domingo, novembro 08, 2009

The Real Thing



Na primeira vez que assisti ao show do Faith no More a banda estava no auge. O ano era 1991. Confesso que tive um pouco de receio do revival: Mike Patton quarentão, meio desanimado cantando músicas que eu nem me lembraria...Quebrei a cara.

Minutos antes eu fazia comparações da Ludmila de 14 anos, apaixonada pelo vocalista do FNM - e que nem dormira na noite anterior de tanta ansiedade - e da Ludmila de 32, meio blasé quase desistindo na última hora porque o Chevrolet Hall tem uma acústica ridícula, porque é domingão, enfim...

Se antes meu problema era esconder as espinhas com minâncora ou ter uma prova de matemática decisiva no dia seguinte e, ainda, depender da autorização da minha mãe para ficar no gargalho, agora eu tinha o ácido retinóico para esconder os sinais, o fato de trabalhar no dia seguinte (que é pior que prova de matemática, diga-se de passagem) e não precisar pedir para ninguém para ficar onde bem entender. Além do mais, eu posso beber (ou não fica a meu critério).

Deixei minha rabugice antes do primeiro acorde e fui para grade. Cantei todas as músicas e, evidentemente, revivi meu amor adolescente por Mike Patton. Ele lá com um gel canastrão no cabelo (sem pança, thanks God!), um terno cinza metalizado meio crooner de boteco de quinta meio mafioso de "Gomorra" (que só tem mafioso sem glamour), falando palavrão, portunhol, tirando sarro, mostrando a língua...Super meu tipo: de novo!

Embalando as performances alucinadas de Patton, uma banda afiadíssima, pesada, excelente como o Faith no More sempre foi (mesmo com a saída do Jim Martin). Eu iria me arrepender demais se tivesse perdido a noite de hoje.

4 comentários:

  1. Adorei; é por essas e por outras é é ótimo ter mais de 30 anos. bjos.

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  2. Pois é amiga! Beijocas!

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  3. Anônimo9:18 AM

    Legal, me identifiquei. Senti mais ou menos as mesmas coisas nos 2 momentos (1991 / 2009), haha. FAITH NO MORE - forever my fave band EVER!!! :)

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