terça-feira, novembro 18, 2008

Do check-up

Resolvi fazer meus exames de praxe entre outubro e novembro. Os resultados começam a sair e entre taxas, números e siglas, preciso de explicação médica que, às vezes, encontro somente no google. Minha nova endocrinologista ligou dizendo que meu colesterol HDL estava muito baixo. Como ela sabe que eu não fumo e faço exercícios, disse que eu devia monitorar, pois imaginava ser um problema genético. De resto, tudo ok. Fiquei encucada com essa necessidade de acompanhamento, já que até então cumpria essa rotina com ginecologista, oftalmologista, dentista e angiologista (desses dois, confesso, tenho andado milhas e milhas distantes).

Vasculhando no Drauzio Varella (sim, sou super hipocondríaca), achei "HDL baixo isoladamente é fator de risco. Em trabalho recente realizado, analisamos a relação triglicérides e HDL, uma vez que triglicérides isolado também é fator de risco. O estudo mostrou que, quando essa relação está aumentada, ou seja, triglicérides aumentados ou HDL baixo, não só a detecção da doença coronária é 5 ou 6 anos mais precoce do que nas pessoas em que essa relação é normal, como a ocorrência de infarto também é muito mais precoce.

Essas conclusões nada têm a ver com LDL. Estamos lidando agora com HDL e insistindo que em níveis baixos ele é um fator de risco importante. Estamos demonstrando, ainda, que é possível corrigir o HDL baixo de três maneiras: não fumando, fazendo exercício físico e tomando um remédio, a niacina, que aumenta os níveis de HDL e corrige a disfunção endotelial".

A disfunção é a menor capacidade de dilatação dos vasos (?), como refere-se o artigo. Ok, vou ter que (con) viver com isso, mesmo não sabendo direito o que é...

Enquanto ninguém me preescreve niacina, sou reconhecida pela tarja preta no lugar em que almoço. Explico: por indicação da Lili, dei uma entrevista sobre antidepressivo no Estado de Minas e fiquei com a sensação de ser mais observada desde domingo, quando a matéria foi publicada. A Roseli, minha diarista, elogiou a foto. No elevador, um vizinho, que é professor universitário, gostou da minha postura e hoje no almoço, uma moça me abordou numa ode às tarjas preta e vermelha. Dá-lhe fluoxetina. Ainda que eu não tome mais por causa da acupuntura, me fez bem por um tempo.

Espero as férias como uma criança espera o natal. Meu próximo check-up será na cabeça.

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