segunda-feira, dezembro 17, 2012

Ainda a impossibilidade



Todo dia a impossibilidade nos atravessa de algum modo. Hoje a mulher que saiu de casa para visitar a família, comprar presentes de natal ou ir ao cinema sofreu um acidente. Seu carro derrapou e ela morreu na hora. Também o garoto, que jogava futebol com os amigos. Ele sonhava ser um craque, no entanto, olhou para os olhos dela. E seu coração parou de bater.


"Não é possível completar sua chamada", diz a voz metálica do outro lado do telefone. "Desculpe, senhora, não foi possível localizar um carro para te atender", completou a atendente da cooperativa de táxi. Não teve jeito da espuma do meu cappuccino italiano vir espessa naquela padaria chique e também o encontro foi desmarcado.


Então tem hora que é melhor não insistir. Saber recuar, parar de pensar simplesmente. Parar de ligar, ir para a rua pegar o tal táxi, beber um chá e não remarcar. A impossibilidade sempre esteve rondando nos últimos tempos, seja por conjunção astrológica, ciclos a serem encerrados ou azar mesmo. Eu inclusive, num contexto bem diferente, escrevi sobre uma de suas facetas em agosto de 2011. Para lembrar, basta clicar.






Desse substantivo feminino composto por 15 letras, com 4 vogais e 6 consoantes derivam sensações incômodas e perguntas sem respostas convincentes. Ao menos para mim que, insistente, no fundo acredito naquele refrão do Roy Orbison ("anything you want, you gotta it"). Quem sabe na próxima.  








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