sábado, outubro 22, 2011

A estrada é longa

A quantidade de dias para chegar ao destino eu não sei.
O pensamento é vasto, imperfeito.
E ouvi de alguém muito sábio que eu deveria tomar a direção dessa minha vida sem mim.
Eu não conheço atalhos, mapas ou respostas.
Estou sozinha.
Andei por alguns desses caminhos, de fato. Parei o carro e desci.
A estrada ainda está lá. Nem adianta programar o GPS
E ouvi também que eu deveria saber o que quero.
Passei tanto tempo achando que o que não quero fosse mais importante. E não soube responder o contrário.
Lá vou eu reunir essas coisas espalhadas, chamadas de bagagem. Colocar as malas no carro que não tenho.
Vou errar o itinerário por mais vezes, porém a estrada é longa.
Sinto falta de ficar no banco de trás apontando para a paisagem, para as vaquinhas no pasto e para o pôr-do-sol.
Queria colocar o rosto para fora, sentir o vento.
Aquele foi outro momento.
Poderia se repetir?
Talvez não. Alguma inocência ficou para trás entre curvas e quilômetros rodados.
Eu não sei o que encontrarei ao fim.
Eu não sei se chegarei ao fim.
Entretanto ouvi que deveria saber o que quero e concordo.
Ainda que eu mude de ideia, de rota, de casa, de cidade.
Saber o que quero.
Uma jornada e tanto.

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