quarta-feira, fevereiro 24, 2016

Mickey

Até o momento, a fase dos 30 foi é a mais instável e interessante que vivi. Não me encontrei na mulher de Balzac e talvez minha personalidade se aproxime mais de personagens de cinema e de séries de TV. Tenho me divertido com a Mickey, de "Love", e me identificado com o jeito extrovertido especialmente moldado para mascarar inseguranças, a vontade de não desperdiçar os últimos suspiros de juventude (e, com isso, acordar com as piores ressacas possíveis) e a capacidade de me adaptar a trabalhos que simplesmente paguem as contas.

No entanto, sou mais generosa comigo mesma (ou aprendi a ser). Nunca me achei a rainha da merda, como ela afirma, assim que deixa o Gus em casa, após um encontro desastroso com a ex dele. Por mais que eu tenha me autossabotado além da conta justamente na faixa dos trinta e poucos, tenho a certeza de que jamais fui covarde ou pisei em alguém. Aliás, esses são meus pequenos troféus sentimentais, que para muitos nada valem.  Faltam dois episódios para eu terminar a primeira temporada. Ao que tudo indica, a série terá continuação. Na vida da Mickey, como na minha, sempre espero aquele ajuste de roteiro. Porque o happy end, sabemos, não existe.





2 comentários:

  1. Prezada Ludj, fiquei curioso para conhecer Mickey, apesar do homônimo famoso não me entusiasmar. Faz 3 anos que conheci os "quarenta", e ainda não estamos íntimos. Me sinto com trinta e treze... Abraço forte.

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  2. recomendo o seriado. ela é mais interessante que o personagem de mesmo nome e mais famoso. abraços!

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