-up, troca de playlist, só que tem a ver. Não é você, sou eu...essa vontade louca de mim mesma. A solidão tem mesmo me deixado forte. Mais fácil falar dela do que desse corte lento e nenhum pouco profundo entre você e eu.

E, de fato, te ver não é mais tão bacana quanto a semana passada...e olha que faz tanto tempo que nem cabe a licença poética. Nos vimos em 2010 ou 2009? Nem me lembro. Houve uma época em que eu memorizava datas do calendário com uma precisão invejável. Eu agora quero que os dias passem.

Você não pode ver que no meu mundo um troço qualquer morreu. E eu tenho que parar de inventar amores, que nunca existiram, para me distrair. No entanto, logo logo eu roubo mil rosas de novo. Sou exagerada, não tem jeito.

Imagem do tumblr Observando

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