sexta-feira, junho 05, 2015

Just Breathe

Na verdade, eu não deveria pensar em nada a não ser na minha respiração. Mas quando o professor de yoga sugere variações para alunos mais e menos flexíveis, fico no segundo time. Com um ano de prática vejo meus limites físicos sendo superados devagar e sempre. Não é fácil viver em tempos imediatistas. Quando verbalizo "jamais conseguirei" para um ásana, a resposta é: "Claro que sim. No entanto, conseguir realizar a postura não é o mais importante".

Flexibilidade, capacidade de amplitude. Olho para o lado e minha cabeça permanece no joelho, para mim ir além chega a doer. Alguns me parecem relaxados com as suas encontrando as pontas dos pés. Não tenho problema em não ter um corpo flexível, mas fico me perguntando se minha mente é necessariamente a extensão dele. Esse é o grande exercício. Quando estou numa discussão com alguém que pensa totalmente diferente de mim, sou capaz de ceder? Sou capaz de não cair na armadilha do certo e errado (que, no caso, é o outro)? Olho para o lado e há quem nem se movimente. Percebo, enfim, que não é para olhar para ali ou acolá. Eu tenho que olhar para mim, eu tenho que respirar.


Nenhum comentário:

Postar um comentário