quarta-feira, janeiro 11, 2012

Nos murais virtuais

Aproveito meus hormônios em fúria para escrever esse post.

Não coloquei em mural do Facebook porque, honestamente, estou naqueles dias de total impaciência para o debate. Se curtir o que escrevo abaixo bem, senão bom também...

A verdade é que TODO MUNDO levanta bandeira. Eu mesma defendo a lei anti-homofobia, o Estado Laico, a prisão perpétua para crimes hediondos, a discriminalização da maconha, o direito da mulher ao aborto...por aí vai.

Se frequentemente os crimes contra homossexuais acontecem, uso meu mural na rede social para mostrar minha indignação. Também protesto contra os aumentos abusivos dos próprios salários dos políticos e os maus tratos aos quais animais são submetidos.

So far, so good?

Nem tanto. Justamente quando toco nos assuntos (e nem o faço de maneira rotineira), vem sempre um "amigo" (parêntesis porque a maioria não entra na categoria dos conhecidos) para ameaçar: "vou bloquear o próximo que postar imagem do trabalho escravo infantil".

Faça-me o favor: se fui eu, tenha atitude e desfaça essa "preciosa" amizade.

Acabo de receber uma remessa de três livros. Todos quero ler em janeiro. E uma amiga, cuja casa frequento (que me conhece e me aceita com defeitos e qualidades), me emprestou outro que eu pretendo ler. Ficar menos tempo on-line, essa é a intenção.

Vou sair das redes sociais? Lógico que não. Não cogito, não faço ameacinhas e não fico de mimimi. Muito menos compartilho banners imbecis para cutucar meus amigos que levantam as bandeiras deles. Se são contra o fechamento de um cinema, pode olhar lá na tal timeline, eu jamais colocaria: "ao invés de protestar contra o fim de uma sala que exibe filme cult, por que você não exige melhores condições para os hospitais públicos?".

Ser contra o fechamento de um cinema não exclui outras preocupações. E muita gente anda xiita e pentelha na vida real, virtual e no unverso paralelo. E essa gente não me pega porque eu tenho como um dos mantras de vida a frase de Melvin Udall: "não me venha vender loucuras porque eu já tenho o suficiente".

Quem posta sobre o nada? Super válido. Fico feliz quando descobrem um novo sabor de sorvete ou encontram a prima no shopping. A guerra virtual tem, a cada dia, novos territórios demarcados. Parece que todo mundo só fala BBB e Michel Teló, certo? Eu não via o primeiro (agora tentarei porque conheço o João que está na casa), sei qual é o hit do segundo, ainda que não escute e tenha a certeza que vai durar os costumeiros 15 minutos de fama.

Tenho total teto de vidro. Tenho - e esse post é prova disso - pólvora, chumbo e bala, só que não quero guerrear. Acho que só esse desabafo mesmo, essa quase bandeira branca até meio inconclusiva...

PS: Outro dia minha irmã soltou uma ótima. "Facebook é que nem Caverna do Dragão, todo mundo pode chegar ao caminho de casa (excluir a conta), mas sempre recua".

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