terça-feira, dezembro 02, 2014

Javier

Uma pequena livraria, chica, numa praça da avenida de julho 18 de julho.
Ele abriu a porta, desejou boa tarde e não perguntou se eu queria algo especial.
Um exemplar de "Alice" me chamou a atenção tanto pela edição luxuosa quanto por ser traduzida como "Alícia".
Identifiquei um filme na prateleira de DVDs e começamos mesmo a falar sobre cinema. Foi quando passou a me dar dicas.
Levei o CD que estava tocando também, Jorge Drexler.
Perguntei seu nome, paguei e me despedi.
Poucos minutos depois, já na extremidade da praça, ouvi a voz dele.
Ofegante, ele correu para me devolver um cartão de papelão cheio de carimbos. Ao décimo, eu assistiria um filme de graça no Brasil.
Sabíamos que era importante.

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