domingo, maio 07, 2006

Depois de 15 dias de trabalho direto, vim para Belo Horizonte. E já estou indo embora. Ando como louca nos últimos dias, porém agora tenho um roomate. Novo endereço nas próximas semanas, inclusive para receber família e amigos. No fim, a maratona de serviço até que compensou. Recebi elogios pela matéria de emocore na Galeria do Rock até na coluna do Lúcio Ribeiro, no Uol.

"Reportagem ótima no paulistano "JT" desta semana, assinada por Ludmila Azevedo. Era a respeito do preconceito que o povo emocore sofre nas Galerias do Rock, o coração roqueiro de São Paulo. O negócio é sério. Do síndico do lugar à lojistas, ninguém suporta integrantes da tribo que curte "som levemente pesado e adoçado com letras românticas". Geralmente teens sem trabalho e por consequência sem grana, eles são malvistos no local porque não compram discos e "ficam se beijando na porta das lojas", disse uma comerciante. "Proibido estacionar emos e emas", chegou a aparecer escrito em cartaz fixado numa vitrine de loja de discos da galeria. Sociologia rock profunda"

Porém, quero falar mais disso aqui...

As árvores da rua Carangola

Eu nasci no bairro Santo Antônio. Desde criança, a vaquinha da rua Leopoldina me encantava e, por anos a fio, enumerei suas vantagens como boa localização (ao lado da Savassi), vizinhança tranqüila (velhinhos), bares históricos (quem não teve a oportunidade de ir ao Lulu, perdeu a melhor coxinha de frango com catupiry do mundo, além da malucada que se reunia por lá). Agora vejo-me longe das ladeiras, dos rostos familiares e do meu quarto...Talvez por isso, o Santo Antônio tenha virado o meu lugar favorito e dele eu não queira sair quando venho, uma vez por mês, na minha cidade. Ontem, reparei nos contornos das árvores da Carangola, enquanto subia a rua com mamãe em direção à minha antiga academia de ginástica. Na volta, visitei aquele que será o lar dos sonhos, da conquista da pessoa que mais admiro nessa vida e que me receberá de volta sem julgamentos ou críticas, assim que eu quiser voltar. Lamento não ter podido encontrar os amigos. Com a mudança no esquema de plantões, da próxima vai ser mais fácil.

3 comentários:

  1. Anônimo1:59 PM

    Filhinha querida,
    Agora somos pessoas "home less never more". Nosso ap é a nossa cara e a conquista é de nós três e de amigos queridos que temos, juntos construimos uma vida de respeito, admiração mútua, amizade e muito amor. Quero netinhos para passear no micro jardim!
    Mamãe

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  2. Parabéns à conquista da família (e do gato!). Pois bem, Dona Ângela me apareceu fechando ótimamente um vt do Bom Dia Brasil. Só nos resta a vontade de estar naquele boteco defendendo sem muita convicção a minha raça... Beijos,
    João

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  3. Ai que vontade de estar aí...Beijos

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