sábado, julho 07, 2012

De uma saudade que sempre vem...

Eu também estou sentindo falta de mim...
Numa sessão de cinema, na mesa animada de bar com amigos que há muito não vejo, diante da manicure escolhendo um tom de vermelho para passar nas unhas.
Eu também acho que devia escrever mais, inventar uma nova receita para o almoço de domingo, cumprir certas promessas e não desistir daquele moço tão facilmente.
Não vi o novo do Woody Allen, abri uma cerveja para beber sozinha, preciso parar de adiar a ida ao salão.
Eu ando ocupada resolvendo miudezas, entraves: um pequeno desastre doméstico cá, uma burocracia de banco lá e...voilá! Acabou-se o tempo.
O tempo de ser aquela que acorda cedo, come maçã e vai correr. Aquela que grifa livros e suspira ao pensar em seu mundo imaginário, infinito particular. Aquela que lembra de regar as plantas, de comprar o catnip para a gatinha estressada, de retornar a ligação...e faz tanto tempo.
Faz tempo que não descubro uma banda nova, ganho um beijo bem dado, brinco com uma criança na praça, viajo, bato claras em neve, choro.
Sempre sinto saudade daquela que deixo de ser: quando sensível, durona. Quando disciplinada, pisando na areia. Quando workaholic, delirante.
Eterno ou isto ou aquilo.
Até quando, até sempre.

Um comentário:

  1. ou até quando der, ou até quando você quiser.
    ou até sempre, sim, ou até nunca também.
    ou até daqui a pouco...
    mas como é eterno, e distante, esse impreciso jajá.

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